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3 Nov 16h31

Andrés Sanchez está certo. Condenar o chope da folga do Adriano é falso puritanismo. Não é isso que atrapalha. Ao contrário: o problema é exatamente a gandaia fora do dia de folga. Opine

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adriano e coroa de imperador01 Andrés Sanchez está certo. Condenar o chope da folga do Adriano é falso puritanismo. Não é isso que atrapalha. Ao contrário: o problema é exatamente a gandaia fora do dia de folga. OpineEdson Lopes Jr. - R7

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, está com a razão no episódio da cerveja que Adriano toma em sua folga.

 

 

 

Não deixar o cara em paz para tomar uma cerveja até em seu dia de descanso é falso puritanismo e comportamento perigoso.

 

 

 

Penso inclusive que, se ele estava de folga, não deveria ter tomado na xícara de café.

 

 

Desde que seja com equilíbrio, Adriano pode colocar sua tulipa na mesa e se comportar como outro cidadão qualquer.

 

 

Este equilíbrio inclui, claro, não levantar da mesa e pegar o volante do carro, coisa que parece já ter feito.

 

 

Ao tomar a atitude da xícara, o atacante pareceu dar razão aos patrulheiros que fazem biquinho para o conceito – vejam bem, o conceito - de que um atleta profissional pode, como qualquer outro cidadão pagador de impostos, tomar sua cerveja ou seu vinho com moderação em sua folga.

 

 

 

E essa razão não existe.

 

 

 

Minha briga contra o conservadorismo de candonga é essa aqui: a não ser que exista um diagnóstico de alcoolismo (que evidentemente deve impedir o sujeito de beber para sempre, em qualquer situação), tomar umas e outras no dia de folga é direito de Adriano, de qualquer atleta e, de resto, de todos os outros profissionais.

 

 

 

 

Tão boa (ou melhor) do que Adriano nesse negócio de copo, a suprema maioria dos jornalistas sabe disso.

 

 

 

A bebida que estufa a barriga e distancia Adriano da forma mínima necessária para entrar em campo não é a tomada na folga.

 

 

 

É a que chega no exagero e na falta de equilíbrio de todas as outras estilingadas exageradas que ele supostamente dá em dias regulares de trabalho, treino e jogo, sacrificando o corpo, acumulando calorias e perdendo noites de sono, manhãs de treino e tardes de jogo.

 

 

 

Então é isso o que deve ser condenado – o exagero, o destempero, o desequilíbrio, o descontrole.

 

 

 

E não a cervejinha do dia de descanso, com a histeria habitual.

 

 

 

Que se registrem os exageros, se apresentem as provas e estamos todos combinados.

 

 

Mas bate-boca porque viram o camarada tomando uma na folga? Ridículo.

 

 

 

Adriano não está tonelada porque manda umas e outras ou mesmo dá uma exagerada nas folgas.

 

 

Mesmo admitindo a hipótese de que a água que rolinha recusa é a culpada por praticamente tudo isso, o que não é verdade, o atacante está peso-pesado por causa dos supostos exageros, das baladas sem ter fim em que se meteria três, quatro vezes por semana, com biritada, comida a rodo e tudo o mais.

 

 

 

Então, por favor, condenemos esses exageros, esses pés na jaca em ritmo e em volume incompatíveis com a profissão de jogador de futebol.

 

 

 

E não o direito individual de um jovem de 30 anos – ou de qualquer outro jogador – de tomar a sua em seu dia de folga.

 

 

É ridículo um cara tirar seu descanso autorizado pelo clube, portanto de direito, e, no dia seguinte, se deparar com um monte de gente o chicoteando como veia de camisola em portão baixo de casa de subúrbio porque ele tomou uma cervejinha ou um vinho em sua folga.

 

 

Mas em tempo: se Adriano é alcoólatra diagnosticado, aí muda tudo.

 

 

Não pode e não deve beber nada, em momento algum, nem em folga nem fora dela.

 

 

Ao primeiro pingo de álcool no organismo, o tubarão do alcoólatra acorda e provoca um rebuliço no organismo, pedindo mais, mais, mais.

 

 

 

Aí, já viu.

 

 

 

Mas, neste caso, ele ou qualquer outro precisa parar de beber – totalmente e para sempre – não porque é um camarada patrulhado até em sua folga porque precisa se comportar, voltar a um time e alegrar torcedores e jornalistas fanáticos.

 

 

 

É pela questão de se preservar um doente de caminhar para o precipício.

 

 

Ou a morte.

 

 

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