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2 Mai 16h46

Felipão merece ser punido se não provar acusações. Quem ainda aguenta esse chororô?

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mala sem alca Felipão merece ser punido se não provar acusações. Quem ainda aguenta esse chororô?

Felipão está na galeria dos técnicos mais importantes da história do futebol brasileiro.

É profissional indiscutivelmente vencedor.

E homem correto, de palavra, sincero.

Mas, de tanto reclamar e arrumar discussão sem motivo, tornou-se um dos caras mais chatos do futebol brasileiro.

Daqueles sem alça e sem rodinha, como a foto.

Se não provar o que disse em sua entrevista depois do Palmeiras e Corinthians deste domingo (1), sobretudo a acusação de que o árbitro da partida entrou "premeditado" a prejudicar o Palmeiras, merece uma punição dos tribunais esportivos.

E até mesmo morrer num dinheirinho por ter atacado a moral de um profissional sem provas.

Primeiro, passou toda a semana anterior ao Palmeiras e Corinthians batendo boca com o técnico adversário, o chato suave Tite.

Olha, era Palmeiras e Corinthians.

Palmeiras e Corinthians.

E os dois lá, querendo mais atenção do que os jogadores.

Quando isso de treineiro querer aparecer mais do que boleiro rola num Verdão e Timão decisivo, é porque alguma coisa está muito errada.

Torcedor vai a campo para ver craque e time, e não treinador.

Muito menos treinador que não consegue fechar a matraca .

Se eu e você, amado amigo da blogosfera colorida, estivéssemos lá, um treinando de um lado e outro do outro, o Pacaembu iria lotar do mesmo jeito.

Bom, aí, encerrado o jogo, Felipão, que faz um belo trabalho no Verdão e, diga-se, merecia ganhar o jogo, passou dos limites.

Foi lamentável.

Disse que o excelente Paulo César de Oliveira foi "premeditado" para prejudicar o Palmeiras.

Besteira um.

E um árbitro do quilate de Oliveira vai entrar para prejudicar o Verdão ou qualquer outro time? Bobagem pura de perdedor.

Felipão falou em dossiê sobre erros do técnico.

Ora, quem não tem um dossiê sobre erros de qualquer técnico contra qualquer time?

É só querer fazer e terá farto material.

De qualquer um.

Para qualquer time.

Pelo fato mero de que eles erram porque são ruins.

Ou porque, diante da complexidade do lance e da rapidez exigida para a resposta, de segundo, a chance de errar, mesmo para um bom profissional, é grande e, quase sempre, se tranforma em realidade.

Felipão nunca ganhou jogo com erro de árbitro?

Por favor...

Isso se Paulo César tivesse errado.

Porque detalhe: ele não errou contra o Palmeiras.

Não errou.

Expulsou Danilo porque o carrinho que deu foi criminoso (a entrada de Liédson não merecia expulsão).

E em seguida expulsou o próprio Felipão porque o técnico fez sinal, com a mão, de que o juiz era ladrão e estava roubando.

Quer o quê, Big Phill?

Poder chamar profissional por aí de ladrão, a torto e a direito, para o Brasil inteiro ver, ao vivo pela tevê, e querer que a coisa fique por isso mesmo?

Bom, e a conversa de que não se joga no Morumbi porque "gente muito grande" não quer ou pretende enterrar o estádio do São Paulo é outra besteira.

Por outro fato mero: o Morumbi já está enterrado para a Copa 2014.

A Fifa já anunciou.

O projeto já foi reprovado.

De zero a um bilhão, a chance de o Morumbi voltar a ser o estádio paulista da Copa é zero.

Essa briga política já foi disputada, vencida de um lado e perdida do outro.

Os caras, agora, querem é estádio novo, orçamento novo, financiamento novo, tudo novo.

O Palmeiras de Felipão, o Santos e o Corinthians não jogam no Morumbi por um outro fato mero: estão, neste aspecto, em guerra declarada contra o São Paulo, que, segundo eles, cobra uma fortuna para ceder seu estádio.

Por isso, rasgam dinheiro fora jogando partidas do mata em estádios do tamanho da Vila Belmiro, por exemplo, com 11 mil testemunhas.

E, mesmo que o São Paulo passasse a cobrar taxas generosas como as pedidas, por exemplo, pelo governo do Estado do Rio de Janeiro aos times cariocas para jogar no Maracanã, um Santos ou um Palmeiras da vida, se tivesse o mando de campo em uma partida decisiva, embaçariam até morrer para jogar lá, com o argumento de que o estádio é a casa do São Paulo.

O problema do Estado de São Paulo é não ter um estádio público espaçoso e confortável o suficiente que pertence a todos os clubes, a todos os torcedores, e pudesse ser ocupado com naturalidade por todos, como ocorre com o Maracanã, no Rio de Janeiro, e o Mineirão, em Minas Gerais.

Os paulistas possuem um monte de estádios meio-tiro.

Mas quando precisam de um grande estádio liberado para um jogão, isso não rola.

E não rola porque o Morumbi, o maior deles, é particular e caro.

E, ainda assim, tem grandes e imperdoáveis defeitos.

É um estádio de estrutura, conforto e ergonomia quase primitivos para os padrões atuais, apesar de ser o maior da capital. 

Mas, se fizer um precinho mais camarada, enquanto o Fielzão e o nova arena do Verdão não ficam prontos, o diretor do Palmeiras toparia jogar lá.

E, se não topar, será por mero capricho.

E não pelos fantasmas "maiores" que Felipão vê e sente sozinho.

O melhor do Esporte está aqui, no R7.

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