21 Jul 06h07
Kleber sujou na saída. Sugeriu que a ética dele e a do Palmeiras é a de quem só pode ganhar pelos atalhos, e não pelos caminhos nobres
A arrancada de Kleber para o gol do Flamengo, depois de falar que iria jogar a bola para fora, ao final da partida da noite desta quarta-feira (20), enquanto o campo e o mundo esperavam dele uma atitude de fair play, foi a coisa mais deprimente e estrambótica deste campeonato até agora.
Se esse rapaz roliço julgou que pudesse ser incensado pela chance de virar um herói de terceira da torcida palmeirense em algum momento, a rigor só tomou uma atitude que o jogou no limbo no esporte moderno.
Virou gentinha.
Sugeriu que a ética do Palmeiras, de Felipão e dele próprio é a ética da guerrilha suja.
A ética dos periféricos, a ética dos menores.
A ética de quem introduziu de que só pode ganhar pelos atalhos, e não pelos caminhos nobres.
Está atormentado esse menino, não?
Agonia pública fácil, pequena, digna de desprezo.
Coisa feia.












