27 Jan 10h13
Cabral, vada a bordo. Cabral está no Canadá. Cabral entre os desaparecidos. Governador do Estado do Rio leva 17 horas para falar após queda de prédios. A turma, claro, não perdoou…
Quase 17 horas.
Este longo tempo, mais da metade de um dia, separou a queda dos três prédios no centro do Rio de Janeiro, ocorrida às 20h33 de quarta-feira (25), da primeira manifestação ao vivo do governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), sobre a tragédia, feita em uma rede de rádio por volta das 13h do dia seguinte, a quinta-feita (26).
Nas redes sociais e na internet, a turma, claro, não perdoou a estranha e inesperada demora do governador, que, por sinal, completa 49 anos nesta sexta-feira (27).
E mandou ver nas piadas e ironias:
Algumas delas:
"Cabral, vada a bordo, cazzo" (referência à ordem, seguida de um palavrão, dada por Gregorio de Falco, comandante da Capitania dos Portos de Livorno, ao comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, após o naufrágio ao lado da Ilha de Giglio, na Itália; frase foi lembrada no Twitter, entre outros, pelo vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger).
"O que Cabral e o comandante do Costa Concordia possuem em comum? Os dois não foram vistos a bordo após o acidente".
"O governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho, está entre os desaparecidos no desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro". Da página de humor na internet Sensacionalista.
"Cabral está no Canadá, mesmo destino de Luiza".
"Cabral é o novo Schettino".
A assessoria de imprensa do governador afirmou, em nota, que ele acompanha os acontecimentos desde a queda, na noite de quarta (25), em contato permanente com o prefeito da cidade, Eduardo Paes, o secretário de Defesa Civil, Sérgio Simões, e o secretário de Saúde, Sérgio Cortes.
A demora de Cabral ficou entre os temas mais comentados do Twitter no Rio de Janeiro, ao lado do marcador sobre o acidente, o #desabamentoRio.
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