1 Ago 15h42
Sandy não falava de sexo e a turma malhava. Sandy resolve falar de sexo e a turma malha. Malas: deixem-na relaxar e… falar em paz, sô
Às vezes é realmente muito difícil entender (e, acima de tudo e em todos os sentidos, saciar) o ser humano.
Quando Sandy, nossa musa aguda e alva de Campinas, cantora afinadíssima e de maturidade precoce, posava de virgem imaculada e fugia de qualquer assunto que remetesse, ainda que vagamente, à atitude sexual, saudável ou não, a turma não a perdoava.
Os que eram do lado supostamente muderno do mundo simplesmente chicoteávamos a pobre coitada com o gato preto morto agarrado pelo rabo.
Careta, puritana, falsa virgem, assexuada e caipira eram o "carinhos" mais leves feitos à Princesa do Eixo Anhanguera-Bandeirantes, que parecia fazer questão de passar a ideia de que fora concebida sem pecado.
Foi assim por anos, todos sabem.
Pois bem.
Aí vem Sandy Leah e tasca na Playboy:
- É possível ter prazer anal.
E aí o povo faz o quê?
Cai de pau (êpa!) na nossa musa aguda de pele de leite.
Vem esse elemento, o Latino, aquele poeta de letras sensíveis, e... chicote na moça.
E vem de biquinho a Adriane Galisteu, a delicada, e reclama que a frase rápida, quase perdida, dita em sibilado absolutamente no tom pela nossa Sandy, obnubilou, obscureceu, toldou, turvou, nublou, abafou os crespinhos nada loiros cultivados por ela a gosto e apoio do maridão e estampados no papel brilhante da revista para alegria da rapaziada.
Bobagem.
Mediocridade.
Provincianismo periférico.
Invejinha horizontal de repartição e disputa imbecil de pedacinho de espaço.
Agora que nossa musa aguda casou, mudou, não nos convidou mas embalou, por favor, façam a gentileza suprema de deixarem-na relaxar e...
... falar em paz.
Gente maleta, sô.
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