7 Jan 06h05
Viver para ver: BBB11 é praticamente uma… Fazenda. E ainda paga menos. Quem diz é a Veja. Opine
Viver para ver.
Depois de ter ter feito dez edições do Big Brother Brasil, a Globo parece ter chegado a uma conclusão tão triunfal quanto curiosa.
Qual?
Ei-la, pois: a melhor solução para o nosso (o deles) reality show é fazê-lo ficar igual à... veja só... (veja literalmente) A Fazenda.
Isso: igual ao reality show A Fazenda.
Assim, sabe, de uma suposta Rede Record.
Juro que o atrevimento não foi do titio aqui.
Quem afirma, em seu portal, é a revista Veja.
Às 20h53 desta quinta-feira (6), a Veja tascou em seu portal um texto com o seguinte deslinde:
- A Rede Globo não acompanhou a rival Record no movimento de inflar o prêmio de seu principal reality show. Esperava-se que, depois de A Fazenda 3 pagar dois milhões de reais ao seu ganhador, o modelo Daniel Bueno, o Big Brother Brasil 11 ofertasse o mesmo valor ao vencedor do programa. Mas o BBB vai entregar R$ 1,5 milhão este ano, mesma soma recebida pelo lutador gaúcho Marcelo Dourado em 2010. Já em termos de elenco, não se pode dizer o mesmo. Com modelos, uma ex-dançarina do cantor Latino, um ex-dançarino de axé, um músico desconhecido, um jornalista tuiteiro e uma princesa de escola de samba, o programa da Globo está mais próximo do que nunca da atração de semi-quase-famosos da Record.
Olha, somos felizes no Brasil pelo fato de nunca termos vivido coisas como a que ousarei insinuar a partir de agora.
Mas, de qualquer forma...
... deve ser uma derrota, algo muito terrível mesmo, viver, em pleno século 21, com todos os globalizados e outros ados possíveis, num país com um ambiente de comunicação contemporâneo onde há um concorrente com um caveirão cheiro de gente que estala pezinho, faz biquinho, estica e mela a franja da esquerda para a direita, posiciona-se de prima donna periférica criadora de subúrbio em atividades no máximo técnicas (como sabemos ser a quase totalidade das relacionadas à comunicação de massa), lança ovos por janelas chiques, dá gritinho histérico com falha de voz de taquara rachada e acusa o vizinho, quieto no seu canto, de copiar tudo, mas copiar tu-di-nho!, do meu-seu-nosso penteado.
É, a gente aqui nunca viu isso mesmo por aqui...
Bacana.
Ah, olhem, um alívio...
Mas, de qualquer forma, chega-se, por cá, a uma conclusão: há que se ficar quieto.
Bem quieto.
Quietinho.
No conforto final do som do silêncio (eu não sabia que silêncio fazia mais barulho do que o relar de taquaras rachadas).
Silêncio que faz perceber que até haveria mais o que dizer.
Mas... deixem para lá...
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