Eduardo Marini

Publicidade

8 Out 16h58

Diálogo no Rio: “Jobs tocou no Rock in Rio!” Resposta: “Não, animal, esse é Steve Wonder! Morreu o Jobs, o do…Google!” Faltou a Mulher Maçã. Para iluminar: o “Esteve” é da Apple, idiotas!

Tags: , , , , , , , , , , 1 Comentário

imagem steve jobs design grafico1 Diálogo no Rio: Jobs tocou no Rock in Rio! Resposta: Não, animal, esse é Steve Wonder! Morreu o Jobs, o do...Google! Faltou a Mulher Maçã. Para iluminar: o Esteve é da Apple, idiotas! Jonathan Makvem

 

 

 

Vamos a uma cena carioca real e deliciosa, relatada por Rodrigo Shampoo e publicada na coluna de sexta-feira (7) do mestre Ancelmo Gois, no jornal O Globo, para gerar alguns sorrisos neste sábado de tempo indefinido.

 

Dois amigos conversavam por volta das dez da manhã de quinta-feira (6) em um ônibus da linha 239, que liga o bairro de Água Santa ao Castelo, no centro da cidade.

 

Um deles puxa o assunto da morte do criador da Apple, Steve Jobs, anunciada na véspera:

 

- Você viu que o Steve Jobs morreu?

 

O outro fez questão de não passar recibo de desinformado:

 

- Caraca, cumpadi. E ele acabou de fazer um show no Rock in Rio...

 

Neste ponto, o colega que havia iniciado o assunto não se conteve:

 

- Não, seu animal! Esse é o (cantor e compositor) Steve Wonder. Quem morreu foi o Steve Jobs...

 

E caprichou na explicação, mandando a seguinte pérola:

 

- o cara do Google!

 

E, todo cheio de si, achando-se o cara, naquela linha do "agora eu vou se consagrar", deu o golpe final no colega:

 

- Burro pra c#%@$&*!

 

Google?

 

Faltou a Mulher Maça no busão.

 

Para acertar tudo, de uma vez por todas, assim:

 

- Nããao! O Esteve é da Apple, seus dois burros.

 

Opine.

Registre o seu comentário.

 

O melhor do noticiário sobre o Rio de Janeiro na internet está aqui. No R7 Rio.

 

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

7 Out 23h25

Editora vai imprimir mais 40 mil exemplares de livro sobre Jobs lançado em junho no Brasil

Tags: , , , , , , , , , Sem Comentários

steve jobs capa livro 740x1024 Editora vai imprimir mais 40 mil exemplares de livro sobre Jobs lançado em junho no Brasil

A morte de um gênio com aura de ídolo pop e devotos em todo o mundo, como o fundador da Apple, Steve Jobs, sacode o mercado de várias formas.

 

Lançado em junho passado, o livro Inovação - A Arte de Steve Jobs (acima), de Carmine Gallo, vendeu 35 mil exemplares no Brasil até agora, ou seja, em menos de 120 dias.

 

Pois bem: com a morte de Jobs, a direção da Editora Leya, que publica a obra no País, resolveu derramar no mercado mais 40 mil exemplares nos próximos dias.

 

É o mito continuando a produzir lucros.

 

Opine.

 

Registre seu comentário.

 

O melhor do noticiário na internet você encontra aqui. No R7.

 

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

6 Out 06h00

Samantha, a moça que perdeu o marido para Surfistinha, acha a rival “dissimulada” na Fazenda. E cutuca: “João não a deixará por seus micos no reality. Ele ou qualquer outro teria motivos mais relevantes para isso”

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , 112 Comentários

samantha moraes e livro Samantha, a moça que perdeu o marido para Surfistinha, acha a rival “dissimulada” na Fazenda. E cutuca: João não a deixará por seus micos no reality. Ele ou qualquer outro teria motivos mais relevantes para isso

Divulgação

Pelo menos uma das admiradoras do reality show A Fazenda analisa com olhos para lá de críticos os movimentos e atitudes da peoa e ex-garota de programa Raquel Pacheco, codinome Bruna Surfistinha, no programa da Record.

Ela é a ex-comissária de bordo paulistana Samantha Moraes, 35 anos.

Em 2005, dois fios de cabelo longos e loiros em camadas oxigenadas, praticamente idênticos, foram encontrados em sequência por Samantha no carro de seu então marido, João Correa de Moraes.

Atormentada, a bonita Samantha encostou o camarada na parede e arregalou o par de olhos verdes:

- Fui clara e direta. Perguntei: ‘Você está tendo um caso?’. Ele não disse uma única palavra. Só olhou para mim com cara de espanto. E saiu de casa.

Dias depois, Samantha, na época com 29 anos e duas filhas de Moraes, a mais velha com seis e a mais nova com três anos, tomou um susto ao ver o rapaz num programa de tevê como o "amorzão" todo "derretidão" de Raquel Pacheco/Bruna Surfistinha.

Na época, Surfistinha começava a usufruir do sucesso do livro O Doce Veneno do Escorpião, em que ela conta detalhes de sua intensa aeróbica na horizontal com seus vários ex-companheiros de malhação.

Antes de chorar, “cuspir no chão” e desligar a televisão, Samantha ainda teve tempo de perceber os fios longos e aloirados de Raquel Pacheco/Bruna Surfistinha.

Eram os do carro, claro.

A ex-comissária de bordo recorda o seu sofrimento:

- Eu me senti muito humilhada. Reduzida a pó, a nada. Todos vinham me perguntar. É claro que o fato de ela ser prostituta me incomodou, mas, honestamente, não foi o pior. Terrível mesmo foi a fraqueza de postura de João ao encaminhar esse processo. Sair de casa daquela forma, deixando a mulher que o amava e batalhava ao lado dele ele trabalhando duro como comissária, as duas filhas pequenas, tudo isso sem uma conversa decente, um apoio, uma base final. Isso não foi e nem é coisa de honrados.

Samantha, que já era magra, perdeu seis quilos.

Teve pneumonia, passou por apertos financeiros, mas deu o troco em grande estilo.

Para dar a volta por cima, ela utilizou duas das armas de Surfistinha: a escrita e a publicação de um livro.

Em 2006, contou os detalhes do deserto que atravessou no livro Depois do Escorpião (Editora Seoman, 120 págs., preço médio de R$ 27), que até agora vendeu 21 mil exemplares (na foto que abre o post, ela e a capa do livro).

No último capítulo, ela dá conselhos para enfrentar a traição, como “livre-se das lembranças doloridas”, “mantenha um diário”, “saia da toca” e “mude a aparência”.

Os bons resultados do livro geraram convites para entrevistas e debates e contratos para palestras motivacionais, que ela faz até hoje.

Em um desses compromissos, ainda em 2006, ela conheceu o diretor de tevê Marcelo Nascimento, como quem vive até hoje.

Samantha Moraes hoje é blogueira e produtora de conteúdo na internet. Mantém o blog Samantha Moraes – Depois do Escorpião e, com Nascimento, produz a série de vídeos Nervos e Neuras , disponível no YouTube (veja o primeiro episódio abaixo).

Esteve muito próxima de vender os direitos de seu livro para a produção de um filme, mas desistiu na última hora por desconfiar que o diretor caminharia “numa trilha meio chanchada” que não a interessava.

Nesta entrevista ao R7, Samantha avalia a participação de Raquel Pacheco/Bruna Surfistinha na Fazenda.

Como verão os amados amigos, ela não faz a mais remota questão de ser diplomática em sua análise:

- O que você tem achado de Raquel Pacheco em A Fazenda?

- Dissimulada. Com aquele ar frio, aparentemente impenetrável e falso que sempre a marcou – ou pelo menos a marca desde que eu tomei conhecimento de sua existência. Não me surpreende: ela sempre foi assim. Parece adorar a piedade das pessoas. Conspira o tempo todo para isso. Aquele comportamento chatinho de quem quer sempre ser vítima, sabe? Se for realmente isso, acho o fim da feira. Coisa de gente fraca.

- Dia desses a Raquel disse ter medo de voltar para casa e não encontrar o João. Estava com medo de ele ir embora por causa dos supostos “micos” que ela teria pagado lá dentro...

- Eu quase não acreditei quando ouvi isso. Charminho puro. Ela, ele o mundo sabe que um homem teria motivos muito mais relevantes para deixá-la do que esses supostos micos...

- Muita gente ficou ao seu lado quando seu ex-marido apareceu ao lado de Raquel e, depois, levou de você um troco na mesma moeda, com a publicação do livro. Mas houve também quem lhe acusou de ser preconceituosa, por espernear apenas porque Surfistinha era uma garota de programa. E esses últimos não foram poucos. Como analisa isso?

- Olhe, disse várias vezes e vou repetir agora: o fato de ela ter sido ou ser, sei lá, prostituta causou um choque mas não foi o que mais me incomodou. Mesmo porque é preciso lembrar: se um dia eles se conheceram é porque o meu ex-marido saiu de casa ou do trabalho, de sua realidade, e foi procurá-la na realidade dela, no quarto dela, e não o contrário. Eu só fui a público porque, depois que o João decidiu ficar com ela, os dois passaram a fazer comentários maldosos e humilhantes a meu respeito nos veículos de comunicação sempre que tinham oportunidade. Diziam coisas como “a Samantha não soube dar assistência e aí a fila andou, o trem passou e ela perdeu”. Ou “quem é fraca na cama e na atitude não pode reclamar quando perde”. E outras coisas do tipo. Posso estar utilizando aqui uma ou outra palavra não usada por eles, mas, no geral, o conteúdo era esse.

- E aí você não aguentou a humilhação...

- Exatamente. Pô, o cara já tinha ido embora, abandonado a casa de suas filhas sem falar sequer uma palavra comigo, a cidadã já dormia com o sujeito que eu amava... Então chega, perdi, me machucaram o suficiente. Custava ficar calados sobre o assunto e seguir a vida deles sem essas baixarias públicas? Mas não. Aí eu fui para o contra-ataque. Você não iria?

- Nessas circunstâncias, certamente, de alguma forma. Mas você diz que há cinco anos vive bem e feliz com seu novo marido. E do outro lado lá está ela, tocando a vida ao lado do seu ex. Você não acha que está na hora de deixar tudo isso de lado e virar a página?

- Mas, na rotina da vida atual, eu a ignoro. Não quero o mal dela nem de ninguém. Que eles sejam felizes. Estou dando minha opinião sincera agora porque você me procurou para conversar sobre o assunto. Tenho duas filhas lindas, hoje com 11 e oito anos, e um companheiro amável, excelente. Vivemos bem. Confesso que não gosto de imaginar minhas filhas ao lado dela. No passado, quis que a Justiça me concedesse essa condição. Já imaginou minhas pequenas lendo aqueles relatos das aventuras sexuais dessa cidadã? Ou vendo aqueles filmes pornôs, DVD, pornotube e afins? Definitivamente, isso não pode e nem nunca poderá dar em coisa boa.

- Muitas pessoas disseram que você é mais bonita do que Raquel. Jô Soares foi um deles. Em seu programa, ele disse que respeitava Surfistinha mas não entendia a troca de João. Como se sente nessas ocasiões?

- Orgulhosa. Agradeço e fico muito feliz. Pois é: teve o doce veneno do escorpião, não é? Agora temos a doce vingança depois do escorpião...

- Quem vai ganhar A Fazenda na sua opinião?

- Torcia para o Marlon, ao meu ver o único autêntico da casa. Mas ele saiu. Agora vai dar Joana na cabeça.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

5 Out 22h48

Steve Jobs. Da Vinci ou Henry Ford do mundo virtual? Pode ser. Mas, ao menos, o gênio que ajudou a mudar caminhos e rotinas da minha vida (e da Humanidade) sem pedir licença

Tags: , , , , , Sem Comentários

Foto 10 Reuters tl Steve Jobs. Da Vinci ou Henry Ford do mundo virtual? Pode ser. Mas, ao menos, o gênio que ajudou a mudar caminhos e rotinas da minha vida (e da Humanidade) sem pedir licença

A contemporaneidade, ou seja, o fato de as coisas existirem e acontecerem ao nosso lado, enquanto estamos vivos, quase sempre diminui o tamanho da pessoas e atrapalha os julgamentos.

 

Avenida Brasil 500, São Cristovão, zona norte do Rio de Janeiro, manhã de 5 de outubro de 1988.

 

Na leveza (àquela altura também literal) de seus 22 anos, o sujeito aqui, jovem e assustado jornalista formado, pisa pela primeira vez na redação de um grande veículo de imprensa.

 

Após uma seleção rigorosa, estava eu todo cheio de mim, achando-me “o” cara por ter sido um dos 30 escolhidos, entre quase dois mil candidatos, para a primeira leva de estagiários do mítico Jornal do Brasil sem pistolões (talvez o mais correto seria dizer fuzilzões...) desde o início da ditadura militar.

 

O primeiro período do estágio seria na revista Domingo, encartada semanalmente no jornal.

 

Um detalhe do cenário chamou-me a atenção no primeiro dia: com exceção da Domingo, todo o restante JB já estava devidamente informatizado. Cada jornalista trabalhava em sua mesa com um computador pessoal.

 

Eram umas geringonças quase do tamanho de uma lambreta, com telas escuras, letras verdes e disquetes com o diâmetro de um prato de comida. Mas eram, enfim, computadores pessoais.

 

 

Por conta dessas circunstâncias, o camarada aqui entrou para a história com um dos últimos de sua geração a trabalhar com as pretinhas.

 

 

Para quem é deste século, pretinhas eram as teclas da máquinas de escrever.

 

 

Meses depois, transferido para editoria de Internacional, fiz, em grande estilo, minha estreia no computador pessoal, essa máquina encantada que pousou arrogantemente entre os mortais comuns, como um ET, para insinuar, com toda razão, que mundo jamais seria o mesmo.

 

Alguns anos antes disso, um Steve, o Wozniak, conhece o outro Steve, o Jobs, nos Estados Unidos.

 

Numa garagem, ao lado de Jobs, Wozniak cria tecnicamente o primeiro computador pessoal da história: o Apple I.

 

A coisa não tinha teclado, som, monitor, nem mesmo gabinete.

 

Mas apresentava de oito a 32 KB de memória RAM e um processador MOStek 6502 de 1 MHz.

 

Wozniak aprimorou a maquininha e, em seguida, a dupla lançou o Apple II, primeiro sucesso comercial da Apple Computer, empresa que seria fundada por eles.

 

E depois o Lisa, o primeiro PC com mouse...

 

Wozniak, o braço técnico, lembra do papel do amigo, o braço visionário e genial da parceria.

 

Ele explica que projetou o Apple I para oferecê-lo gratuitamente a outras pessoas, mas Jobs o fez mudar de ideia com um argumento singelo e ao mesmo tempo desconcertante: ainda que a dupla realizasse prejuízo vendendo placas de computador, eles teriam sua própria empresa.

 

Wozniak se entregou e a dupla fundou a Computers.

 

Estamos de volta a 2011.

 

Como grande parte dos jornalistas profissionais do planeta, tenho hoje alguns computadores pessoais, meu Iphone meu IPad.

 

Depois de uma longa carreira na imprensa “de papel”, impressa, delicio-me no mundo do jornalismo da internet na equipe do nosso querido R7.

 

A informação de que esse texto foi escrito em um computador pessoal é desnecessária.

 

Não sou amante, maníaco, devoto ou súdito de Jobs.

 

Não acenderei vela (inclusive as virtuais) nem tampouco irei liderar uma daquelas cenas de apaixonados pelo CEO da Apple que você, amado amigo, certamente começa a ver em todo o mundo.

 

Há quem o ache o Leonardo da Vinci ou Henry Ford da era virtual, e por aí vai.

 

Pode ser.

 

O fato é que meu passado, meu presente, minha profissão, meu ganha-pão e meu futuro estão inevitavelmente ligados aos inventos deste cidadão.

 

Dese camarada com cara de engenheiro sabichão abstêmio boa gente que, com sua genialidade refinada, mudou parte dos meus caminhos, parte da minha rotina e parte do destino do mundo sem pedir a menor licença.

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

5 Out 18h27

Ibope diz que Flamengo perdeu mais de uma torcida do Cruzeiro em apenas um ano. Eles sabem que perguntar não ofende: é para acreditar nesse negócio dessa pesquisa? Opine

Tags: , , , , , , , , , , , , , , 3 Comentários

E o Ibope...

Ah, o Ibope...

O instituto divulgou, por meio de sua divisão Ibope Media, mais um negócio de uma pesquisa sobre o tamanho das torcidas brasileiras.

Esse negócio do levantamento é, em tese, importante.

Foi costurado com a intenção de abastecer agências de publicidade, veículos e anunciantes.

O negócio do estudo teria envolvido nove mil entrevistados.

Um número que, acredita o Ibope, representaria negócio de cem milhões de brasileiros acima de dez anos.

Esse negócio dessa pesquisa teria sido feita em 12 regiões metropolitanas: Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Distrito Federal, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

E, na avaliação do Ibope, esse negócio à primeira vista esquisito de haver na pesquisa duas regiões metropolitanas do mesmo estado (São Paulo e Campinas) não representa problema algum. É? Ah?

Pois bem: lá, no negócio da pesquisa do Ibope, Flamengo e Corinthians aparecem empatados com 13% dos torcedores brasileiros.

São Paulo (8%) estaria em terceiro, Palmeiras (6%) em quarto e o Cruzeiro (4%) em quinto.

O Vasco da Gama, historicamente a terceira torcida do País (e ainda nesta posição na opinião deste colunista), sequer aparece entre os cinco primeiros no negócio da pesquisa do Ibope Media.

Em 2010 – isso: no ano passado - esse negócio de pesquisa de torcida do Ibope atestou o seguinte: Flamengo em primeiro com 17,2% (33,2 milhões) de torcedores no País e Corinthians em segundo com 13,4% (25,8 milhões) de seguidores.

Cada ponto daquele negócio de pesquisa valia, em 2010, exatos 1 milhão, 930 mil, 232,5 torcedores, provavelmente 1% da população brasileira de então.

A se julgar pelo índice do negócio do novo levantamento do Ibope, o Flamengo perdeu 4,2% de seus torcedores em um ano.

Em o seguinte: exatos 8 milhões, 106 mil, 977 torcedores simplesmente deixaram de torcer para o rubro-negro nos últimos 12 meses.

Uma média de 675 mil, 581 vira-casacas por mês.

Ou 22 mil, 519 a cada dia.

Ou ainda melhor (ou pior, a depender do negócio do lado que se olhe): mais do que uma torcida inteira do Cruzeiro, ou seja, 4,2% contra 4% do clube mineiro.

Em um ano?

Em 12 meses?

E isso justamente após o Flamengo ter conquistado o hexacampeonato brasileiro, um título que não conquistava há 17 anos?

Nem irei entrar no mérito de discutir o quão malfeitas, imprecisas, levianas e, portanto, inúteis são as pesquisas sobre tamanho de torcidas feitas no Brasil até hoje.

Absolutamente todas elas.

Mas perguntar não ofende: era para acreditar nesse negócio dessa pesquisa do Ibope Media?

Em novembro de 2009, um respeitado especialista em pesquisas do País lembrou a este blog, com a condição de não ser identificado, vários erros na história do instituto.

Entre eles, as eleições de Jânio Quadros para a prefeitura de São Paulo (o Ibope deu Fernando Henrique Cardoso) e de Joaquim Roriz para o governo do Distrito Federal (o instituto cravou vitória de Cristovam Buarque).

O especialista acrescentou que, mesmo após a desconfiança gerada por esses, digamos assim, erros, as pesquisas eleitorais do Ibope continuaram a mostrar resultados bem diferentes da média dos institutos "em um número muito maior de vezes do que era seria razoável esperar".

Em relação às pesquisas eleitorais, o especialista destacou um detalhe importante:

- Na primeira metade ou nos primeiros dois terços de grande parte das campanhas eleitorais, os números do Ibope destoam concretamente dos apurados pela média dos outros institutos de pesquisa. À medida em que o dia da eleição se aproxima, os números deles vão chegando perto da realidade. Até que, na boca de urna, no dia do voto, eles entram na margem de erro, a exemplo dos outros concorrentes. Assim, tudo fica bonito, moralizado.

O especialista continua sua reflexão:

- Se eles conseguem resultados tão precisos nos dias anteriores à eleição e também na boca de urna, é porque, tecnicamente, sabem fazer bem. Não afirmo nada, mas ainda hoje canso de ouvir gente respeitada do mercado dizer que o Ibope, em vários casos, manipula resultados para clientes comerciais, privados, ou no início de algumas campanhas políticas, por algum motivo, e, na reta final, acerta os números para não comprometer a imagem do instituto.

Bom, na época escrevi: se este especialista estiver certo, é o fim - ou pelo menos deveria ser.

É a história da necessidade de parecer honesto ao lado da obrigação de ser honesto.

Não afirmo nada do tipo. Não tenho prova para tal.

Mas, como o Ibope atende muito bem seus clientes, penso em dar uma ligadinha para lá.

Sei que o trabalho deles é caro, os caras são medalhões.

Mas sei lá, juntar um troco, talvez até fazer uma vaquinha na minha amada Três Rios natal.

Sou América de Três Rios doente.

Na infância, assistia aos jogos do time como um alucinado.

Subia nos alambrados acanhados dos campos da cidade de bandeira em punho, gritava, xingava a torcida adversária, o escambau.

Pois eu e mais alguns malucos amigos de Três Rios iremos pedir, implorar, rogar ao Ibope que inclua o América-TR na lista de times do negócio da próxima pesquisa.

A gente revela desde já a nossa confiança: a Besta Fera Rubra do Sul Fluminense chegará à frente do Vasco e do Flamengo.

O melhor do Futebol está aqui. No R7.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

4 Out 17h43

Justiça manda São Paulo entregar a Taça das Bolotas. De novo. Eis a chance de lavar o filme queimado no caso gandula sem perder nada, só devolvendo ao dono o que não lhe pertence…

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , 2 Comentários

arame farpado 1 Justiça manda São Paulo entregar a Taça das Bolotas. De novo. Eis a chance de lavar o filme queimado no caso gandula sem perder nada, só devolvendo ao dono o que não lhe pertence...

O destino às vezes acerta no alvo.

E não é que, horas depois do golpe feioso do gandula, promovido pelo São Paulo na partida contra o Flamengo no domingo (2) e devidamente punido pela derrota diante de 60 mil torcedores (leia post anterior) , a Justiça determina - outra vez - que o Tricolor entregue ao rubro-negro a fatídica taça das bolotas?

Para quem não se lembra, essa taça, tão feiosa quanto o golpe baixo do Tricolor no domingo, foi criada pela CBF em parceria com a Caixa Econômica Federal para ser entregue ao primeiro vencedor de cinco títulos do Campeonatro Brasileiro, lançado em 1971 com a conquista do Atlético Mineiro.

Então é elementar assim: a gente faz as contas de somar, olha o calendário e descobre quem é o dono.

Se o título de 1987 do Flamengo foi reconhecido e feito oficial pela entidade que rege o futebol brasileiro, então não há conversa: o rubro-negro, campeão em 1980, 1982, 1983, 1987 e 1992, é o legítimo dono daquele monte de arame embolotado que um dia teve a intenção de ser chique. 

Sim, claro, porque o quinto título brasileiro do São Paulo, sabemos todos nós que aprendemos a fazer contas e a olhar calendários,  foi conquistado em 2007, portanto 15 anos depois do ano de 1992, o do penta rubro-negro.

Não me considero capaz de dar conselhos nem a baratas em fuga, mas acho que os cartolas são-paulinos deveriam desistir dessas bolotas de uma vez.

Larguem mão disso.

Está na cara que é caso de entrega indevida (da Caixa Econômica) seguida de apropriação indébita (do São Paulo).

Teimosia de marmanjo é feia e tem limite.

Deveriam usar o momento para assumir que o co-irmão é o merecedor da parada, desistir da pugna e cumprimentar o rival de campo.

E, com isso, aproveitar a chance para dar, digamos assim, na linguagem sábia inventada pelo povo, uma limpada no lance sujo do golpe do gandula, aplicado justamente contra o Fla, que pegou mal à pampa.

Mesmo porque está na cara: essa é uma questão perdida para o Tricolor.

A verdade dos números, do calendário e todas as outras circunstâncias já sacramentaram essa derrota.

Se ela não for reconhecida agora, ao menos com o bônus do fair play, será no futuro próximo.

E sem o direito de recolher nada além da humilhação e da encarnação dos rivais.

O melhor do Futebol está aqui. No R7.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

4 Out 16h38

Truque do gandula no Morumbi é golpe baixo e provinciano que arrranha imagem de moço certinho de Rogério Ceni. Ou, se ele não tem nada com isso, queima o São Paulo mesmo…

Tags: , , , , , , , , , 2 Comentários

                                                     TV Lance!

Pegou muito mal, na derrota do São Paulo para o Flamengo por 2 a1, no domingo (2), na volta de Luis Fabiano,  o truque do gandula para facilitar a recuperação de Rogério Ceni sempre que o goleiro deixa sua área e vai para o outro lado do campo bater um falta.

Para quem ainda não sabe do que se trata, conto a história.

Ceni se preparava para bater uma falta.

Uma bola foi colocada bem próxima à trave esquerda rubro-negra, na linha de fundo, pelo lateral esquerdo Júnior César, para que o goleiro Felipe a colocasse rapidamente em jogo caso o chute de Ceni fosse para fora.

A ideia, claro, era surpreender o goleiro são-paulino na volta rápida para a sua meta.

Pois bem:  antes que Ceni batesse a falta, um gandula foi lá, tirou a bola que estava ao lado do gol de Felipe e a guardou.

O objetivo claro era impedir que, caso a bola fosse para fora, o goleiro Felipe batesse rápido o tiro de meta, ainda durante a volta de Ceni para sua área, facilitando assim o contrataque do Flamengo.

Alertado pelo rubro-negro Júnior César - ex-jogador do São Paulo, lembre-se -, o juiz expulsou o gandula autor do feito.

O que não adiantou muito porque, pouco depois, outro gandula fez a mesma coisa em mais uma falta cobrada por Ceni.

Constrangidos, os dirigentes do São Paulo afirmaram depois que os gandulas do Morumbi  são treinados para ficar com a bola com a mão.

Não parece ser verdade.

Durante todo o jogo, nas situações em que não havia falta a ser batida por Ceni, os gandulas colocaram normalmente a bola ao lado de Felipe, na mesma posição escolhida por Júnior César, como mostra essa reportagem do jornal Lance!.

O golpe do gandula é uma atitude baixa, anti-esportiva e provinciana.

Se foi Ceni quem a criou e autorizou, isso mancha um pouco a imagem de atleta sério e com fair play criada por ele em sua carreira brilhante.

Se os autores da ideia foram os dirigentes do clube e a comissão técnica, aí a imagem arranhada é a do próprio São Paulo.

O gandula poderá ser julgado.

Se for considerado culpado, deverá receber multa e ser afastado por alguns períodos.

 A corda vai arrebentar na mão do gandula - do mais fraco, como sempre.

O mordomo, mais uma vez, é o culpado.

A solução para o problema é simples: basta a CBF fazer acordo com as federações estaduais para que se tenha gandula neutros, vindos de fora, em todos os jogos.

Opine.

Registre seu comentário.

 O melhor do Esporte você confere aqui. No R7.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

3 Out 17h38

Atletas de vários países desistiram do Mundial ao saberem que todos fariam antidoping. Um brasileiro, que largou “por contusão”, testa positivo. Simples: exame em todos os desistentes

Tags: , , , , , , , , , , , Sem Comentários

peixe rede afp Atletas de vários países desistiram do Mundial ao saberem que todos fariam antidoping. Um brasileiro, que largou por contusão, testa positivo. Simples: exame em todos os desistentes AFP

Vejam só que maravilha essa história contada por Eduardo Ohata e Bernardo Itri na coluna Painel Fc da edição desta segunda-feira (3) do jornal Folha de S. Paulo.

 

Semanas antes do início do Campeonato Mundial de Atletismo de 2011, disputado entre 27 de agosto e 4 de setembro em Daegu, na Coreia do Sul, a Federação Internacional de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês) anunciou que também iria fazer testes antidoping de sangue, mais rigorosos que os de urina, em todos os atletas da competição.

 

Logo após este anúncio da Iaaf, vários competidores inscritos no Mundial desistiram da disputa, entre eles alguns brasileiros, com as mais variadas desculpas.

 

Na maior parte dos casos, diziam estar com lesão.

 

Bom, o campeonato foi disputado normalmente e, para quem não se lembra, o Brasil terminou na posição 11, com apenas uma medalha, o ouro de Fabiana Murer no salto em altura, com 4,85 metros.

 

Pois bem: surge agora a informação de que a Confederação Brasileira de Atletismo (CBA) está prestes a anunciar o resultado positivo de um atleta brasileiro inscrito no Mundial que desistiu da competição alegando estar "contundido".

 

Conclusão óbvia: a exemplo deste brasileiro, a suprema maioria dos atletas inscritos por todos os países que desistiram da competição após o anúncio da Iaaf deve fazer uso de doping.

 

É simples: basta a Iaaf exigir que a CBA e as confederações de atletismo de países ligados a ela, que disputaram o Mundial, para realizar testes antidoping de sangue e outros, os mais rigorosos possíveis, em todos os atletas que desistiram da competição, com qualquer desculpa, após o anúncio do teste.

 

Agora.

 

A rigor, já deveriam ter feito.

 

Rede neles.

 

Tarrafa neles.

 

Esporte limpo sempre.

 

Opine.

 

Registre o seu comentário.

 

O melhor do Esporte você encontra aqui. No R7.

 

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

1 Out 23h48

Muricy aceita Pelé entre os 23 que disputarão Mundial de Clubes. Mas veta Falcão, o do futsal

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , 2 Comentários

 

 

Esta coluna sempre defendeu que Pelé fosse efetivamente inscrito entre os 23 jogadores do Santos que irão disputar o Mundial de Clubes no final do ano, no Japão, contra outros cinco clubes, entre eles o Barcelona.

 

A ideia do blog era a de que Pelé jogasse apenas alguns minutos ao final de um jogo decidido e, dessa forma, tivesse reais condições, pelas regras do torneio, de levantar a taça e dar a volta olímpica, aos olhos do mundo e para delírio dos santistas, caso o clube brasileiro seja o campeão.

 

Pois bem: essa é exatamente a proposta do presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, que acaba de ser aprovada pelo técnico do clube, Muricy Ramalho, relata Otávio Cabral na coluna Holofote da mais recente edição da revista Veja.

 

Mas Falcão, o melhor jogador de futsal do mundo, atualmente atleta do clube na modalidade, que também gostaria de estar na delegação inscrita no Japão, foi vetado.

 

Para a comissão técnica, o caso Pelé será apenas uma soma de marketing com homenagem muito bem aceita por jogadores, torcida, mercado e amantes de futebol em todo o mundo.

 

Em campo, o Rei Pelé foi bicampeão mundial de clubes pelo Santos e tri com a amarelinha da Seleção Brasileira.

 

Seria a chance de torná-lo oficialmente tricampeão também pelo clube que o revelou como o maior jogador de futebol de todos os tempos.

 

Mas no caso de Falcão, Muricy e a comissão técnica temem que ele, ainda em ótima forma, caia na tentação de jogar sério para ganhar espaço na equipe durante a competição, o que certamente criaria melindres, rancores e divisões entre os antigos do elenco.

 

Ao meu ver, a comissão técnica acertou nos dois casos.

 

O Santos não é o meu time.

 

Mas particularmente, como amante do futebol, não vejo a hora de ver o Rei Pelé entrando em campo, camisa branca, dez às costas, numa das partidas do próximo Mundial de Clubes.

 

Certamente levantarei-me de onde estiver sentado para aplaudir muito e gritar o nome dele.

 

Talvez algumas lágrimas pulem dos meus olhos.

 

É sobrenatural.

 

É mito.

 

É dádiva divina.

 

É Pelé.

 

Será um impacto para mim.

 

E, tenho certeza, para todos os que realmente amam o futebol.

 

A propósito, acho até que, se tiverem oportunidade, outros clubes brasileiros deveriam copiar a belíssima ideia do Santos e fazer o mesmo com ídolos simbólicos com quem já tenham sido campeões mundiais.

 

 

Por que Flamengo, São Paulo e Grêmio, por exemplo, não poderiam tomar atitude semelhante com Zico ou Júnior, Raí ou Renato Gaúcho caso ganhem uma Libertadores nos próximos anos ou mesmo em um momento do futuro em que esses atletas ainda tenham saúde para participar de um projeto bonito como esse?

 

Numa só tacada, o clube valoriza seu ídolo, incendeia sua torcida, toma uma atitude nobre e cria imagem positiva para além de suas fronteiras.

 

E, como se tudo acima não bastasse, ganha dinheiro, caraminguá, alegrete, faz-me rir.

 

Está feita a proposta.

 

Quando não se consegue pensar melhor e de forma mais criativa do que os outros, não se deve ter vergonha estúpida e provinciana de buscar inspiração na ideia que dá certo e está ao lado.

 

O melhor do Esporte você encontra aqui. No R7.

 

 

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

30 Set 06h00

Com medo de suas polícias, cariocas e fluminenses não têm a menor ideia do tamanho da podridão na segurança. E o pior: parece que o poder público do estado também não

Tags: , , , , , , , , 4 Comentários

 

- Não durmo desde domingo (25).

Se alguém ainda questiona se a mais nova crise da segurança na cidade e no Estado do Rio de Janeiro é de fato uma crise, e das graves, enterre a dúvida diante da frase acima.

Ela foi disparada numa entrevista coletiva, nesta quinta-feira (29), pelo Secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame.

Aparentemente firme no cargo (e aparentemente convicto disso), Beltrame acusou o golpe das noites em claro ao anunciar o coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, 54 anos, 31 de carreira, até então coordenador do Serviço de Atendimento de Emergência 190, como novo comandante-geral da Polícia Militar do Estado do Rio.

Costa Filho é o quarto a ocupar este cargo no governo de Sérgio Cabral Filho (PMDB).

Junto com ele, foram nomeados também os coronéis Alberto Pinheiro Neto, 47, para a chefia de Estado Maior Operacional, e Kátia Neri Nunes Boaventura, 47, para a chefia de gabinete do Comando Geral da PM.

O coronel Costa Filho substitui Mário Sérgio Duarte, 54, que pediu demissão a Beltrame por carta enviada de seu celular do hospital onde se recupera de uma cirurgia na próstata.

Duarte sentiu-se na obrigação de pedir pra sair, como se diz no Bope, a badalada tropa de elite fluminense comandada anos atrás por ele, depois que o tenente-coronel Claudio Luiz Oliveira, denunciado por um PM, foi preso em Bangu 1 sob a acusação de ser o mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, com 21 tiros, no último dia 11 de agosto, na rua onde morava, em Niterói.

Como Duarte nomeou Oliveira para comandar o 7º Batalhão da PM fluminense, em São Gonçalo, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro vizinha a Niterói, ele decidiu assumir para si o que chamou de “equívoco” e pediu pra sair.

Beltrame e seu chefe, o governador Cabral Filho, tentam sair inteiros de mais uma crise do outro lado do túnel.

Mas o fato é que, depois de vitórias claras com a ocupação, pacificação e instalação de Unidades de Polícias Pacificadoras (UPPs) nos principais territórios do tráfico na cidade, entre eles a favela Dona Marta e o Complexo do Alemão, a segurança pública estadual colocou na rotina de Cabral Filho e de Beltrame motivos suficientes para a dupla perder o sono.

Além dos fatos da crise atual enumerados acima, que não são poucos nem pequenos, listo outros ocorridos nos últimos meses:

* O assassinato do menino Juan, de 11 anos, supostamente por policiais, durante uma operação do 20º BPM, de Mesquita, na favela Danon, em Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense;

* A queda constrangedora, em fevereiro de 2011, do delegado chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, flagrado supostamente informando o inspetor Christiano Gaspar Fernandes sobre uma investigação da Polícia Federal. A PF indiciou Turnowski, substituído no comando da polícia civil pela delegada Martha Rocha;

* A infeliz reação do governo estadual e da Secretaria de Segurança Pública, que decidiram prender, sem maiores negociações, os bombeiros militares em greve que invadiram o quartel central da corporação no último dia 3 de junho. Diante da postura agressiva do governo estadual no episódio, os grevistas ganharam a simpatia da população e de grande parte dos órgãos de imprensa e de formadores de opinião do Estado do Rio e do país.

* Semanas atrás, 11 policiais da UPP das favelas do Fogueteiro, Coroa e Fallet, em Santa Teresa, bairro na divisa do centro com a zona sul do Rio de Janeiro, foram acusados de receber propina de traficantes. O comandante e o sub da UPP perderam seus cargos;

* O protesto de policiais civis no centro do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (28), acompanhado de operação padrão nas delegacias, por melhores salários e condições de trabalho;

* Uma nova manifestação dos bombeiros, marcada para esta sexta-feira (30).

Tudo isso para não ir longe e incluir o vergonhoso episódio ocorrido no centro do Rio em 2009, quando policiais do 13º BPM, da Praça Tiradentes, foram flagrados por câmeras prendendo e em seguida soltando os ladrões que tinham acabado de assassinar o coordenador de projetos sociais do AfroReggae, Evandro João da Silva, em um caixa eletrônico. Na ocasião, o próprio Mário Sérgio Duarte, que agora pede demissão, veio a público admitir: “Estamos envergonhados. A PM errou”.

O governo estadual errou flagrantemente em vários desses episódios.

Isso é inegável.

Mas o problema da segurança no Estado do Rio de Janeiro é muito maior até mesmo do que a soma destes equívocos oficiais.

A chamada banda podre da segurança na cidade e no Estado do Rio de Janeiro foi construída em pelo menos meio século de trabalho profundo (e praticamente não combatido) de policiais corruptos, ladrões de todas as patentes e graduações infiltrados na máquina pública e assassinos fardados.

Gente de todas as patentes, de soldado a coronel, aliada de forma cada vez mais forte, cotidiana e definitiva com os criminosos, traficantes, assassinos e corruptos não oficiais, aqueles que, à primeira e óbvia vista, deveriam meramente combater.

Este crescimento longo, intenso e contínuo gerou uma estrutura de segurança de tal forma contaminada que, hoje, nenhum setor da sociedade, nem o mais informado e especializado, tem condição de dimensionar o tamanho da podridão, mapear a banda podre, e apontar: essa parte presta, essa não presta.

Hoje, infelizmente, todo cidadão carioca parado por um policial ou blitz em qualquer ponto do Rio, a pé, de ônibus ou em seu carro ou moto, respira fundo e se prepara para tudo.

Ele poderá ser revistado por gente séria e tudo terminar numa troca de boa noite.

Ou ser roubado numa falsa blitz.

Ou ainda apanhar muito, ou mesmo morrer com uns tiros, se reagir ou contrariar um desses roubos ou extorsões de bandidos com carteira de polícia.

Infelizmente, assim se sentem 99,9% dos cariocas e fluminenses quando um policial faz sinal para o carro, a moto ou a caminhada darem um tempo.

Quando parado, o cidadão não sabe se é para ser ferido, morrer ou se salvar.

Por isso, o carioca é, segundo as pesquisas, o brasileiro que, na média, tem mais medo de sua própria polícia.

Procura fugir dela.

Torce para não precisar dela.

Apesar de um certo alívio com as UPPs, enxerga nela, historicamente, com razão, uma estrutura contaminada do teto ao chão.

A um índice de contaminação que a população não consegue identificar.

E o pior: tudo indica que a própria Secretaria de Segurança Pública - ou seja, o poder - também não consegue medir o tamanho dessa banda podre.

E, muito menos, saber quem é joio e quem é trigo nessa história.

Ou, se sabe, por algum motivo não encara o problema com medidas realmente de combate, como as que deram jeito, por exemplo, em Nova York.

Tomar morros e instalar UPPs foram atitudes elogiáveis, mas estão longe de representar o mais difícil do processo.

São atitudes isoladas.

Você pega os probos que conhece, recebe ajuda federal, vai lá, toma o morro e coloca a UPP.

Ótimo. Lindo. Mas pontual, localizado, longe, muito longe do ideal.

E aí vem a tropa da UPP.

E a polícia da banda podre dentro da UPP.

E o comandante suspeito da UPP...

Óbvio: puxa a água com o rodo, mas não fecha a torneira.

Aí sai e...

A questão é a seguinte: a faxina na segurança fluminense só poderá ser feita por meio de um processo longo, doloroso, corajoso, técnico, que envolva autoridades estaduais e federais.

E crie situações profissionais, de investigação e até legais específicas para que o combate tire realmente todo o podre e só termine quando o serviço estiver realmente pronto.

Ah, mas nenhuma autoridade política, de qualquer posição ideológica, estadual ou federal, terá coragem de mexer nisso tão cedo, liderar um processo dessa estatura para mexer com gente tão perigosa...

Nós não veremos isso rolar nem no Rio e nem no país...

O amado amigo pensa assim?

Pois é: então pensa exata e rigorosamente como eu penso.

Por todo o exposto, penso que o Rio ainda viverá muitos anos de happenings que até trarão alívios importantes para parte do problema da segurança.

Caso típico, por exemplo, da sequência ocupação-pacificação-UPPs.

Mas um processo amplo, geral, que realmente depure as instituições de segurança a um nível mínimo de confiabilidade e de tranquilidade que altere efetivamente a rotina e a relação de confiança de cariocas e fluminenses com a segurança pública da cidade e do Estado?

Ah, isso esqueça, camarada, esqueça...

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A