30 Jun 20h41
Muamba é recorde. Ou: Custo Brasil e imposto alto fazem País sonhar com o muambeiro
A Receita Federal informa: o total do contrabando apreendido até agora, este ano, somou R$ 618 milhões.
É um recorde absoluto.
De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (30), o valor é 51,1% maior do que o registrado nos primeiros quatro meses de 2010.
As apreensões de todos os tipos, de munição a drogas, de roupas a brinquedos, foram às alturas.
Botes em bolsas e acessórios somaram R$ 26,28 milhões, um crescimento de 423% sobre os R$ 6,20 milhões do mesmo período anterior.
Os relógios apreendidos agora valem R$ 47,84 milhões. No mesmo período do ano passado, valiam R$ 9,84 milhões. Um crescimento de 486%.
Pela primeira vez, valor do total de relógios grampeados bateu o de carros pegos nas fronteiras do País por quem tentam comprá-los mais baratos no exterior e legalizá-los aqui ( R$ 39,3 milhões).
Carros fabricados no Brasil são vendidos a chilenos, argentinos, paraguaios e uruguaios a preços mais baratos do que os pedidos a brasileiros.
Motivo: os impostos no Brasil, que, para alguns carros, chegam a representar quase a metade do preço final.
Pirataria é negócio irregular.
As pessoas devem pagar impostos.
Mas essa explosão da intenção de muambar tem uma leitura paralela clara, cristalina, indiscutível: os custos de produção e de venda das coisas no Brasil, aliados aos impostos intoleráveis cobrados aqui, uma carga tributária em torno dos 40% de tudo o que produzimos, acabam por empurrar o revoltado contribuinte brasileiro para o colo dos que ofertam produtos chineses e estrangeiros, de maneira geral, a preços absolutamente baixos e sedutores.
É como diz uma funcionária pública amiga minha: eu sou brasileira, trabalhadora e pobre; por isso só importo produtos ou compro no exterior.
Faz sentido.
Atualmente, faz todo sentido...













