25 Jan 12h38
O mundo foi injusto a favor do Fla na final da Copinha. Em mais uma invasão, a massa rubro-negra agradeceu
O jogo foi no Pacaembu, no miolo de São Paulo, embora a invasão rubro-negra torne esse fato difícil de ser aceito apenas por quem, por exemplo, visse a foto acima.
Entre tantas opções, assisti a final da Copa São Paulo de Juniores, a Copinha, entre Flamengo e Bahia, na manhã desta terça-feira (25), na TV Brasil.
Comentavam a final o experiente Alberto Leo e o craque Djalminha, uma das estrelas do primeiro título rubro-negro na competição, em 1990, ao lado de Paulo Nunes, Marcelinho, Marquinhos, Júnior Baiano, Mário Carlos e outros ótimos jogadores.
Por volta de 15 minutos do segundo tempo, com o time baiano no claro controle do jogo, Djalminha mandou a seguinte análise:
- O Bahia tem o domínio da partida.. Marca melhor, parece estar com mais vontade e, além de tudo, os homens de frente do Flamengo não estão jogando nem sombra do futebol que fez o time marcar 19 gols no torneio. Mesmo assim, acho que o Fla tem mais jogadores em condição de decidir a partida. Por isso, creio que será campeão.
Cinco minutos depois, Thomas dribla o baiano Dudu dentro da área e é puxado.
Pênalti.
Dudu é expulso.
Aos 23 minutos do segundo tempo, Negueba, de pênalti, faz 2 a 1 e define o título para o rubro-negro.
Se considerarmos apenas a atuação rubro-negra na final, o mundo foi injusto a favor do Flamengo.
O time começou o jogo bem marcado e dominado pelo Bahia, que tem jogadores mais altos e fortes na média e parecia com mais disposto no jogo.
No auge do domínio do time baiano, houve o escanteio que gerou o primeiro gol do Flamengo, do zagueiro Frouches, aos sete minutos da primeira etapa (festa na foto abaixo).
O Bahia não se intimidou.
Foi para frente, empatou o jogo (Rafael, de pênalti, aos 30 minutos) e criou oportunidades para virar a partida ainda na primeira fase.
O time baiano voltou muito seguro para a segunda etapa.
Melhor distribuído em campo, marcava a saída de bola rubro-negra com eficiência e chutava de fora da área com muita personalidade.
Mas uma vez mais na partida, por esses caprichos do futebol, o Bahia foi punido quando tudo indicava que viraria a partida e seria campeão.
O Flamengo não jogou bem.
Rafinha, Lucas e Adrian, o trio de ataque tão eficiente nas últimas partidas, teve jornada apagada.
Mas o destino havia decidido que, nesta tarde de feriado paulistano, o mundo seria realmente injusto a favor do Flamengo e ponto final.
Visto pelo ângulo rubro-negro, isso pode também ser chamado de sorte de campeão.
Pela final, não mereceu.
Pelo torneio, é o campeão legítimo.
Um belo prêmio para a sua impressionante torcida, que, em mais um show, invadiu o Pacaembu e proporcionou um belo espetáculo em plena cidadela paulistana, ao lado dos baianos, também e grande número.
Apesar da final sem maiores brilhos, parabéns meninos do Fla.
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