16 Jan 19h17
Com delegado na porta, não deu mais para a Globo esconder Monique na casa do BBB. “A” reality – a suspeita de estupro – ficou maior do que “o” reality, aquele do (ah, vá lá…) u-huuuuu!
Monique, integrante do BBB 12, da Rede Globo, prestará depoimento na manhã desta terça-feira (17) à polícia do Rio de Janeiro sobre o inquérito em que ela teria sido vítima de estupro do colega de programa Daniel.
Não deu mais para a Globo segurar.
Não deu mais para a Globo esconder Monique.
Na tarde desta segunda-feira (16), policiais civis da 32ª DP do Estado do Rio de Janeiro (Taquara, na Zona Oeste do Rio), chegaram ao Projac, o núcleo de teledramaturgia da Rede Globo, para fazer exame de corpo de delito em Monique. Ela pode optar por fazer ou não o exame.
Na virada de sábado (14) para domingo (15), Daniel foi para onde Monique estava, aparentemente desacordada depois de ter bebido muito em uma festa do reality show.
No vídeo, os dois aparecem cobertos por um edredon.
O movimento dos corpos sugere que os dois transam ou que, ao menos, Daniel se esforça para consumar o ato sexual com Monique, que aparentemente está desacordada.
O diretor do BBB, J.B. Oliveira, o Boninho, e representantes da Rede Globo tentaram caracterizar o caso como de sexo ou suposta tentativa de ato sexual com o consentimento das duas partes.
Mas as declarações de Monique levam a conclusão de que a história foi bastante diferente:
No domingo (15), Monique disse não se lembrar de nada do ocorrido.
Nesta segunda-feira (16), ela afirmou:
- Só se ele (Daniel) foi muito mau caráter de ter feito sexo comigo dormindo.
E acrescentou:
- Não me lembro de dormir de short. Sei que acordei sem. Lembro-me também de eu acordando e o Daniel em outra cama.
Em sua coluna no R7, o confrade Daniel Castro informou, minutos atrás, que, neste exato momento, a partir das 18h desta segunda-feira (16), advogados da Globo negociam com os policiais da 32ª DP que foram ao Projc para realizar o exame de corpo de delito em Monique.
Entrevistada pela segunda vez por Boninho nesta segunda-feira, Monique disse não se lembrar de ter feito sexo com Daniel e acreditar que estava dormindo.
A Globo e a produção do BBB, acrescenta Castro, avaliam três alternativas: liberar um eventual interrogatório de Monique e Daniel pela polícia, com as consequências que isso pode trazer para o reality show, manter os dois no programa ou eliminar a dupla.
Se houver, em algum momento, tentativa da Globo de impedir ou mesmo dificultar a continuação das investigações, a polícia pode obter autorização judicial para entrar no Projac e continuar o seu trabalho.
Encher a turma de goroba para liberar corpos e espíritos e permitir que alguém pegue alguém no fim da festa faz parte deste jogo - desde que, claro, a transa for aprovada pelos dois participantes, o que, ao menos até agora, não parece ser o caso.
O ponto principal é o seguinte: a suspeita de crime de estupro, com agravante de cometimento tendo como vítima pessoa desacordada, dopada, inconsciente, ficou maior do que o Big Brother Brasil.
As leis brasileiras sobre estupro dizem hoje o seguinte: se a pessoa molestada estiver inconsciente, fora do domínio pleno de seus sentidos, dopada ou drogada por conta própria ou induzida por outros, não é necessário haver penetração para que se configure o estupro.
Basta alguma carícia, carinho com conotação sexual ou atitude libidinosa para que se possa caracterizar o crime de estupro.
Lençol "sujo" na manhã seguinte, então...
Monique não é obrigada a fazer o exame de corpo de delito.
Pode afirmar em depoimento que, embora sob efeito de álcool, permitiu conscientemente o que foi feito e, aí, a história acaba.
Pode também admitir que foi abusada enquanto estava inconsciente, mas pedir para que não se leve o caso adiante, e aí a história igualmente é paralisada sem punição.
Ou as investigações podem mostrar que não houve sexo, o que parece cada vez mais difícil.
O fato é que, enquanto isso não for esclarecido por Monique à polícia, existe a suspeita de um grave crime penal pela legislação brasileira.
Ele se chama estupro com agravante da vítima inconsciente.
É delito grave e dá cadeia grossa.
O fato é que, para que qualquer uma destas decisões seja tomada, a polícia e a sociedade precisam saber o que ocorreu.
Com delegado na porta, não deu mais para a Globo esconder Monique na casa do BBB. A realidade da suspeita de estupro ficou maior do que o reality do uhuuu!












