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Posts de 17/12/2010

17 Dez 17h36

O (Cesar) Cielo é o limite

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cielo O (Cesar) Cielo é o limite Fotos Satiro Sodré - CBDA

Cielo em italiano é céu.

Cielo em espanhol é céu.

Cesão Cielo acaba de faturar o ouro nos 50 m livres no Mundial de Piscina Curta em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Cesão bateu o novo recorde do campeonato e da America do Sul com 20s51, 21 centésimos abaixo do  recorde mundial de 20s30, do sul-africano Roland Schoeman, que foi batido em 2009 com um daqueles supermaiô colantes hoje proibidos.

Se esses recordes forem anulados, não tem para ninguém.

O Cielo - Cesão Cielo - é o limite.

Quem para este homem?

cielo tv 20101217 O (Cesar) Cielo é o limite Divulgação

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17 Dez 08h40

Pilotos e aeroviários querem fazer greve no Natal. Tudo milimetricamente pensado para atrair o ódio do público

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aviao Pilotos e aeroviários querem fazer greve no Natal. Tudo milimetricamente pensado para atrair o ódio do público Divulgação/Lego

Fim de ano.

Aeroportos superlotados, vôos atrasados, partidas canceladas e milhares de pessoas brigando, chorando, berrando, gritando, xingando, agredindo e sendo agredida nos terminais.

Alguém tem dúvida de que um pouco (ou muito) disso tudo vai acontecer nos aeroportos de todo o País a partir do próximo dia 23 de dezembro?

Eu não.

E tudo isso vai rolar, a gente sabe, se todos estiverem trabalhando o tempo todo nas companhias aéreas da ida do Natal até a volta do Ano Novo.

Agora imagine se pilotos e comissários de bordo entrarem em greve dois dias antes do Natal?

Pois é... verdade: os aeronautas e os aeroviários ameaçam entrar em greve no dia 23 de dezembro.

Isso mesmo: uma greve de pilotos de avião e de comissários de bordo na antevéspera do Natal.

Os aeronautas (pilotos) querem 15% de aumento.

Os aeroviários (comissários de bordo), 13%.

As empresas querem dar 6,08%.

Olhem, os trabalhadores podem estar corretos em suas reivindicações.

Mas, francamente: essa ameaça é uma lição completa de como fazer tudo certinho para atrair o ódio e a antipatia da população para uma causa.

Se parar neste período, essa turma não deixará sem vôos os executivos e grandes empresários que formam a maioria suprema das pontes aéreas durante o ano comercial.

Será a família brasileira que estará lá berrando, xingando, brigando enlouquecida para sair de um lugar e chegar a outro.

Berrando com a criança, o bebê, a mulher, o marido, a sogra, o sogro, o vovô, a vovó.

Independentemente de quem estiver certo, aeronautas e aeroviários, se pararem, darão o queijinho cortado na boca dos donos de empresa de aviação.

Se a culpa pelo caos anunciado poderia ser das empresas, agora não será mais. De jeito nenhum.

Isso porque os dirigentes das companhias vão dizer assim:

- Vocês estão vendo... Esses funcionários pararam justamente quando os brasileiros mais precisam deles... Nós estamos aqui. A culpa é de quem está em greve.

Se esses trabalhadores fizessem uma campanha agora, nos aeroportos, durante o feriadão, esclarecendo os consumidores, e entrassem em greve depois da volta do ano novo, se fosse o caso, não ganhariam a simpatia da sociedade para a sua causa?

Asa de avião vistosa é bacana.

Mas tem hora que orelha grande atrapalha...

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A melhor informação está aqui. No R7.

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17 Dez 07h44

Unificação com Taça Brasil é absurda. Criará o samba do Brasileirão doido. Opine

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flu fernando soutello agif gazeta press 300x208 Unificação com Taça Brasil é absurda. Criará o samba do Brasileirão doido. Opine Fernando Soutello - Agif-Gazeta Press

Mérito, quando é o caso, é para ser reconhecido.

Mas quando é o caso.

Se a CBF fizer essa unificação de títulos brasileiros do jeito que ela está sendo cantada por aí, incluindo todos os títulos da Taça Brasil, disputada entre 1959 e 1968, e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, a Taça de Prata (1967 a 1970), tornará oficial uma das maiores lambanças da história do futebol brasileiro e mundial.

E criará o samba do Brasileirão doido.

Tudo indica que, na próxima quarta-feira (22), a CBF anunciará a unificação total com a imagem de Pelé decorada com medalhas e prêmios dos seis títulos que passaria a acumular com a mudança.

A imagem explodirá em todo o mundo e provocará coceiras nas diretorias do Flamengo e do São Paulo, líderes atuais com seis títulos cada, embora a CBF não reconheça a conquista do rubro-negro em 1987.

A unificação é um equívoco esculpido em suor.

Por alguns motivos claros. Vamos lá:

* O Robertão, a Taça de Prata, gerou o Campeonato Brasileiro disputado de 1971 até agora. Foi efetivamente uma competição nacional, com volume e variedade. Merece ser considerada Brasileirão.

* O mesmo não ocorre, absolutamente, com o torneiozinho mixuruca que foi a tal Taça Brasil, aquele de 1959 a 1968, na suprema maioria dos casos uma merreca disputada por seis clubes.

* Odir Cunha, amigo, jornalista e escritor talentoso, dono de um texto de primeira linha, fez a pesquisa em que se baseia a CBF para provavelmente aprovar tudo. Apesar de ser santista de quatro costados, Cunha não legislou em causa própria (aceitos todos os títulos, o Peixe ficaria com oito). É sujeito sério. Colocou no papel o que achou correto de suas pesquisas. Só que seu argumento de que a Taça Brasil deve ser considerada porque não havia outro campeonato nacional está longe de convencer. Fosse assim, deveria ser considerado apenas um título para o Palmeiras em 1967. Neste ano, o Verdão conquistou a Taça Brasil e o Robertão. Ué, então, se o Robertão era o maior, que se considere apenas ele. Ou precisamos considerar campeões brasileiros os campeões da Copa do Brasil, que é um torneio nacional, a partir de 1971?

* Campeonato que merece ser reconhecido é torneio efetivamente nacional e plural. Se a Taça Brasil não era nacional e plural, não pode ser reconhecida como campeonato. Mesmo nos anos em que tenha reinado sozinha. Se na minha geladeira há só um prato com três colheres de arroz passado, eu até posso engolir aquilo para não morrer de fome. O que não deve se admitir é que eu fale depois que jantei decentemente.

* O Uruguai foi campeão de futebol nas Olimpíadas de 1924 e 1928. Não havia Copa do Mundo nesta época. Então precisamos transformar o Uruguai em tetracampeão porque não havia outro torneio mundial naquela época a não ser o das Olimpíadas? Certamente não. Aqui, como lá na Taça Brasil, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

* O Flamengo foi campeão da chamada Copa União em 1987. Para mim e para muitos, provavelmente a maioria, é o legítimo campeão brasileiro daquele ano. Ao contrário do que se pensa, a Justiça não impede o Flamengo de ser declarado campeão. Proíbe apenas que o Sport também não seja considerado campeão. Então seria o caso de a CBF assumir oficialmente dois campeões naquele ano, o Fla e o Sport?

* Com 191 gols, Roberto Dinamite é, disparado, o artilheiro dos Brasileiros. Sempre nos ensinaram assim. Agora não é mais?

* A CBF resolveria tudo isso com Justiça - e sem espetadas bilaterais e pouco importantes - se reconhecesse o que deve ser reconhecido, ou seja, apenas os quatro Robertões de 1967 a 1970.

E você, o que acha?

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Como ficará o ranking de títulos se todas as taças Brasil e de Prata forem reconhecidas:

Palmeiras – oito (Taças Brasil 1960 e 1967; Roberto Gomes Pedrosa 1967 e 1969 e Brasileiros de 1972, 1973, 1993 e 1994)

Santos – oito (Taças Brasil 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965; Roberto Gomes Pedrosa 1968 e Brasileiros 2002 e 2004)

Flamengo – seis (Brasileiros 1980, 1982, 1983, 1992 e 2009 e Copa União 1987)

São Paulo - seis (Brasileiro de 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008)

Corinthians – quatro (Brasileiro de 1990, 1998, 1999 e 2005)

Vasco: quatro – (Brasileiros de 1974, 1989, 1997 e 2000)

Fluminense – três (Roberto Gomes Pedrosa de 1970 e Brasileiros de 1984 e 2010)

Internacional – três (Brasileiros de 1975, 1976 e 1979)

Bahia- dois – (Taça Brasil de 1959 e Brasileiro de 1988)

Botafogo – dois – (Taça Brasil 1968 e Brasileiro de 1995)

Cruzeiro – dois (Taça Brasil 1966 e Brasileiro 2003)

Grêmio – dois (Brasileiros de 1981 e 1996)

Atlético-MG – um (Brasileiro de 1971)

Atlético-PR – um (Brasileiro 2001)

Coritiba – um (Brasileiro 1985)

Guarani – um (Brasileiro 1978)

Sport – um (Brasileiro 1987)

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