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Posts de 30/03/2011

30 Mar 16h00

R7: Fla piora com atacante fixo. O problema não é jogar com atacante fixo. É jogar com os fixos que o Fla tem…

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luxa mauricio val vipcomm R7: Fla piora com atacante fixo. O problema não é jogar com atacante fixo. É jogar com os fixos que o Fla tem... Mauricio Val / VipComm

Nosso R7 publica nesta quarta-feira (30) uma boa reportagem mostrando que o técnico Vanderlei Luxemburgo quebra a cara quando, supostamente querendo agradar a torcida do Fla, coloca um atacante fixo, de área, a chamada referência, contrariando o que faz desde que montou o grupo para 2011.

Diz a reportagem:

- (...) Coincidência ou não, o Flamengo começou a derrapar na temporada quando o treinador mexeu no time justamente no setor em que vinha sendo criticado. Nas três últimas rodadas do Campeonato Carioca, o Rubro-Negro empatou. Em dois desses jogos, o placar foi 0 a 0 e o time despencou na classificação do Grupo A. (...) Isso aconteceu desde que a equipe voltou a atuar com um centroavante fixo na frente.

A reportagem acrescenta:

Com isso, Ronaldinho Gaúcho, que desfalcou a equipe contra a Cabofriense, retornou à sua posição de origem, como muitos pediam, mas tem rendido menos. Antes atuando mais à frente, em posição nova na carreira, o meia vinha fazendo melhores exibições e o time ostentava 11 vitórias e apenas um empate. O astro havia marcado cinco gols.

A constatação está correta, mesmo porque os números não deixam ninguém mentir.

O que pode ser contestado são as conclusões tiradas a partir dessas estatísticas.

O texto sugere que jogar no atual esquema (esquema?) criado por Vanderlei poderia ser melhor do que, por exemplo, um 4-4-2 com um atacante de área e outro rápido, de referência.

Não é bem assim.

Pelo mero fato de que, neste caso, nem o problema nem a solução passa por este ponto.

O que faz a diferença é ter um bom atacante de referência, que faça gol – e isso o Fla, ao menos no momento, infelizmente não tem.

Deivid sempre soube fazer gols. Mas hoje está sem ímpeto e sem tempo de bola. Parece desestimulado, entregue, resignado com a fase medíocre e assustado em jogar no Flamengo.

A raça e a disposição de Wanderley são comoventes, mas apenas isso não é suficiente para torná-lo “o” atacante do Flamengo. Infelizmente, falta futebol.

Se nada for feito, o Brasileirão e a reta final da Copa do Brasil tornarão mais evidente e dramática esta carência.

Este é o problema.

Mande o Luxemburgo, que por sinal já se declarou várias vezes fã do esquema, armar um 4-4-2 tendo na tal referência o Liedson com a bola atual (a de sempre aliás, ao contrário de Deivid), o Vagner Love, o Fred do início do ano no Flu ou mesmo o Adriano Imperador para ver se a coisa não funciona?

Apesar de invicto na temporada, o Flamengo faz poucos gols.

Na baba do Campeonato Carioca, fez apenas dois por jogo de média na Taça Guanabara e 1,6 na Taça Rio.

Teve dificuldade para ganhar adversários que deveria ter atropelado.

Nos três clássicos disputados até agora, ganhou apenas do Vasco, mesmo assim no momento em que o Gigante da Cruz de Malta vivia um de seus piores momentos nos últimos anos, numa água de fazer dó, após três derrotas seguidas para pequenos nas três primeiras partidas da Taça Guanabara.

Nos outros dois clássicos, empatou com Botafogo e Fluminense merecendo perder.

Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Fluminense, Santos, Inter, Grêmio e Vasco, para citar apenas alguns, chegam neste ponto da temporada com ataques funcionando e uma cara tática minimamente definida.

A respeito do Flamengo não se pode, absolutamente, falar o mesmo, apesar de ainda não ter sido derrotado.

Com um atacante de área que ajudasse a coisa ficaria mais fácil.

O torcedor, que não é otário, sabe disso.

Por isso pragueja tanto contra Luxemburgo por não ter aceito o Imperador.

O melhor do Futebol está aqui. No R7.

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