28 Fev 10h09
O diaaaaaaaaaaaaaaaa… em que eu estrangulei um Net
Passei os últimos dias no Rio de Janeiro, a trabalho.
O lugar em que fiquei hospedado tem assinatura de tevê fechada da Net.
O anúncio institucional da empresa é o ó de pretensão.
Entra um cidadão cheio de si, entupido de marra, tocando um violão com ares de John Lennon salvador, feito um messias pronto a nos resgatar.
No auge da performance, o goxtoso ixtrela, acompanhado de um corinho pra lá de dor de barriga, tasca o refrão da coisa: o diaaaaaaaaaaa... em que eu virei um Net.
Chatinho. Muuuuito chatinho. Daqueles chatinhos que a gente fala com a língua lá na ponta dos dentinhos.
Chatinho.
A Net passa isso em todo o País?
Quem souber responda por favor, pois não sou cliente da empresa em São Paulo.
E agora arrumaram até uma filha adolescente para o elemento.
A coisa até não seria tão grave se a rapaziada da Net, sem a mais remota noção de limite, não tascasse essa coisa nos nossos ouvidos uma, duas, até três vezes a cada intervalo.
E fica aquele inferno feito uma marreta lustrada na sua cabeça:
- O diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... em que eu virei um Net.
No fim, eu adotei a sugestão de alguns amigos.
Passei a assistir a coisa com o controle remoto na mão.
O elemento pintava na tela e eu, claro, tascava o dedo no mudão.
Silencio até a próxima peça.
Mas mesmo assim era um saco: muitas vezes você soltava o som, entrava alguma coisa e, na sequência, claro...
- O diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... em que eu virei um Net.
Recado útil: quatro assinantes da Net que jantaram comigo disseram estar evitando os canais da empresa neste período por causa do... diaaaaaaaaaa... em que eu virei um Net.
Como na mesa, além de mim, havia somente eles quatro, julgo que a coisa deve estar irritando muita gente além deste pobre cidadão que vos fala.
Um deles, absolutamente tomado de cólera e revolta, lançou o seguinte refrão:
- O diaaaaaaaaaaaaaaaa... em que eu matei um Net.
E ele não parava:
O diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... em que eu fuzilei um Net.
O diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... em que eu assassinei um Net.
O diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... em que eu estrangulei um Net.
Claro que o fuzilamento ficou apenas nas nossas gargalhadas e no bom humor do meu bróder.
De qualquer forma, para a turma da programação da Net com sensibilidade de Tiranossauro Rex, o recado não poderia ser melhor dado.
Nunca desejei tanto encontrar a concorrente da Net na volta a São Paulo.
O diaaaaaaaaaaaaaaaaaa... em que eu voltei para casa.













