22 Jul 15h20
Dois em cada três brasileiros sabem que cor de pele influencia na vida das pessoas. Constatar isso é realismo. Defender é crime
O R7 divulga nesta sexta-feira (22) os resultados de uma pesquisa do IBGE sobre classificação de cor de pele.
Entre outras coisas, o estudo mostra que praticamente dois a cada três brasileiros (63,7%) pensa que a cor da pele influencia na vida cotidiana das pessoas, particularmente no trabalho.
Leia um trecho da reportagem. Eu volto.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira (22) os resultados do estudo Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça, realizado em seis Estados.
Segundo a pesquisa, mais da metade dos entrevistados (63,7%) disse que a cor ou raça influencia a vida das pessoas. As mulheres apresentam percentual maior do que os homens: 66,8% contra 60,2%.
A principal situação em que isso acontece, segundo os entrevistados, é no trabalho, citado por 71%, seguida por relação com justiça/polícia (68,3%), convívio social (65%), escola (59,3%) e repartições públicas (51,3%).
Voltei.
A questão é a seguinte: por preconceito não assumido ou mesmo questão de gosto, pessoas com poder de decisão colocam a cor da pele como determinante para gostar, ajudar ou prejudicar alguém, mesmo que isso não seja assumido ou falado.
Há quem não tenha simpatia por brancos.
Mas essa parcela é, claro, ínfima perto dos que não nutrem admiração por negros.
Seria bom que todas essas pessoas mudassem.
Mas, se não pregarem o preconceito, ou assumir a condição de quem pensa existir gente superior e inferior por causa da cor da pele, em todo caso não há afronta, ao menos pública, às leis e ao cidadão.
O nome disso é crime.
E quem o faz é criminoso.
Todos os estudos, pesquisas e teses recentes provam: só existe uma raça.
A humana.













