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Posts de março/2011

30 Mar 16h00

R7: Fla piora com atacante fixo. O problema não é jogar com atacante fixo. É jogar com os fixos que o Fla tem…

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luxa mauricio val vipcomm R7: Fla piora com atacante fixo. O problema não é jogar com atacante fixo. É jogar com os fixos que o Fla tem... Mauricio Val / VipComm

Nosso R7 publica nesta quarta-feira (30) uma boa reportagem mostrando que o técnico Vanderlei Luxemburgo quebra a cara quando, supostamente querendo agradar a torcida do Fla, coloca um atacante fixo, de área, a chamada referência, contrariando o que faz desde que montou o grupo para 2011.

Diz a reportagem:

- (...) Coincidência ou não, o Flamengo começou a derrapar na temporada quando o treinador mexeu no time justamente no setor em que vinha sendo criticado. Nas três últimas rodadas do Campeonato Carioca, o Rubro-Negro empatou. Em dois desses jogos, o placar foi 0 a 0 e o time despencou na classificação do Grupo A. (...) Isso aconteceu desde que a equipe voltou a atuar com um centroavante fixo na frente.

A reportagem acrescenta:

Com isso, Ronaldinho Gaúcho, que desfalcou a equipe contra a Cabofriense, retornou à sua posição de origem, como muitos pediam, mas tem rendido menos. Antes atuando mais à frente, em posição nova na carreira, o meia vinha fazendo melhores exibições e o time ostentava 11 vitórias e apenas um empate. O astro havia marcado cinco gols.

A constatação está correta, mesmo porque os números não deixam ninguém mentir.

O que pode ser contestado são as conclusões tiradas a partir dessas estatísticas.

O texto sugere que jogar no atual esquema (esquema?) criado por Vanderlei poderia ser melhor do que, por exemplo, um 4-4-2 com um atacante de área e outro rápido, de referência.

Não é bem assim.

Pelo mero fato de que, neste caso, nem o problema nem a solução passa por este ponto.

O que faz a diferença é ter um bom atacante de referência, que faça gol – e isso o Fla, ao menos no momento, infelizmente não tem.

Deivid sempre soube fazer gols. Mas hoje está sem ímpeto e sem tempo de bola. Parece desestimulado, entregue, resignado com a fase medíocre e assustado em jogar no Flamengo.

A raça e a disposição de Wanderley são comoventes, mas apenas isso não é suficiente para torná-lo “o” atacante do Flamengo. Infelizmente, falta futebol.

Se nada for feito, o Brasileirão e a reta final da Copa do Brasil tornarão mais evidente e dramática esta carência.

Este é o problema.

Mande o Luxemburgo, que por sinal já se declarou várias vezes fã do esquema, armar um 4-4-2 tendo na tal referência o Liedson com a bola atual (a de sempre aliás, ao contrário de Deivid), o Vagner Love, o Fred do início do ano no Flu ou mesmo o Adriano Imperador para ver se a coisa não funciona?

Apesar de invicto na temporada, o Flamengo faz poucos gols.

Na baba do Campeonato Carioca, fez apenas dois por jogo de média na Taça Guanabara e 1,6 na Taça Rio.

Teve dificuldade para ganhar adversários que deveria ter atropelado.

Nos três clássicos disputados até agora, ganhou apenas do Vasco, mesmo assim no momento em que o Gigante da Cruz de Malta vivia um de seus piores momentos nos últimos anos, numa água de fazer dó, após três derrotas seguidas para pequenos nas três primeiras partidas da Taça Guanabara.

Nos outros dois clássicos, empatou com Botafogo e Fluminense merecendo perder.

Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Fluminense, Santos, Inter, Grêmio e Vasco, para citar apenas alguns, chegam neste ponto da temporada com ataques funcionando e uma cara tática minimamente definida.

A respeito do Flamengo não se pode, absolutamente, falar o mesmo, apesar de ainda não ter sido derrotado.

Com um atacante de área que ajudasse a coisa ficaria mais fácil.

O torcedor, que não é otário, sabe disso.

Por isso pragueja tanto contra Luxemburgo por não ter aceito o Imperador.

O melhor do Futebol está aqui. No R7.

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29 Mar 19h15

Coragem absurda de Alencar colocou em dúvida a certeza de que um dia a gente morre

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alencar lula dilma daia olivier r7 300x214 Coragem absurda de Alencar colocou em dúvida a certeza de que um dia a gente morre Daia Olivier/R7

A perseverança e a coragem inacreditáveis do ex-presidente da República José de Alencar Gomes da Silva, morto às 14h41 desta terça-feira (29), aos 79 anos, de falência múltipla de órgãos provocada por câncer, colocaram em dúvida para mim, em alguns momentos, a certeza de que a gente morre um dia.

Foi talvez a mais brava e comovente luta pela sobrevivência que testemunhei em meus 45 anos de vida.

Foram 20 anos marcados por uma sequência absurda de cirurgias e uma capacidade de superação que surpreendeu os brasileiros e o mundo.

No final de outubro de 2010, no auge de sua luta, Alencar declarou, mais uma vez, não ter medo da morte. E, com a grandeza de sempre, completou.

- Peço a Deus apenas que não me dê nem mais um dia que eu não possa viver dignamente.

O ultimo dia de dignidade chegou.

Mesmo assim, já desconfiei hoje, umas três vezes, se isso é mesmo verdade...

Vida grande e eterna, José Alencar.

O melhor a cobertura política você encontra aqui, no R7.

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28 Mar 18h56

Adriano dois: quem rouba ética tem cem de perdão?

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gilmar rinaldi marcelo ferrelli gazeta press Adriano dois: quem rouba ética tem cem de perdão?

O Corinthians anunciou, na segunda-feira (28), a contratação do atacante Adriano, sem clube desde que deixou, dias atrás, a Roma, da Itália.

O contrato tem duração prevista até junho de 2012.

De acordo com o diretor de futebol do Timão, Roberto de Andrade, o Imperador não terá qualquer privilégio e será duramente punido por todas as eventuais falhas, atrasos e faltas a treino e a jogos:

- O Corinthians fez um contrato muito bem preparado e bom para o clube. Estamos cobertos. Não deixamos brecha para qualquer prejuízo. O Adriano concordou com tudo e, assim que assinar, será anunciado oficialmente. Ele não terá privilégio algum. Será tratado como qualquer outro atleta do grupo. Todos estão preparados para recebê-lo muito bem. O fato de a família dele morar longe não é problema. Muitos do atual grupo também têm família fora de São Paulo.

Enumerei no texto anterior (leia depois abaixo) os motivos pelos quais penso que Patrícia Amorim, Vanderlei Luxemburgo e o Flamengo erraram e vacilaram ao não contratar Adriano.

Acho que um contrato que desse condições de punir – aliado obviamente à coragem política de clube e técnico de não hesitar em punir – poderia resolver o problema do rubro –negro, que não consegue firmar um esquema justamente por não ter no momento um atacante de área que preste.

Penso ter faltado ao rubro-negro coragem, grandeza e inteligência neste episódio.

Embora tenha defendido a contratação do Adriano pelo Flamengo, estou certo, mas absolutamente certo, de que, se isso ocorreesse, a suprema maioria da imprensa esportiva paulista estaria a bradar, neste momento, que o rubro-negro aceitou o Imperador porque “o Rio é bagunçado mesmo”, “os times cariocas são uma bagunça e então o Adriano deveria ir para lá, “o Adriano é vagabundo mesmo; teria mesmo que jogar em time carioca, que não liga para isso”, “os times do Rio só treinam um período”, “só o Rio aceitaria o Adriano”... e coisas desse tipo.

Isso embora oito clubes brasileiros – entre eles os paulistas Palmeiras e Corinthians – tenham procurado o empresário Gilmar Rinaldi para sondar as possibilidades de contar com o futebol de Adriano depois que ele deixou a Roma.

Mas como Adriano foi para o Corinthians e, sobretudo, como a contratação foi intermediada por Ronaldo e sua empresa 9ine, nada disso aconteceu.

E o Curingão, claro, não foi chamado por ninguém, a não ser por uns poucos torcedores contrários à contratação de Adriano,  de “ponto de fim de carreira de vagabundo”, “bagunça que aceita tudo” ou coisa do tipo.

Coisas do, digamos assim, elogiável poder convincente do Fenômeno e do Timão.

Em todo caso, o Corinthians tomou uma atitude de risco que eu, particularmente, acho positiva e elogiável.

Respeito e entendo os que apresentam o passado de Adriano para dizer que não fariam isso.

Mas, particularmente, achei bacana.

Só que, neste processo, faltou a mais básica conduta ética com Gilmar Rinaldi.

Depois de 11 anos tendo a vida e a carreira administrada por Gilmar Rinaldi (e olha que isso, em se tratando de Adriano, por tudo o que se sabe, definitivamente não deve ter sido fácil), o Imperador jogou sua imagem para ser cuidada pela 9ine do amigo Fenômeno.

E declarou que, a partir de agora, cuidaria ele sozinho dos contratos com os clubes, justamente a parte que cabia ao ex-empresário.

Tudo isso sem dar um telefonema para Gilmar Rinaldi, que soube dessas coisas como você e eu - ou seja, pelo noticiário – e, num respingo de carinho que sobrou da relação, ainda declarou nesta segunda (28), equivocadamente, que o Adriano seria “o menos culpado”.

Não é não, Gilmar. É tão culpado quanto. Tem 29 anos. Já houve tempo para aprender o que é educação e relação ética.

Ronaldo e a 9ine disseram que não atropelaram Gilmar porque não passaram a cuidar dos contratos do Tanque, mas apenas de seu potencial de imagem, do lado publicitário.

Pode até ser, embora a sensação geral, por tudo o que aparece, é a de que a 9ine tenha efetivamente intermediado ou ao menos opinado nas conversas entre Adriano e Corinthians.

Mas, de qualquer forma, ainda que as funções fossem divididas ou mesmo que a Gilmar não restasse outra saída a não ser abandonar o barco, isso mereceria ao menos um telefonema para Gilmar.

Adriano não é obrigado a ficar com Gilmar nem com qualquer outro empresário.

Mas mudar de ares após onze anos sem dar um telefona para o parceiro de trabalho de mais de uma década não é exatamente a forma mais digna de se terminar uma relação profissional.

É preciso fazer uma lembrança importante.

Há onze anos, no ano 2000, Gilmar Rinaldi deixou a diretoria de futebol do Flamengo.

Estava decidido a iniciar a carreira de empresário de jogadores.

Ao sair, Gilmar pegou de imediato a carreira de três jovens talentosos rubro-negros para cuidar.

Um era o atacante Reinaldo.

O segundo, o zagueiro Juan, que depois faria uma carreira brilhante na seleção e até hoje defende a Roma.

O terceiro era um atacante negro alto, forte, impetuoso, rápido e com um chute absurdo de canhota.

Um certo Adriano.

Até hoje, muitos acham que faltou ética a Gilmar na medida em que pegou os garotos do clube em que trabalhava como administrador imediatamente após deixar o cargo, sem qualquer quarentena ou intervalo.

Pode ser.

Ironia e cilada supremas do destino.

De qualquer forma, um erro não justifica – e nem deveria atrair - o outro.

O melhor do Futebol você acompanha aqui. No R7.

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28 Mar 17h18

Adriano um: recusa burra e conservadora no Flamengo

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adriano Adriano um: recusa burra e conservadora no Flamengo

Concordo com a avaliação da maioria a respeito das burradas e inconsequências cometidas por Adriano em sua carreira.

Ele foi antiprofissional, para dizer o mínimo, em várias situações.

Das faltas sem justificativa no Fla ao ao suposto corpo mole na Roma, de onde aparentemente teria forçado saída após um curta temporada de oito partidas sem marcar um gol.

Estou com a maioria no pensamento de que Adriano não é mais criança e merece crítica e punição por seus erros.

Deveria ser punido com maior rigor em várias situações, tanto no Flamengo como nos três times italianos que defendeu.

Tudo isso é fato.

Agora, a partir deste ponto, passo a discordar do futuro a ser imposto a Adriano a avaliação da maioria dos meus colegas de jornalismo.

Na avaliação da maior parte dos jornalistas, Adriano mereceria hoje um futuro como aquele desenhado nos versos finais do sublime Hino de Duran, obra-prima de Chico Buarque.

Para esses, o futebol deveria fechar sobre Adriano o cerco, pregá-lo na cruz e depois chamar os urubus.

Administrar um cara como Adriano não é fácil. As provas disso estão fartamente disponíveis.

Mas, a partir daí, condenar um cara de 29 anos, com todo talento e vigor físico ainda presente, que se oferecia ao Flamengo como um gato caseiro arranhando portão, com a possibilidade de se pagar por tudo isso um salário pequeno em meio à falta evidente de atacantes do seu porte no mercado, para dar algum sentido à falta de esquema de Vanderlei, que parece estar perdido atualmente em relação ao esquema, parece-me, além de desperdício, um franco exagero.

É claro: é preciso colocar todas as multas, todas as ressalvas, todas as cláusulas de proteção.
Fazer contratos com janelas de rompimento unilateral de tempos curtos em tempos curtos, tudo isso.

Mas tentar. Tentar.

O cara é da casa, adora o clube, desistiu da Europa por isso. Mereceria ao menos mais uma chance.

Não tentar por que?

Apresentem um motivo nobre (mas efetivamente nobre, não essas picuinhas moralistas em que a gente se apega para acertar nossos próprios recalques com o passado) que não se tente?

Quem perderia no Flamengo em caso de um contrato feito com instrumentos suficientes para permitir que Adriano seja punido e limado ao primeiro sinal que justifique isso, podendo o clube ter a certeza de que é possível ou não aproveitar o seu talento?

Quantas besteiras piores do que essa já foram configuradas no Flamengo por exclusivo capricho dos seu dirigentes?

Não tentar para não correr o risco de ter que desfazer algo que deu errado ao som de alguns “eu não falei”?

Não me parece a saída mais inteligente.

Em 2019, 2029 e 2039, a torcida rubro-negra se lembrará do aniversário do título que o Adriano arrancou nas costas, e não presidente ou do técnico de 2011.

Ok, Adriano deu dor de cabeça, fez besteira, criou constrangimentos e tal.

Mas Adriano, se quiser, joga bola, ganha títulos e faz a alegria da torcida.

Coisas que são, ou ao menos deveriam ser, objetivos finais do futebol.

O corpo de Adriano, quando ele quer, obedece. E parece que ele queria.

O empresário Gilmar Rinaldi, em entrevista coletiva dada nesta segunda-feira (28), revelou, dando os nomes das pessoas, que, desde que Adriano deixou a Roma, oito clubes brasileiros (Cruzeiro, Atlético, Grêmio, Vasco, Botafogo, Fluminense, Palmeiras e o próprio Corinthians) conversaram com ele sobre as possibilidades de ter o atacante.

Como se percebe, ninguém é bobo.

Mesmo porque aí a gente faz o quê?

Parte do pressuposto, do imaginado anteriormente de que Adriano não terá nunca jeito e simplesmente cria uma barreira para que o cara não tenha mais na vida oportunidade em clubes à altura do seu futebol?

Não me parece a melhor saída.

Às vezes tenho a sensação (admito perfeitamente que pode ser apenas sensação) de que essa quase unanimidade em torno da genilização do Adriano carrega algo de conservador.

Penso que o melhor seria se precaver da melhor maneira possível, em termos contratuais, e tentar. Como o Corinthians vai tentar.

Não é preciso lembrar que, mesmo aprontando das suas, Adriano chegou tarde no Flamengo em 2009, pegou um time desacreditado, foi artilheiro do Brasileirão e, com Petkovic, fez a diferença e conquistou o título mais importante da equipe no último quarto de século, praticamente.

O Flamengo tem 11 milhões de euros para trazer Vagner Love?

Não.

O Flamengo tem dinheiro para contratar agora um atacante com 75% do potencial de Adriano?

Não.

O time do Flamengo está definido taticamente a ponto de poder abrir mão de um talento matador como Adriano?

Longe disso.

Os atacantes atuais do Flamengo dão sinais, ao menos neste momento, de que darão conta do recado que aparentemente seria dado pelo Imperador?

Ainda mais longe disso ainda.

Então por que assumir essa postura de soberba e dispensar o cara, que praticamente se ajoelhava por uma vaga no grupo, como se não precisasse dele?

E depois, diretores técnicos como Luxemburgo ganham salários astronômicos e políticos como Patrícia Amorim colhem frutos eleitorais para, entre outras coisas, arrumar soluções para casos como o de Adriano.

Ednilson Souza, baiano que vive em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo, representante típico da maioria rubro-negra contra a dispensa de Adriano, mandou-me um e-mail sobre o assunto.

Reproduzo aqui o trecho principal do texto de Rodrigues:

“Estimado Marini,

Neste processo todo do vem-não-vem do Adriano, você e seus colegas da imprensa bateram quase o tempo todo na tecla do Pacote Adriano. Em linhas gerais, vocês falam que quem levar o cara receberá, no pacote, muito mais ônus do que bônus. Mas, na minha modesta opinião, o verdadeiro pacote para o Flamengo é o Pacote Luxemburgo. Ele é excelente técnico, não há dúvida. Mas, para cada goiaba que entrega, cobra três goiabeiras depois. No caso do Flamengo, ajudou o time a se livrar do rebaixamento ano passado. É verdade. Foi a goibada. Agora virão as goiabeiras. A primeira já foi essa: ficamos sem o Adrianão.”

Pode fazer sentido, Ednilson, pode fazer sentido.

Em todo caso, se for para ganhar voto, prestígio político e dinheiro para trabalhar apenas na zona de conforto, exclusivamente com caras que não atrasam, não gritam, não dão trabalho mas também não fazem gol, situação atual do ataque do Flamengo, assim eu também quero.

Que empresa jornalística ou qualquer outro grupo empresarial não tem aquele rebelde que, apesar de todas as suas manias, vicissitudes e idiossincrasias, é mantido e admirado porque é fora de série e, como tal, traz resultados fora de série?

Patrícia Amorim, Luxemburgo e a diretoria do Flamengo erraram.

Erraram por não ter tentado.

E se Adriano, daqui para frente, virar fantasma nos jogos, estourando e enfiando coco no Flamengo e nos outros no Brasileirão e nas outras competições, e pesadelo no travesseiro, essa turma terá uma das mais incômodas situações pela frente.

A de purgar a culpa por uma situação que é sempre a menor, menos corajosa e inspirada: lamentar o erro de sequer ter tentado.

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26 Mar 09h12

Uma hora de luz apagada no Brasil é dar muito mole para a vagabundagem nativa

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Apagão Uma hora de luz apagada no Brasil é dar muito mole para a vagabundagem nativa

Hoje vários pontos do Brasil e do Mundo estarão apagados por uma hora por causa de um protesto ambiental mundial, a Hora do Planeta.

No caso brasileiro, pelo fuso horário, esse apagão dos bem intencionados acontecerá entre 20h30 e 21h30.

Nada contra manifestações, ecolôs e manifestações de ecolôs.

Ao contrário, muitos pontos a favor.

Mas vamos combinar: uma hora de luz apagada nas grandes cidades brasileiras, à noite, não é dar muito mole para vagabundagem num país que já dá muito mole para a vagabundagem?

Essas coisas no Brasil deveriam começar ao meio-dia.

A gente apagaria simbolicamente o que estaria apagado e daria a maior força, bicho. Mas em segurança, claro.

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25 Mar 23h55

Guia mostra delícias da gastronomia de rua do Rio

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livro ines Guia mostra delícias da gastronomia de rua do Rio Divulgação

Fiz uma reportagem longa para o R7 sobre o lançamento, em São Paulo, do livro Guia Carioca da Gastronomia de Rua, de Inês Garçoni, Sérgio Bloch e Marcos Pinto, na noite de quinta-feira (24), no ótimo restaurante de comida baiana Soteropolitano, na Rua Fidalga, em São Paulo.

O livro e o DVD que o acompanha, com o filme Na Boca do Povo,  mostram uma deliciosa mistura de comida, cultura e criatividade.

Convido o amado amigo que ainda não viu a ler a reportagem clicando aqui.

O melhor dos prazeres da mesa e das receitas você encontra aqui, no R7.

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24 Mar 17h19

Eu invejo o Japão. Sofre com terremotos, mas refaz suas estradas em seis dias…

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Estrada Japão Antes Depois 2 AP Eu invejo o Japão. Sofre com terremotos, mas refaz suas estradas em seis dias... AP

O R7 mostra, com todas as cores, o antes e o depois da total recuperação de uma estrada japonesa partida ao meio com o terremoto que atingiu o norte do Japão no último dia 11 de março.

Os japooneses começaram a recuperar a estrada no dia 18, quando foi possível trabalhar no cenário.

Pois bem: apenas seis dias depois do início das obras, o governo e as empresas responsáveis pela obra entregam a estrada completamente recuperada.

O Japão sofre com um terremoto de vez em quando?

É verdade - e isso é muito ruim.

De qualquer forma, tenho inveja de um País, de um povo e de uma sociedade que recuperam uma estrada praticamente destruída em seis dias.

Nós, brasileiros, não sabemos o que é isso, mas deve terrível viver em um País cortado por rodovias que, por falta de cuidados, matam milhares de pessoas todos os anos.

Ainda bem que não sabemos, não é mesmo?

O terremoto do Japão matou até agora 9.811 pessoas.

A mesma quantidade de almas que o trânsito brasileiro despacha em dois meses.

Pano rápido.

O melhor do noticiário Internacional da internet brasileira está aqui. No R7.

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23 Mar 18h30

Briga chata essa de Ganso com Peixe. Não seria hora de esclarecer de vez a suposta venda de 25% do craque por apenas R$ 301 mil?

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ganso lucas uebel previewcom ae3 Briga chata essa de Ganso com Peixe. Não seria hora de esclarecer de vez a suposta venda de 25% do craque por apenas R$ 301 mil? Lucas Uebel / AE

É legítimo que o craque Paulo Henrique Ganso, 21, queira jogar na Europa.

Os salários são muito mais altos, os ganhos de marketing idem, a projeção bem maior, as condições de trabalho são melhores, o número de jogos por ano é menor e a garantia de espaço na Seleção sempre parece mais próxima.

É também compreensível que integrantes da família do craque Paulo Henrique Ganso desejem, individualmente, que ele não demore a ir para a Europa.

Ganso acaba de sair de uma contusão séria.

Contusão que lhe consumiu cinco meses de futebol quando ele estava no auge.

Diante disso, é normal mãe, pai, irmão, irmã, tio, tia ou namorada temer por algo do tipo: “e se ele arrebenta de novo o joelho, quem vai querer pagar por ele o dinheiro que hoje estão dispostos a encaixar?”.

Fosse ele meu filho, talvez eu pensasse assim.

E você também, não seja dissimulado, para dizer o mínimo.

Acho, portanto, todos esses sentimentos normais e justificáveis.

O que penso ser burrice é essa pressão do jogador e dos responsáveis por sua carreira para que se abram as porteiras de qualquer jeito.

Querendo jogar multa para baixo, adiando conversas, dando declarações dúbias e tudo o mais.

Adotar a cultura de brigar para trocar de clube é perder dinheiro e prestígio a médio prazo.

Dá perfeitamente para Ganso estabelecer sua transição sem esticar a corda desse jeito, como faz agora seu amigo Neymar.

E não como fez Robinho, que perdeu boas oportunidades profissionais embarcando nessa canoa de criar conflito.

Robinho está rico, mas poderia estar ainda mais rico.

Robinho joga lá sua bolinha, mas poderia ser muito mais respeitado.

Se Ganso não quis aumentar seu salário em troca de mais uma elevação de sua multa contratual, que dificultaria ainda mais sua saída, ok, é uma estratégia profissional.

Mas daí a querer reduzir a multa atual sem doar nada, sendo que o Santos, em função de negociações pouco esclarecidas, para dizer o mínimo, controla apenas 55% dos direitos econômicos, é desejar demais.

Deixe a multa como está, deixe seu salário como está e volte a jogar sua bola.

Falam que o jogador poderia fazer corpo mole se sua multa não for reduzida.

Se fizer isso, será um tiro no próprio pé.

Afinal de contas, um atleta que já teve uma contusão séria no joelho, se cai bruscamente de produção de uma hora para a outra, ou deixa de interessar aos grandes clubes do mundo ou será procurado por mixarias.

Seria ruim para o Santos, mais pior ainda para ele.

Quando Ganso for vendido para a Europa, mesmo que ele encaixe um percentual do dinheiro pago, o grosso de seus ganhos estarão apenas no início.

O Santos, por outro lado, praticamente encerrará seus ganhos – esportivos e financeiros – neste ponto.

Por isso é complicado pedir redução da multa – que na prática significará redução de proposta e de dinheiro recebido – assim, de forma pura e simples, unilateral, sem mais e sem menos, sem qualquer recompensa.

Que tal oferecer ao Santos, por exemplo, uma boa parte dos 45% que o jogador e seus representantes possuem em troca de uma redução da multa para facilitar a venda?

Seria uma boa troca, estão pensando nisso?

Sobretudo porque essa multa de 50 milhões de euros (cerca de R$ 117 milhões) foi fixada em contrato entre a DIS e Marcelo Teixeira, o presidente anterior.

Teixeira, que, como sabemos, tem uma relação muito boa com os empresários da DIS representantes do craque.

Tão boa que, segundo o atual presidente santista, Luís Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, está sendo acusado na Justiça, pela atual administração do Peixe, de ter vendido 25% dos direitos econômicos de Ganso a empresários e à propria DIS pela bagatela de 180 dólares, o que daria hoje cerca de R$ 301 mil.

Laor e a diretoria tocam neste assunto aqui e ali, mas me parecem muito tímidos diante de uma denúncia que, se for verdadeira, poderia representar um dos maiores escândalos da história recente do futebol brasileiro.

Não seria o caso, Laor e dirigentes santistas, de aproveitar este momento, esta disputa atual com Ganso e seus representantes, justamente os controladores da outra parte dos direitos do atleta, para discutir publicamente e esclarecer, em todos os seus detalhes, essa questão da suposta venda de 25% dos direitos econômicos do craque por apenas 180 mil doletas, ou cerca de R$ 301 mil?

Com riqueza de detalhes, minúcias processuais e coisa e tal?

Heim?

A propósito, publico novamente aqui o texto sobre essa suposta venda, que tasquei neste nosso canto no último dia 16 de março:

R$ 301.320,00.

Trezentos e um mil e trezentos e vinte reais.

Preço de um apartamento de classe média em um bom bairro de São Paulo.

Dinheiro insuficiente para comprar um entre os imóveis mais espaçosos da Praia do Gonzaga, a mais frequentada de Santos.

Mas, na cotação do dólar na tarde desta quarta-feira (16), seria por este preço, em reais, que Marcelo Teixeira teria vendido 25%, ou um quarto, dos direitos econômicos do jovem meia Paulo Henrique Ganso a empresários.

A curiosa transação teria sido feita por Teixeira no final de 2009, pouco antes de ser derrotado nas eleições do Peixe pelo atual presidente, o economista Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor.

Isso mesmo: US$ 180 mil, ou pouco mais de R$ 301 mil no câmbio médio atual, pelo direito de abocanhar um quarto de tudo o que um time do exterior poderá pagar por Ganso.

Quantia irrisória para a quarta parte de um jogador que tem multa rescisória para o exterior fixada atualmente em 50 milhões de euros, equivalentes a cerca de R$ 116 milhões.

Até o próprio Ganso deseja baixar essa multa pela metade, para facilitar uma proposta e a venda.

Detalhes que só reforçam a fortuna que vale o jogador.

Ganso dificilmente será vendido por menos do que 30 milhões de euros, ou R$ 70 milhões.

Para jogar por baixo, vamos imaginá-lo negociado por esses 30 milhões de euros (acho que tem espaço aí até para uns 40...).

Neste caso, os 25% que teriam sido negociados por Teixeira valeriam 7,5 milhões de euros.

Passsando para reais no câmbio médio atual, isso siginifica R$ 17,5 milhões.

Isso mesmo, 17 milhões e meio de reais, um valor quase 59 vezes maior que os 300 mil reais que teriam sido pagos a Marcelo Teixeira e ao Santos por esses investidores.

Isso considerando a venda em 30 milhões de euros. Logicamente, esse valor poderá ser maior.

Quem faz a denúncia é o próprio Laor, o atual presidente do Santos.

Em entrevista ao programa Na Geral, da Rádio Bandeirantes, Laor informou que o clube entrou com uma ação na Justiça questionando esse valor de venda de 180 mil dólares e a própria transação, que teria sido feita no apagar das luzes da gestão Marcelo Teixeira.

Nós, jornalistas, precisamos acompanhar este caso e este processo mais de perto.

Entrevistar Laor, Teixeira e os compradores.

Confrontar a versão de um dirigente com a de outro e a dos dois com a do comprador.

De qualquer forma, por qualquer ângulo que se olhe este caso, ele parece realmente esquisito e estranho, isso para dizer o mínimo possível diante do que sabe dele por enquanto.

Se os termos da negociação forem realmente esses expostos pelo atual presidente do Santos, estamos, por qualquer ângulo que se olhe, diante, sem exageros, de um dos maiores escândalos da história do futebol.

Pensem comigo.

Se a venda foi limpa, ninguém embolsou nada por dentro ou por fora e o Santos realmente recebeu apenas 180 mil dólares por um quarto dos direitos de Ganso, provavelmente o mais habilidoso craque depois da geração Kaká e Ronaldinho Gaúcho, trata-se de um escândalo de falta de visão e de prejuízo para um clube como poucas vezes se viu, mesmo no ambiente nada saudável da administração dos clubes brasileiros.

E qualquer outra hipótese diferente desta, seja de valor declarado distinto do real, seja de supostas promessas de "recompensas" futuras, considerando o valor da venda colocado e contabilizado oficialmente pelo Santos as míseras 180 mil doletas, aí o caso passa a ser de polícia e de Justiça.

Estranho.

Muito estranho.

Esquisito.

Muito esquisito.

A história está apenas começando.

Quero acompanhar esse babado bem de perto.
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23 Mar 16h44

O tempo, ingrato de plantão, foi cruel até com Liz Taylor

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liz taylor 1 O tempo, ingrato de plantão, foi cruel até com Liz Taylor

Tinha muita dificuldade de reconhecer Elizabeth Taylor em suas últimas fotos.

Dificuldade talvez não seja o termo preciso.

Melhor seria dizer resistência.

Elizabeth Rosemond (ou só Liz) Taylor, o mito inglês fulminante, filhos de pais americanos, de Assim Caminha a Humanidade, Os Pecados de Todos Nós, Ivanhoé, O Pai da Noiva e Adeus às Ilusões e de outros 55 filmes, não era aquela mulher que lutava para preservar a dignidade do corpo inchado aos 79 anos.

O tempo, esse ingrato de plantão que atropela tudo, ousou de ser cruel até com Liz Taylor, que morreu hoje, aos 79 anos, em um hospital de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Mas, para mim, estão congeladas para sempre "aquelas" imagens que fizeram a eterna Gata em Teto de Zinco Quente.

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22 Mar 19h55

Pato pega filha do chefão Berlusconi. Fortes emoções. Mas essa, em tese, não vai querer encaixar uma pensão

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site alexandre pato Pato pega filha do chefão Berlusconi. Fortes emoções. Mas essa, em tese, não vai querer encaixar uma pensão Reprodução / Oggi

O portal italiano Oggi não fez por menos em sua manchete:

- Barbara Berlusconi e Pato, no primeiro beijo da noite

Primeiro foi o casamento com a nossa Sthephany (errei, claro) Brito.

Um casório que, se tinha do outro lado algo assim um pouco sem sal, começou rapidamente a dar prejuízos e dores de cabeça jurídicas, como parecia estar na cara, no início, até aos olhares menos atentos.

Pois bem: mal saiu da batalha jurídica com Sthepanie  (desisto.), morrendo em R$ 50 mil mensais por um bom tempo, e o camarada encara a Barbara Berlusconi, filha do todo soltinho Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália e dono do Milan, portanto seu patrão.

Nosso Patão gosta de fortes emoções pessoais, não é mesmo?

Se Barbara (um casamento desfeito e duas filhas), contribuir para que nosso Pato amadureça um pouco e vire mais Patão, digamos assim, será bacana.

Mesmo porque, com essa aí, pelo menos em tese, risco de morrer em uma grana de pensão daqui a alguns meses ele não corre...

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