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1 Out 23h48

Muricy aceita Pelé entre os 23 que disputarão Mundial de Clubes. Mas veta Falcão, o do futsal

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Esta coluna sempre defendeu que Pelé fosse efetivamente inscrito entre os 23 jogadores do Santos que irão disputar o Mundial de Clubes no final do ano, no Japão, contra outros cinco clubes, entre eles o Barcelona.

 

A ideia do blog era a de que Pelé jogasse apenas alguns minutos ao final de um jogo decidido e, dessa forma, tivesse reais condições, pelas regras do torneio, de levantar a taça e dar a volta olímpica, aos olhos do mundo e para delírio dos santistas, caso o clube brasileiro seja o campeão.

 

Pois bem: essa é exatamente a proposta do presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, que acaba de ser aprovada pelo técnico do clube, Muricy Ramalho, relata Otávio Cabral na coluna Holofote da mais recente edição da revista Veja.

 

Mas Falcão, o melhor jogador de futsal do mundo, atualmente atleta do clube na modalidade, que também gostaria de estar na delegação inscrita no Japão, foi vetado.

 

Para a comissão técnica, o caso Pelé será apenas uma soma de marketing com homenagem muito bem aceita por jogadores, torcida, mercado e amantes de futebol em todo o mundo.

 

Em campo, o Rei Pelé foi bicampeão mundial de clubes pelo Santos e tri com a amarelinha da Seleção Brasileira.

 

Seria a chance de torná-lo oficialmente tricampeão também pelo clube que o revelou como o maior jogador de futebol de todos os tempos.

 

Mas no caso de Falcão, Muricy e a comissão técnica temem que ele, ainda em ótima forma, caia na tentação de jogar sério para ganhar espaço na equipe durante a competição, o que certamente criaria melindres, rancores e divisões entre os antigos do elenco.

 

Ao meu ver, a comissão técnica acertou nos dois casos.

 

O Santos não é o meu time.

 

Mas particularmente, como amante do futebol, não vejo a hora de ver o Rei Pelé entrando em campo, camisa branca, dez às costas, numa das partidas do próximo Mundial de Clubes.

 

Certamente levantarei-me de onde estiver sentado para aplaudir muito e gritar o nome dele.

 

Talvez algumas lágrimas pulem dos meus olhos.

 

É sobrenatural.

 

É mito.

 

É dádiva divina.

 

É Pelé.

 

Será um impacto para mim.

 

E, tenho certeza, para todos os que realmente amam o futebol.

 

A propósito, acho até que, se tiverem oportunidade, outros clubes brasileiros deveriam copiar a belíssima ideia do Santos e fazer o mesmo com ídolos simbólicos com quem já tenham sido campeões mundiais.

 

 

Por que Flamengo, São Paulo e Grêmio, por exemplo, não poderiam tomar atitude semelhante com Zico ou Júnior, Raí ou Renato Gaúcho caso ganhem uma Libertadores nos próximos anos ou mesmo em um momento do futuro em que esses atletas ainda tenham saúde para participar de um projeto bonito como esse?

 

Numa só tacada, o clube valoriza seu ídolo, incendeia sua torcida, toma uma atitude nobre e cria imagem positiva para além de suas fronteiras.

 

E, como se tudo acima não bastasse, ganha dinheiro, caraminguá, alegrete, faz-me rir.

 

Está feita a proposta.

 

Quando não se consegue pensar melhor e de forma mais criativa do que os outros, não se deve ter vergonha estúpida e provinciana de buscar inspiração na ideia que dá certo e está ao lado.

 

O melhor do Esporte você encontra aqui. No R7.

 

 

 

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