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Posts de 04/10/2011

4 Out 17h43

Justiça manda São Paulo entregar a Taça das Bolotas. De novo. Eis a chance de lavar o filme queimado no caso gandula sem perder nada, só devolvendo ao dono o que não lhe pertence…

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arame farpado 1 Justiça manda São Paulo entregar a Taça das Bolotas. De novo. Eis a chance de lavar o filme queimado no caso gandula sem perder nada, só devolvendo ao dono o que não lhe pertence...

O destino às vezes acerta no alvo.

E não é que, horas depois do golpe feioso do gandula, promovido pelo São Paulo na partida contra o Flamengo no domingo (2) e devidamente punido pela derrota diante de 60 mil torcedores (leia post anterior) , a Justiça determina - outra vez - que o Tricolor entregue ao rubro-negro a fatídica taça das bolotas?

Para quem não se lembra, essa taça, tão feiosa quanto o golpe baixo do Tricolor no domingo, foi criada pela CBF em parceria com a Caixa Econômica Federal para ser entregue ao primeiro vencedor de cinco títulos do Campeonatro Brasileiro, lançado em 1971 com a conquista do Atlético Mineiro.

Então é elementar assim: a gente faz as contas de somar, olha o calendário e descobre quem é o dono.

Se o título de 1987 do Flamengo foi reconhecido e feito oficial pela entidade que rege o futebol brasileiro, então não há conversa: o rubro-negro, campeão em 1980, 1982, 1983, 1987 e 1992, é o legítimo dono daquele monte de arame embolotado que um dia teve a intenção de ser chique. 

Sim, claro, porque o quinto título brasileiro do São Paulo, sabemos todos nós que aprendemos a fazer contas e a olhar calendários,  foi conquistado em 2007, portanto 15 anos depois do ano de 1992, o do penta rubro-negro.

Não me considero capaz de dar conselhos nem a baratas em fuga, mas acho que os cartolas são-paulinos deveriam desistir dessas bolotas de uma vez.

Larguem mão disso.

Está na cara que é caso de entrega indevida (da Caixa Econômica) seguida de apropriação indébita (do São Paulo).

Teimosia de marmanjo é feia e tem limite.

Deveriam usar o momento para assumir que o co-irmão é o merecedor da parada, desistir da pugna e cumprimentar o rival de campo.

E, com isso, aproveitar a chance para dar, digamos assim, na linguagem sábia inventada pelo povo, uma limpada no lance sujo do golpe do gandula, aplicado justamente contra o Fla, que pegou mal à pampa.

Mesmo porque está na cara: essa é uma questão perdida para o Tricolor.

A verdade dos números, do calendário e todas as outras circunstâncias já sacramentaram essa derrota.

Se ela não for reconhecida agora, ao menos com o bônus do fair play, será no futuro próximo.

E sem o direito de recolher nada além da humilhação e da encarnação dos rivais.

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4 Out 16h38

Truque do gandula no Morumbi é golpe baixo e provinciano que arrranha imagem de moço certinho de Rogério Ceni. Ou, se ele não tem nada com isso, queima o São Paulo mesmo…

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                                                     TV Lance!

Pegou muito mal, na derrota do São Paulo para o Flamengo por 2 a1, no domingo (2), na volta de Luis Fabiano,  o truque do gandula para facilitar a recuperação de Rogério Ceni sempre que o goleiro deixa sua área e vai para o outro lado do campo bater um falta.

Para quem ainda não sabe do que se trata, conto a história.

Ceni se preparava para bater uma falta.

Uma bola foi colocada bem próxima à trave esquerda rubro-negra, na linha de fundo, pelo lateral esquerdo Júnior César, para que o goleiro Felipe a colocasse rapidamente em jogo caso o chute de Ceni fosse para fora.

A ideia, claro, era surpreender o goleiro são-paulino na volta rápida para a sua meta.

Pois bem:  antes que Ceni batesse a falta, um gandula foi lá, tirou a bola que estava ao lado do gol de Felipe e a guardou.

O objetivo claro era impedir que, caso a bola fosse para fora, o goleiro Felipe batesse rápido o tiro de meta, ainda durante a volta de Ceni para sua área, facilitando assim o contrataque do Flamengo.

Alertado pelo rubro-negro Júnior César - ex-jogador do São Paulo, lembre-se -, o juiz expulsou o gandula autor do feito.

O que não adiantou muito porque, pouco depois, outro gandula fez a mesma coisa em mais uma falta cobrada por Ceni.

Constrangidos, os dirigentes do São Paulo afirmaram depois que os gandulas do Morumbi  são treinados para ficar com a bola com a mão.

Não parece ser verdade.

Durante todo o jogo, nas situações em que não havia falta a ser batida por Ceni, os gandulas colocaram normalmente a bola ao lado de Felipe, na mesma posição escolhida por Júnior César, como mostra essa reportagem do jornal Lance!.

O golpe do gandula é uma atitude baixa, anti-esportiva e provinciana.

Se foi Ceni quem a criou e autorizou, isso mancha um pouco a imagem de atleta sério e com fair play criada por ele em sua carreira brilhante.

Se os autores da ideia foram os dirigentes do clube e a comissão técnica, aí a imagem arranhada é a do próprio São Paulo.

O gandula poderá ser julgado.

Se for considerado culpado, deverá receber multa e ser afastado por alguns períodos.

 A corda vai arrebentar na mão do gandula - do mais fraco, como sempre.

O mordomo, mais uma vez, é o culpado.

A solução para o problema é simples: basta a CBF fazer acordo com as federações estaduais para que se tenha gandula neutros, vindos de fora, em todos os jogos.

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