Eduardo Marini

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9 Mar 06h00

Fla 1 a 0 no fraco Emelec. Valeram os pontos, a liderança e as vaias a R10. Nada mais. Opine

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Fla libertadores andre portugal vipcomm Fla 1 a 0 no fraco Emelec. Valeram os pontos, a liderança e as vaias a R10. Nada mais. Opine

O moço da 10, ao menos por enquanto, não merece tanta festa, Vagner Love... - André Portugal/VipComm

 

Vitória do Flamengo por 1 a o sobre o fraquíssimo Emelec, do Equador, na noite desta quinta-feira (8), no Estádio do Engenhão, no Engenho de Dentro, zona norte do Rio, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores da América 2012.

 

 

Triunfo apertado e liderança, com quatro pontos, um à frente do Olimpia e do próprio Emelec.

 

 

Liderança do grupo 2, fraquíssimo como ao menos seis dos oito do torneio (os dois únicos com algum grau de dificuldade e dignos de respeito são o 1, que abriga Santos e e Inter, e o 4, de Fluminense e Boca Juniors).
Pois bem: valeu por isso - e por mais nada.

 

 

Minto: valeu pelos três pontos, a liderança e as vaias pesadas para o time, concentradas na figura de Ronaldinho Gaúcho, apesar de seu passe para o gol que decidiu a partida, de Vagner Love, aos 34 minutos do primeiro tempo.

 

 

O Flamengo não jogou absolutamente nada. Fosse o Emelec um time um pouquinho mais técnico e corajoso e teria voltado para casa ao menos com um empate.

 

 

Escalado com três zagueiros e dois volantes, sem qualquer criatividade, jogada ensaiada ou demonstração de apetite para vencer, o rubro-negro embolava o jogo pelo meio.

 

 

Dava a certeza de que iria complicar um jogo que parecia criado para tirar a equipe do atoleiro pouco inspirado em que se meteu este ano.

 

 

Para complicar, Léo Moura, um dos dois únicos lúcidos e produtivos do time (o outro era Vagner Love), sentiu o músculo posterior da coxa direita aos 28 minutos da primeira etapa, num pique atrás de um lançamento de R10, e foi substituído por Negueba. O pingo de inventividade que ainda existia foi para o espaço.

 

 

Por sorte, no final do primeiro tempo, Marlón de Jesus, do Emelec, acertou uma cotovelada no rosto de Welinton, talvez o pior do Fla até então, e fez os favores de ser expulso e transformar seu time em presa teoricamente ainda mais fácil para o time do Rio.

 

 

Fácil se o Flamengo estivesse numa fase técnica minimamente respeitável.

 

 

Mas longe disso.
Com exceção do gol de Love, aos três minutos da etapa final, em passe de Ronaldinho (uma das poucas coisas boas feitas pelo astro no jogo), o Flamengo parecia trabalhar com empenho para complicar uma partida ganha.

 

 

É impressionante o descompromisso que Ronaldinho aparenta ter com a história de luta do Fla em campo, a histórica exigência de dedicação por parte de seus torcedores e o esforço do clube para contratá-lo.

 

 

Uma postura imperdoavelmente desinteressada, que sugere desrespeito com torcedores que valorizam a atitude de quem veste o "manto sagrado"  antes e acima até mesmo das vitórias e conquistas de título.

 

 

Torcedor está longe de ser bobo.

 

 

Sabe que R10 jamais voltará a jogar mais o que jogou.

 

 

Mas ainda assim tem todas as condições, inclusive físicas, de jogar infinitamente mais do que o praticamente nada que joga hoje.

 

 

Basta apenas um pouco mais de dedicação, vontade profissional e respeito com o esforço milionário de um clube e de uma torcida para contar com o seu futebol.

 

 

o torcedor ficaria muito feliz se R10, enquanto supostamente tenta achar no balde o que restou de seu lindo futebol de outrora, mostrasse vontade, raça, desejo. Procurasse o jogo em vez de se esconder dele.

 

 

Se ele não consegue fazer a diferença na técnica e no aproveitamento, que ao menos se movimente para molhar a camisa e se aproximar, minimamente, de um jogador com perfil rubro-negro.

 

 

Vagner Love, bem menos habilidoso do que R10, corre muito mais, volta muito mais, ajuda os companheiros com uma postura muito mais verdadeira.

 

Atitudes que, no conjunto, fazem Love hoje parecer, embora não seja, também mais habilidoso e técnico do que Ronaldinho rabinho-de-cavalo-e-mãozinha-na-cintura Gaúcho.

 

 

Por tudo isso, o mais importante de tudo o que ocorreu neste jogo, para a torcida do Flamengo, talvez tenha sido o pacote de vaias impiedosas com que R10 foi brindado ao final do jogo.

 

 

Num texto recente, disse que Vagner Love percebeu que, se quiser ganhar títulos, terá de carregar o Fla nas costas. Alguns amigos escreveram dizendo que Love é bom atacante mais ainda lhe falta talento para carregar o Fla no ombro.

 

 

Em termos.

 

 

Para carregar a instituição Flamengo, sim.

 

 

Mas este Flamengo aí, com a bola de gude que está jogando e as manjadas retrancas-ferrolhos de Papai Joel, com 197 cabeças de área escalados por partida, de maneira nenhuma.

 

 

Tudo indica que a torcida do Flamengo, mais uma vez, ainda vai sofrer muito com esse bolo de boleiro este ano...

 

 

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8 Mar 15h07

A propósito: algum dos cinco gols de Messi foi mais bonito do que segundo de Neymar? Opine

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Você, amado amigo da blogosfera colorida, acha que algum dos cinco gols feitos por Lionel Messi nesta super-quarta (7), contra o Bayer Leverkusen, foi mais bonito do que o segundo de Neymar contra o Internacional, à noite, na Vila Belmiro, pelo Grupo 1 da Copa Libertadores da América (acima)?

 

 

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8 Mar 14h27

Neymar não fez pouco contra Inter.É que Messi fez toda a super-quarta parecer comum. Opine

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O que o menino Neymar fez na vitória do Santos sobre o Internacional, por 3 a 1, na Vila Belmiro, pelo grupo 1 da Copa Libertadores da América, está longe de ser pouco.

 

 

Três gols, vários passes, muita velocidade, um festival de dribles, uma aula de controle de bola...

 

 

 

Enfim, uma belíssima atuação.

 

 

 

O problema é que, horas antes, no belo estádio Camp Nou (Campo Novo), em Barcelona, Espanha, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, contra o Bayer Leverkusen, da Alemanha, clube bancado pela multinacional dos medicamentos que celebrizou a aspirina, o argentino Lionel La Pulga Messi, com seus cinco gols e uma atuação antológica na vitoria do Barça por 7 a 1, fez tudo o que aconteceu de bom nesta super-quarta (7), inclusive o show do craque santista na Vila, parecer pouco, muito pouco, muito comum.

 

 

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8 Mar 06h00

Não são poucos os que já acham Messi melhor do que Pelé. E você, o que pensa? Opine

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O juiz apita o fim do massacre de 7 a 1 imposto pelo Barcelona sobre o alemão Bayer Leverkusen pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa (veja os gols acima).

 

 

Eu, você e o mundo estamos de queixo caído, olhos arregalados e mente vazia de adjetivos diante do espetáculo triunfal dado em campo pelo espetacular craque argentino Lionel La Pulga Messi.

 

 

 

O craque fantástico fez cinco gols, três deles verdadeiras pinturas.

 

 

 

Estraçalhou com o jogo, tornou-se o artilheiro da competição, com 12 gols em sete partidas, e o primeiro camarada a marcar cinco gols em uma única partida na história da Liga dos Campeões (se bem que, pela beleza, precisão e genialidade, os cinco deveriam valer por uns oito ou nove).

 

 

 

Toca o celular.

 

 

 

Do outro lado, um amigo-irmão, jornalista de talento raro e analista refinado de vários esportes, a começar pelo futebol, provoca:

 

 

 

- Você teria coragem de dizer no seu blog que o Messi é, ou ao menos pode ser considerado, melhor do que o Pelé? Sei que muitos vão cair de pau em em mim, mas eu tenho vários argumentos para defender a tese de que o Pulga é melhor. Vou, no entanto, enfileirar apenas os principais.

 

 

 

E, feita a provocação, meu querido amigo passa a vender o seu peixe:

 

 

 

* Messi não deverá atingir os 1283 gols de Pelé, é verdade. Mas ele sempre enfrentou e enfrentará as melhores e mais duras defesas do mundo, com os zagueiros mais caros e precisos, no Barça e na Seleção, e não os Juventus e Botafogos de Ribeirão Preto da vida que tanto fizeram a alegria e os índices de Pelé. E Messi continuará assim até terminar sua carreira. Terá, portanto, uma vida muito mais dura. Por isso, comparar a quantidade de gols assim, de forma destilada e não ponderada, sem considerar essa profunda diferença de realidade e grau de dificuldade, é cometer injustiça e imprecisão das grossas.

 

 

 

* O futebol de hoje é muito mais marcado, corrido, movimentado, mordido. Bem mais difícil, portanto, para os atacantes, que precisam buscar espaço. E mesmo neste contexto, com espaços infinitamente menores, Messi parece fazer milagre em campo, como se viu nesta tarde de quarta-feira (7) diante do Bayer Leverkusen.

 

 

 

* Com os cinco gols desta quarta-feira (7), Messi completou 54 em competições internacionais. O cara marcou 49 na Liga, um na Supercopa e quatro no Mundial de Clubes da FIFA, aquele mesmo do atropelamento sem fuga dos 4 a 0 no Santos na final.

 

 

 

* Faltam apenas oito gols para que ele se torne, aos 24 anos, o maior artilheiro da história do Barcelona, superando os 235 gols marcados pelo clube catalão por César Rodriguez no período da Segunda Guerra, entre 1939 a 1945. E a gente está falando do Barcelona...

 

 

 

* Messi é também mais solidário e participativo do que Pelé, que era inegavelmente fantástico mas não costumava colocar companheiros na cara do gol. Nisso, La Pulga é, ao meu ver, mais eficiente: além de ter marcado 48 gols em 42 jogos nesta temporada 2011-2012, com ótima média de 1,14 gol por partida, ele deu no mesmo período 21 das chamadas assistências, ou seja, passes que terminam em gols de companheiros. O senhor está convencido, doutor?

 

 

 

Preferi não responder ao meu amigo-irmão naquele momento.

 

 

 

Mas prometi aceitar a sua provocação, perguntar a opinião dos meus amados amigos da blogosfera colorida e, depois da manifestação da galera, dizer o que penso.

 

 

E então, o que vocês, amados amigos, pensam a respeito?

 

 

Concordam com meu amigo?

 

 

Lionel La Pulga Messi pode ser considerado melhor do que Pelé?

 

 

Ou isso ainda é um absurdo de se dizer?

 

 

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7 Mar 06h00

Adoraria Guardiola na Seleção. Exclusividade para brasileiro é melhor maneira de proteger mediocridade média de nossos técnicos. Opine

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guardiola e mano Adoraria Guardiola na Seleção. Exclusividade para brasileiro é melhor maneira de proteger mediocridade média de nossos técnicos. OpineMontagem com fotos de Mowa Press e Getty Images

 

Entre as várias ideias lançadas depois do atropelamento sem fuga cometido pelo Barcelona sobre o Santos, nos 4 a 0 da final do Mundial de Clubes de 2011,  surgiram opiniões, sugestões e especulações sobre a possibilidade de o técnico do clube catalão, Josep Pep Guardiola, assumir a Seleção Brasileira no lugar de Mano Menezes.

 

 

Nesta sexta-feira (6), o próprio R7 retomou a questão numa reportagem que mostra o interesse do Chelsea de tirar Pep do Barça para substituir o jovem português André Villas-Boas, que acaba de ser demitido do clube inglês.

 

 

 

Adoraria ver Guardiola no comando da Seleção Brasileira.

 

 

Guardiola qualquer outro treinador estrangeiro que pudesse ser útil ao futebol brasileiro neste momento.

 

 

Boa parte dos nossos apaixonados por futebol, talvez até a maioria, costuma achar que o cargo de técnico da Seleção só deve ser ocupado por brasileiros natos.

 

 

Não estou entre esses.

 

 

Defender essa reserva de mercado é, ao meu ver, a maneira mais eficaz de incentivar, proteger e perpetuar a mediocridade média de nossos técnicos atuais.

 

 

Mediocridade, diga-se, remunerada a peso de ouro puro.

 

 

A concorrência dos estrangeiros no cargo técnico mais importante do futebol brasileiro seria muito bem-vinda.

 

 

Deveria, a rigor, ter chegado bem antes.

 

 

E você, amado amigo, o que pensa?

 

 

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7 Mar 05h59

Golden Cross no Fla pode instaurar guerra dos planos com Flu-Unimed na bola do Rio. Opine

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camisa fla ronaldinho Golden Cross no Fla pode instaurar guerra dos planos com Flu Unimed na bola do Rio. OpineO "manto sagrado" está sem patrocínio master. Golden Cross quer brilhar ali - para encarar de frente a Unimed-Rio do rival Flu...

 

A operadora de planos de saúde Golden Cross decidiu entrar pesado na disputa, com a montadora de carros coreana Hyundai, pelo espaço publiciário master do uniforme do Flamengo.

 

 

O resultado da briga deverá sair nos próximos dias.

 

 

Quem levar deverá desembolsar algo entre R$ 36 milhões e R$ 40 milhões por ano para ter sua marca estampada no espaço mais importante do manto sagrado, como costuma ser chamado o uniforme do time pela maior torcida do País.

 

 

Se for a vencedora, a Golden pretende usar o contrato com o Flamengo para combater um acordo que reina soberano há anos no futebol do Estado do Rio: a gorda parceria de marketing entre o Fluminense e o seu patrocinador, a Unimed-Rio.

 

 

 

Presidida pelo pediatra Celso Barros, a Unimed-Rio, braço no Estado do Rio da maior cooperativa de serviços médicos do mundo, patrocina o Fluminense há muitos anos.

 

 

Em 2011, a Unimed-Rio teve mais de R$ 60 milhões de superávit, o equivalente, em cooperativas de serviço, ao lucro das empresas.

 

Barros é um tricolor apaixonado.

 

 

Tem tanto (ou mais) poder no clube em relação ao atual presidente, Peter Siemsen. Todos os anos, derrama fartos caminhõezinhos de dinheiro nas finanças do Fluzão.

 

 

Frequentemente, o chefão da Unimed-Rio desequilibra a balança a favor do torcedor para ajudar o seu Tricolor amado.

 

Foi assim semanas atrás, na recente disputa com o Flamengo pelo meia-atacante Thiago Neves.

 

 

O Fluminense - leia-se, claro, Barros - pagou sete milhões de euros (cerca de R$ 16,2 milhões) ao Al Hilal, da Arábia Saudita, pelos direitos econômicos e federativos do craque, que jogara a temporada anterior pelo rubro-negro rival.

 

Além disso, a Unimed-Rio assumiu quase todo o salário do jogador, de R$ 750 mil mensais.

 

 

Em resposta às acusações do Flamengo de ter faltado com a ética ao atravessar a negociação, Barros teria dado uma estocada nas dificuldades do rival para arrumar o dinheiro da compra como o seguinte comentário:

 

 

- Vi o menino (Thiago Neves) angustiado com a indefinição de seu futuro e raspei lá uns trocados do cofre para fazer o negócio.

 

 

Além de Thiago Neves, Barros, nos últimos anos, ajudou decisivamente o Flu a trazer Romário, Asprilla, Edmundo, Petkovic, Roger, Ramón, Felipe, Washington, Dodô, Conca, Emerson Sheik, Fred, Rafael Sóbis e os treinadores Muricy Ramalho e Abel Braga.

 

 

Aqui estão apenas os principais.

 

 

Os mais de R$ 7,5 milhões gastos mensalmente na folha de pagamento do futebol do Fluminense -  hoje a maior do Brasil, seguida de perto pela do Corinthians - são totalmente inspirados nessa "estética" mão aberta de seu misto de torcedor ilustre e "mecenas".

 

 

Pois bem: nesta terça-feira (6), Barros soube que sua chapa foi reeleita para mais um mandato de um ano no comando do Conselho Fiscal da Unimed-Rio, com 313 votos contra 168 do candidato da oposição, Cláudio Sales.

 

 

Em seus 14 anos de comando da Unimed-Rio – e, em decorrência, do Fluminense -, Celso Barros teve, pela primeira vez, uma chapa de oposição à sua frente.

 

 

Recebeu muitas críticas. As principais, relacionadas ao fato de gastar tanta grana no patrocínio ao seu clube do coração.

 

Mesmo assim, teve praticamente dois votos para cada um recebido pelo seu opositor.

 

 

Pela boa votação que Barros e seus comandados tiveram, pode-se concluir que a maioria dos médicos da Unimed-Rio acha que o pediatra adota com competência a estratégia torce-mas-faz: gasta rios de dinheiro com sua paixão, o Flu, mas apesar disso consegue manter a cooperativa encaixando uma boa grana, como os R$ 60 milhões de superávit do ano passado.

 

 

O Fluminense é, proporcionalmente, o clube de torcida mais elitizada do Estado do Rio e, talvez, do País.

 

 

Sua torcida é formada na maior parte pelos chamados formadores de opinião, gente que inspira hábitos, posturas e tendências de consumo no restante da população.

 

 

É essa navegação tranquila de Barros e da Unimed-Rio no topo da pirâmide do futebol do Estado do Rio, com mensagens de um clube nacional para todo o Brasil, que a Golden Cross pretende ao menos enfrentar numa eventual parceria com o Flamengo.

 

 

Outro objetivo da Golden é tentar estancar o crescimento de outros concorrentes, entre eles a Amil, no mercado fluminense (aqui o estado da federação, não o time, bem entendido).

 

 

Se Golden e Fla derem as mãos, a briga vai esquentar.

 

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6 Mar 17h19

A propósito: Fla atual, além de ser pior do País na Liberta, é mais fraco que o de Luxa. E isso não pode to be, Papai Joel, não pode to be…

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joel pode to be A propósito: Fla atual, além de ser pior do País na Liberta, é mais fraco que o de Luxa. E isso não pode to be, Papai Joel, não pode to be... Divulgação -  Pepsico

 

Está legal: não havia mais clima para Vanderlei continuar no Flamengo, a estrutura do time se deteriorava, jogadores não suportavam mais o técnico, diretoria e treinador não conseguiam se entender nas mínimas questões e a sabotagem comia solto de um lado para o outro.

 

 

Está legal, tudo isso é fato, eu aceito o argumento.

 

 

Mas dois pontos são verdades absolutas: esse Flamengo de Papai Joel, além de exibir atualmente o pior futebol entre os seis brasileiros que disputam a Libertadores, é bem pior do que o entregue por Luxemburgo.

 

 

E isso, Papai Joel, Patrícia Amorim e cartolas do Fla, desculpem-me, mas não pode to be.

 

 

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6 Mar 16h19

Love percebe o óbvio: se quiser ganhar, terá de levar nas costas um Fla de decadentes. Por isso, reclama com jeito. Ele está certo? Opine

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Love fla satiro sodre gazeta press Love percebe o óbvio: se quiser ganhar, terá de levar nas costas um Fla de decadentes. Por isso, reclama com jeito. Ele está certo? OpineSatiro Sodré - Agif - Gazeta Press

 

 

Vagner Love percebeu o óbvio.

 

 

E, com jeito e as palavras escolhidas, deu toque: está carregando nas costas esse futebol de enganação que é atualmente o time do Fla. E não quer afundar junto sem merecer.

 

 

 

Reportagem publicada nesta quarta-feira pelo R7 traz uma comparação reveladora: o ataque do Flamengo, segundo mais positivo do Brasileirão 2011, está em sétimo lugar no Campeonato Estadual do Rio de Janeiro.

 

 

Isso: Vagner Love, Ronaldinho Gaúcho e Deivid, que receber juntos cerca de R$ 2,5 milhões de reais, são apenas o sétimo ataque do... returno do estadual.

 

 

 

Com esse ataque cardíaco, o Flamengo fez apenas três gols no returno do campeonato.

 

 

Ao lado do Bonsucesso e do Americano de Campos.

 

 

Atrás do Botafogo (sete gols), Vasco e Fluminense (os dois últimos com quatro gols).

 

 

E também do Macaé (cinco gols), do Volta Redonda e do Boavista, de Saquarema, ambos com quatro gols.

 

 

O flamengo fez 18 gols nas 13 partidas da temporada disputadas até agora. Média – ruim – de 1,3 gol por jogo.

 

 

Love marcou quatro vezes, Ronaldinho três e Deivid apenas uma.

 

 

Preocupado em não se desgastar com o dono do pedaço R10 e restante dos brothers, mas incomodado com a possibilidade de afundar junto com a turma do corpo mole, Love escolheu bem as palavras. Mas nem por isso deixou de ser claro:

 

- Temos que correr muito desde o início. Não que o time não esteja correndo, mas temos que conseguir vencer bem. Não podemos dar bobeira. Temos que matar o adversário quando tivermos chances.
Love parece se cuidar minimamente como profissional, é ambicioso e rubro-negro apaixonado.

 

Freqüenta baladas com relativo controle, treina com empenho e, nas partidas, corre, marca e volta para ajudar a defesa.

 

 

Busca o jogo – e os gols – a todo momento.

 

 

De volta ao Rio de Janeiro, cidade que ama, bem pago, motivado e feliz, tem como principal meta pessoal entrar para a história de seu clube do coração com grandes atuações e títulos do Brasileiro, da Copa do Brasil, da Libertadores e, quem sabe, até do Mundial de Clubes.

 

 

Mas começa a perceber que, diante do desinteresse e do futebol decadente de R10, Deivid, Renato Abreu e de outros camaradas que, inacreditavelmente, ainda são titulares do time, vai ser impossível cumprir ao menos parte de sua meta.

 

E olha que não há a menor justificativa para a desmotivação desses sujeitos.

 

Eles jogam no time mais amado do País, são bem remunerados, vivem na cidade mais bonita e provavelmente mais agradável do mundo e disputam a competição de futebol mais importante do continente, a Libertadores da América.

 

Nesta quinta-feira (8), pegam o fraco Emelec, do Equador, em casa, no Engenhão, às 19h45.
Se ao menos empatar, será a tragédia.

 

 

E Love dá a impressão de estar sentido cheiro de tragédia.

 

Se ele não ficar forte na quinta-feira (8), poderá tomar o ar na próxima partida, ou no confronto seguinte pela própria Libertadores.

 

 

O fato é que Love sente cheiro e tragédia.

 

 

Ele e todos nós.

 

E por isso, Love escolheu as palavras – mas alertou.

 

 

E você, acha que ele está certo?

 

Com esse time desse jeito, o Flamengo vai a algum lugar este ano?

 

 

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5 Mar 19h26

Fla-Flu fará cem anos no dia 7 de julho. Festa será no dia seguinte. Em um belo Fla-Flu, claro

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fla flu Fla Flu fará cem anos no dia 7 de julho. Festa será no dia seguinte. Em um belo Fla Flu, claro

Reprodução da TV

 

O Fla-Flu, o mais charmoso e um dos mais tradicionais clássicos de futebol do Brasil e do mundo, completará cem anos no próximo no dia 7 de julho deste 2012.

 

 

A diretoria do Fluminense solicitou à CBF que o primeiro Fla-Flu do próximo Campeonato Brasileiro seja disputado na nona rodada, no domingo 8 de julho, dia seguinte à data oficial do centenário.

 

 

O Brasileirão começará no dia 19 de maio.

 

 

A festa com certeza vai ser linda.

 

 

Pena que não será feita no Maracanã, palco deste e de praticamente todos os clássicos entre grandes clubes do Estado do Rio de Janeiro nos últimos 62 anos, desde sua inauguração, em 1950.

 

 

O mitológico Maraca, como se sabe, está em obras para a Copa do Mundo 2014.

 

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4 Mar 14h01

Negociaria com alguém que dissesse que você merece pé na …, como esse Jerônimo da Fifa?

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walcke beija teixeira Negociaria com alguém que dissesse que você merece pé na ..., como esse Jerônimo da Fifa?Quem beija é Jerônimo - e a legenda, claro, pode acabar por aqui

 

O governo federal, o de alguns estados e o de municípios escolhidos para sede cometeram, inegavelmente, vários erros até aqui, na organização da Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil.

 

 

A atuação do Comitê Organizador Local, o COL, está igualmente marcada por uma série de equívocos.

 

 

Obras em estádios como os de Natal (RN), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) estão clara e preocupantemente atrasadas.

 

 

Algumas obras viárias de acesso a arenas e de infraestrutura em cidades-sede dão impressão total de estagnação. Algumas sequer saíram do papel.

 

 

A quantidade insuficiente de quartos de hotel para a procura esperada na Copa é um fato verdadeiro em várias dessas cidades. Situações confortáveis, no momento, só as de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

 

No outro extremo, o da preocupação, aparecem Cuiabá, no Mato Grosso, e sobretudo Manaus, no Amazonas. Ainda há tempo para construir quartos suficientes em todas as cidades, mas é preciso correr.

 

 

A situação dos aeroportos também é constrangedora.

 

 

O Brasil é um país continental. Tem capitais separadas por distâncias de até 8 mil quilômetros.

 

 

Isso sem uma linha sequer de trem de alta velocidade. E uma nova classe média que, com mais de 100 milhões de consumidores, entope os aeroportos do País, num mercado que cresceu nos últimos tempos - e deverá crescer nos próximos - mais de 10% ao ano, na média, em volume de passageiros.

 

 

Diante deste cenário - não exatamente novo, diga-se - é imperdoável que a modernização de nossos aeroportos tenha começado tão tarde. E isso ainda que o País não tivesse pela frente a obrigação de abrigar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

 

 

Além de tudo isso, está claro para todo mundo que, se tivessem feito uma forcinha a mais em nome do conforto de fugir das cobranças, o Congresso Nacional e o governo federal já teriam votado e aprovado a Lei Geral da Copa, motivo de tantas reclamações da Fifa nestes tempos de resto nada confortáveis.

 

 

 

Governo e Congresso não devem, claro, ser pautados pelos desejos e prazos de Dona Fifa.

 

 

Mas daí a queimar prazo de forma claramente exagerada já passa a sensação, a altura do campeonato, de algum descontrole e um certo charme exagerado.

 

 

Se algum ponto sobre prazo, obra, direito de venda de produto, publicidade, aprovação de lei ou qualquer outro tema foi admitido na disputa pela Copa, assumido na assinatura do contrato e, depois, questionado ou não cumprido pelo governo na forma do escrito, é direito da Fifa querer a realização da coisa nos termos em que o compromisso foi firmado.

 

 

Não vale dizer, no sufoco da disputa com quem for, que aceita entregar tudo, dar as chaves deste mundo e de metade do outro, e depois, vencida a parada, querer recuar sozinho dizendo que o combinado está pesado.

 

 

Sim, ok, tudo isso é verdade, é fato.

 

 

Mesmo assim, acredito que o País realizará uma boa copa e, depois, uma boa olimpíada.

 

 

Agora, vamos combinar com honestidade: o que não pode, mesmo diante desses problemas (e problemas em campanhas do tipo estão longe de ser uma exclusividade do Brasil), é aparecer alguém como esse Walcke, esse Jerôme, e, mesmo no cargo de secretário-geral da Fifa, afirmar que os "organizadores" da Copa - o que inclui ministros, representantes do governo e, em última instância, a própria presidente Dilma Rousseff - merecem um bom pé na bunda para ficar espertos e cumprir o cronograma no prazo desejado por ele.

 

cartao vermelho trabalhoinfantil agbrasil Negociaria com alguém que dissesse que você merece pé na ..., como esse Jerônimo da Fifa? Vermelho para trabalho infantil. Faz sentido - Agência Brasil

 

Sim, pois é isso o que significa precisamente aquele "vocês precisam se pressionar, levar um chute no traseiro e fazer a Copa" dito pelo Jerôme, em termos nada franceses.

 

 

 

Dito por esse Jêrome talvez para agradar o amigo de fé Ricardo Teixeira, que, além de viver um inferno astral que o faz balançar na presidência da CBF, tem, como presidente do Comitê Organizador Local, o COL, todos os seus pedidos de audiência com a presidente Dilma solenemente ignorados.

 

 

 

Se comportar como esse Jerônimo se comportou, em relações internacionais formais com um Estado, não pode.

 

 

 

É um exemplo rico, esculpido e acabado da forma autoritária, prepotente, insensível, autista, incompetente e vulgar com que a Fifa acredita poder resolver seus problemas com nações independentes.

 

 

Parece diplomacia do esperneio de velhotes mal-acostumados.

 

 

O governo tem toda razão em não mais reconhecer esse Jerônimo como interlocutor. E  de exigir que Dona Fifa coloque outro de seus camaradas no lugar deste elemento.

 

 

Não é questão se ser um governo de direita ou esquerda, um governo que tenha o seu ou o meu apoio ou mesmo a realização de uma copa que eu, você ou qualquer brasileiro aprove ou não.

 

 

 

Aqui, o ponto não está em qualquer um desses dilemas.

 

 

 

A questão é saber o limite do respeito para merecer ser respeitado.

 

 

E, no caso de países independentes, a ofensa representada pela ignorância desses limites, como ocorreu no caso do Jerônimo, assume dimensões ainda mais graves e imperdoáveis.

 

aldo rebelo antonio cruz agencia brasil Negociaria com alguém que dissesse que você merece pé na ..., como esse Jerônimo da Fifa? Aldo Rebelo, ministro do Esporte - Antônio Cruz/Agência Brasil

 

Walcke considerou "infantil" a decisão do governo brasileiro de não mais considerá-lo interlocutor da Fifa para a Copa. Minutos depois do anúncio, feito pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo (acima), ele disse:

 

 

- Se não querem mais falar comigo, se não sou a pessoa com quem querem trabalhar, então é um pouco infantil. Vou viajar ao Brasil no dia 12 de março.

 

 

 

Tolice. Infantil foi ele.

 

 

 

Dentro de seu direito de apontar o que considera fora do acordo com o Brasil, estava indo bem até quando criou a feliz imagem de que País, para ele, parecia mais interessado em ganhar do que bem organizar a Copa.

 

 

Mas o lance do chute no traseiro, ou do pé na bunda, convenhamos, foi grosseria infantil contra um país e uma população.

 

 

Você, amado amido, continuaria a negociar qualquer coisa com alguém que, insatisfeito com pontos das primeiras conversas, fosse para a imprensa dizer que você merece um pé na bunda para ficar esperto e pedir menos prazo para entregar ou pagar por um produto?

 

 

Sei que não.

 

 

Como então alguém pode querer que os prefeitos, governadores, ministros e representantes do governo federal e da presidente Dilma Rousseff façam diferente?

 

 

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