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4 Out 16h38

Truque do gandula no Morumbi é golpe baixo e provinciano que arrranha imagem de moço certinho de Rogério Ceni. Ou, se ele não tem nada com isso, queima o São Paulo mesmo…

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                                                     TV Lance!

Pegou muito mal, na derrota do São Paulo para o Flamengo por 2 a1, no domingo (2), na volta de Luis Fabiano,  o truque do gandula para facilitar a recuperação de Rogério Ceni sempre que o goleiro deixa sua área e vai para o outro lado do campo bater um falta.

Para quem ainda não sabe do que se trata, conto a história.

Ceni se preparava para bater uma falta.

Uma bola foi colocada bem próxima à trave esquerda rubro-negra, na linha de fundo, pelo lateral esquerdo Júnior César, para que o goleiro Felipe a colocasse rapidamente em jogo caso o chute de Ceni fosse para fora.

A ideia, claro, era surpreender o goleiro são-paulino na volta rápida para a sua meta.

Pois bem:  antes que Ceni batesse a falta, um gandula foi lá, tirou a bola que estava ao lado do gol de Felipe e a guardou.

O objetivo claro era impedir que, caso a bola fosse para fora, o goleiro Felipe batesse rápido o tiro de meta, ainda durante a volta de Ceni para sua área, facilitando assim o contrataque do Flamengo.

Alertado pelo rubro-negro Júnior César - ex-jogador do São Paulo, lembre-se -, o juiz expulsou o gandula autor do feito.

O que não adiantou muito porque, pouco depois, outro gandula fez a mesma coisa em mais uma falta cobrada por Ceni.

Constrangidos, os dirigentes do São Paulo afirmaram depois que os gandulas do Morumbi  são treinados para ficar com a bola com a mão.

Não parece ser verdade.

Durante todo o jogo, nas situações em que não havia falta a ser batida por Ceni, os gandulas colocaram normalmente a bola ao lado de Felipe, na mesma posição escolhida por Júnior César, como mostra essa reportagem do jornal Lance!.

O golpe do gandula é uma atitude baixa, anti-esportiva e provinciana.

Se foi Ceni quem a criou e autorizou, isso mancha um pouco a imagem de atleta sério e com fair play criada por ele em sua carreira brilhante.

Se os autores da ideia foram os dirigentes do clube e a comissão técnica, aí a imagem arranhada é a do próprio São Paulo.

O gandula poderá ser julgado.

Se for considerado culpado, deverá receber multa e ser afastado por alguns períodos.

 A corda vai arrebentar na mão do gandula - do mais fraco, como sempre.

O mordomo, mais uma vez, é o culpado.

A solução para o problema é simples: basta a CBF fazer acordo com as federações estaduais para que se tenha gandula neutros, vindos de fora, em todos os jogos.

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