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Posts de 04/12/2011

4 Dez 15h50

Comemoração preferida de Sócrates, com o punho fechado e erguido à Pantera Negra, será a marca das homenagens dos artilheiros e nos minutos de silêncio na última rodada do Brasileirão

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socrates punho fechado gazeta press Comemoração preferida de Sócrates, com o punho fechado e erguido à Pantera Negra, será a marca das homenagens dos artilheiros e nos minutos de silêncio na última rodada do Brasileirão Gazeta Press

Ao lado de Reinaldo, o genial atacante do Atlético-MG que deixou o futebol precocemente, o Doutor Sócrates ajudou a popularizar, no Brasil, a saudação ao estilo dos Panteras Negras, grupo político criado em 1966 no estado da Califórnia, o mais rico dos Estados Unidos, para defender negros americanos de perseguições e preservar seus direitos  políticos e civis.

 

Sujeito contido, Magrão nunca foi de festejar gols com explosões de alegria.

 

Mas quando comemorava, quase sempre o fazia da mesma forma, à moda dos Panteras Negras: em silêncio, com um punho fechado e erguido para o alto e o outro totalmente para baixo, também cerrado (foto acima).

 

Pois os torcedores do Corinthians e de vários outros times planejam fazer o mesmo gesto nos estádios assim que os árbitros pedirem um minuto de silêncio em homenagem ao Doutor antes do início das 20 partidas que irão lascar fogo nesta alucinante 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro de 2011.

 

Além disso, vários jogadores prometeram repetir a comemoração predileta de Magrão caso façam gol nos jogos, que começam daqui a pouco, às 17h.

 

 

Será bonito, sem dúvida será muito bonito.

 

 

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4 Dez 10h49

Magrão, suba rápido. A tempo de pegar uma beira de sofá para ver a galera berrando seu nome. Se o Timão levar, comemore daquele jeitão, punho para o alto… E depois descanse em paz

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socrates Magrão, suba rápido. A tempo de pegar uma beira de sofá para ver a galera berrando seu nome. Se o Timão levar, comemore daquele jeitão, punho para o alto... E depois descanse em paz

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira.

 

Sócrates.

 

Doutor Sócrates.

 

Magrão.

 

Tive a honra de fazer com ele algumas boas entrevistas para a revista Istoé, a maioria em companhia de meu irmão Chico Silva.

Numa delas, talvez a de maior repercussão (vale muito a pena ler depois por aqui), o Doutor estava particularmente chateado com o ex-goleiro e atual técnico Émerson Leão, companheiro de Democracia Corintiana e, por coincidência, nascido na mesma Ribeirão Preto (SP) onde o paraense Sócrates passou a maior parte de sua vida e viu nascer alguns dos irmãos, entre eles o craque Raí.

 

 

Nessas oportunidades, e em algumas outras, tive a chance de conhecer o lado generoso, carinhoso, solidário, humano, sincero e amante de seu povo deste craque cidadão que trouxe o Brasil até no sobrenome.

 

 

Com os amigos do canal ESPN Brasil, deliciei-me com sua participação na Caravana da Cidadania e conversas sobre sua atuação neste marco do jornalismo esportivo-social criado e colocado em prática por José Trajano, outro ídolo de quem tive a honra de me aproximar graças ao auxílio luxuoso e carinhoso da amiga eternamente amada Célia Chaim, gênio rigoroso do jornalismo.

 

 

Neste domingão tão promissor para o futebol do País e, particularmente, para o Timão do querido Magrão, cuidei de textos até quase quatro da manhã.

 

 

Fui dormir obviamente preocupado com a volta do Magrão ao hospital e seu quadro preocupante.

 

 

O destino não nos pregaria a peça de levar o Doutor a poucas horas do muito provável penta de seu Coringão.

 

 

Mais levou.

 

 

Acordo com o rádio-relógio-despertador e, ainda marejado de sono, levo o choque da notícia.

 

Mestre Juca, seu amigo irmão, ainda não escreveu nada.

 

Tascou só uma foto sua no blogão dele com o título: Sócrates Brasileiro.

 

 

Acho que ainda não aguentou, mas vai rabiscar algo daqui a pouco.

 

 

De Leste a Oeste, do Oiapoque ao Chuí, os súditos berraremos hoje seu nome (sem esquecer o imenso sobrenome e sobretudo a generosidade proporcional ao tamanho dele) nas arquibancadas de todo o País.

 

 

A Fiel, então, isso não precisa observar, não é mesmo, Doutor?

 

Suba, mas suba rápido.

 

 

A tempo de pegar uma beirinha de sofá de tevê lá no alto e acompanhar a rapaziada berrando por você aonde existir cheiro de rodada.

 

 

Acho que vais gostar.

 

 

Se tudo der certo para seu Timão, levante o punho direito, esconda o esquerdo nas costas e, como sempre, comemore sem falar algo.

 

 

E aí descanse. Em paz.

 

 

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4 Dez 08h43

Que a paz vença no dia mais quente da história do futebol de clubes no País. E que a polícia baixe o guatambu-peroba e jogue no xilindró o bandido que tentar estragar essa festa com violência

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guatambu peroba Que a paz vença no dia mais quente da história do futebol de clubes no País. E que a polícia baixe o guatambu peroba e jogue no xilindró o bandido que tentar estragar essa festa com violênciaIsso é um guatambu-peroba.Uma paulada disso deve doer, né não?

 

Bom dia.

 

 

O Brasil começa a acordar agora, neste Super-Domingão (4), para viver o dia mais eletrizante, quente e emocionante para torcedores de clubes em seus mais de cem anos de rica história de futebol.

 

 

Em dez partidas sensacionais, todas no mesmo horário, às 17h, os 20 clubes da Primeira Divisão irão definir, na 38a e última rodada do Brasileirão 2011, o campeão brasileiro, os quatro classificados para a Libertadores da América, os oito indicados para a Sul-Americana e os quatro rebaixados para a Série B.

 

 

Destes dez jogos, oito serão clássicos estaduais eletrizantes.

 

 

Entre título, vagas em copas internacionais, fuga do rebaixamento e intenção de prejudicar o rival regional, nada menos do que 19 do 20 times da Série A estarão em campo, neste domingão de explodir corações, em busca de algum objetivo importante.

 

Um campeonato de pontos corridos pode ser a melhor e também a pior competição do mundo.

 

Se houver grande equilíbrio, por excesso ou ausência de grandes times, o campeonato, como estamos vendo, fica uma delícia do início ao fim.

 

Isso ocorreu isso nos últimos três Brasileiros (2009, 2010 e 2011). A rigor, os clubes se equipararam pela pouca quantidade de craques e a falta de grandes conjuntos táticos bem definidos e aplicados.

 

Mas, por outro lado, quando um ou dois clubes saltam bem à frente dos demais, mantendo a vantagem por toda a disputa, aí é uma monumental chatice.

 

 

E pior: uma melancolia que dura de abril a dezembro, ou seja, quase o ano todo.

 

 

O torcedor que vê seu time na frente adora, é claro.

 

 

Mas o resto... quanta chatice.

 

 

Após a implantação do ponto corrido no Brasileirão, os casos mais gritantes em que essa disparada ocorreu foram as edições de 2003 e 2006, vencidas por Cruzeiro e São Paulo na antepenúltima rodada, e a de 2007, ainda mais monótona, carimbada pelo Tricolor a quatro rodadas do final.

 

 

Porque esse negócio de isonomia de chance, jogo de ida e de volta, título conquistado pelo conjunto da obra, tudo isso é muito bonito, ético, bacana, combustível conveniente para discurso politicamente correto, uma beleza, enfim.

 

 

Mas permitam-me: emoção é outra coisa.

 

 

De qualquer forma, o humilde colunista aqui, que desde o início dos pontos corridos torcia o nariz para Brasileirão sem decisão, rende-se às evidências e aceita finalmente a fórmula como adequada para a disputa desta competição.

 

 

Mas não se empolguem muito e nem queiram alterar o samba tanto assim: decisão, sim, para todos os outros campeonatos.

 

 

Dos estaduais à Copa do Mundo.

 

 

Sim, os estaduais, que, menores e bem equacionados, continuam a ser defendidos no Brasil por muitos, a maioria talvez, entre todos esses o papaizinho aqui.

 

 

Mas, de volta ao eletrizante Brasileirão, que o amado amigo da blogosfera colorida tenha, de fato, um Super-Domingão de futebol, prazer e alegria.

 

 

Que belos jogos nos deixem enlouquecidos e siderados.

 

 

Que reinem a paz, a emoção e a alegria.

 

 

Que os árbitros atuem um pouco melhor do que a média trágica que produziram no campeonato.

 

 

Que o torcedor de bem consiga sair de casa, ir ao estádio e voltar para seu lar com segurança.

 

 

Que não ocorram tumultos nas estradas, ruas, cidades, arredores de estádios e arquibancadas.

 

Que o patrimônio público e o privado (ruas, calçadas, lojas, pontos de ônibus, casas, metrô, carros, etc) não sejam danificados ou sequer atingidos.

 

Que ninguém se machuque, morra ou seja morto.

 

 

E que, finalmente, a polícia baixe o guatambu-peroba no lombo de bandidos disfarçados de torcedor que tentarem destruir coisas ou colocar em risco a integridade dos verdadeiros amantes do futebol, de seus familiares ou mesmo de quem estiver em trânsito pelas cidades durante esses jogos.

 

Que você, seus amigos e pessoas queridas tenham um excelente Super-Domingão do futebol.

 

E um ótimo domingo também, como qualquer cidadão merece.

 

 

E viva a festa do futebol emocionante, limpo e sem violência.

 

 

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