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14 Nov 06h00

“Foi a maior besteira da minha vida”, diz invasor de campo que fez São Paulo perder mando

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Minutos depois de a justiça esportiva punir o São Paulo com a perda do mando de campo em sua última partida no Brasileirão, contra o Sport, entrevistei Leonardo Deivid de Carvalho Lima, 18 anos, o responsável por toda a confusão.

Acompanhem.

Um abraço.

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"Foi maior besteira da minha vida", diz invasor do Morumbi

Em entrevista exclusiva ao R7, Leonardo Lima diz que tomou atitude pelo sonho de ser jogador

Eduardo Marini, do R7

A obsessão por ser um jogador de futebol profissional fez Leonardo Deivid de Carvalho Lima, 18 anos, cometer “a maior besteira” de sua vida.
Na noite de 28 de outubro último, uma quarta-feira, ele invadiu o gramado do Estádio do Morumbi no primeiro tempo da partida entre São Paulo e Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, vencida pela equipe paulista por 1 a 0.

A atitude fez o São Paulo, um dos candidatos ao título, perder, na tarde desta sexta-feira (13), o direito de jogar, em seu estádio, a última partida da competição, contra o Sport.

Nesta entrevista exclusiva ao R7, Leonardo Lima, filho mais novo de uma dona de casa e de um padeiro de Piripiri, cidade do interior do Piauí, revela porque tomou a atitude. E acrescenta: “jamais farei isso de novo”.

R7 – Você já soube no que deu a sua invasão?
Leonardo Deivid Carvalho Lima – Pois é... Foi a maior besteira, a maior m... que fiz em toda a minha vida. Nunca mais vou invadir um campo. E aconselho todo mundo a nem pensar nisso. Vou continuar na luta para realizar meu sonho de ser jogador de futebol profissional, mas nunca mais com recursos burros como esse.

R7A ideia saiu da sua cabeça ou você foi aconselhado por alguém?
Leonardo Lima – Decidi tudo sozinho. Não tinha ideia do tamanho do problema. Agora tenho. Estou profundamente arrependido por prejudicar o São Paulo, que está em busca do título, e a nossa torcida...

R7 – Nossa torcida?
Leonardo Lima
– Isso. Muitos não irão acreditar, mas sou são-paulino. Doente. Meus ídolos são o Richarlyson e o Dagoberto. Jogo de volante, mas posso atuar também como meio campo ofensivo. Meu jeito de jogar é uma mistura do estilo do Richarlyson com o do volante argentino Guiñazu, do Internacional, um cara muito combativo. Sou também fã do holandês Johan Cruijff e da seleção que ele liderou na Copa de 1974, a Laranja Mecânica. Por isso, escolhi uma camisa laranja para invadir o campo.

R7 – Você joga bola realmente?
Leonardo Lima – Pode acreditar: sou ótimo jogador. E todos vocês ainda irão descobrir isso.

R7 – Mas, rapaz, você tirou o mando de campo do seu time do coração na última partida do campeonato, quando ele deverá disputar o título...
Leonardo Lima – Nem me lembre... Que bobagem, não? Mas olhe: eu sou um cara pobre, mas correto. Fiz uma besteira, mas sou honesto. Cheguei aqui em março deste ano para realizar meu sonho. Fui direto para uma escolinha. Tive que abandoná-la em abril porque o dinheiro acabou. Fui trabalhar em um café. Ganho R$ 650 por mês – com as gorjetas, às vezes chego a R$ 1,2 mil, um pouco mais, um pouco menos. Fiz isso porque estava desesperado para realizar meu sonho - e a idade está estourando. Queria – e quero – ser boleiro. De qualquer maneira.

R7 – Como você planejou tudo?
Leonardo Lima – Na noite daquela quarta-feira (28 de outubro), saí do trabalho e fui direto para o Estádio do Morumbi. Levei uma bolsa com calção, chuteira, meião e a tal camisa laranja. Nela, estava escrita a frase ‘eu só quero ter uma oportunidade para ser jogador de futebol’. Fui para a geral vermelha do estádio, de onde seria mais fácil correr para o campo.

R7 – E aí?
Leonardo Lima
- Assim que a bola rolou, comecei a vestir a roupa. Lá pelos trinta e poucos minutos do primeiro tempo, pulei uns dois metros de altura, talvez um pouco mais, para dentro do fosso. Depois, subi cerca de um metro e meio, entrei na área do gramado na altura do meio de campo e dei um pique.

R7 – A polícia não te viu?
Leonardo Lima
– Viu sim, mas entrei por um ponto em que tinha um espaço na segurança e corri como um louco. Calculei tudo. Quando eles perceberam, já tinha ido. Falei primeiro com o zagueiro Miranda. Pedi: ‘por favor, me ajude’. Depois, conversei com o Richarlyson e fui em direção ao Dagoberto. Mas aí eu desmaiei...

R7 – Desmaiou?
Leonardo Lima – Sim. Não sei o que aconteceu. Fiquei mole, apaguei geral. Foi muita emoção ver um estádio cheio de são-paulinos, meu time do coração, e o meu ídolo Dagoberto ali, do meu lado.

R7 – Você apanhou da polícia?
Leonardo Lima – Não. Fui tratado com respeito. Os policiais me levaram para a delegacia mais próxima. Lá, fizeram o boletim normalmente.

R7 – O que seus pais disseram?
Leonardo Lima – Minha mãe falou que eu sou louco e gritou no telefone para eu voltar para o Piauí. Disse que eu estou perdendo a cabeça por essa coisa de futebol. Mas não volto. Vou ficar para realizar o sonho. Meu padrasto foi um pouco mais suave, mas também me condenou.

R7 – Você tem medo de ser processado pelo São Paulo ou de sofrer algum ataque da torcida?

Leonardo Lima – Não recebi nenhuma notificação até agora. Espero que eles me perdoem e não me processem. Uma ação na Justiça tornaria minha vida ainda mais difícil. Quanto aos são-paulinos, peço a mesma compreensão. Como eles, eu amo o São Paulo.

R7 – Faria isso novamente?
Leonardo Lima – De jeito nenhum. Olhe, por favor, escreva aí: meu sonho, meu desespero com o avanço da idade, minha emoção por estar ao lado do Dagoberto, nada disso – e nem qualquer outra coisa - justifica uma invasão de campo. Aquilo lá é profissionalismo, tem muita coisa envolvida. Agora, veja só: prejudiquei meu time do coração. Estou envergonhado da minha atitude.

R7 – Quando voltará ao Morumbi?
Leonardo Lima
- Bom, então... Acho que, neste campeonato, se não for neste sábado (14), não dá mais. Vou pensar se volto este ano...

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12 Nov 19h17

As trapalhadas do árbitro no jogo Palmeiras e Sport. A partida deve ser anulada?

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sumula 300x225 As trapalhadas do árbitro no jogo Palmeiras e Sport. A partida deve ser anulada?

Nada como uma quarta-feira após um domingo.

Na sequência de ataques do presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, ao árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon, o empate de 2 a 2 entre a equipe paulista e o  Sport, na noite de quarta-feira (11), esteve cercado de ironias.

O autor do gol de empate do Palmeiras, o zagueiro Danilo, estava, como todos viram na TV, em posição regular.

Elder Granja, do Sport, dava condição.

Só que o árbitro da partida, Elmo Alves  Resende Cunha, deu, na súmula que acaba de ser divulgada, o gol para Diego Souza.

Isso não foi o pior.

No lance do gol, como todos viram, Cunha deu dois pequenos apitos logo depois que Danilo matou a bola no peito para virar e chutar.

Isso levou o goleiro e a zaga do time pernambucano a pararem, por reflexo, abandonando o lance.

Ao apitar, Cunha, apesar de não existir impedimento de Danilo, beneficiou o Palmeiras de forma irregular.

Ele transformou a dúvida do gol em certeza de gol.

Explico: se ele não apitasse e a jogada corresse normalmente, algum adversário ou mesmo o goleiro (que por sinal fez excelente partida) poderia ter atrapalhado a conclusão de Danilo e impedido o gol.

A chance de Danilo ter marcado permaneceria alta?

Claro que sim.

Mas, com assédio maior dos adversários, ele poderia perder o gol?

Claro que sim.

Então era chance.

Estatística.

Para um lado e para o outro

Mas, ao levar os jogadores do Sport a abandonar a jogada por causa de seus dois breves apitos, o árbitro transformou a chance de o Palmeiras fazer ou não o gol na certeza do gol feito.

Foi, portanto, uma interferência irregular a favor do Palmeiras.

Um erro de direito, que pode abrir brecha para que os juízes dos tribunais até pensem na possibilidade de anular a partida.

Para que o amigo entenda, existe, na arbitragem, erro de fato e erro de direito.

Erro de fato é quando o juiz, sem interferir na jogada, deixa de marcar um impedimento, um pênalti ou anula um gol legítimo.

Isso até pode gerar suspensão de árbitro, mas não altera resultado nem anula partida em tribunais.

Nos erros de direito, por outro lado, o árbitro dá uma ordem para ser cumprida pelos dois times - o apito marcando impedimento, por exemplo - e, depois, muda de ideia, beneficiando um dos times.

Este tipo de erro, de direito, pode, em alguns casos, permitir que se anule o jogo.

Mas vejam só: apesar de o Sport ter sacramentado seu rebaixamento neste empate, quem iria se beneficiar com uma nova partida, ao que tudo indica, seria justamente o Palmeiras.

O time paulista é o maior interessado em jogar de novo, em casa, contra um time mais abalado, para desta vez ganhar a partida e continuar na luta pelo título do Brasileirão.

Seria justo anular a partida e dar ao Palmeiras a chance - que os outros nunca tiveram - de se recuperar de uma atuação triste em que perdeu pontos em campo, no jogo jogado?

Que sinuca de bico, heim?

O que acha o amigo da blogosfera colorida?

Opine.

Leia mais sobre o jogo Palmeiras e Sport.

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