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Posts de 02/08/2011

2 Ago 06h01

Brasileiro adora “bicha divertida”, como Roni de Insensato, na novela. Mas repudia gay sério, aquele que pode ser o filho ou o irmão. Opine

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roni divulgacao rede globo Brasileiro adora bicha divertida, como Roni de Insensato, na novela. Mas repudia gay sério, aquele que pode ser o filho ou o irmão. Opine Divulgação - Rede Globo

Leio que o promoter Roni (Leonardo Miggiorin), melhor amigo da alpinista social Natalie Lamour (Deborah Secco) na novela global Insensato Coração, vai socorrer a moça depois da humilhação a que ela será submetida pelo ex-marido, o salafrário Horácio Cortez (Herson Capri).

 

Roni descolará outra capa da revista Fogo Alto para Natalie posar nua com o título "A Musa do Banqueiro Bandido".

 

Roni roubou a cena em Insensato Coração. É uma das personagens mais simpáticas e queridas da trama.

 

Tem sido assim nos últimos 20 0u 30 anos, em praticamente todas as novelas, com personagens que reproduzem o perfil bicha-alegre-divertida-e-amiga.

 

Por outro lado, os autores do folhetim, Ricardo Linhares e Gilberto Braga, foram, digamos, orientados pela direção global a praticamente retirar da trama o casal gay Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo), junto com todo o discurso libertário-moderno-tolerante-GLTB-quiosque-arco-íris que acampanhava a dupla e a turma que orbitava em torno dela.

 

O beijo na boca levantado como hipótese foi solenemente vetado pelos caciques da emissora.

 

Há grandes chances, inclusive, de o casal ser assassinado por Vinícius (Thiago Martins).

 

O motivo é claro: dos grupos de pesquisas organizados pela Globo à sala do telespectador,  o brasileiro médio rejeitou os dilemas e brados com ares de militância do casal de Insensato e de seus amigos com a mesma intensidade com que aderiu à leveza afetada e divertida de Roni.

 

Apesar de Roni ser assumidamente gay,  o público o entende e o assimila como um palhaço, um clown, uma usina de divertimento.

 

E não como um ser dilemado, em conflito existencial e luta diária, eterna, para reafirmar o direito de ser diferente.

 

Roni, enfim, é gay mas praticamente dá a certeza de ser assexuado, de não ter opção sexual.

 

Como tantos outros que o antecederam nas novelas, Roni sugere que sua homossexualidade é só cena e nem nada de sexo tem.

 

Assim, ele não sofre e, consequentemente, não faz ninguém sofrer com "a coisa".

 

Já Eduardo e Hugo, esses não.

 

São gays-gays, zagueiros-zagueiros.

 

Com toda a demanda de restrições e de dificuldade que os gays encaram, junto com suas famílias, amigos e amados, para serem respeitados e vencerem em um mundo que já é difícil uma quantidade para quem é "igual".

 

A propósito, esse gay-gay, homem ou mulher, sempre foi rejeitado nas novelas.

 

Se o outro é a alegria tão sem grilos de ninguém que pode ser tomada até como assexuada, estes aqui são os dilemas existencialistas com o peso do mundo e o grilo de todos.

 

E, mais importante, eles poderiam ser o filho ou a filha, o irmão ou a irmã, o cunhado ou a cunhada, o afilhado ou a afilhada, o sobrinho ou a sobrinha.

 

E isso, para o bem ou para o mal, nos faz pensar e respensar muita coisa, se não das convicções filosóficas e religiosas, ao menos do comportamento e das atitudes no dia-a-dia, para lidar com as pessoas com a dignidade que todos merecem.

 

E isso tudo, muitas vezes, dói. E dá trabalho.

 

A diferença de tratamento nas duas situações é parte do rosto de um país que avança, é verdade.

 

Mas que ainda seis em cada dez pessoas não querem beijo gay em novela e 55 em cada cem não aprovam a união civil de homossexuais já permitida pela corte máxima do País, o Supremo Tribunal Federal, o STF.

 

Constatações.

 

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2 Ago 06h00

Amy Winehouse teria comprado 30 gramas de crack e de heroína 12 horas antes de ter sido encontrada morta em sua casa, diz traficante

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amy winehouse 02 300x225 Amy Winehouse teria comprado 30 gramas de crack e de heroína 12 horas antes de ter sido encontrada morta em sua casa, diz traficante AG News

Dependência química é uma das piores formas de escravidão do ser humano na atualidade.

 

Um traficante conhecido como Tony Azzopardi disse nesta segunda-feira (1) ao jornal britânico Daily Mail e à polícia de Londres que teria vendido 15 gramas de crack e outras 15 gramas de heroína à cantora Amy Winehouse 12 horas antes dela ser encontrada morta em sua casa.

 

Amy teria telefonado e marcado encontro com o traficante ao lado de um pub. De lá, os dois teriam seguido de táxi para um bairro londrino, de onde Azzopardi ligou para o fornecedor que arrumou as drogas.

 

A cantora teria dado o equivalente a R$ 3 mil pela encomenda.

 

Azzopardi disse ter sido apresentado a Amy pelo seu ex-marido, Blake Fielder-Civil.

 

A versão da família, dos funcionários e dos amigos é diferente.

 

Os pais de Amy acreditam que a morte da cantora pode ter sido provocada por uma crise de abstinência provocada pelo fato dela supostamente ter parado de beber bruscamente após ter deixado as drogas.

 

Um segurança disse à polícia que, na noite em que morreu, Amy foi dormir às dez da noite aparentemente sóbria. E acrescentou que não foram encontrados traços de drogas na casa da cantora.

 

São dúvidas que os resultados definitivos dos exames, que estão para sair, ajudarão a esclarecer.

 

De qualquer forma, ser escravo de vício é uma tragédia.

 

O melhor do mundo das celebridades você encontra aqui. No R7.

 

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