29 Jun 16h34
Confrade Kotscho ao ponto: CarrePão com nossa grana é pornografia
Meu confrade Ricardo Kotscho foi ao ponto.
Se já não contasse com um centavo recolhido na esquina de uma senhora caridosa, albina e vítima de osteoporose, dessas que sempre sucumbem ao aperto clássico do saco pálido de plástico na mão, essa união do Pão de Açúcar com o Carrefour já seria, por si só, um escândalo esculpido em suor.
Um desses de rachar catedral, como diria e insistiria Nelson Rodrigues.
Pelo fato mero de estuprar, num bico só, a parceria com o Casino véio de guerra, o ambiente da livre concorrência do varejo brasileiro e, de resto, o mais rasteiro desafio à nossa inteligência e equilíbrio.
Mas os caras não são fracos não.
Mas agora, vista assim aos olhos e aos moldes atuais, com possíveis 4 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, ou seja, com a grana que o brasileiro acumula para tocar e modernizar o País, passa a ser uma transação inaceitável, uma batida imperdoável, um desafio tosco e pornográfico.
Uma agressão provinciana e inaceitável à cidadania.
Nos anos 1970 havia um anúncio assim: Carrefour, onde você compra tudo...













