1 Dez 16h07
Sheik pega um jogo de gancho e está fora da “final” contra Verdão. Foi pouco. Merecia ao menos quatro. Pisada no pescoço de Daniel foi intencional. É agressão, e não ato hostil. Opine
Emerson Sheik está fora da última e decisiva partida do Corinthians no Campeonato Brasileiro de 2011, contra o Palmeiras, às 17h deste domingo (4) no Pacaembu.
O atacante acaba de ser punido com um jogo de suspensão pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o STJD, no Rio de Janeiro, por ter pisado no pescoço do lateral Daniel, do Avaí, na partida disputada no dia 11 de outubro de 2011, pelo mesmo Brasileirão, também no Pacaembu (veja o lance acima).
O jogador do Corinthians foi enquadrado por ato hostil, no artigo 250 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o CBJD.
Dois dos auditores propuseram que Sheik fosse julgado não por ato hostil, e sim por agressão, enquadrado no artigo 254, o que poderia gerar para o jogador uma pena de suspensão entre quatro e seis jogos.
Prevaleceu, no entanto, a opinião da maior parte dos auditores, favorável ao enquadramento no artigo 250, por ato hostil, infração mais leve do que a agressão.
Um dos auditores favoráveis ao enquadramento de Sheik por agressão era o procurador Paulo Schimitt.
Ele fez questão de contestar a defesa do advogado do Corinthians, João Zanforlin, que pregou a inocência do jogador:
– Com todo respeito à defesa, a imagem é clara: o caso é de agressão. Emerson chuta Daniel e, depois, em vez de pular, retarda o passo intencionalmente e pisa no rival. Não interessa se são amigos, se eles se abraçaram depois, se A perdoou B. O que importa é o momento. E, no momento, o Daniel sentiu a pisada e a maldade. Tanto que reclamou claramente e foi atrás de Emerson tirar satisfações éticas. Houve uma equivocada análise da primeira instância ao desclassificar o lance de agressão para ato hostil. Emerson deveria ter sido suspenso por, no mínimo, quatro jogos.
O colunista concorda plenamente com o procurador Schmitt.
A imagem, como disse o procurador, é realmente clara: Emerson, depois de fazer falta dura em Daniel, que cai, retarda o passo propositalmente para pisar no pescoço do jogador do Avaí.
Foi agressão.
Claramente agressão.
E, além disso, uma atitude impulsiva, despropositada e desprovida de equilíbrio, que, claro, prejudica o Timão justamente no momento em que o time vai decidir o campeonato.
Se ele pediu desculpas, se Daniel pediu desculpas, se os dois se entenderam depois, isso não interessa.
Eu, você e qualquer outro não podemos matar alguém e achar que não merecemos cadeia porque pedimos desculpas aos parentes da vítimas. Ainda que esses familiares aceitem o nosso pedido e nos perdoem, não é verdade?
O que Sheik fez com Daniel se chama agressão.
Mereceria, portanto, ser enquadrado por agressão e pegar, no mínimo, quatro jogos de suspensão – este último da temporada e mais três em 2012.
Não dá para entender os bem intencionados que olham a imagem e não enxergam nela a agressão.
É só ver a imagem acima.
A agressão está lá, clara como a Lua alva.
E você, o que acha?
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