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11/02/2012 às 09:30:22
Adriano volta para o mengão,la é seu verdadeiro lugar...
estamos te esperando de braços abertos no maior do mundo... -
10/02/2012 às 08:00:09
O CORINTHIANS ADORA APARECER EM MIDIA, IBOPE VER SEU NOME EM MANCHETE, SOLTE O CARA PRAS FARRAS, QUE NÃO VAI FALTAR MANCHETE,
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10/02/2012 às 07:56:59
ESPERO QUE ACONTEÇA PARA DIVULGAR NOSSO NORDESTE QUE E LINDO E GOSTOSO DE SE VER.
9 Fev 04h54
Página para torcedor pedir volta do Imperador ao Fla bomba na rede. Perguntar não ofende: quantos são corintianos loucos para mandar o peso de volta ao outro lado da Via Dutra? Opine
A agência de publicidade Flux, com sede em Barra Mansa, sul do Estado do Rio, ao lado da Cidade do Aço Volta Redonda, criou uma página na internet para os torcedores pedirem a volta do atacante Adriano Imperador, do Corinthians, ao Flamengo.
Para participar, basta entrar na página, clicar no botão que confirma "o seu desejo de que Adriano retorne ao Flamengo", escrever seu nome e e-mail e enviar.
O movimento na página está bombando: em menos de 24 horas, da tarde de quarta-feira (8) até o início da madrugada desta quinta-feira (9), o número de pedidos praticamente foi multiplicado por quatro.
Saltou de pouco mais de 2,4 mil para exatos 9.116 no momento em que este texto entrou no ar.
A pergunta que não quer calar: quantos dos eleitores são torcedores do Corinthians doidos para despachar para o outro lado da Dutra o pesado cidadão que não consegue jogar?
Opine.
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19 Jan 15h20
Sheik paga helicóptero para chegar na hora. Turma cai de pau. Não no atraso,mas no voo. Melindre bobo. Helicóptero, como velocípede, está aí para ser usado por quem pode usá-lo. Opine
Sinceramente, não dá para entender o padrão e os critérios usados por uma pá de coleguinhas jornalistas da imprensa esportiva para avaliar atitudes, sobretudo de jogadores de futebol.
Sheik chegou ao CT de helicóptero.
Entrevistado, o jogador explicou ter sentido até um certo constrangimento por ter sido obrigado pelas circunstâncias a chegar ao CT pelo ar em vez de por terra.
Mas esclareceu: como não conseguiu embarcar a tempo no avião de carreira que o traria do Rio de Janeiro, procurou (e pagou do próprio bolso, atitude que seu ótimo salário e o dinheiro ganho no mundo árabe permitem) um meio de transporte rápido para, quem sabe, conseguir chegar a tempo de iniciar a atividade junto com os companheiros.
Bom exemplo.
Apesar do atraso, comum em todos os cantos mas nunca elogiável, o atacante deu sinais de estar comprometido com o clube, o técnico e os colegas.
Algo, convenhamos, importante e digno de elogios num momento em que qualquer festa de aniversário de mamãe é desculpa para faltar ao trabalho.
Mesmo assim, como não conseguiu chegar exatamente no horário, Sheik foi avisado de que será multado em parte de seus salários - o que também é justo diante de um regulamento que prevê tolerância zero para todos os atletas nesses casos.
Tomadas as atitudes e desculpas indicadas, o atacante foi para o trabalho.
Pois bem: ligo agora a tevê e vejo uma pá de coleguinha de imprensa malhar o cara não porque chegou atrasado, mas de helicóptero.
Vejam só...
Eu respeito a opinião de todos, mas alguém consegue me explicar qual é a lógica por trás de uma opinião dessas?
Vamos lá: Emerson ganhou honestamente, com o seu trabalho, alguns milhões de reais até agora. E, ao que tudo indica, ganhará outros até o final de sua carreira.
Bom, se o cara queimasse tudo isso em farra, cachaça, carraspana, vagabundagem, luxúria, trocentos carrões do ano, zilhões de mulheres e filhos feitos e abandonados, costas viradas para a família, helicóptero para ir para farra e outros bichos mais, a turma estaria aí, de plantão, talvez até com certa razão, batendo no cara com o gato morto posto firme na mão pelo rabo, não é verdade?
Mas não é isso.
Antes, o contrário, o oposto diametral.
O camarada (que, diga-se, até agora deixa a impressão de, ao menos na média, parecer contido nas baladas e na vida privada), enfia a mão no bolso para pagar um helicóptero e tentar chegar no trabalho no horário combinado.
Aí vem a galera e, do mesmo jeito, bate no cara porque ele, vejam só, gastou a própria grana para tentar chegar em ponto no horário marcado por seus chefes?
Ora, por gentileza...
É porque helicóptero é caro e chique?
Mas o cara o paga honestamente, com seu próprio dinheiro? Qual o problema?
Gostariam que quem fizesse isso?
Quem não pode tomar regularmente uma atitude dessas, até por falta de grana para isso, somos eu, os moleques das divisões de base do Timão ou de qualquer outro time brasileiro e, talvez, né?, uma parte dos nobres que criticam o atacante.
Agora, o Sheik?
Por favor...
Se, por exemplo, o Adriano tivesse tomado helicóptero nas 274 vezes em que faltou ao trabalho, talvez não estivesse sendo malhado no poste pelos mesmos colegas que hoje criticam Emerson.
Ademais, se não for por causas cretinas, bicicletas, motocicletas, carros, helicópteros, aviões e supersônicos estão aí para isso mesmo: serem usados por quem, na medida de sua realidade, os pode usar.
Pelo amor...
26 Nov 23h52
Pelé renova contrato com Santos 37 anos depois de seu último jogo na Vila. Será um dos dois garotos-propaganda do centenário. Um topete descolorido para quem acertar o outro. Opine
À esquerda, ... bem, você sabe. À direita,... bem, você também sabe.
Guilherme Dionízio / AE
O Santos contratou um reforço de peso para ser garoto-propaganda de seu centenário, em 2012.
Trinta e sete anos depois de jogar sua última partida pelo clube no estádio da Vila Belmiro, Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, assinou com os dirigentes santistas para liderar ações de marketing nas comemorações dos cem anos do Peixe, informa Otávio Cabral na coluna Holofote da mais recente edição da revista Veja.
Pelé começará a trabalhar ainda em dezembro de 2011, em meio aos jogos do Santos pelo Mundial de Clubes, no Japão.
Vai lançar o programa Sócio Rei, com mimos como ingressos mais baratos na internet e viagens na companhia dos atletas para novos associados do clube.
Cartolas santistas esperam atrair cem mil novos sócios com o projeto.
O Atleta do Século usará sua imagem também na atração de investidores para um fundo do clube.
Os números do contrato ainda não foram divulgados, mas há boatos de Pelé encaixará valores mensais semelhantes aos de alguns principais craques do Peixe.
Ah, o garoto-progaganda que fará dupla com Pelé no centenário do Santos?
Um topete descolorido para quem acertar o nome.
A melhor cobertura do Futebol você encontra aqui. No R7.
3 Nov 16h31
Andrés Sanchez está certo. Condenar o chope da folga do Adriano é falso puritanismo. Não é isso que atrapalha. Ao contrário: o problema é exatamente a gandaia fora do dia de folga. Opine
O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, está com a razão no episódio da cerveja que Adriano toma em sua folga.
Não deixar o cara em paz para tomar uma cerveja até em seu dia de descanso é falso puritanismo e comportamento perigoso.
Penso inclusive que, se ele estava de folga, não deveria ter tomado na xícara de café.
Desde que seja com equilíbrio, Adriano pode colocar sua tulipa na mesa e se comportar como outro cidadão qualquer.
Este equilíbrio inclui, claro, não levantar da mesa e pegar o volante do carro, coisa que parece já ter feito.
Ao tomar a atitude da xícara, o atacante pareceu dar razão aos patrulheiros que fazem biquinho para o conceito – vejam bem, o conceito - de que um atleta profissional pode, como qualquer outro cidadão pagador de impostos, tomar sua cerveja ou seu vinho com moderação em sua folga.
E essa razão não existe.
Minha briga contra o conservadorismo de candonga é essa aqui: a não ser que exista um diagnóstico de alcoolismo (que evidentemente deve impedir o sujeito de beber para sempre, em qualquer situação), tomar umas e outras no dia de folga é direito de Adriano, de qualquer atleta e, de resto, de todos os outros profissionais.
Tão boa (ou melhor) do que Adriano nesse negócio de copo, a suprema maioria dos jornalistas sabe disso.
A bebida que estufa a barriga e distancia Adriano da forma mínima necessária para entrar em campo não é a tomada na folga.
É a que chega no exagero e na falta de equilíbrio de todas as outras estilingadas exageradas que ele supostamente dá em dias regulares de trabalho, treino e jogo, sacrificando o corpo, acumulando calorias e perdendo noites de sono, manhãs de treino e tardes de jogo.
Então é isso o que deve ser condenado – o exagero, o destempero, o desequilíbrio, o descontrole.
E não a cervejinha do dia de descanso, com a histeria habitual.
Que se registrem os exageros, se apresentem as provas e estamos todos combinados.
Mas bate-boca porque viram o camarada tomando uma na folga? Ridículo.
Adriano não está tonelada porque manda umas e outras ou mesmo dá uma exagerada nas folgas.
Mesmo admitindo a hipótese de que a água que rolinha recusa é a culpada por praticamente tudo isso, o que não é verdade, o atacante está peso-pesado por causa dos supostos exageros, das baladas sem ter fim em que se meteria três, quatro vezes por semana, com biritada, comida a rodo e tudo o mais.
Então, por favor, condenemos esses exageros, esses pés na jaca em ritmo e em volume incompatíveis com a profissão de jogador de futebol.
E não o direito individual de um jovem de 30 anos – ou de qualquer outro jogador – de tomar a sua em seu dia de folga.
É ridículo um cara tirar seu descanso autorizado pelo clube, portanto de direito, e, no dia seguinte, se deparar com um monte de gente o chicoteando como veia de camisola em portão baixo de casa de subúrbio porque ele tomou uma cervejinha ou um vinho em sua folga.
Mas em tempo: se Adriano é alcoólatra diagnosticado, aí muda tudo.
Não pode e não deve beber nada, em momento algum, nem em folga nem fora dela.
Ao primeiro pingo de álcool no organismo, o tubarão do alcoólatra acorda e provoca um rebuliço no organismo, pedindo mais, mais, mais.
Aí, já viu.
Mas, neste caso, ele ou qualquer outro precisa parar de beber – totalmente e para sempre – não porque é um camarada patrulhado até em sua folga porque precisa se comportar, voltar a um time e alegrar torcedores e jornalistas fanáticos.
É pela questão de se preservar um doente de caminhar para o precipício.
Ou a morte.
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19 Out 00h12
Diarreia de Adriano lembra história do sujeito que sempre finge se afogar. Quando se afoga de verdade, ninguém acredita e socorre…
Não faça tanta força. Pelo menos agora...
Na manhã desta terça-feira (18), a caminho da redação do R7, ouvi um animado bate-papo de jornalistas esportivos pelo rádio.
Em determinado momento, um deles diz:
- Adriano não treinou ontem e hoje porque está com diarreia.
Ouve-se um apupo geral:
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...
Leio logo depois que o problema intestinal do Adriano foi passado ao técnico Tite.
Que, ao que tudo indica, aceitou as justificativas do Tanque e as levou para a diretoria.
Acho plenamente possível que Adriano esteja realmente com o intestino em revolta plena.
Como acho também que sempre existe a chance de ser mais uma daquelas do Imperador.
Não tenho informação para afirmar que a diarreia de Adriano seja verdade ou mentira.
Mas ela me faz lembrar aquela história do sujeito que vai tomar banho de rio com os amigos e sempre finge estar se afogando.
A turma corre apavorada para salvar e leva um carão do exxperrrto.
Uma, duas, três, quatro vezes...
Até que chega o dia em que ele sacode os braços, afunda e volta à tona, apavorado, porque está realmente se afogando.
Mas ninguém acredita e sai do remanso para o socorro
E aí o malandrão, claro, morre, apaga, empacota, vai pro latão.
É o gato escaldado que foge alucinado de poça d'água, não é mesmo?
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O melhor do Esporte você encontra aqui. No R7.
8 Abr 06h00
Fla esnoba Imperador, que viria de graça. Mas acha normal torrar R$ 34 milhões (que não tem) em Love. É a filosofia, o planejamento…
O Pensador (Le Penseur) - Auguste Rodin
O Flamengo é - efetivamente - uma maravilha.
Virou as costas para Adriano Imperador.
Um cara criado e apaixonado pelo clube.
Um cara que sempre quis não apenas jogar, mas encerrar a carreira no clube.
Um cara que rompeu com tudo e com todos para voltar ao Rio e esperar o chamado do clube.
Um cara que tem, sim, seus problemas de comportamento, mas que poderia ser perfeitamente enquadrado com algumas exigências, autoridade para punir e um contrato redigido com sabedoria, rico em cláusulas punitivas que protegessem o clube.
Um cara que viria de graça, receberia de salário menor do que o de qualquer outro do seu nível - até porque, questionado como está, não teria outra saída a não ser topar, como topou no Corinthians, um contrato de risco.
E, sobretudo, um cara que finalmente resolveria o problema de um time que, a rigor, não fez este ano sequer uma única partida que pudesse ser qualificada ao menos de muito boa.
Uma daquelas que o observador, ao final, falasse: "hoje o time convenceu e jogou bem".
Ludwig Joseph Johann Wittgenstein, filófoso austríaco naturalizado britânico, um dos principais ícones da revolução linguística da filosofia do século 20.
Adriano daria um eixo e uma referência a esse amontoadão de luxo que Vanderlei tem colocado em campo.
E que só tem ganhado das babas que encarou, mantendo a invencibilidade no ano, porque os craques e bons jogadores resolvem o problema individualmente.
Bom, mas Patrícia, Vanderelei e parte da diretoria limaram Adriano.
E agora querem queimar 15 milhões de euros, ou cerca de R$ 34 milhões, para ter Vagner Love.
Quinze milhetas de eurotas que o clube, como sabemos, não tem.
Se essa coisa for em frente, precisará encaixar um vale na Globo para pagar a bagaça.
É ou não é de dar gargalhada?
Love é ótimo? Claro que sim.
Love é rubro-negro? Claro que sim.
Love se encaixaria bem nesse esquema hoje indefinido do Flamengo? Claro que sim.
O problema é que Love custa hoje uma fortuna inviável para ser cobiçado por qualquer clube brasileiro.
Clube brasileiro que toca suas finanças de uma maneira minimamente responsável, digo.
O Flamengo ou qualquer clube brasileiro pensar em pagar R$ 34 milhões para repatriar um atacante de 27 anos é uma loucura, uma insanidade total, ainda que esse atacante seja o excelente Vagner Love.
Se houvesse coragem, disposição e competência para enfrentar e equacionar o tal "problema Adriano", o mais claro, evidente, óbvio e racional seria pegar o Adriano, ser feliz com ele nos próximos 12 ou 18 meses, ao menos, e, depois sim, encarar Love em final de contrato, numa negociação mais barata.
Isso seria o óbvio.
Melhor é deixar ir embora o cara que obviamente resolveria o problema e, depois, diante da pressão cada vez mais forte e insuportável da torcida, tentar fazer, a qualquer custo, um negócio que alivie a sensação de corda rente no pescoço.
Isto é a "filosofia" e o "planejamento" do Flamengo...
30 Mar 16h00
R7: Fla piora com atacante fixo. O problema não é jogar com atacante fixo. É jogar com os fixos que o Fla tem…
Nosso R7 publica nesta quarta-feira (30) uma boa reportagem mostrando que o técnico Vanderlei Luxemburgo quebra a cara quando, supostamente querendo agradar a torcida do Fla, coloca um atacante fixo, de área, a chamada referência, contrariando o que faz desde que montou o grupo para 2011.
Diz a reportagem:
- (...) Coincidência ou não, o Flamengo começou a derrapar na temporada quando o treinador mexeu no time justamente no setor em que vinha sendo criticado. Nas três últimas rodadas do Campeonato Carioca, o Rubro-Negro empatou. Em dois desses jogos, o placar foi 0 a 0 e o time despencou na classificação do Grupo A. (...) Isso aconteceu desde que a equipe voltou a atuar com um centroavante fixo na frente.
A reportagem acrescenta:
Com isso, Ronaldinho Gaúcho, que desfalcou a equipe contra a Cabofriense, retornou à sua posição de origem, como muitos pediam, mas tem rendido menos. Antes atuando mais à frente, em posição nova na carreira, o meia vinha fazendo melhores exibições e o time ostentava 11 vitórias e apenas um empate. O astro havia marcado cinco gols.
A constatação está correta, mesmo porque os números não deixam ninguém mentir.
O que pode ser contestado são as conclusões tiradas a partir dessas estatísticas.
O texto sugere que jogar no atual esquema (esquema?) criado por Vanderlei poderia ser melhor do que, por exemplo, um 4-4-2 com um atacante de área e outro rápido, de referência.
Não é bem assim.
Pelo mero fato de que, neste caso, nem o problema nem a solução passa por este ponto.
O que faz a diferença é ter um bom atacante de referência, que faça gol – e isso o Fla, ao menos no momento, infelizmente não tem.
Deivid sempre soube fazer gols. Mas hoje está sem ímpeto e sem tempo de bola. Parece desestimulado, entregue, resignado com a fase medíocre e assustado em jogar no Flamengo.
A raça e a disposição de Wanderley são comoventes, mas apenas isso não é suficiente para torná-lo “o” atacante do Flamengo. Infelizmente, falta futebol.
Se nada for feito, o Brasileirão e a reta final da Copa do Brasil tornarão mais evidente e dramática esta carência.
Este é o problema.
Mande o Luxemburgo, que por sinal já se declarou várias vezes fã do esquema, armar um 4-4-2 tendo na tal referência o Liedson com a bola atual (a de sempre aliás, ao contrário de Deivid), o Vagner Love, o Fred do início do ano no Flu ou mesmo o Adriano Imperador para ver se a coisa não funciona?
Apesar de invicto na temporada, o Flamengo faz poucos gols.
Na baba do Campeonato Carioca, fez apenas dois por jogo de média na Taça Guanabara e 1,6 na Taça Rio.
Teve dificuldade para ganhar adversários que deveria ter atropelado.
Nos três clássicos disputados até agora, ganhou apenas do Vasco, mesmo assim no momento em que o Gigante da Cruz de Malta vivia um de seus piores momentos nos últimos anos, numa água de fazer dó, após três derrotas seguidas para pequenos nas três primeiras partidas da Taça Guanabara.
Nos outros dois clássicos, empatou com Botafogo e Fluminense merecendo perder.
Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Fluminense, Santos, Inter, Grêmio e Vasco, para citar apenas alguns, chegam neste ponto da temporada com ataques funcionando e uma cara tática minimamente definida.
A respeito do Flamengo não se pode, absolutamente, falar o mesmo, apesar de ainda não ter sido derrotado.
Com um atacante de área que ajudasse a coisa ficaria mais fácil.
O torcedor, que não é otário, sabe disso.
Por isso pragueja tanto contra Luxemburgo por não ter aceito o Imperador.
28 Mar 18h56
Adriano dois: quem rouba ética tem cem de perdão?
O Corinthians anunciou, na segunda-feira (28), a contratação do atacante Adriano, sem clube desde que deixou, dias atrás, a Roma, da Itália.
O contrato tem duração prevista até junho de 2012.
De acordo com o diretor de futebol do Timão, Roberto de Andrade, o Imperador não terá qualquer privilégio e será duramente punido por todas as eventuais falhas, atrasos e faltas a treino e a jogos:
- O Corinthians fez um contrato muito bem preparado e bom para o clube. Estamos cobertos. Não deixamos brecha para qualquer prejuízo. O Adriano concordou com tudo e, assim que assinar, será anunciado oficialmente. Ele não terá privilégio algum. Será tratado como qualquer outro atleta do grupo. Todos estão preparados para recebê-lo muito bem. O fato de a família dele morar longe não é problema. Muitos do atual grupo também têm família fora de São Paulo.
Enumerei no texto anterior (leia depois abaixo) os motivos pelos quais penso que Patrícia Amorim, Vanderlei Luxemburgo e o Flamengo erraram e vacilaram ao não contratar Adriano.
Acho que um contrato que desse condições de punir – aliado obviamente à coragem política de clube e técnico de não hesitar em punir – poderia resolver o problema do rubro –negro, que não consegue firmar um esquema justamente por não ter no momento um atacante de área que preste.
Penso ter faltado ao rubro-negro coragem, grandeza e inteligência neste episódio.
Embora tenha defendido a contratação do Adriano pelo Flamengo, estou certo, mas absolutamente certo, de que, se isso ocorreesse, a suprema maioria da imprensa esportiva paulista estaria a bradar, neste momento, que o rubro-negro aceitou o Imperador porque “o Rio é bagunçado mesmo”, “os times cariocas são uma bagunça e então o Adriano deveria ir para lá, “o Adriano é vagabundo mesmo; teria mesmo que jogar em time carioca, que não liga para isso”, “os times do Rio só treinam um período”, “só o Rio aceitaria o Adriano”... e coisas desse tipo.
Isso embora oito clubes brasileiros – entre eles os paulistas Palmeiras e Corinthians – tenham procurado o empresário Gilmar Rinaldi para sondar as possibilidades de contar com o futebol de Adriano depois que ele deixou a Roma.
Mas como Adriano foi para o Corinthians e, sobretudo, como a contratação foi intermediada por Ronaldo e sua empresa 9ine, nada disso aconteceu.
E o Curingão, claro, não foi chamado por ninguém, a não ser por uns poucos torcedores contrários à contratação de Adriano, de “ponto de fim de carreira de vagabundo”, “bagunça que aceita tudo” ou coisa do tipo.
Coisas do, digamos assim, elogiável poder convincente do Fenômeno e do Timão.
Em todo caso, o Corinthians tomou uma atitude de risco que eu, particularmente, acho positiva e elogiável.
Respeito e entendo os que apresentam o passado de Adriano para dizer que não fariam isso.
Mas, particularmente, achei bacana.
Só que, neste processo, faltou a mais básica conduta ética com Gilmar Rinaldi.
Depois de 11 anos tendo a vida e a carreira administrada por Gilmar Rinaldi (e olha que isso, em se tratando de Adriano, por tudo o que se sabe, definitivamente não deve ter sido fácil), o Imperador jogou sua imagem para ser cuidada pela 9ine do amigo Fenômeno.
E declarou que, a partir de agora, cuidaria ele sozinho dos contratos com os clubes, justamente a parte que cabia ao ex-empresário.
Tudo isso sem dar um telefonema para Gilmar Rinaldi, que soube dessas coisas como você e eu - ou seja, pelo noticiário – e, num respingo de carinho que sobrou da relação, ainda declarou nesta segunda (28), equivocadamente, que o Adriano seria “o menos culpado”.
Não é não, Gilmar. É tão culpado quanto. Tem 29 anos. Já houve tempo para aprender o que é educação e relação ética.
Ronaldo e a 9ine disseram que não atropelaram Gilmar porque não passaram a cuidar dos contratos do Tanque, mas apenas de seu potencial de imagem, do lado publicitário.
Pode até ser, embora a sensação geral, por tudo o que aparece, é a de que a 9ine tenha efetivamente intermediado ou ao menos opinado nas conversas entre Adriano e Corinthians.
Mas, de qualquer forma, ainda que as funções fossem divididas ou mesmo que a Gilmar não restasse outra saída a não ser abandonar o barco, isso mereceria ao menos um telefonema para Gilmar.
Adriano não é obrigado a ficar com Gilmar nem com qualquer outro empresário.
Mas mudar de ares após onze anos sem dar um telefona para o parceiro de trabalho de mais de uma década não é exatamente a forma mais digna de se terminar uma relação profissional.
É preciso fazer uma lembrança importante.
Há onze anos, no ano 2000, Gilmar Rinaldi deixou a diretoria de futebol do Flamengo.
Estava decidido a iniciar a carreira de empresário de jogadores.
Ao sair, Gilmar pegou de imediato a carreira de três jovens talentosos rubro-negros para cuidar.
Um era o atacante Reinaldo.
O segundo, o zagueiro Juan, que depois faria uma carreira brilhante na seleção e até hoje defende a Roma.
O terceiro era um atacante negro alto, forte, impetuoso, rápido e com um chute absurdo de canhota.
Um certo Adriano.
Até hoje, muitos acham que faltou ética a Gilmar na medida em que pegou os garotos do clube em que trabalhava como administrador imediatamente após deixar o cargo, sem qualquer quarentena ou intervalo.
Pode ser.
Ironia e cilada supremas do destino.
De qualquer forma, um erro não justifica – e nem deveria atrair - o outro.
28 Mar 17h18
Adriano um: recusa burra e conservadora no Flamengo
Concordo com a avaliação da maioria a respeito das burradas e inconsequências cometidas por Adriano em sua carreira.
Ele foi antiprofissional, para dizer o mínimo, em várias situações.
Das faltas sem justificativa no Fla ao ao suposto corpo mole na Roma, de onde aparentemente teria forçado saída após um curta temporada de oito partidas sem marcar um gol.
Estou com a maioria no pensamento de que Adriano não é mais criança e merece crítica e punição por seus erros.
Deveria ser punido com maior rigor em várias situações, tanto no Flamengo como nos três times italianos que defendeu.
Tudo isso é fato.
Agora, a partir deste ponto, passo a discordar do futuro a ser imposto a Adriano a avaliação da maioria dos meus colegas de jornalismo.
Na avaliação da maior parte dos jornalistas, Adriano mereceria hoje um futuro como aquele desenhado nos versos finais do sublime Hino de Duran, obra-prima de Chico Buarque.
Para esses, o futebol deveria fechar sobre Adriano o cerco, pregá-lo na cruz e depois chamar os urubus.
Administrar um cara como Adriano não é fácil. As provas disso estão fartamente disponíveis.
Mas, a partir daí, condenar um cara de 29 anos, com todo talento e vigor físico ainda presente, que se oferecia ao Flamengo como um gato caseiro arranhando portão, com a possibilidade de se pagar por tudo isso um salário pequeno em meio à falta evidente de atacantes do seu porte no mercado, para dar algum sentido à falta de esquema de Vanderlei, que parece estar perdido atualmente em relação ao esquema, parece-me, além de desperdício, um franco exagero.
É claro: é preciso colocar todas as multas, todas as ressalvas, todas as cláusulas de proteção.
Fazer contratos com janelas de rompimento unilateral de tempos curtos em tempos curtos, tudo isso.
Mas tentar. Tentar.
O cara é da casa, adora o clube, desistiu da Europa por isso. Mereceria ao menos mais uma chance.
Não tentar por que?
Apresentem um motivo nobre (mas efetivamente nobre, não essas picuinhas moralistas em que a gente se apega para acertar nossos próprios recalques com o passado) que não se tente?
Quem perderia no Flamengo em caso de um contrato feito com instrumentos suficientes para permitir que Adriano seja punido e limado ao primeiro sinal que justifique isso, podendo o clube ter a certeza de que é possível ou não aproveitar o seu talento?
Quantas besteiras piores do que essa já foram configuradas no Flamengo por exclusivo capricho dos seu dirigentes?
Não tentar para não correr o risco de ter que desfazer algo que deu errado ao som de alguns “eu não falei”?
Não me parece a saída mais inteligente.
Em 2019, 2029 e 2039, a torcida rubro-negra se lembrará do aniversário do título que o Adriano arrancou nas costas, e não presidente ou do técnico de 2011.
Ok, Adriano deu dor de cabeça, fez besteira, criou constrangimentos e tal.
Mas Adriano, se quiser, joga bola, ganha títulos e faz a alegria da torcida.
Coisas que são, ou ao menos deveriam ser, objetivos finais do futebol.
O corpo de Adriano, quando ele quer, obedece. E parece que ele queria.
O empresário Gilmar Rinaldi, em entrevista coletiva dada nesta segunda-feira (28), revelou, dando os nomes das pessoas, que, desde que Adriano deixou a Roma, oito clubes brasileiros (Cruzeiro, Atlético, Grêmio, Vasco, Botafogo, Fluminense, Palmeiras e o próprio Corinthians) conversaram com ele sobre as possibilidades de ter o atacante.
Como se percebe, ninguém é bobo.
Mesmo porque aí a gente faz o quê?
Parte do pressuposto, do imaginado anteriormente de que Adriano não terá nunca jeito e simplesmente cria uma barreira para que o cara não tenha mais na vida oportunidade em clubes à altura do seu futebol?
Não me parece a melhor saída.
Às vezes tenho a sensação (admito perfeitamente que pode ser apenas sensação) de que essa quase unanimidade em torno da genilização do Adriano carrega algo de conservador.
Penso que o melhor seria se precaver da melhor maneira possível, em termos contratuais, e tentar. Como o Corinthians vai tentar.
Não é preciso lembrar que, mesmo aprontando das suas, Adriano chegou tarde no Flamengo em 2009, pegou um time desacreditado, foi artilheiro do Brasileirão e, com Petkovic, fez a diferença e conquistou o título mais importante da equipe no último quarto de século, praticamente.
O Flamengo tem 11 milhões de euros para trazer Vagner Love?
Não.
O Flamengo tem dinheiro para contratar agora um atacante com 75% do potencial de Adriano?
Não.
O time do Flamengo está definido taticamente a ponto de poder abrir mão de um talento matador como Adriano?
Longe disso.
Os atacantes atuais do Flamengo dão sinais, ao menos neste momento, de que darão conta do recado que aparentemente seria dado pelo Imperador?
Ainda mais longe disso ainda.
Então por que assumir essa postura de soberba e dispensar o cara, que praticamente se ajoelhava por uma vaga no grupo, como se não precisasse dele?
E depois, diretores técnicos como Luxemburgo ganham salários astronômicos e políticos como Patrícia Amorim colhem frutos eleitorais para, entre outras coisas, arrumar soluções para casos como o de Adriano.
Ednilson Souza, baiano que vive em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo, representante típico da maioria rubro-negra contra a dispensa de Adriano, mandou-me um e-mail sobre o assunto.
Reproduzo aqui o trecho principal do texto de Rodrigues:
“Estimado Marini,
Neste processo todo do vem-não-vem do Adriano, você e seus colegas da imprensa bateram quase o tempo todo na tecla do Pacote Adriano. Em linhas gerais, vocês falam que quem levar o cara receberá, no pacote, muito mais ônus do que bônus. Mas, na minha modesta opinião, o verdadeiro pacote para o Flamengo é o Pacote Luxemburgo. Ele é excelente técnico, não há dúvida. Mas, para cada goiaba que entrega, cobra três goiabeiras depois. No caso do Flamengo, ajudou o time a se livrar do rebaixamento ano passado. É verdade. Foi a goibada. Agora virão as goiabeiras. A primeira já foi essa: ficamos sem o Adrianão.”
Pode fazer sentido, Ednilson, pode fazer sentido.
Em todo caso, se for para ganhar voto, prestígio político e dinheiro para trabalhar apenas na zona de conforto, exclusivamente com caras que não atrasam, não gritam, não dão trabalho mas também não fazem gol, situação atual do ataque do Flamengo, assim eu também quero.
Que empresa jornalística ou qualquer outro grupo empresarial não tem aquele rebelde que, apesar de todas as suas manias, vicissitudes e idiossincrasias, é mantido e admirado porque é fora de série e, como tal, traz resultados fora de série?
Patrícia Amorim, Luxemburgo e a diretoria do Flamengo erraram.
Erraram por não ter tentado.
E se Adriano, daqui para frente, virar fantasma nos jogos, estourando e enfiando coco no Flamengo e nos outros no Brasileirão e nas outras competições, e pesadelo no travesseiro, essa turma terá uma das mais incômodas situações pela frente.
A de purgar a culpa por uma situação que é sempre a menor, menos corajosa e inspirada: lamentar o erro de sequer ter tentado.
8 Mar 20h33
Adriano fora da Roma. Corra, malandragem. Ainda dá para pegar uns blocões, Monobloco no sábado, Salvador, Recife, campeãs no Sambódromo…
Ih, deu pra ouvir o ronco da cuíca...
Aconteceu o que todo mundo esperava com certeza absoluta: Adriano Imperador assinou "amigavelmente" sua rescisão de contrato com a Roma.
Ele queria isso como ninguém.
Ele forçou a mão de todas as formas para que isso ocorresse.
Ele só pensa no retorno ao seu Rio de Janeiro e ao seu Flamengo.
Sua meta é o Fla.
Só não irá para o rubro-negro se o seu time de coração fechar as portas para ele. Aí, procurará outro clube.
Bom, como diria o saudoso e fantástico locutor gaúcho radicado no Rio de Janeiro Januário de Oliveira: Imperador, taí o que você queria.
E a Roma ainda quebrou o galho: resolveu a parada logo, antes do Carná acabar, não é mesmo?
Corra muito, malandragem.
Ainda dá pra pegar o rescaldo da Quarta-feira de Cinzas, os blocos da ressaca no Rio, alguns ainda da programação, o final da folia quente em Salvador e em Olinda/Recife, o desfile do Monobloco na Zona Sul no sábado (12), o Desfile das Campeãs...
Em tempo: como está claro que Adriano deverá terminar a carreira no Brasil, Patrícia Amorim e Vanderlei Luxemburgo, façam exatamente o que os que todos os seus adversários querem, administrem e dirijam para eles, ou seja, entreguem o Imperador de bandeja para um rival forte.
De preferência daqueles que possam esculachar o Flamengo - com muito gol dele - e ganhar Libertadores e Mundiais que o rubro-negro sonha há muito tempo e não leva...
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