7 Dez 15h23
Andrés não falou nada de errado. Disse o certo, mas na hora e no local errados. E isso quase sempre é o mesmo que dizer besteira. Opine
O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, não falou nada de errado ao lembrar, na festa de encerramento do Brasileirão de 2010, de clubes que, a exemplo do Corinthians, foram rebaixados e voltaram para a Primeira Divisão, nas suas palavras, "pela porta da frente", ou seja, disputando a Segundona e ficando entre os primeiros colocados.
Ele está certíssimo.
E o lindo título conquistado pelo Fluminense este ano não apaga a vergonha de ver um time ser catapultado diretamente da terceira para a primeira divisão, na canetada, sem disputar a segunda, como ocorreu de 199 para 2000 com o Tricolor.
Graças a Deus, essa prática parece extinta de nosso futebol.
Ela é feia, provinciana, retrógrada, apelativa, incompatível com os apelos do mundo atual.
O erro de Andrés foi ter feito este comentário justamente no momento em que o Flu, "o time que não voltou à Primeira pela porta da frente", recebia a taça e todas as glórias pela conquista de um título brasileiro sobre o Corinthians dirigido por ele.
E sobre o Corinthians justamente no ano em que se preparou com todos os requintes e recursos para ganhar algo no ano no seu centenário, que acabou virando, para os adversários, centenada.
Acabou parecendo rancor, despeito.
E coisa de quem não soube perder e ainda tinha a ferida da derrota aberta, sobretudo após uma rodada final em que se falou tanto em mala branca para o Guarani e o time de Andrés não conseguiu sequer vencer o "besão" do rebaixado Goiás.
Aí, claro, Andrés deu munição para que a torcida do Flu, maioria absoluta em uma festa realizada no centro do Rio de Janeiro, o cobrisse com uma das mais estrepitosas vaias dos últimos tempos.
Andrés não falou nada de errado.
Ele falou no local e no momento errados.
E, isso, na suprema maioria dos casos em público, é quase o mesmo do que dizer besteira.













