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11/02/2012 às 09:30:22
Adriano volta para o mengão,la é seu verdadeiro lugar...
estamos te esperando de braços abertos no maior do mundo... -
10/02/2012 às 08:00:09
O CORINTHIANS ADORA APARECER EM MIDIA, IBOPE VER SEU NOME EM MANCHETE, SOLTE O CARA PRAS FARRAS, QUE NÃO VAI FALTAR MANCHETE,
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10/02/2012 às 07:56:59
ESPERO QUE ACONTEÇA PARA DIVULGAR NOSSO NORDESTE QUE E LINDO E GOSTOSO DE SE VER.
12 Out 02h20
Placar: México 1 x 2 Talento de R10 e Marcelo. Jogo: México 1 (fora baile) x 0 Brasil. Cuidado: Seleção capricha como nunca na sua campanha para te fazer odiar futebol. Os caras estão fortes…
Infeliz de quem é obrigado, por dever de ofício, a acompanhar jogos (jogos?) atuais da Seleção sem poder sair do estádio ou desligar a tevê para se livrar dessa chatice e fazer coisa melhor.
Mais um compromisso.
Mais uma atuação deprimente dos comandados de Mano.
Mais uma pelada extremamente arrastada, dura de se ver.
Há muito não me lembro de partidas tão ruins da Seleção.
Nem na de Sebastião Lazaroni nos meses anteriores à Copa de 1990, nem no "futebol bailarino" de Emerson Leão antes de ser substituído por Luiz Felipe Scolari, em 2001, nem nos piores momentos de Dunga técnico e até mesmo nas equipes mornas dirigidas por Zagallo em 1974 e Claudio Coutinho em 1978.
Não, não me lembro de tanta mediocridade, apatia, falta de liderança e ausência de carisma reunidas de forma crônica em um grupo com a camisa da Seleção.
O placar desta terça-feira (11): México 1 x 2 Talento Isolado de Ronaldinho Gaúcho e Marcelo.
O jogo que todo mundo viu: México 1 x 0 Brasil.
Fora o baile, o pênalti e os gols perdidos pelos mexicanos.
Mais uma exibição abaixo da crítica da equipe liderada por Mano Menezes.
Um time sem inspiração, sem padrão tático, sem talento no meio campo, sem iniciativa, sem marca, sem assinatura (como disse brilhantemente meu confrade de R7 Luis Pimentel), sem nada, enfim.
Um time imaturo e sem liderança dentro de campo, completamente dominado por 75 dos 90 minutos de jogo.
Com duas jogadas absolutamente isoladas, em momentos particulares de talento individual, Ronaldinho Gaúcho, um dos piores em campo, e Marcelo, o menos pior, ganharam do México por 2 a 1.
Já a Seleção Brasileira, o bolo, continua perdendo.
E feio - muito feio.
Ôôôô coisinha chata, sôô...
Confesso: fiquei chateado com a injustiça que o destino armou para o México.
Tome o mais rigoroso cuidado: a campanha desta Seleção para fazer você passar a odiar o futebol continua a pleno vapor.
E os caras nunca estiveram tão forte.
Estão caprichando, jogando pesado mesmo.
E pensar que neguinho tira craque do Brasileirão para isso...
O que o amado amigo ainda faz diante da tevê perdendo madrugada a ver isso?
Dedo no controle remoto, ande logo, dedo no controle remoto...
O melhor do Esporte você encontra aqui. No R7.
16 Mai 06h00
Ainda que vencesse, Timão jamais seria campeão no centenário. Questão de saber fazer conta. E de não chamar de otário quem está ao lado
Assim que terminou a decisão do Campeonato Paulista 2011, neste domingo (15), com a vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Corinthians e a confirmação do título para o Peixe, começaram os foguetórios e gozações dos adversários do Timão nos botecos paulistas, na internet e nos programas esportivos de rádio e televisão.
Para os rivais, a maior parte da encarnação refletia o alívio pelo fato de o Corinthians ter perdido sua última chance de levantar alguma taça no ano de seu centenário.
Era uma preocupação completamente desnecessária.
Na verdade, por mais que cartolas e cabeças adestradas pelo Timão tenham insistido nos últimos meses, seria impossível para o clube, encaixar este título paulista em seu centenário caso o conquistasse.
Pelo fato mero, mas avassalador, de que a matemática mais elementar não permitiria tal fenômeno.
Além do título, o Corinthians deixou de ter neste domingo (15) o que, na verdade, jamais poderia ter: a conquista do Paulistão 2011 incluída dentro do ano de seu centenário.
Colocar o Paulistão 2011 na agenda do centenário do Timão é um engano supremo, bruto, tosco.
Um atentado à aritmética que seria até comovente se não soubéssemos todos que sua motivação veio do populismo disparado do Parque São Jorge à medida que o Sem Ter Nada se cristalizava.
Uma lorota criada para esticar ao máximo a suposta esperança de ganhar algo no centenário.
E devidamente entubada por boa parte da crônica esportiva.
A conta mais elementar revela: o Corinthians, a partir do dia primeiro de setembro de 2010, passou a viver o seu ano de número 101.
Portanto, está fora do ano de seu centenário há longos nove meses e meio.
A não ser que consigamos reinventar a Mãe Matemática, o Timão não poderia mesmo brindar sua apaixonada nação com um título "no ano do centenário" em 15 de maio de 2011.
Ao que eu me lembre, a gente faz conta assim: uma coisa nasce, faz um mês, dois meses, 11 meses e aí... um ano.
Viva.
Em seguida, completa um ano e um mês, um ano e dois meses, um ano e 11 meses e... dois anos.
Ótimo, sensacional, parabéns.
O que fica claro como a lua branca aqui?
Isso: quando algo completa um ano - ou dois, ou 99, ou cem -, este ou esses anos já foram vividos.
Assim, o todo poderoso Timão completou cem anos, um século, seu primeiro centenário, na manhã do dia primeiro de setembro de 2010.
O ano do centenário - bem explicado, o intervalo de um ano em que o Corinthians viveu o seu centenário - começou exatamente no dia primeiro de setembro de 2009, quando encerrou o ano 99 do clube.
E terminou precisamente no dia primeiro de setembro do ano passado, 2010, quando o Curingão fechou o seu centésimo ano de vida.
Com boa vontade, o ano do centenário, para abrigar títulos, poderia ser esticado, no máximo, até 31 de dezembro de 2010.
Seria o último dia do ano que abrigou a data (primeiro de setembro de 2010) em que o clube verdadeiramente completou cem anos de vida.
Mas trazer essa conversa para 2011, jamais.
Acho que agora deu, né?
25 Jan 12h38
O mundo foi injusto a favor do Fla na final da Copinha. Em mais uma invasão, a massa rubro-negra agradeceu
O jogo foi no Pacaembu, no miolo de São Paulo, embora a invasão rubro-negra torne esse fato difícil de ser aceito apenas por quem, por exemplo, visse a foto acima.
Entre tantas opções, assisti a final da Copa São Paulo de Juniores, a Copinha, entre Flamengo e Bahia, na manhã desta terça-feira (25), na TV Brasil.
Comentavam a final o experiente Alberto Leo e o craque Djalminha, uma das estrelas do primeiro título rubro-negro na competição, em 1990, ao lado de Paulo Nunes, Marcelinho, Marquinhos, Júnior Baiano, Mário Carlos e outros ótimos jogadores.
Por volta de 15 minutos do segundo tempo, com o time baiano no claro controle do jogo, Djalminha mandou a seguinte análise:
- O Bahia tem o domínio da partida.. Marca melhor, parece estar com mais vontade e, além de tudo, os homens de frente do Flamengo não estão jogando nem sombra do futebol que fez o time marcar 19 gols no torneio. Mesmo assim, acho que o Fla tem mais jogadores em condição de decidir a partida. Por isso, creio que será campeão.
Cinco minutos depois, Thomas dribla o baiano Dudu dentro da área e é puxado.
Pênalti.
Dudu é expulso.
Aos 23 minutos do segundo tempo, Negueba, de pênalti, faz 2 a 1 e define o título para o rubro-negro.
Se considerarmos apenas a atuação rubro-negra na final, o mundo foi injusto a favor do Flamengo.
O time começou o jogo bem marcado e dominado pelo Bahia, que tem jogadores mais altos e fortes na média e parecia com mais disposto no jogo.
No auge do domínio do time baiano, houve o escanteio que gerou o primeiro gol do Flamengo, do zagueiro Frouches, aos sete minutos da primeira etapa (festa na foto abaixo).
O Bahia não se intimidou.
Foi para frente, empatou o jogo (Rafael, de pênalti, aos 30 minutos) e criou oportunidades para virar a partida ainda na primeira fase.
O time baiano voltou muito seguro para a segunda etapa.
Melhor distribuído em campo, marcava a saída de bola rubro-negra com eficiência e chutava de fora da área com muita personalidade.
Mas uma vez mais na partida, por esses caprichos do futebol, o Bahia foi punido quando tudo indicava que viraria a partida e seria campeão.
O Flamengo não jogou bem.
Rafinha, Lucas e Adrian, o trio de ataque tão eficiente nas últimas partidas, teve jornada apagada.
Mas o destino havia decidido que, nesta tarde de feriado paulistano, o mundo seria realmente injusto a favor do Flamengo e ponto final.
Visto pelo ângulo rubro-negro, isso pode também ser chamado de sorte de campeão.
Pela final, não mereceu.
Pelo torneio, é o campeão legítimo.
Um belo prêmio para a sua impressionante torcida, que, em mais um show, invadiu o Pacaembu e proporcionou um belo espetáculo em plena cidadela paulistana, ao lado dos baianos, também e grande número.
Apesar da final sem maiores brilhos, parabéns meninos do Fla.
16 Jan 23h24
Fla tem condições, sim, de fazer um bom papel em 2011
Eis algo raro: vou discordar do meu confrade Cosme Rímoli, pelo menos em intensidade, em relação ao comentário que ele acaba de tascar sobre as perspectivas do Flamengo de Ronaldinho Gaúcho neste 2011.
Vi a vitória do rubro-negro por 2 a 1 contra o América-MG.
Foi um treino de luxo com ares de pelada, como são treinos de luxo com ares de pelada todas essas partidas de início de temporada.
O Fla fez dez substituições, inclusive no gol.
O grande Coelho Mineiro fez nove substituições, inclusive no gol.
Para o Flamengo, o jogo mostrou que o elenco ainda precisa de contratações.
A zaga está confusa, carece de ao menos um zagueiro de nível.
Falta ainda um lateral esquerdo mais experiente. Egídio sabe jogar bola mas é uma incógnita - e há pouco tempo para se apostar em incógnitas neste futebol em que sem monta e desmonta elenco todos os anos.
E, por último, se Deivid mantiver o apagão do ano passado, o Fla precisará de um atacante.
O Fla procura um atacante de nível.
Há a chance de Adriano Imperador voltar no meio do ano.
Mas, ainda assim, o rubro-negro poderá ter um elenco competitivo em 2011.
O argentino Bottinelli e o baiano Vander mostraram qualidades.
O elenco tem um belo lateral direito (Leo Moura), um volante que sabe sair jogando muito bem (Maldonado), outro ruim no passe mas firme no combate e soberbo roubador de bola (Willians) e agora um goleiro confiável sob as traves (Felipe).
Confrade Rímoli diz que não há quem faça a ligação da defesa ao ataque.
Como assim?
Leo Moura, Maldonado, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho, mesmo com a lâmpada apagada dos últimos anos, constituem pouca coisa em termos de condução e de toque de bola diante da baba média em que escorrega há anos o futebol tapuia?
Não. Sinceramente, não.
E, para além disso tudo, afirmar, neste momento do ano, que um elenco com peças de respeito como o do Flamengo está na sarjeta é um chute de bico tão intenso quanto o de dizer que este mesmo elenco é favorito a conquistar o céu e a terra em 2011, como fez parte parte da imprensa fluminense.
Basta lembrar o que se pensava do Fluminense no início de 2010.
Um Flu que ainda respirava fundo, com as face avermelhada, e sentia na pele do pescoço o fio da guilhotina do rebaixamento.
Um Flu que viu o presidente da situação perder para um jovem neófito em futebol.
Resumo da ópera: a tigrada ignorou o Flu no início de 2010, o que, para os que costumam ficar ruborizados, é até pior do que apanhar com o gato morto por ruindade.
E, bom... um Flu que, dez meses e meio depois, tornou-se campeão brasileiro.
Poderíamos, no embalo, também lembrar do Fla de todo o primeiro quadrimestre do ano anterior, 2009.
Um clube quase falido, uma cúpula quase humilhada, um elenco quase sem forças, quase rebaixado, quase recordista de mudança de técnico, quase tudo de ruim.
E, oito meses e meio depois..., um clube hexacampeão brasileiro.
A situação do Fla em 2011, ao meu ver, é a seguinte: está passos abaixo dos bem montados e bem treinados há tempos Flu, Corinthians, São Paulo, Cruzeiro, Inter, Santos e, vá lá, Grêmio.
Mas está também à frente de Palmeiras, Vasco e afins, babas atuais que seus torcedores não deveriam permitir - e que, como os milagres descritos acima provam, possuem, como grandes que são, é preciso dizer, condições de sair mesmo este ano da mediocridade.
Se tiver mais algumas peças e funcionarem o rigor e o talento do técnico Vanderlei Luxemburgo (quem provou que sabe como ele sabe não desaprende...), o Fla tem chance concreta de, sim, entrar no grupo dos times competitivos do ano.
Notem bem: eu não estou garantindo que irá entrar.
Eu disse chance concreta, que é o que é possível afirmar A ESTA altura da temporada.
Entre o pessimismo intencional de ventilador de meu querido confrade Rímoli e a histeria eufórica de setores da imprensa do Rio, fico no meio do caminho.
Mas observando o copo meio cheio.
O melhor do futebol está aqui. No R7.
8 Ago 19h01
Flu derruba Grêmio. Silas cai junto. Não se assuste se ele for anunciado em horas pelo seu amado São Paulo…
Roberto Vinicius - Gazeta Press
Silas acaba de ser demitido do Grêmio.
Não aguentou a derrota por 2 a 1 para um Fluminense cada vez mais firme, seguro de sua capacidade e candidato ao título.
Silas começou muito bem no time gaúcho.
Mas, aos poucos, foi perdendo o controle tático do time, o fôlego, o embalo e o prestígio.
No auge das turbulências, pegou, em casa, aquele que é hoje o melhor time do campeonato.
Perdeu mais uma - e isso foi, como se esperava, fatal.
No Flu, o técnico Muricy Ramalho parece estar muito disposto a não acusar o golpe de ter recusado a Seleção.
Mostra firmeza de comando.
Evita repetir o erro dos tempos do Palmeiras de 2009.
E, para compensar, a diretoria e o patrocinador tricolores dão a ele os reforços pedidos.
Com Deco, este Fluminense, que já era um dos postulantes ao título, vira candidatíssimo à conquista do Brasileirão - mesmo porque os adversários, na média, estão, com raríssimas exceções, umas babas de quiabo.
Basta manter o equilíbrio.
Quanto a Silas, desconfio de que ele vá ficar muito pouco tempo sem emprego.
Não se assuste se ele for anunciado amanhã no seu São Paulo velho de guerra...
22 Jun 13h38
A França baixou a guarda e chamou os sul-africanos para o paraíso. “Vamos, enfiem uma goleada no nosso time!” Mas a África do Sul não foi capaz de ser feliz…

Assim que a partida da rodada final do Grupo A começou, nesta terça-feira (22), a França abaixou a guarda.
E chamou a África do Sul para ser feliz.
Seus jogadores pareciam dizer:
- Amados amigos sul-africanos, resolvam isso logo. Metam uma goleada na gente e se classifiquem com o empate entre México e Uruguai. O jogo lá está zero a zero. Façam logo o serviço, vamos...
E a seleção da África do Sul parecia responder:
- Mas a gente não consegue. Não temos força para isso...
A apatia francesa na primeira etapa foi constrangedora, quase suspeita.
Os jogadores recuaram na ameaça de não entrar em campo, mas pareciam ter adotado uma grande operação tartaruga.
Davam a impressão de querer ver o adversário enfiar um pacote de gols para colocar fogo de vez na crise por que passam neste Mundial.
A defesa, em linha burra de quatro, abria espaços no meio de forma quase amadora.
Malouda olhava o jogo.
Ribery não se esforçava entre os zagueiros.
O forte e rápido Cissé estava apagado.
Até mesmo na expulsão de Goucuff, que poderia ao menos ser discutida, foi aceita pelos franceses com uma resignação surpreendente e imperdoável.
A impressão era de que não sentiram o cartão vermelho do companheiro.
Final do primeiro tempo: dois a zero para a África do Sul, um jogador a mais e todo o time francês aparentando um desinteresse que fazia quem estava assistindo ao jogo sentir vergonha por eles.
O cenário estava pronto para mais dois golzinhos sul-africanos e a festa.
Mas a África do Sul, como deixou entender, não conseguiu.
Nem teve medo, mas não foi capaz de ser feliz.
Perdeu parte do ímpeto e do ritmo no segundo tempo.
Cadenciou parte do jogo, algo inexplicável para uma seleção que jogava seu tudo ou nada em casa, com o estádio cheio e o apoio de praticamente todo o mundo.
Não correram o risco necessário ganhar uma classificação que estava praticamente fora de cogitação e voltou ao plano das possibilidades concretas por causa de mais um daqueles caprichos do destino.
Por isso, foram punidos.
O trem voltou à estação, mas os sul-africanos não acreditaram que isso fosse possível. Foram embora antes.
Já que o adversário não atendeu à convocação, a França, mesmo em crise, foi obrigada a lembrar, pelo menos por alguns minutos, que era França.
Fez o gol que praticamente sepultou as esperanças.
Resumo da ópera das vuvuzelas: a África do Sul é o primeiro país anfitrião de uma Copa a ser eliminada na primeira fase.
Uma pena.
21 Mai 06h00
Fla eliminado da Libertadores. Patricia Amorim não é mais refém de nada. Seu mandato para acabar com o vale-tudo na Gávea precisa começar hoje. Boa posse, presidenta

Flamengo eliminado da Libertadores 2010.
Jogou com dignidade a segunda partida das quartas de final e venceu a Universidade de Chile U por 2 a 1.
Mas já tinha perdido a vaga na patética derrota por 3 a 2 no Maracanã, no jogo de ida, com um primeiro tempo ridículo e um gol de pelada e de churrascada (o terceiro) tomado o início da segunda etapa, quando o rubro-negro tinha um jogador a mais.
A presidente Patricia Amorim foi eleita no final de 2009.
Assumiu o cargo no primeiro dia útil deste ano, a segunda-feira 4 de janeiro.
Mas seu mandato começa hoje.
Não o oficial, mas o prometido por ela e esperado por todos os que apostaram em sua capacidade de renovação.
Um mandato com ação e peso político para equacionar o poder entre os grupos que a apoiaram.
Um mandato para colocar os profissionais certos nos lugares certos.
Um mandato para partir em busca de algo ao menos próximo do choque de gestão prometido na campanha.
Patricia venceu as eleições no Flamengo no final do ano passado.
Naquele momento, o time contrariava todas as expectativas, até mesmo as dos rubro-negros mais famosos, e partia rumo ao hexacampeonato brasileiro numa arrancada impressionante.
Na 28ª rodada do campeonato, estava doze pontos atrás do líder Palmeiras.
Dez rodadas – e dezessete anos - depois, a maior torcida do País ganhava de presente mais um título de campeão brasileiro.
Talvez o mais inesperado dos seis.
Resultado: Patricia Amorim sonhava implantar logo um choque de ordem para profissionalizar o futebol e reduzir as históricas mordomias, tapinhas nas costas, pulso fraco e vista grossa para irresponsabilidades de jogadores e dirigentes.
Mas, empossada no embalo do título, virou refém de um grupo vencedor que colocou a torcida nas nuvens e passou a ser irritantemente paparicado.
O Flamengo de 2009 era um grupo de jogadores humildes e trabalhadores com um técnico humilde e trabalhador, o querido Andrade.
Tinham qualidade mas, acima de tudo, conheciam suas limitações e procuravam superá-las.
Por isso venceram.
O Flamengo de 2010 foi até agora, com raríssimas exceções, o Flamengo da falta de rigor no trabalho por parte de muitos, da marra exagerada e irritante.
E também do sucesso que sobe à cabeça de todos, criando um atalho rápido para volta à mediocridade e o fracasso.
Patricia Amorim virou refém das irresponsabilidades, da depressão doentia e dos desequilíbrios de Adriano.
Virou refém do descontrole verbal e do pavio curto do então vice-presidente de futebol Marcos Braz.
Virou refém da incapacidade do ótimo Andrade para gerir um grupo também nos momentos que um comia o outro por causa de infantilidades estúpidas e vaidades imbecis. Ahh, esses boleiros...
Virou refém das recaídas infantis de Petkovic.
Virou refém do ímpeto do goleiro Bruno, que, definitivamente, não tem perfil para ser capitão de time nenhum.
Virou refém das pressões e chantagens dos jogadores sempre que o clube tenta impor uma carga maior de trabalho e de treinamento, sobretudo matutina, uma maldição que nenhum grupo político consegue (ou tem peito) para derrubar no clube.
Patricia Amorim virou refém, enfim, de mais uma versão, um pouco mais branda mas ainda assim muito destrutiva, do histórico tudo pode no clube da Gávea.
Refém do revoltante e aparentemente eterno laissez faire, laissez aller, laissez passer (deixai fazer, deixai ir, deixai passar) que marca e não abandona o Flamengo.
Uma desgraça que ninguém que se mete a gerir o clube consegue anular.
Sempre que esse tá tudo liberado se estabelece na Gávea, torcedores, jornalistas, adversários e opinião pública identificam logo a coisa.
E, também sempre, apenas um único setor do universo do futebol insiste em dizer que não rola qualquer corre frouxo na Gávea: o grupo que está no poder no Flamengo naquele momento, lógico.
Sempre foi assim.
Sempre.
Patrícia Amorim sabe que as coisas estão muito abaixo do desejável em seu início de mandato.
Ela não merece isso.
E nem tampouco está disposta a queimar todas as boas expectativas geradas em torno de seu nome e, em seguida, claro, o seu próprio nome.
Queria dar uma espanada geral desde o início.
Mas, refém de tudo o que foi dito, não teve condição de sacudir enquanto o time decidia, ao mesmo tempo, o Campeonato Carioca e a Libertadores, o caminho para o sonho do bi mundial.
Ela sabia que, se implantasse antes dessas decisões a sua versão particular de Tolerância Zero, exigindo responsabilidade e compromisso, poderia ficar sem time e técnico no meio das competições.
Mas agora não.
Não há mais nada muito forte para ser devolvido a ela como chantagem.
Não há desculpa.
O Carioca já era.
A Libertadores também.
E o Brasileirão ainda reserva um bom tempo para mudanças drásticas em busca de um rumo certo (mesmo porque, a continuar nessa toada, o Brasileirão e a classificação para a Libertadores também irão para o espaço).
Vem aí a parada da Copa.
A hora é essa.
Hora de ter craques sem o custo da humilhação de um clube diante de caprichos como os de Adriano.
Hora de um técnico competente, à altura do Flamengo, mas sem os arroubos de vaidades e as bombas na mão dos três ou quatro tops do mercado (A hora do sério de dedicado Rogério chegará, mas, pelo menos para um Boeing do tamanho do rubro-negro, ainda não é essa).
Hora de contratar gestores e profissionais de futebol equilibrados, do ramo e sem impulsos boquirrotos amadores.
Hora de montar uma administração mais eficiente e menos dependente dos grupos políticos amadores de apoio no clube.
Hora de exterminar a praga do pode tudo, a ideia cada dia mais disseminada, e quase sempre comprovada, de que nada acontece no Flamengo em termos de trabalho, nem aquilo que o presidente quer, se a boleirada não quiser.
Patrícia Amorim é inteligente, equilibrada.
Tem condição, apoio e bom senso para, ao menos, iniciar o processo que um dia mudará tudo isso.
Mas tem que começar agora.
Chegou o dia.
A hora.
O minuto.
Tenha uma bela posse, presidente Patricia Amorim.
Leia mais sobre futebol no R7.
8 Fev 15h51
De Rogério Ceni para Neymar: faça o que eu digo e não o que eu faço, ou seja, paradinha
Rogério Ceni reclama que paradinhas como dada pelo jovem craque Neymar, ao bater um pênalti no clássico San-São de domingo (7), vencido pelo Santos Por 2 a 1, são indecentes e só permitidas no Brasil.
Da Europa, pelo Twitter, o craque Kaká diz rigorosamente o mesmo.
Concordo plenamente.
Beleza.
Só que Rogério Ceni precisa se decidir.
Ou condena a paradinha sem dar paradinha ou nunca mais reclama quando for vítima de uma paradinha.
Faça o que eu digo e não o que eu faço não vale.
Senão vejamos:
Ceni, como se sabe, é um dos melhores batedores de pênalti e de falta do País.
Pois bem: pipocam no Youtube e na internet vídeos, editados por fãs, com cobranças de pênalti em que Ceni dá paradinhas iguais à que Neymar deu contra ele no jogo de domingo (7).
Veja um deles:
A paradona deste caso foi contra o Atlético Paranaense, pelo Brasileirão de 2008. Há outras.
Assim não dá.
E o amigo da blogosfera colorida, o que pensa?
Opine.
11 Out 00h10
Eles não acreditavam em Pet. Eles e todos nós…

O confrade Cosme Rímoli lembra, aqui do lado, a história do retorno ao Flamengo de Dejan Petkovic, 37 anos, herói da vitória de 2 a 1 sobre o São Paulo neste sábado (10).
Cabe acrescentar que Pet, como a torcida rubro-negra o chama, foi bancado pelo presidente do clube, Delair Dumbrosck, substituto do eleito Márcio Braga, que precisou deixar o cargo para ser submetido a uma cirurgia cardíaca.
Mas ninguém - nem Cuca, nem Kléber Leite, nem Braga, nem mesmo Dumbrosck - acreditava em Pet, o quase quarentão vindo de temporadas apagadas em grandes times como Atlético Mineiro e Santos.
Entre os incrédulos estavam ainda todos - rigorosamente todos - os jornalistas e cronistas esportivos brasileiros.
A coisa só foi feita porque o Flamengo precisava urgentemente resolver uma pendência jurídica, fruto de um processo movido por Pet, que impedia o clube de receber as rendas de seus jogos.
Dos R$ 16 milhões dados pelo juiz, o jogador topou receber a metade.
A rigor, acho que, de uma maneira ou de outra, ele jamais receberia o total decidido no martelo judicial.
Seria fatalmente levado a fazer um acordo.
Acabou com o acerto e também com uma vaga em um grande clube, num momento de total falta de espaço para o seu futebol.
Vista a questão por este ângulo, Pet saiu-se bem.
Agora, ouve-se à exaustão nos programas esportivos: "e eles não queriam o cara...".
Eles e nós todos, caras-pálidas.



















