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24 Jan 06h00

Presidente da Fifa promete uso de replay e aparelho que apita quando a bola ultrapassa a linha do gol na Copa do Brasil. Opine

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Alemanha 4 x 1 Inglaterra: Gol de Lampard (a bola entrou, mas o juiz não deu!) por perolasblogs no Videolog.tv.

O gol que você pode ver acima não foi gol.

 

 

Ou melhor, foi – um golaço, por sinal.

 

 

Um belo chute do inglês Frank Lampard, que deveria ter àquela altura, aos 38 minutos do primeiro tempo, empatado em 2 a 2 a partida que a Inglaterra perdia para a Alemanha pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

 

 

A bola encobriu o goleiro, raspou o travessão, bateu no chão quase um metro atrás da linha do gol e voltou para o campo.

 

 

Mas o bandeirinha não apontou, o árbitro, o uruguaio Jorge Larrionda, não deu o gol e o jogo seguiu, para desespero de Lampard e de todos os ingleses.

 

 

A partida continuou e, no segundo tempo, os alemães fizeram mais dois gols e ampliaram a vantagem para uma goleada de 4 a 1.

 

 

Mas a história do jogo poderia ter sido diferente se os ingleses tivessem empatado àquela altura.

 

 

Você se lembra?

 

 

Pois é: o erro absurdo, o mais recente de uma série de equívocos históricos ocorridos em copas, fez a Fifa se movimentar para o Mundial de 2014, no Brasil.

 

 

 

O presidente da Fifa, Joseph, garantiu à revista alemã Kicker que a Copa do Brasil contará com uma tecnologia de linha do gol. Além disso, um sistema de câmeras poderá ser consultado pela arbitragem em casos de dúvida como a do gol não validado de Lampard.

 

 

Diz Blatter à revista:

 

 

- Teremos uma tecnologia para marcar a passagem da bola pela linha do gol no Brasil. Não podemos permitir novamente um acidente como o gol não validado da Inglaterra contra a Alemanha. Fiquei paralisado quando vi aquele lance.

 

 

Além das câmeras, o árbitro carregará um ponto, conectado ao sistema de captação instalado nas duas traves, que emitirá um sinal sonoro toda vez que a bola ultrapassar a linha do gol.

 

 

Blatter era a favor de que essa tecnologia tivesse sido usada na África do Sul, mas o então chefe de árbitros da Fifa, o espanhol Garcia Aranda, o convenceu de que o investimento não era necessário pois a federação tinha gasto US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 52,5 milhões, na melhor formação possível de árbitros e auxiliares.

 

 

Resultado: depois do mico do lance de Lampard, Aranda foi demitido e substituído pelo suíco Massimo Busacca.

 

 

As mudanças deverão ser oficializadas na próxima reunião da International Board, comitê da Fifa que cuida das regras do futebol, nos próximos dias 2 e 3 de março.

 

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