14 Mai 06h00
Sonho de JJ para Sampa tem dois nomes, um sobrenome e grita do outro lado do muro: Luiz Felipe Scolari
Djalma Vassão/Gazeta Press
Fala-se em Cuca, Dorival Jr., Ney Franco e até em Paulo Autuori para substituir Paulo César Carpegiani no comando do São Paulo, após a eliminação da Copa do Brasil para o Avai, de Santa Catarina, na noite de quinta-feira (12).
Mas o sonho de consumo que habita o coração e a mente do presidente do clube, Juvenal Juvêncio, conta a esta coluna uma fonte próxima do cartola, tem dois nomes e um sobrenome: Luiz Felipe Scolari.
JJ ficou frustrado ao concluir que Felipão não sairia nem seria demitido do Palmeiras mesmo após a impiedosa goleada de 6 a 0 imposta pelo Coritiba, que custou a eliminação do Verdão na Copa do Brasil.
Esperava que houvesse o rompimento para que ele, JJ, pudesse fazer uma proposta a Big Phill livre de acusações e de cutucões éticos.
E também com maiores chances de conseguir acertar com o consagrado técnico um salário mensal menor do que o suposto milhão de reais que Felipão recebe mensalmente do Palmeiras.
JJ e seus assessores mais próximos estão há tempos insatisfeitos com os métodos e o trabalho de Carpegiani.
Achavam-no confuso, preso muitas vezes a exigências bobas e inócuas, inseguro e com pouco tato e manenolance para resolver questões com atletas.
Questões essas que, pequenas no início, acabavam por tomar corpo e se transformar em pepinos, abalando o grupo.
Mas não queriam demitir Carpegiani em meio a uma competição importante como a Copa do Brasil - mesmo porque não teriam como fazer Felipão aceitar a mudança em meio a uma competição que ele também disputava, só que no comando do Palmeiras.
É certo que quem mais prejudicou o São Paulo em 2011 foram exatamente JJ e seus cartolas.
Montaram mal o grupo (basta ver que Luís Fabiano, que sequer estreou, não tem reserva), deixaram de repor peças importantes que saíram, tiveram dificuldade para dar limite entre as atribuições de jogadores e dirigentes, e se desgastaram em brigas bobas com a CBF e clubes irmãos, nos casos do Clube dos 13, do aluguel do Morumbi para jogos do Paulista e no rescaldo da Taça das Bolinhas, entre outras questões.
Pareceram planejar tudo milimetricamente, nos quatro primeiros meses do ano, para prejudicar o time.
Apesar de tudo isso, JJ imaginava que Felipão poderia trazer a firmeza e a autoridade que hoje faltam na rotina do São Paulo.
E, com isso, pavimentar o caminho para a remontagem de um elenco forte.
Um sonho que ficou mais forte e acariciado com as declarações de Felipão após a eliminação do Palmeiras do Paulistão, nos pênaltis, contra o Corinthians, no dia 1º de maio.
A fala do técnico palmeirense, sobre um suposto veto, "feito por pessoas de grande influência", para impedir os outros três grandes paulistas de mandar jogos no Morumbi, foi considerada favorável ao São Paulo e muito elogiada por JJ.
Naquele dia 1º, Felipão disparou:
- O Morumbi não vai ser palco de nada, porque tem pessoas de grande influência que não vão deixar que o Morumbi seja usado, embora seja um dos melhores estádios. Pedi, indiquei, só que meia hora depois já me disseram: 'não, está proibido, está vetado'. Explicaram (os motivos da decisão), mas eu não posso e eu não tenho como dizer pra vocês.
Após a chicotada de 6 a 0 para o Coritiba, na quarta-feira (4), três dias após a eliminação do Palmeiras do Paulistão, JJ esfregou as mãos.
Achou que a hora de Felipão no rival de parede, no rival de CT do outro lado do muro, havia chegado.
Mas, ao que parece, ela não chegou.
E, como não chegou, JJ precisará se resolver entre Cuca, Dorival Jr., Ney Franco, Autuori com uma boa dose de sorte...
Mas o sonho mesmo, aquele sonho de consumo para o momento, tem dois nomes, um sobrenome e continua a berrar do outro lado do muro.
Luiz Felipe Scolari...
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