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1 Jan 16h38

A roupa, o cabelo, o colar e o discurso de posse de Dilma

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dilma discurso gd1 300x225 A roupa, o cabelo, o colar e o discurso de posse de Dilma Roberto Stuckert Filho - PR

Pitacos sobre a posse da presidente Dilma Rousseff até agora:

* Dilma escolheu bem o figurino. A roupa tem corte, cor e tom discretos. Há quem não tenha gostado das estampas em relevo. Particularmente, acho que elas ficaram boas. Deram vida e um certo movimento a uma roupa que, pelo tom claro, ficaria muito pálida sem estes recursos.

* O colar, com uma única pérola pendendo ao fim do cordão fino, é elegante. Fez boa combinação com os brincos, também um par de pérolas.

* O cabelo está correto. Versões bem cuidadas do corte e do penteado feliz criado por Celso Kamura para a campanha.

* O discurso. Lá pelas tantas, a presidente disse "ao final deste longo discurso". É verdade: a fala de Dilma foi longa demais. Teve 40 minutos. Poderia ter pelo menos dez a menos.

* Dilma foi aplaudida 22 vezes. Foi um discurso bem escrito, com alguns momentos emocionantes, mas eu não o colocaria entre os grandes da história recente.

* O discurso começou bem, com imagens bonitas. Ficou um pouco carregado no terço final, por causa do tamanho e, ironicamente, retomou o ritmo justamente a partir do momento em que a presidente disse o tal "ao final deste longo discurso".

* A fala de Dilma ficou entre a campanha e a apresentação de intenções. Dilma optou politicamente por não detalhar tecnicamente suas principais propostas. Não quis correr o risco de dar a impressão de que tem diferenças técnicas e mesmo políticas concretas do que pensa e fez Lula.

* Dilma acertou ao reforçar seu compromisso de erradicar totalmente a miséria, ou a pobreza extrema, como queiram, e também ao enfatizar compromissos com o meio ambiente, algo que até surpreendeu diante das divergências que teve com Marina Silva no governo Lula.

* E deixou uma sensação de falta ao não comentar assuntos como equilíbrio fiscal e as reformas, sobretudo a tributária e a política.

* Dilma fez um discurso de 40 minutos. Só se emocionou aos 36, a quatro minutos do final. Se fosse Lula, a esta altura já tinha chorado, sei lá, umas 14 vezes pelo menos...

* Resumo da ópera: foi um discurso bem escrito e emocionante em alguns momentos, mas não brilhante. E que poderia ter sido mais enfático na questão das reformas.

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15 Dez 18h13

Richarlyson é a Geisy da vez. Ameaçá-lo de morte é coisa de animal. E caso de polícia

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estupidez Richarlyson é a Geisy da vez. Ameaçá lo de morte é coisa de animal. E caso de polícia

É impressionante o quanto se perde tempo para exercer medievalices e mediocridades, as mais estúpidas e vãs.

A mais recente, neste final de ano de pseudo-polêmicas tão medíocres quanto o próprio ano, foi transformar o jogador Richarlyson, do São Paulo, na Geisy Uniban Arruda da vez.

Há tempos se tenta essa idiotice.

Tudo porque o rapaz obedeceu a própria vontade e colocou no cabelo um aplique, um prolongamento, um estica- e-puxa, sei lá que raios se chama aquela bagaça que aumenta a juba.

Ele queria assim.

Ele ficou feliz com seu novo visual.

Sua mãe também.

Sem pai também.

Seu irmão também.

Na segunda (14), a apresentadora Silvia Poppovic, em um daqueles atos falhos menores que arrebentam nossos escudos, rasgam nossas roupas pomposas e nos exibem contra nossa própria vontade, tirou da própria imaginação, das costas da orelha, que o rapaz tinha assumido ser gay.

Pior: tascou isso no ar, ao vivo e em cores, na Rede Bandeirantes (esse negócio de Band não me convence muito não...).

Até agora estão procurando quando, em que lugar, na frente de quem e à captação de qual microfone ou gravador o rapaz assumiu ser gay.

Agora, na internet, ameaçam matá-lo por causa do cabelão.

Que coisa terrível...

Os torcedores do São Paulo deveriam se preocupar menos com a vida pessoal de Richarlyson.

E também com o fato de quererem "lavar a honra" a qualquer custo, talvez pressionados pela encarnação dos rivais com essa coisa de bambi.

São-paulinos precisam se desvencilhar de duas obsessões: sempre rebater a brincadeira do bambi e vigiar o Richarlyson faz ou deixa de fazer a partir do momento em que bate a porta de seu carro e deixa o centro de treinamento do São Paulo ou o campo em que jogou - ou seja, o trabalho - para tocar sua vida particular.

Em relação aos meios de comunicação, penso o seguinte: se o cara for gay, quiser um dia falar sobre isso e vier assumir qualquer coisa publicamente, noticiem e ponto.

Agora, enquanto isso não ocorre (e poderá nunca ocorrer, mesmo porque ele pode não ser gay; e, se for, não tem a menor obrigação de colocar sua vida pessoal em praça pública), vamos parar com essas ilações rasteirinhas, pequenininhas, essas sínteses imbecis de observador com a sutileza de um porta-aviões, que estabelecem relações profundas do tipo  "ahhhh, ele colocou um cabelão... então é bichaaa...".

Aaahhhhhh...

Coisa tosca, sô.

Agora, ameaçá-lo de morte é outro patamar.

Coisa de animal.

Caso de polícia.

Às investigações, portanto.

Os posts estão aí. Os IPs da Internet também.

É só rastrear e chegar a quem ameaçou.

Richarlyson é excelente jogador.

Versátil, joga em várias posições, corre o tempo todo e ajuda a arrumar qualquer equipe.

Não o querem?

Adoraria tê-lo no meu time.

Sou heterossexual, mas não me refiro a este time ou a qualquer outro relacionado à condição sexual.

É o Flamengo, clube para o qual, como já disse aqui, eu torço.

Porque o time das preferências em que Richarlyson enquadra ou irá se enquadrar em algum momento de sua vida, isso é problema exclusivo dele.

Eu, o nobre amigo da blogosfera colorida, a Poppovic, a torcida do São Paulo e o mundo não temos nada a ver com isso.

Leia mais sobre Richarlyson.

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28 Out 14h55

Substituição nas cabeleiras poderosas de Brasília: sai acaju Senado, entra preto pré-sal

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lula pre sal 200x300 Substituição nas cabeleiras poderosas de Brasília: sai acaju Senado, entra preto pré sal

Ricardo Stuckert/Presidência da República/ABr

O tom da cabeleira das autoridades virou assunto saboroso nas rodas de conversa em Brasília.

Senadores, ministros e outras figuras de peso do poder abandonaram a tintura de cabelo  "acaju Senado", hit histórico na capital federal, para aderir com entusiasmo a um tom mais radicalmente escuro, batizado desde já de "preto pré-sal".

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o das Cidades, Márcio Fortes, e o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) são alguns dos muitos ex-acaju empolgados com a novidade.

Más línguas  apostam que a tinta acaju da barbearia do Congresso acabou.

E há ainda quem aposte: a partir de agora, se o objetivo for encaminhar boas votações e projetos, o melhor a fazer é tratar com muito carinho - e elogio - o bloco cada vez mais forte e envaidecido do preto pré-sal.

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