9 Mar 06h00
Fla 1 a 0 no fraco Emelec. Valeram os pontos, a liderança e as vaias a R10. Nada mais. Opine
O moço da 10, ao menos por enquanto, não merece tanta festa, Vagner Love... - André Portugal/VipComm
Vitória do Flamengo por 1 a o sobre o fraquíssimo Emelec, do Equador, na noite desta quinta-feira (8), no Estádio do Engenhão, no Engenho de Dentro, zona norte do Rio, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores da América 2012.
Triunfo apertado e liderança, com quatro pontos, um à frente do Olimpia e do próprio Emelec.
Liderança do grupo 2, fraquíssimo como ao menos seis dos oito do torneio (os dois únicos com algum grau de dificuldade e dignos de respeito são o 1, que abriga Santos e e Inter, e o 4, de Fluminense e Boca Juniors).
Pois bem: valeu por isso - e por mais nada.
Minto: valeu pelos três pontos, a liderança e as vaias pesadas para o time, concentradas na figura de Ronaldinho Gaúcho, apesar de seu passe para o gol que decidiu a partida, de Vagner Love, aos 34 minutos do primeiro tempo.
O Flamengo não jogou absolutamente nada. Fosse o Emelec um time um pouquinho mais técnico e corajoso e teria voltado para casa ao menos com um empate.
Escalado com três zagueiros e dois volantes, sem qualquer criatividade, jogada ensaiada ou demonstração de apetite para vencer, o rubro-negro embolava o jogo pelo meio.
Dava a certeza de que iria complicar um jogo que parecia criado para tirar a equipe do atoleiro pouco inspirado em que se meteu este ano.
Para complicar, Léo Moura, um dos dois únicos lúcidos e produtivos do time (o outro era Vagner Love), sentiu o músculo posterior da coxa direita aos 28 minutos da primeira etapa, num pique atrás de um lançamento de R10, e foi substituído por Negueba. O pingo de inventividade que ainda existia foi para o espaço.
Por sorte, no final do primeiro tempo, Marlón de Jesus, do Emelec, acertou uma cotovelada no rosto de Welinton, talvez o pior do Fla até então, e fez os favores de ser expulso e transformar seu time em presa teoricamente ainda mais fácil para o time do Rio.
Fácil se o Flamengo estivesse numa fase técnica minimamente respeitável.
Mas longe disso.
Com exceção do gol de Love, aos três minutos da etapa final, em passe de Ronaldinho (uma das poucas coisas boas feitas pelo astro no jogo), o Flamengo parecia trabalhar com empenho para complicar uma partida ganha.
É impressionante o descompromisso que Ronaldinho aparenta ter com a história de luta do Fla em campo, a histórica exigência de dedicação por parte de seus torcedores e o esforço do clube para contratá-lo.
Uma postura imperdoavelmente desinteressada, que sugere desrespeito com torcedores que valorizam a atitude de quem veste o "manto sagrado" antes e acima até mesmo das vitórias e conquistas de título.
Torcedor está longe de ser bobo.
Sabe que R10 jamais voltará a jogar mais o que jogou.
Mas ainda assim tem todas as condições, inclusive físicas, de jogar infinitamente mais do que o praticamente nada que joga hoje.
Basta apenas um pouco mais de dedicação, vontade profissional e respeito com o esforço milionário de um clube e de uma torcida para contar com o seu futebol.
o torcedor ficaria muito feliz se R10, enquanto supostamente tenta achar no balde o que restou de seu lindo futebol de outrora, mostrasse vontade, raça, desejo. Procurasse o jogo em vez de se esconder dele.
Se ele não consegue fazer a diferença na técnica e no aproveitamento, que ao menos se movimente para molhar a camisa e se aproximar, minimamente, de um jogador com perfil rubro-negro.
Vagner Love, bem menos habilidoso do que R10, corre muito mais, volta muito mais, ajuda os companheiros com uma postura muito mais verdadeira.
Atitudes que, no conjunto, fazem Love hoje parecer, embora não seja, também mais habilidoso e técnico do que Ronaldinho rabinho-de-cavalo-e-mãozinha-na-cintura Gaúcho.
Por tudo isso, o mais importante de tudo o que ocorreu neste jogo, para a torcida do Flamengo, talvez tenha sido o pacote de vaias impiedosas com que R10 foi brindado ao final do jogo.
Em termos.
Para carregar a instituição Flamengo, sim.
Mas este Flamengo aí, com a bola de gude que está jogando e as manjadas retrancas-ferrolhos de Papai Joel, com 197 cabeças de área escalados por partida, de maneira nenhuma.
Tudo indica que a torcida do Flamengo, mais uma vez, ainda vai sofrer muito com esse bolo de boleiro este ano...
Opine.
Registre o seu comentário.





















