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22 Dez 18h26

Portal especializado escolhe o anúncio de 2010. Vai que…

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bradesco 2 300x200 Portal especializado escolhe o anúncio de 2010. Vai que... Divulgação - Bradesco Seguros

-  Vai que...

Esse bordão, criado pela agência AlmapBBDO para a Bradesco Seguros, e repetido nas campanhas pelo ótimo ator Felipe Abib, virou viral geral na boca do povo.

A sequência de filmes conquistou o País.

E agora, acaba de ser eleita, em enquete provovida pelo portal do grupo especializado em propaganda Meio & Mensagem, a melhor campanha publicitária de 2010.

O grande mérito da campanha é o de passar leveza e bom humor nas situações em que alerta para riscos de morte, como o trem que se aproxima, os movimentos de trabalho pesado um prédio em construção ou uma casa que cai.

Em segundo lugar ficou um vital da Brastemp, O Dia em que um Sorriso Parou São Paulo, criado pela DM9DDB.

E, em terceiro, a campanha da Nissan Livina, assinada pela Lew’Lara\TBWA.

Os dez mais votados foram, nesta ordem, Bradesco Seguros, Brastemp, Nissan, Topper, Nextel, Devassa, Novo Uno, Skol, Mastercard e Seara.
Seara.

E você, concorda com o resultado?

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13 Dez 06h00

Uma delícia: vídeos virais da publicidade mundial em 2010

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internet Uma delícia: vídeos virais da publicidade mundial em 2010

Minha amada amiga Lena Castellón, jornalista das mais competentes e fera rigorosa destes universos da websfera e da blogosfera, manda um atalho para um blog chamado Mashable.

Este blog traz os dez vídeos virais mais legais e inovadores da publicidade mundial em 2010.

Todos foram feitos para a internet.

Tem Google Chrome, Puma, Cristiano Ronaldo para a Nike...

Todos são ótimos, um divertimento e tanto.

Particularmente, gostei muito do segundo colocado, da Levi´s, e do terceiro, realmente sensacional, de um grupo que incentiva o uso de cinto de segurança.

Aproveitem todos. E depois voltem aqui e opinem.

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7 Dez 12h12

Números provam: Maracanã, Mineirão, Fla e Galo fazem falta absurda ao Brasileiro

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torcida flamengo tasso marcelo ae 300x225 Números provam: Maracanã, Mineirão, Fla e Galo fazem falta absurda ao Brasileiro Tasso Marcelo/AE

O Brasileirão de 2009 teve público total de 6 milhões, 766 mil, 471 pagantes.

O de 2010, cerca de 1,1 milhão a menos (5 milhões, 641 mil, 013 pagantes).

A média de público por jogo no campeonato de 2009 foi de 17.807 pessoas.

No de 2010, caiu para 14.844. Três mil pessoas a menos.

Neste campeonato de 2010, o Corinthians teve a melhor média de público como mandante. Foram 27,4 mil torcedores por partida, seguido pelo Ceará (23,4 mil) e Fluminense 22,7 mil.

Em 2009, o Flamengo, campeão no campo e na torcida, teve 40 mil pagantes de média em seus jogos como mandante, praticamente o dobro dos dos 22,7 do Fluminense, o campeão de 2010.

Os números evidenciam uma realidade inquestionável: o Maracanã e o Mineirão abertos, e clubes recordistas de público, como Flamengo e Atlético-MG, disputando as primeiras posições fazem uma falta absurda para a competição.

Se os torcedores dos outros times sentem ou não essa falta, é outra conversa.

Mas que o Brasileirão se ressente, sobre isso não há dúvida.

E você, o que acha?

Opine.

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5 Out 06h00

Para eleitor, um Clô vale 147 Ésperes e quase 20 Timóteos

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clodovil Para eleitor, um Clô vale 147 Ésperes e quase 20 Timóteos

                                                                 Foto: Divulgação

Dois candidatos a deputado federal por São Paulo tentaram explicitamente herdar pelo menos uma parte do contêiner eleitoral do estilista e apresentador de tevê Clodovil Hernandez, eleito para o Congresso em 2006 com nada menos do que 493.951 votos: o cantor Agnaldo Timóteo e o estilista de vestido de noiva Ronaldo Ésper.

Clodovil morreu em 17 de março de 2009, em Brasília, em consequência de um acidente vascular cerebral, conhecido como derrame cerebral.

Timóteo, do Partido da República, o PR,  pedia no horário eleitoral "ajuda para terminar o trabalho do meu amigo Clodovil".

Ésper, filiado ao Partido Trabalhista Cristão, o PTC, o mesmo de Clodovil, de quem era desafeto, disse em entrevista a Marina Novaes, do R7, que "queria sim, o votos" do recordista que, na opinião dele, "não tinha timing político porque não era muito tolerante, não tolerava nem a própria sombra".

Pois bem: o castigo para a alfinetada post mortem veio dentro de um vaso afanado de cemitério, estilo Medici, com a grife CH.

Nesta eleição, Timóteo teve 25.172 votos.

Ésper, a mais estupenda decepção desta eleição, da qual esperava sair como puxador, com pelo menos 150 mil votos, chegou à mixaria, à merrequinha de 3.354.

Resumo do alinhavo: para o eleitor paulistano, um Clô vale 19,62 Timóteos e 147,27 Ésperes.

Terá sido uma coisa cármica, meu amor?

As eleições estão plenas no R7.

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3 Out 12h49

A tensão dos candidatos vips no final de semana da eleição

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Fiz esta reportagem no sábado (2) para o portal R7.

Quem leu gostou e se divertiu bastante com o lado humano dessas pessoas públicas.

Os amados amigos da blogosfera colorida que ainda não leram podem me dar, agora, a honra.

Aqui está ela. Abraço.

reginaldo rossi A tensão dos candidatos vips no final de semana da eleição

Celebridades candidatas vivem expectativa horas antes da eleição

Elas contam como estão enfrentando a tensão e o frio na barriga neste fim de semana em que podem se tornar parlamentares

Eduardo Marini, do R7


Reginaldo Rossi (foto acima), o Rei do Brega, Reiginaldo para os fãs, o autor de algumas das mais perfeitas peças do cancioneiro popular nativo, entre elas a antológica Garçom, interrompe a soneca na varanda de seu apartamento de frente para o mar da pernambucana Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife, para atender a reportagem do R7.

Gentil e sincero como sempre, abre o jogo.

- Bicho, bicho, vou te confessar uma coisa: tô com medo. Mas é aquele medo que assusta e ao mesmo tempo empurra para frente.

De uma hora para a outra você tem uma caneta na mão, podendo fazer leis para mudar a vida das pessoas. Isso é muito poder.

Esses doidões aí que são candidatos a qualquer custo deveriam pensar nisso...

Mas você, Reiginaldo, tem medo do quê mesmo, bicho?

- Olhe, eu não temo perder o senso ético nem virar corrupto. Isso nunca. Não aceitaria bola ou corrupção. O que me assusta é a possibilidade de me enrolarem naquele jogo malicioso que rola nas assembleias. De repente, eu, marreco novo, sem entender direito o regimento e as regras da coisa, colaborar para projetos e interesses que não são os melhores. Esse é meu único - e grande - medo, entende, bicho?

Claro, bicho.

R7 perguntou para personalidades candidatas a algum cargo na eleição deste domingo (3) como elas se sentem e se comportam nestes últimos momentos de campanha.

O que elas fazem e como aliviam a pressão nessas horas decisivas e tensas que antecedem a votação que poderá transformá-las em representantes dos interesses de um povo?

Reiginaldo, candidato a deputado estadual pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista) em Pernambuco, é dos mais calmos.

O ronco forte na soneca, testemunhado pelo amigo que atendeu o telefone, comprova seu estado de espírito.

- Olhe, bicho, sinceramente: não deixo de dormir por essas coisas não. Depois de tanto movimento de campanha, chegou a hora de descansar, de voltar à rotina. Neste sábado eu vou comer uma calabresa com arroz e feijão aqui em casa mesmo, com a Celeide, minha mulher. No domingão, vou votar antes do almoço, comer um caranguejo e depois tirar um ronco. Se tudo der certo e Deus me permitir ser eleito, talvez eu tome umas quatro ou cinco doses de uísque com alguns amigos próximos para comemorar. Nem o Rei do Brega é de ferro...

Ex-professor particular de matemática e de física para alunos do primeiro grau, ensino fundamental completo, Reiginaldo, o criador de O Pão e de A Raposa e as Uvas, deseja trabalhar para a melhoria da educação pública em seu Estado caso seja eleito.

- O PDT tem uma tradição de ser o partido da educação. E isso é o que eu quero. Vou legislar para criar projetos de educação com arte e esporte nas escolas públicas pernambucanas. Nós temos uma molecada muito criativa e carente. E eu acho que essa turma só se livra dessas tentações marginais todas com esse trio: educação, esporte e arte.

O intérprete impagável das não menos impagáveis Tô DoidãoMon Amour, Meu Bem, Ma Femme faz de oito a dez shows por mês (“o Chitãozinho, o Zezé e esses amigos deles falam em 20, 30 shows mensais, mas isso é meio cascata, meio marketing”).

Acha que, na Assembleia Legislativa, poderá segurar oito mensais, “dois por semana”.

Reiginaldo começou a campanha, olhem só, mandando uma carta para avisar (“mandou uma carta pra me avisar/deixou em pedaços o meu coraçãão”) boa parte do eleitorado que era candidato a deputado estadual.

E que desta vez, ao contrário das ocasiões em que tentou ser vereador, iria fazer uma campanha mais séria e com reais intenções de resultar em uma vaga.

Mas o que apontam, afinal, os cálculos de sua equipe? Eleição?

- Olha bicho, é o seguinte: apesar do trabalho muito dedicado e profissional da equipe, nós não tivemos os recursos necessários para divulgar a candidatura para o mínimo de pessoas que pretendíamos. Se isso tivesse sido possível, posso te afirmar que poderia ter 300 mil votos. Como não foi, não consigo antecipar com precisão. O partido calcula que posso ser eleito com 30 mil. Se forem 150 mil, ficarei feliz. Se forem 50 mil, também. Se forem 30 mil, também. Se for menos e não der, também. Vou agradecer a Deus e continuar na luta do mesmo jeito.

Nada como a experiência. Na ala mais jovem, pop e funkeira do partido das celê reina a ansiedade movida e regada a muito barulho.

A dançarina e (vá lá...) cantora Suellen Aline Mendes Silva, a Mulher Pera, massa compacta e curvilínea de 23 anos, candidata a deputada federal no Estado de São Paulo pelo nanoscópico PTN (Partido Trabalhista Nacional), é a própria ansiedade com dois braços, duas pernas e uma cabeleira de responsa domada a chapinha.

cebridades 1 mullher pera A tensão dos candidatos vips no final de semana da eleição Divulgação

Na noite de sexta-feira (1º), Suellen Pera se preparava para levantar, tremer e balangar o popozinho em um baile funk em Santo Amaro, região radical sul da cidade de São Paulo considerada “a maior cidade nordestina do Brasil”, com cerca de quatro milhões de habitantes vindos do Nordeste.

Minutos antes de sair de casa, ela aperta o laço cruzado do espartilho verde cítrico, espreme um pouco mais a cintura já sem qualquer liberdade e solta o ar dos pulmões para dar mais força à voz fina de talkie de boneca.

- Ai, querido, não vejo a hora de chegar logo esse domingo da eleição. É tanta responsabilidade, tanta... Eu dancei desde menina, mas essa coisa de política é diferente...

Suellen Pera é uma moça simpática e de atitudes educadas.

Uma vitória para uma menina pobre, nascida em um bairro pobre de Guaratinguetá, no vale paulista do rio Paraíba, que, assim como a mãe, levou muita pancada do pai manguaceiro até o elemento tomar outro rumo na vida.

Criada pelos avós maternos, só completou o ensino fundamental (“não era só ler e escrever como a Justiça Eleitoral colocou no meu registro. Eu sei mais um pouco do que isso”, defende-se”).

Começou a trabalhar ainda adolescente, “dimenor”. Foi babá, empregada, atendente. E um pouco mais tarde, em São Paulo, dançarina de forró e axé em “bicos” em programas de TV.

Nessas idas e vindas conheceu o companheiro com quem vive até hoje. Quando o partido a convidou a ser candidata, partiu dele o maior incentivo para que ela aceitasse o desafio.

Criadas por ela ou não, Suellen Pera tem propostas curiosas.

Como apanhou muito do pai e, sobretudo, o viu agredir sua mãe, ela deseja, por exemplo, esquentar ainda mais a chapa da Lei da Maria da Penha, que pune essa covardália que bate em mulher.

- Quero alterar essa lei para que o cabra fique preso direto, sem fiança ou habeas corpus, se for provado, por exame de corpo delito ou qualquer outra coisa, que ele correu mão na mulher dele. Acho o cara bater, pagar e sair muito leve.

Quer também baixar de 18 para 16 anos a idade mínima para o jovem tirar carteira de motorista e frequentar motel.

- Se eles votam com 16 anos, porque também não podem conduzir um carro e namorar em paz?

Com essas cartas na manga, Suellen Pera acredita que terá apoio dos jovens.

E não é modesta quando é incentivada a chutar quantos votos terá.

- Uns 200 mil. Ou maaaiisss (diz prolongando o aaaa...).

E, em seguida, pergunta ao repórter:

- Fala sério: você não achou minhas propostas legais?

O repórter responde que, sinceramente, achou. Sobretudo a relacionada à Maria da Penha.

Mas legislar não é fácil. Ainda mais no Congresso Nacional...

- Mas olhe: eu tenho uma equipe boa, que vai me ajudar muito. Se eu for eleita, vou largar a fruta de lado por um tempo e estudar muito, começando por esses meses antes da posse, para não fazer feio.

Largar a fruta?

- É, a Pera.

Ah, bom.

No Rio de Janeiro a candidata a deputada estadual pelo PSH (Partido Humanista da Solidariedade) Renata Frisson, a Mulher Melão, apelido inspirado numa abundância muito mais hiper-dimensionada do que propriamente doce, não garante que irá largar a fruta.

Em seu último dia de campanha, fez corpo-a-corpo (até aonde essa expressão pode sugerir um ato político, claro) em Mesquita e em Nova Iguaçu, duas cidades da Baixada Fluminense com população majoritariamente de baixa renda.

Renata Melão acordou cedo para percorrer ruas e conquistar eleitores indecisos.

Optou por visitar comunidades carentes.

Diz pretender criar projetos relacionados a saneamento básico, saúde e educação. E, sobretudo, para tirar crianças do tráfico de drogas.

Ao que parece, o discurso empolado do campanhês, essas coisas bonitas para essas ocasiões nobres, foi bem afiadinho:

- Eu não aguentava mais chegar ver aquelas crianças de dez anos usando drogas, envolvidas com o crime organizado, andando armadas, viciadas em crack. Tem que dar um basta nisso ou seremos reféns da nossa própria sociedade.

Outro com o discurso bem alinhavado é o estilista Ronaldo Ésper, 66 anos, paulista de Jacareí, estilista, R$ 347,5 mil de patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, ensino médio completo, candidato a deputado federal pelo PTC (Partido Trabalhista Cristão).

ronaldo esper reproducao A tensão dos candidatos vips no final de semana da eleição Reprodução

Em boa entrevista feita pela repórter do R7 Marina Novaes, Esper disse querer os votos das senhorinhas que são donas de casa. É uma clara cantada de quem espera herdar ao menos parte dos votos do também estilista Clodovil Hernandes, um dos recordistas de votos da última eleição, morto em março de 2009.

Disse também ter propostas de projetos para reduzir o máximo da participação parlamentar a dois mandatos, beneficiar empregadas domésticas e incentivar a moda brasileira no mundo.

Ésper disse que não irá acompanhar a apuração.

- Vou votar tarde para não pegar fila. No restante do tempo, ficarei trancado em casa. Ouvindo Beethoven e lendo a biografia do escravo Antínuo, um dos amantes do imperador romano Adriano (76-138).

Faz sentido, Ésper, faz sentido.

Em janeiro de 2007, Ronaldo Ésper foi detido em flagrante no Cemitério do Araçá, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, acusado de tentar roubar um par de vasos do lugar.

No horário eleitoral gratuito, ele chegou a ironizar o episódio quebrando um vaso.

O que ele faria se alguém tentasse, por exemplo, dar-lhe uma peça dessas de presente quando fosse votar?

- Depende. Se fosse um daqueles vagabundos e horrorosos eu quebraria na hora. Mas se for um bonito, tipo Medici, eu levaria correndo para a minha coleção.

Faz sentido, Ésper, faz sentido.

Colaborou Evelyn Moraes, do R7, no Rio de Janeiro.

A melhor cobertura das Eleições 2010 está no R7. Confira.

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24 Set 06h00

O gaúcho Mano Menezes e o futuro de Neymar na Seleção

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mano menezes convocacao hg 20100923 O gaúcho Mano Menezes e o futuro de Neymar na Seleção Helio Nogueira - News Free - AE

O jovem Neymar é um projeto que todo mundo sonha ver dando certo, sobretudo na Seleção Brasileira.

Mas penso que, se ele apostar, para seu futuro, que os dirigentes da CBF irão mandar Mano Menezes passar a mão em sua cabeça caso ele esteja arrebentando, na Vila ou fora dela, vai se dar mal.

Mano, Felipão, Dunga.

Mano talvez seja o mais ponderado desses três gaúchos que dirigiram recentemente a Seleção.

Mas... é gaúcho.

E gaúchos não costumam negociar esse tipo de autoridade.

Nem por um decreto.

Ainda quando, do outro lado, há rebeldes de alto poderio bélico com a bola no pé.

Felipão chegou a fazer algumas (peço licença ao gaúcho) declarações de amor ao atleta e companheiro de Seleção Romário.

neymar ricardo saibun divulogacao santos O gaúcho Mano Menezes e o futuro de Neymar na Seleção Ricardo Saibun - Divulgação - Santos FC

Disse, entre outras coisas, que se tivesse o Baixinho em seu Palmeiras naquela decisão de 1999 teria sido campeão mundial interclubes.

Mas sentiu-se traído por Romário, que se negou a disputar uma Copa América quando o técnico contava muito com sua presença e liderança.

Por isso, não levou o Baixinho para ser pentacampeão do mundo em 2002, na Coréia do Sul e no Japão.

Fala-se aqui de Romário, o maior artilheiro do futebol brasileiro depois daquele Edson que tornou sacro o mesmo solo da Vila em que o menino

Neymar hoje costuma traçar, no melhor dos sentidos, as suas molecagens.

Pois não adiantou choro, não adiantou grito: Romário viu a Copa pela tevê.

Dunga adora Adriano, o Imperador.

Adora o atacante Adriano, adora o camarada Adriano.

Mas aí Adriano, mergulhado em baladas e em problemas pessoais, mostrou pouco compromisso com a Seleção comandada por Dunga.

Pronto: Adriano viu a Copa pela tevê.

Aliás, viram a Copa pela tevê ele, Adriano, e mais dois moleques absurdamente talentosos do Santos que estavam quebrando a cocada por aqui. Lembra por acaso do nome desses dois meninos, Neymar?

Bom, agora temos Mano.

Um cara bem mais tolerante, equilibrado, ponderado do que os outros dois.

Um sujeito bem menos marcado pelas decisões de impulso do que os outros dois.

Mas um gaúcho.

Lembre-se disso, Neymar, lembre-se disso...

O Futebol retratado da maneira mais saborosa está no R7. Não saia daqui.

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27 Jun 13h37

Gol da maldição anulado não pode servir para apagar a brilhante atuação da Alemanha na goleada contra os ingleses. Argentina e Brasil, abram o olho

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alemanha inglaterra 22 300x187 Gol da maldição anulado não pode servir para apagar a brilhante atuação da Alemanha na goleada contra os ingleses. Argentina e Brasil, abram o olho Se fosse validado, o gol vergonhosamente mal anulado da Inglaterra, o gol da maldição inglesa que vigora desde o gol inglês que não entrou em 1966, poderia ter dado outra cara ao jogo contra a Alemanha?

É difícil dizer por causa da magnífica atuação da tricampeã Alemanha na vitória por 4 a 1 sobre os ingleses, agora há pouco, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no melhor jogo do Mundial até agora.

É verdade que a Alemanha construiu o placar nos contra-ataques que a Inglaterra precisou ceder por estar atrás no placar. alemanha inglaterra 1 300x228 Gol da maldição anulado não pode servir para apagar a brilhante atuação da Alemanha na goleada contra os ingleses. Argentina e Brasil, abram o olho Se o jogo virasse empatado e com os ingleses mais cautelosos, a realidade seria outra.

Mas, de qualquer forma, o brilho da Alemanha não pode ser desvalorizado em função do erro do juiz.

Os alemães meteram um chocolate para além de qualquer surpresa nos ingleses.

A Alemanha evolui no momento certo.

O  time todo cresce de produção, com destaque para o meio campo, com Khedira, Schweinsteiger, Muller o excelente Ozi, uma grata revelação deste Mundial.

Depois da bela estreia, a Alemanha volta a fazer uma grande partida.

Os alemães, claro, ainda podem ser batidos.

Mas se o Brasil, a Argentina ou qualquer outro time tomar um gol e precisar partir para cima deste time alemão de jovens talentosos, rápidos e poderosíssimos no contra-ataque, correrá o risco de tomar um saco de gols semelhante.

Uma vitória para dar moral no melhor jogo da Copa até aqui.

Copa? No R7. Confira.

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22 Jun 13h38

A França baixou a guarda e chamou os sul-africanos para o paraíso. “Vamos, enfiem uma goleada no nosso time!” Mas a África do Sul não foi capaz de ser feliz…

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africa do sul A França baixou a guarda e chamou os sul africanos para o paraíso. “Vamos, enfiem uma goleada no nosso time!” Mas a África do Sul não foi capaz de ser feliz...

Assim que a partida da rodada final do Grupo A começou, nesta terça-feira (22), a França abaixou a guarda.

E chamou a África do Sul para ser feliz.

Seus jogadores pareciam dizer:

- Amados amigos sul-africanos, resolvam isso logo. Metam uma goleada na gente e se classifiquem com o empate entre México e Uruguai. O jogo lá está zero a zero. Façam logo o serviço, vamos...

E a seleção da África do Sul parecia responder:

- Mas a gente não consegue. Não temos força para isso...

A apatia francesa na primeira etapa foi constrangedora, quase suspeita.

Os jogadores recuaram na ameaça de não entrar em campo, mas pareciam ter adotado uma grande operação tartaruga.

Davam a impressão de querer ver o adversário enfiar um pacote de gols para colocar fogo de vez na crise por que passam neste Mundial.

A defesa, em linha burra de quatro, abria espaços no meio de forma quase amadora.

Malouda olhava o jogo.

Ribery não se esforçava entre os zagueiros.

O forte e rápido Cissé estava apagado.

Até mesmo na expulsão de Goucuff, que poderia ao menos ser discutida, foi aceita pelos franceses com uma resignação surpreendente e imperdoável.

A impressão era de que não sentiram o cartão vermelho do companheiro.

Final do primeiro tempo: dois a zero para a África do Sul, um jogador a mais e todo o time francês aparentando um desinteresse que fazia quem estava assistindo ao jogo sentir vergonha por eles.

O cenário estava pronto para mais dois golzinhos sul-africanos e a festa.

Mas a África do Sul, como deixou entender, não conseguiu.

Nem teve medo, mas não foi capaz de ser feliz.

Perdeu parte do ímpeto e do ritmo no segundo tempo.
Cadenciou parte do jogo, algo inexplicável para uma seleção que jogava seu tudo ou nada em casa, com o estádio cheio e o apoio de praticamente todo o mundo.

Não correram o risco necessário ganhar uma classificação que estava praticamente fora de cogitação e voltou ao plano das possibilidades concretas por causa de mais um daqueles caprichos do destino.

Por isso, foram punidos.

O trem voltou à estação, mas os sul-africanos não acreditaram que isso fosse possível. Foram embora antes.

Já que o adversário não atendeu à convocação, a França, mesmo em crise, foi obrigada a lembrar, pelo menos por alguns minutos, que era França.

Fez o gol que praticamente sepultou as esperanças.

Resumo da ópera das vuvuzelas: a África do Sul é o primeiro país anfitrião de uma Copa a ser eliminada na primeira fase.

Uma pena.

A melhor cobertura do Mundial é no R7. Confira.

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21 Jun 15h20

Desequilíbrio de Dunga diante das câmeras, em plena Copa, é uma agressão aos brasileiros. Ninguém é obrigado a aguentar isso

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la mala educacion 210x300 Desequilíbrio de Dunga diante das câmeras, em plena Copa, é uma agressão aos brasileiros. Ninguém é obrigado a aguentar isso

Antes de entrarmos no assunto principal deste texto, gostaria de deixar muito claro dois pontos do meu pensamento sobre a Seleção Brasileira:

1) Como jornalista e brasileiro, não quis e nem quero derrubar Dunga do comando da Seleção. Por tudo o que fez desde que assumiu, ele merece estar lá. Quero que a equipe faça sempre sucesso e que ele seja muito bem sucedido enquanto estiver lá. E desejo o mesmo para os técnicos que um dia possam substituí-lo.

2) Pode-se condenar ou elogiar o estilo rígido de liderança de Dunga. Eu mesmo acho que, vez ou outra, ele comete alguns exageros em relação aos seus comandados. Mas se ele é assim e os jogadores, que sabem disso desde o início, aceitam ser comandados dessa forma e ainda acham bom, não muda muito achar que seu estilo é bom ou ruim. Isso passa a ser irrelevante, na medida em que existe uma relação entre comandante e comandados que satisfaz plenamente as duas partes. Nenhum jogador é obrigado a jogar na Seleção. O atendimento à convocação da Seleção não é obrigatório como nas Forças Armadas. Vai quem quer e acha que deve. Se os jogadores conhecem Dunga, aceitam plenamente seu jeito e ainda o elogiam, a questão está entre eles.

Estou dizendo tudo isso porque certamente alguns amados amigos irão comentar o que escreverei abaixo com argumentos do tipo “você está dizendo isso porque acha que o Dunga não devia estar na Seleção e gostaria que ele fosse tirado de lá”. Ou coisa parecida.

Critiquem ou elogiem com a liberdade de sempre, mas saibam que esse tipo de especulação para mim não vale, como acabo de detalhar.

Agora, no que diz respeito à relação do técnico da Seleção Brasileira (seja ele Dunga ou qualquer outro) com os jornalistas, os veículos de comunicação e, por consequência, os brasileiros, a coisa muda – e muito – de figura.

Jornalistas e público não são comandados de Dunga.

Ao contrário dos 23 jogadores que estão lá, não fizeram essa opção.

Jamais me perguntaram se eu aceito ou quero testemunhar grosserias cada vez que sento diante da tevê para acompanhar as entrevistas sobre a Seleção.

Acredito que também não tenham feito essa pergunta para você ou qualquer outro brasileiro, amado amigo.

Feitos os esclarecimentos, vamos ao assunto principal: o que está acontecendo com Dunga?

Seu trabalho como técnico, inegavelmente, merece elogios.

Mas, pessoalmente, ele parece estar em meio a um processo injustificável de desequilíbrio emocional.

A deselegância, as grosserias e os pontapés verbais de Dunga diante das câmeras, dos jornalistas e, consequentemente, do público são absolutamente incompatíveis com alguém que ocupa um grande cargo de dimensões públicas no Brasil, o de técnico da Seleção, e que, por isso, precisa dar satisfações e informações à sociedade.

Dunga exagera e abre sua caixa de ferramentas justamente nas entrevistas coletivas, ou seja, quando é colocado de frente para os brasileiros através dos veículos de comunicação.

O episódio com o jornalista Alex Escobar, de Rede Globo, na entrevista coletiva de domingo (20), após a vitória por 3 a 1 sobre a Costa do Marfim, mostra o quanto Dunga está descontrolado.

Para quem ainda não sabe, Dunga, após dizer que “a imprensa” tinha pedido a retirada de Luis Fabiano do time, em mais uma daquelas batidas do tipo “estão vendo vocês?”, encarou Escobar, que falava com um colega ao telefone, e perguntou de forma desafiadora: “você está rindo aí. Algum problema?”

Escobar, que falava ao celular, disse que não. E acrescentou: “estou falando com um amigo, Dunga. E o assunto não é você.”

A partir daí, Dunga, sempre encarando Escobar, balbuciou inúmeros palavrões que, embora em voz baixa, foram captados pelos microfones do salão de entrevistas do estádio.

pata 214x300 Desequilíbrio de Dunga diante das câmeras, em plena Copa, é uma agressão aos brasileiros. Ninguém é obrigado a aguentar isso

Quem vê as imagens tem a sensação de que Dunga desejava alguma reação de Escobar, uma resposta verbal que fosse, para, quem sabe, chamá-lo para a briga ou coisa parecida.

Num ambiente profissional de Copa do Mundo transmitido para bilhões de pessoas em todo o mundo.

Triste.

O técnico reagiu dessa forma porque Escobar teria balançado a cabeça, em suposto sinal de negativo, ao ouvir Dunga falar da história da retirada de Luis Fabiano.

Ainda que tivesse feito o gesto, era apenas a expressão de uma opinião – e o jornalista, como eu ou qualquer um de vocês, tem direito de tê-la.

Ao final da entrevista, Dunga saiu falando baixo os mesmo impropérios e reclamou de Escobar para outro jornalista da Globo.

Participei, em outros veículos, de algumas coberturas em que Alex Escobar trabalhou.

Até onde tenho condições de testemunhar, é figura gentil, educada, doce até.

Não sei se algum outro problema ocorreu entre os dois antes disso.

Ainda que tenha acontecido, não era hora, lugar e nem aquele era o método para tentar zerar algo.

De qualquer forma, apenas pelo que aconteceu na entrevista, não houve qualquer justificativa para uma atitude tão destemperada do técnico.

Dunga claramente passou do ponto.

Constrangeu muita gente.

Não vale a desculpa de que ele estava “pressionado psicologicamente” pelo clima da Copa do Mundo.

Seu time acabava de vencer bem e de garantir a classificação.

O momento criava uma zona de pleno conforto.

Também não cabe dizer que a atitude foi contra a Globo.

Se a Globo, como instituição, merece algumas reações de vez em quando, isso pode ser até uma discussão procedente.

Mas o destempero de Dunga não foi contra a Globo.

Foi contra o jornalista.

Naquelas circunstâncias, Dunga, do jeito que está, se chegasse à conclusão equivocada que o motivou, teria tomado a mesma atitude com qualquer jornalista, de qualquer veículo.

Foi coisa de quem está tomado por um ímpeto distorcido que sequer respeita o direito de alguém pensar de forma diferente do que ele quando o assunto é Seleção Brasileira.

Nenhum técnico da Copa - os derrotados, os goleados, os favoritos surpreendidos ou mesmo o polêmico Maradona, conhecido por não ter papas na língua - protagonizou cenas tão ríspidas em suas coletivas e aparições públicas.

Dizer que a “imprensa” está contra um time ou a Seleção para motivar e arrancar tudo dos jogadores, “que darão a resposta em campo”, é tática velha e batida.

Dunga pode insistir nela, mas até para isso há limites.

Mas, se a questão for maior do que essa, se Dunga está tendo dificuldade para encontrar o ponto mínimo de convivência equilibrada com os olhos dos torcedores, ou seja, jornalistas e veículos de comunicação, seria bom ele refletir melhor e buscar instrumentos para encontrar o prumo.

O batalhão de jornalistas e de veículos de comunicação que está lá faz parte do negócio chamado futebol.

Sem ele, nem CBF nem Fifa faturam.

Além disso, nenhum brasileiro é obrigado a conviver com momentos constrangedores e desagradáveis, protagonizados pelo técnico da Seleção, cada vez que senta diante da tevê ou liga um rádio.

Isso também vale para os jornalistas, que, afinal, perguntam por dever profissional. Paga paga contas, dívidas perguntando, falando e escrevendo.

Ninguém aguenta mais esse comportamento do Dunga.

Aonde ele quer chegar?

Por esse caminho, que não seja muito longe.

Isso pode custar caro à CBF e ao próprio futebol da Seleção Brasileira.

E o amado amigo, o que acha?

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20 Jun 14h42

Estudo comprova: vuvuzela pode provocar surdez. Vamos aproveitar para não deixar essa trombeta insuportável virar moda por aqui…

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proibido vuvuzela Estudo comprova: vuvuzela pode provocar surdez. Vamos aproveitar para não deixar essa trombeta insuportável virar moda por aqui...

Poucas coisas incomodam e irritam tanto, nestes dias de Copa do Mundo, do que o zumbido ininterrupto, nas transmissões de tevê, das vuvuzelas, as cornetas insuportáveis que viraram a marca da Copa do Mundo 2010.

Agora imagine tudo isso no ouvido de quem está no estádio sem soprar aquela trombeta maldita?

Pois bem: agora existe um argumento científico, da Medicina, para tentar fazer com que essa praga seja esquecida por aqui e não se torne moda depois do Mundial.

Um estudo realizado dias antes do início da Copa por pesquisadores da Universidade de Pretória, a capital do poder político executivo da África do Sul, comprovou o risco de perda de audição para quem fica exposto seguidamente, e por um bom tempo, ao som das vuvuzelas.

Os estudiosos examinaram onze voluntários antes e depois de um jogo de futebol, na África do Sul, com 30 mil pessoas nas arquibancadas e muita vuvuzela.

Resultado: todos os voluntários tinham sido expostos a barulhos com mínimo de cem e máximo de 140 decibéis, que são as unidades que medem a intensidade do som.

Para se ter uma ideia do que isso representa, uma exposição de meia hora a partir de 125 decibéis é suficiente para criar no ser humano um risco concreto de lesão nos tímpanos, a membrana existente no ouvido que é a principal responsável pela audição.

Como Neil van Shalkwyk, o dono da marca vuvuzela, negocia para exportar sua deplorável corneta para o Brasil, seria interessante começar, desde já, uma campanha para evitar essa invasão em massa.

Uma coisa é uma ou outra corneta, um ou outro grupo de corneteiros em um evento público.

Outra coisa são milhares de vuvuzelas atormentando todo mundo como se fosse uma manada de elefantes em franca aproximação.

Pelo menos dez mil delas são levadas a cada jogo da Copa da África do Sul.

proibido vuvuzela 2 300x193 Estudo comprova: vuvuzela pode provocar surdez. Vamos aproveitar para não deixar essa trombeta insuportável virar moda por aqui...

Por favor, pelo amor de Deus, parem agora.

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