Publicidade

21 Jun 06h00

Imagem de Neymar renderia R$ 4 milhões por ano. Cuide, rapaz. Será ela, e não a sua bola, que o fará milionário

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , 6 Comentários

neymar Imagem de Neymar renderia R$ 4 milhões por ano. Cuide, rapaz. Será ela, e não a sua bola, que o fará milionário

Foi-se o tempo em que craque de futebol ficava milionário com salário.

Ordenado mensal ajuda, é claro, a compor o pé de meia de boleiros fora de série.

Mas, hoje, o produto principal vendido por esses artistas da bola está muito longe de ser a habilidade para iludir adversários com dribles, deixar companheiros na cara do gol com passes milimétricos ou cutucar a bola para o fundo da rede.

Nos dias de hoje, essa turma acumula milhões entregando ao mercado, a preço de ouro, outra mercadoria: a imagem.

Em boa reportagem feita pelo competente repórter Leandro Mota para o Sistema Globo de Rádio, especialistas em marketing calcularam que o craque Neymar recebe hoje, apenas no Brasil, no mínimo R$ 4 milhões por ano com seus contratos de marketing.

A estrela do Santos seria hoje, segundo seus próprios empresários, o 17º atleta do ranking mundial de faturamento com imagem.

Atualmente, o menino moicano de ouro da Baixada tem contrato com cinco empresas.

Ele empresta sua figura de moleque driblador feliz (e seu corte de cabelo horroroso, mas com, digamos assim, atitude), para vender telefone móvel, máquina fotográfica, material esportivo, roupa e até comida congelada.

Nos próximos dias, outros dois grupos grandes e importantes deverão associar a imagem ao jovem craque.

No contrato firmado com o Santos, em agosto do ano passado, Neymar passou a receber o teto salarial pago pelo clube (R$ 150 mil mensais), com carteira assinada, e mais 70% de tudo o que sua imagem rende. Os outros 30% vão para o clube.

Premiações por títulos à parte, o garoto Neymar, mesmo recebendo 13º, irá encaixar no máximo R$ 1,95 milhão por ano em salários com o novo compromisso.

E isso é valor bruto.

Deve-se descontar daí o pesado imposto de renda para pessoas físicas no Brasil (27,5% na fonte sobre tudo o que passa de R$ 3,74 mil mensais), o INSS e todas as outras taxas e botes públicos e governamentais que o pobre trabalhador brasileiro médio conhece muito bem e todos os meses vê castigar sua mixaria.

Em compensação (se é que dá para falar em compensação para alguém que paga impostos sobre um salarito de cento e cinquentinha), dos R$ 4 milhões anuais gerados por sua imagem, Neymar fica com R$ 2,8 milhões, ou seja, os 70% do total.

E esse total, é bom repetir, por enquanto envolve apenas as ações de marketing de Neymar no Brasil.

No momento, o Santos e representantes do jogador estudam justamente a melhor forma de fazer a imagem do diamante da Baixada gerar lucros também fora do país.

Fica fácil fazer as contas.

Ainda que se considere impostos e comissões pagos pela empresa, “firma” ou pessoa jurídica que recebe essa soca em nome de Neymar, não é difícil chegar à conclusão de que sua imagem gera entre 70% e 75% de tudo o que ele fatura atualmente.

No auge de sua carreira, Ronaldo Fenômeno chegou a faturar oito euros em contratos de marketing para cada dois euros de salário, mesmo levando em conta os milionários ordenados pagos pelos clubes que o contrataram.

E Neymar está apenas no início.

Estes R$ 4 milhões poderão virar no mínimo R$ 6 milhões até 2014, ano da Copa no Brasil, ainda que ele fique por aqui até a disputa da competição.

Alguns homens de marketing acreditam que o valor atual possa dobrar até o Mundial.

Não parece ser uma estimativa exagerada, visto que o faturamento anual com marketing do português Cristiano Ronaldo, só para citar um exemplo, é equivalente a R$ 40 milhões.

Em termos: no quesito imagem, um Cristiano Ronaldo ainda vale muitos Neymares.

Dez, exatamente.

Diante do carisma do brasileiro – e sobretudo a partir do momento em que ele for para a Europa -, pouca gente acredita que essa relação permanecerá a favor do português de forma tão gritante por muito mais tempo.

Todas essas contas, números e estatísticas desnudam uma verdade contra a qual ninguém pode brigar: Neymar precisa abandonar as recaídas de marra que às vezes ainda o atingem, colocar a cabeça no lugar e cuidar bem de sua imagem.

Ele foi bem no episódio em que anunciou que será pai do filho de uma menor.

Assumiu a paternidade e valorizou o sentido de família, tão caro ao público que o admira e consome os produtos por ele anunciados.

Agiu como homem.

É melhor que continue assim.

Sem ataques de estrelismo, sem primadonnismos periféricos, sem brigas imbecis com técnicos, sem imaturidades.

Porque, como está provado e calculado aqui, rebeldia sem causa, na realidade atual do futebol, é jogar dinheiro no ralo.

E destruir o seu produto pelo qual o mercado quer pagar mais caro.

O melhor dos mundos do Futebol e das Celebridades você encontra aqui. No R7.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A