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8 Abr 06h00

Fla esnoba Imperador, que viria de graça. Mas acha normal torrar R$ 34 milhões (que não tem) em Love. É a filosofia, o planejamento…

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pensador1 220x300 Fla esnoba Imperador, que viria de graça. Mas acha normal torrar R$ 34 milhões (que não tem) em Love. É a filosofia, o planejamento...

O Pensador (Le Penseur) - Auguste Rodin

O Flamengo é - efetivamente - uma maravilha.

Virou as costas para Adriano Imperador.

Um cara criado e apaixonado pelo clube.

Um cara que sempre quis não apenas jogar, mas encerrar a carreira no clube.

Um cara que rompeu com tudo e com todos para voltar ao Rio e esperar o chamado do clube.

Um cara que tem, sim, seus problemas de comportamento, mas que poderia ser perfeitamente enquadrado com algumas exigências, autoridade para punir e um contrato redigido com sabedoria, rico em cláusulas punitivas que protegessem o clube.

Um cara que viria de graça, receberia de salário menor do que o de qualquer outro do seu nível - até porque, questionado como está, não teria outra saída a não ser topar, como topou no Corinthians, um contrato de risco.

E, sobretudo, um cara que finalmente resolveria o problema de um time que, a rigor, não fez este ano sequer uma única partida que pudesse ser qualificada ao menos de muito boa.

Uma daquelas que o observador, ao final, falasse: "hoje o time convenceu e jogou bem".

wittgenstein swansea 19471 300x239 Fla esnoba Imperador, que viria de graça. Mas acha normal torrar R$ 34 milhões (que não tem) em Love. É a filosofia, o planejamento...

Ludwig Joseph Johann Wittgenstein, filófoso austríaco naturalizado britânico, um dos principais ícones da revolução linguística da filosofia do século 20.

Adriano daria um eixo e uma referência a esse amontoadão de luxo que Vanderlei tem colocado em campo.

E  que só tem ganhado das babas que encarou, mantendo a invencibilidade no ano, porque os craques e bons jogadores resolvem o problema individualmente.

Bom, mas Patrícia, Vanderelei e parte da diretoria limaram Adriano.

E agora querem queimar 15 milhões de euros, ou cerca de R$ 34 milhões, para ter Vagner Love.

Quinze milhetas de eurotas que o clube, como sabemos, não tem.

Se essa coisa for em frente, precisará encaixar um vale na Globo para pagar a bagaça.

É ou não é de dar gargalhada?

Love é ótimo? Claro que sim.

Love é rubro-negro? Claro que sim.

Love se encaixaria bem nesse esquema hoje indefinido do Flamengo? Claro que sim.

O problema é que Love custa hoje uma fortuna inviável para ser cobiçado por qualquer clube brasileiro.

Clube brasileiro que toca suas finanças de uma maneira minimamente responsável, digo.

O Flamengo ou qualquer clube brasileiro pensar em pagar R$ 34 milhões para repatriar um atacante de 27 anos é uma loucura, uma insanidade total, ainda que esse atacante seja o excelente Vagner Love.

Se houvesse coragem, disposição e competência para enfrentar e equacionar o tal "problema Adriano", o mais claro, evidente, óbvio e racional seria pegar o Adriano, ser feliz com ele nos próximos 12 ou 18 meses, ao menos, e, depois sim, encarar Love em final de contrato, numa negociação mais barata.

Isso seria o óbvio.

Melhor é deixar ir embora o cara que obviamente resolveria o problema e, depois, diante da pressão cada vez mais forte e insuportável da torcida, tentar fazer, a qualquer custo, um negócio que alivie a sensação de corda rente no pescoço.

Isto é a "filosofia" e o "planejamento" do Flamengo...

O melhor do Esporte está aqui. No R7.

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