4 Dez 10h49
Magrão, suba rápido. A tempo de pegar uma beira de sofá para ver a galera berrando seu nome. Se o Timão levar, comemore daquele jeitão, punho para o alto… E depois descanse em paz
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira.
Sócrates.
Doutor Sócrates.
Magrão.
Tive a honra de fazer com ele algumas boas entrevistas para a revista Istoé, a maioria em companhia de meu irmão Chico Silva.
Numa delas, talvez a de maior repercussão (vale muito a pena ler depois por aqui), o Doutor estava particularmente chateado com o ex-goleiro e atual técnico Émerson Leão, companheiro de Democracia Corintiana e, por coincidência, nascido na mesma Ribeirão Preto (SP) onde o paraense Sócrates passou a maior parte de sua vida e viu nascer alguns dos irmãos, entre eles o craque Raí.
Nessas oportunidades, e em algumas outras, tive a chance de conhecer o lado generoso, carinhoso, solidário, humano, sincero e amante de seu povo deste craque cidadão que trouxe o Brasil até no sobrenome.
Com os amigos do canal ESPN Brasil, deliciei-me com sua participação na Caravana da Cidadania e conversas sobre sua atuação neste marco do jornalismo esportivo-social criado e colocado em prática por José Trajano, outro ídolo de quem tive a honra de me aproximar graças ao auxílio luxuoso e carinhoso da amiga eternamente amada Célia Chaim, gênio rigoroso do jornalismo.
Neste domingão tão promissor para o futebol do País e, particularmente, para o Timão do querido Magrão, cuidei de textos até quase quatro da manhã.
Fui dormir obviamente preocupado com a volta do Magrão ao hospital e seu quadro preocupante.
O destino não nos pregaria a peça de levar o Doutor a poucas horas do muito provável penta de seu Coringão.
Mais levou.
Acordo com o rádio-relógio-despertador e, ainda marejado de sono, levo o choque da notícia.
Mestre Juca, seu amigo irmão, ainda não escreveu nada.
Tascou só uma foto sua no blogão dele com o título: Sócrates Brasileiro.
Acho que ainda não aguentou, mas vai rabiscar algo daqui a pouco.
De Leste a Oeste, do Oiapoque ao Chuí, os súditos berraremos hoje seu nome (sem esquecer o imenso sobrenome e sobretudo a generosidade proporcional ao tamanho dele) nas arquibancadas de todo o País.
A Fiel, então, isso não precisa observar, não é mesmo, Doutor?
Suba, mas suba rápido.
A tempo de pegar uma beirinha de sofá de tevê lá no alto e acompanhar a rapaziada berrando por você aonde existir cheiro de rodada.
Acho que vais gostar.
Se tudo der certo para seu Timão, levante o punho direito, esconda o esquerdo nas costas e, como sempre, comemore sem falar algo.
E aí descanse. Em paz.
O melhor do Futebol você encontra aqui. No R7.













