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5 Nov 06h00

Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

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nani 1 Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

Fotos: Divulgação/A Fazenda

Ilustres e celebrities de pedigree variado não estão apenas na sede e na roça do reality show A Fazenda.

Esses conhecidos e reconhecidos de quilates distintos também se acomodam na poltrona para acompanhar, pela TV, as façanhas dos peões e das peoas.

Um desses observadores sempre atentos dos movimentos da vipeãozada é Jacob Pinheiro Goldberg, um dos mais importantes psicanalistas no país.

Escritor, doutor em psicologia pela Universidade Mackenzie, conferencista com passagens em várias universidades do mundo, Goldberg identifica uma tendência curiosa nessa terceira edição de A Fazenda.

Ele notou o seguinte: do início do programa até agora, o telespectador, com seu voto, preserva os famosos menos famosos expulsando, uma a uma, as celebridades mais conhecidas e bombadas do programa.

Primeiro, limaram a veterana da fama Monique Evans.

Depois, apertaram o botão vermelho do nosso míssil tomawawk da mobilidade social Geisy Arruda, nossa fênix belzebu do ABCD, disparada a mais bombada e visada celebridade de A Fazenda na atualidade.

Daí, foi só um passo para detonar Tico Detonautas Santa Cruz, o roqueiro head, o vocal cabeça, outro beeeem badaladinho.

E também Sérgio Mallandro, outro herói da resistência e da sobrevivência na selva de holofotes dos veículos de comunicação.

Agora, com 63% dos votos, praticamente dois a cada três, transformaram Nany People, mais uma veterana carcaça das câmeras e dos microfones, na mais nova ex-peoa em atividade.

Por que a galera vira as costas para os "medalhões" nessa A Fazenda?

Quem nos responde, ao olhar da psicologia social, é Jacob Pinheiro Goldberg.

Este fenômeno, explica ele, recebe o nome de comportamento paradoxal.

nany 2 Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

Nosso telespectador ilustre faz questão de explicar, em linguagem simples, o que é esse bicho:

- Comportamento paradoxal, ou escolha paradoxal, é uma decisão, de uma pessoa ou de um grupo, de seguir um caminho oposto ao que se espera dela em uma situação. Nestes casos coletivos, como A Fazenda, normalmente fazem isso para colocar para fora sentimentos de frustração, recalques, complexos e questionamentos dolorosos. É a vontade de destruir algo que não se consegue ser. Isso surge em alguns momentos para avacalhar os melhores e, assim, desmoralizar o sucesso. Em alguns pontos, esse comportamento ou escolha tem a ver com o sadomasoquismo e a opção pelo sofrimento.

Caramba...

Goldberg continua:

- Esse tipo de comportamento pode surgir de uma hora para outra e, em alguns casos, tornar-se até uma tendência. Ele é, por exemplo, a base que está por trás da afirmação do compositor Tom Jobim de que sucesso, no Brasil, é ofensa pessoal. Por enquanto, eu não conseguiria dizer se o caso de A Fazenda, programa que eu acompanho com muito prazer, é uma opção isolada ou uma tendência. Neste caso, a opção pode se transformar ou não em tendência.

nany 3 Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

Mas não existe uma explicação mais simples para isso?

Por exemplo: a galera do voto, majoritariamente jovem no caso de A Fazenda, tira essa turma madura do ar porque a considera, mesmo com a exceção de Geisy, mais velha, chata, cheia de neura e papo-cabeça, características que a idade traz e que, juntas, pesam muito quando se observa tanto tempo?

o psicólogo responde:

- Esses detalhes certamente influenciaram parte desse eleitorado, definiram um pedaço dos 48% da saída do Mallandro e engordaram o bota-fora de Nany People. Mas, para mim, não podem ser tomados como os fatores decisivos. Na minha avaliação, foi o que chamo de comportamento paradoxal mesmo. Lembre-se bem: o Mallandro, por exemplo, fez quase tudo, o tempo todo, para agradar. Ao seu jeito, fez o que teve ao seu alcance para viabilizar as coisas. E foi fulminado.

Bom..., é Goldberg.

Mais Goldberg do que nunca.

E o telespectador de A Fazenda, Jacob Pinheiro Goldberg, como vota?

A resposta vem de bate-pronto:

- Este só assiste. Cada coisa no seu lugar.

Ah, bom...

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25 Jan 17h22

Um casal de urubus fez um ninho no telhado da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Será que eles buscam carniça?

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urubu 300x195 Um casal de urubus fez um ninho no telhado da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Será que eles buscam carniça?

No Brasil, até a natureza prega suas peças de ironia.

Os amigos da blogosfera colorida acompanham o chamado Mensalão do Democratas em Brasília.

Ele envolve o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e deputados distritais de sua base de apoio num gigantesco escândalo de pagamento de propina.

Pois vejam só: em meio à crise, um casal de urubus escolheu o telhado do plenário daquela câmara legislativa para fazer o confortável ninho de seus filhotes.

Os dois passam o dia lá, de asas abertas, tomando o sol seco do Cerrado.

Os funcionários da casa se acabam de rir.

Chamam os bichos de  "urubus legislativos".

O comentário mais frequente entre eles (os servidores, bem entendido) é o seguinte: "será que alguém avisou aos bichos que aqui tem carniça?".

Leia mais sobre Brasil no R7.

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17 Dez 02h42

Mais de meio bilhão de reais para apenas sete empresas do mensalão do DF. Como costuma dizer o povo, é batom na cueca

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batom na cueca Mais de meio bilhão de reais para apenas sete empresas do mensalão do DF. Como costuma dizer o povo, é batom na cuecaA competente Christina Lemos, repórter da Rede Record e minha confreira de blog neste R7, mostra que sete empresas citadas nas gravações do mensalão do Democratas (DEM), no Distrito Federal (DF), vão receber no ano que vem repasses do governo distrital que somam R$ 541,1 milhões.

O governador do DF, José Roberto Arruda, é o principal acusado de liderar o esquema do mensalão.

Está tudo no orçamento aprovado pelos deputados da Câmara Legislativa do DF no início da madrugada de quarta-feira (16).

Isso mesmo: mais de meio bilhão de reais em repasses para apenas sete empresas.

São elas: B2BR, Linknet, Info Educacional, Uni Repro, Vertax, Adler e Sangari, esta última responsável pela produção do milionário Kit-ciência para a Secretaria de Educação do DF, uma operação atualmente esquadrinhada pela Polícia Federal.

O orçamento total aprovado pelos deputados do DF para 2010 é de R$ 14,97 bilhões.

R$ 541,1 milhões representam, portanto, 3,6% de tudo o que o governo do Distrito Federal planeja gastar no ano que vem.

Tudo isso para sete empresas de tecnologia e complementos educacionais.

O criativo e bem humorado povo brasileiro costuma qualificar situações indefensáveis, aquelas diante das quais não se acha qualquer explicação minimamente aceitável, de batom na cueca.

Na manga, na gola, no peito... para tudo isso há saída.

Mas como justificar o carimbo carmim carnudo justamente lá, na peça íntima?

Pois é: esse meio bilhão para sete empresas, para Arruda e seus seguidores, é um caso típico de batom na cueca.

Não tem explicação.

Depois de tudo e de mais essa, algum deputado ainda precisa de outra proca prova para derrubar este governo em um processo de impeachment?

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3 Dez 01h58

Manifestantes contra Arruda destroem e dão mais prejuízo a todos. Não entendeu? Nem eu

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burro 237x300 Manifestantes contra Arruda destroem e dão mais prejuízo a todos. Não entendeu? Nem eu

Deixe-me ver se entendi.

Manifestantes vão à Câmara Legislativa do Distrito Federal para pedir a saída imediata do governador do DF, José Roberto Arruda, acusado de ter recebido e pagado propina.

Ou seja: os manifestantes estavam lá para protestar contra um grupo que, ao que tudo indica, roubou dinheiro do contribuinte.

O nosso dinheiro.

Sim, porque propina, no fim, sai do seu, do meu, do nosso bolso.

Ela volta para as mãos de quem a pagou porque os preços cobrados aos governos pelos serviços ficam muito mais caros do que deveriam ser.

Exatamente para compensar a baba gasta na corrupção.

Mas aí, voltando ao assunto, os manifestantes, durante o protesto, quebram portais de vidro, promovem algazarra e destroem outras dezenas de peças do patrimônio público.

Resumo da ópera: quem foi lá para exigir a saída dos que supostamente nos roubou destrói o bem comum e deixa mais prejuízo para eu, você, para todos nós pagarmos.

Alguém consegue explicar a lógica desses manifestantes?

Algum amigo da blogosfera colorida entende essa gente?

Comentem. Comentem. Comentem.

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