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30/03/2012 às 02:28:50
Eita .... viu somente 6 gols de Pelé ????
Só assistir Pelé Eterno ... tem mais de 400 gols lá ...
Não faltam jogadas não . Tem um negócio chamado Youtube que tem centenas de jogadas de Pelé ...
Quanto a cabeçadas ... Pelé também não era centroavante de origem ... Os centroavanted de origem de Pelé npo Santos foram Pagão, Coutinho, Toninho Guerreiro ....
Messi em 8 anos fez 10 gols de cabeça, 6 gols de falta ....
Marcos Assunção fez isso em gols de falta só esse ano que está começando ...
E desde quando "conduzir bola" e " habilidade " é parametro ??? Denilson também tinha uma "habilidade " incrivel ....
E a palavra "habilidade" serve prá um monte de coisas, né ???
Habilidade em defender, em chutar , em fazer embaixadas, em costurar , em desenhar .... em fazer gols ....
Ronaldinho Gaucho era outro " melhor que Pelé " um tempo atras ... abafaram o caso ... -
25/03/2012 às 10:50:53
Apesar de não ser muito fã de argentinos, tenho que admitir que MESSI é melhor que PELÉ apenas por um motivo: MESSI joga mais bola que PELÉ!
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21/03/2012 às 22:08:46
Assisti ao jogo televisionado entre Brasil e Itália na copa do México, em 1970, e não vi nada de mais em Pelé. Depois disso, ele atuou por mais 7 anos e nada de jogadas espetaculares. Pode ter sido o maior artilheiro do século, mas jogador, na minha opinião, está muito aquém. Duvido que Pelé tinha a habilidade de Messi, nem conduzia a bola como ele. E os gols por sobre os goleiros. Quanta tranquilidade. Talvez faltem jogadas ou gols gravados de Pelé, até porque a televisão no Brasil teve início em 1950! Até hoje, conheço apenas os mesmos seis gols de Pelé que sempre passam na tv. Para quem fez mais de 1000! Vamos parar de saudosismo. O melhor de todos os tempos é Messi. E nem adianta falar que Pelé era bom de cabeça e Messi não, pois Messi não é centroavante de origem. E mais, apelar para gols de cabeça não dá! Pelé é mais um.
1 Jul 14h19
Cruyff diz que Brasil é “vergonha” da Copa. Mais da metade dos holandeses acredita na vitória. Prato cheio para dar o troco em campo, não é, Dunga?

Primeiro, os ataques do holandês Johann Cruyff.
O maestro genial da Laranja Mecânica, o carrossel holandês que destruiu a equipe treinada por Zagallo no Mundial de 1974, declarou ao jornal inglês Daily Mirror, entre outras coisas, que a Seleção Brasileira “perdeu a magia”, “é o ponto chato do torneio”, “atua de forma mais defensiva e menos empolgante” e “é uma vergonha para os torcedores e a Copa”.
Na mesma entrevista, Cruyff acrescentou que “nunca pagaria por um ingresso para assistir aos jogos da Seleção Brasileira de Dunga”.
Agora chega outra provocação, embora indireta, dos holandeses.
Pesquisa citada em uma reportagem publicada na página do De Volkskrant, um dos mais importantes jornais da Holanda, mostra que mais da metade da população daquele país acredita na vitória sobre os brasileiros nesta sexta-feira (02), às 11h no horário de Brasília.
Mais: um em cada quatro holandeses aposta, neste momento, que sua seleção será a campeã da Copa.
Há uma semana, esses otimistas eram menos da metade deste percentual.
São duas informações preciosas para o técnico Dunga, que não costuma perder a oportunidade de usar o dito por jornalistas e adversários para motivar seus jogadores.
E o amado amigo, o que acha?
Opine.
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Copa do Mundo, o amado amigo já sabe, é no R7.
27 Jun 13h37
Gol da maldição anulado não pode servir para apagar a brilhante atuação da Alemanha na goleada contra os ingleses. Argentina e Brasil, abram o olho
Se fosse validado, o gol vergonhosamente mal anulado da Inglaterra, o gol da maldição inglesa que vigora desde o gol inglês que não entrou em 1966, poderia ter dado outra cara ao jogo contra a Alemanha?
É difícil dizer por causa da magnífica atuação da tricampeã Alemanha na vitória por 4 a 1 sobre os ingleses, agora há pouco, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no melhor jogo do Mundial até agora.
É verdade que a Alemanha construiu o placar nos contra-ataques que a Inglaterra precisou ceder por estar atrás no placar.
Se o jogo virasse empatado e com os ingleses mais cautelosos, a realidade seria outra.
Mas, de qualquer forma, o brilho da Alemanha não pode ser desvalorizado em função do erro do juiz.
Os alemães meteram um chocolate para além de qualquer surpresa nos ingleses.
A Alemanha evolui no momento certo.
O time todo cresce de produção, com destaque para o meio campo, com Khedira, Schweinsteiger, Muller o excelente Ozi, uma grata revelação deste Mundial.
Depois da bela estreia, a Alemanha volta a fazer uma grande partida.
Os alemães, claro, ainda podem ser batidos.
Mas se o Brasil, a Argentina ou qualquer outro time tomar um gol e precisar partir para cima deste time alemão de jovens talentosos, rápidos e poderosíssimos no contra-ataque, correrá o risco de tomar um saco de gols semelhante.
Uma vitória para dar moral no melhor jogo da Copa até aqui.
24 Jun 13h03
Simpatizantes de Dunga criam o Dia Sem Globo na internet e, com humor, sugerem o técnico até para a presidência da República

Os fãs do técnico da Seleção Brasileira, Dunga, estão mostrando toda sua força na internet e nas redes sociais.
As manifestações de apoio ao treinador, que dias atrás enfrentou um jornalista da Globo e a emissora, estão cada vez mais fortes na rede.
Seguidores da página o#diasemglobo convocaram os torcedores a assistir ao jogo de sexta-feira (24), contra Portugal, em outra emissora.
Rapidamente, a página superou os 1,6 mil seguidores.
Outra página no Twitter, a Dunga Rei, costuma sair do ar várias vezes por sobrecarga de acessos.
Um dos seguidores, de nome “diasemglobo”, soltou a voz:
- Desespero na Globo! Pesquisa CNI/Ibope para a presidência da República sai hoje (ontem) à noite no Jornal Nacional. Parece que vai dar Dunga!
A turma também está forte no Orkut.
A página “Eu acredito no Dunga” tem cerca de 20 mil seguidores.
E a “Dunga X Globo”, mais de 13 mil.
Nas duas, muitas manifestações de apoio ao treinador e de crítica à Globo e à “manipulação da mídia”.
Na guerra contra a Globo, a batalha na rede já foi vencida pelo treinador.
22 Jun 13h38
A França baixou a guarda e chamou os sul-africanos para o paraíso. “Vamos, enfiem uma goleada no nosso time!” Mas a África do Sul não foi capaz de ser feliz…

Assim que a partida da rodada final do Grupo A começou, nesta terça-feira (22), a França abaixou a guarda.
E chamou a África do Sul para ser feliz.
Seus jogadores pareciam dizer:
- Amados amigos sul-africanos, resolvam isso logo. Metam uma goleada na gente e se classifiquem com o empate entre México e Uruguai. O jogo lá está zero a zero. Façam logo o serviço, vamos...
E a seleção da África do Sul parecia responder:
- Mas a gente não consegue. Não temos força para isso...
A apatia francesa na primeira etapa foi constrangedora, quase suspeita.
Os jogadores recuaram na ameaça de não entrar em campo, mas pareciam ter adotado uma grande operação tartaruga.
Davam a impressão de querer ver o adversário enfiar um pacote de gols para colocar fogo de vez na crise por que passam neste Mundial.
A defesa, em linha burra de quatro, abria espaços no meio de forma quase amadora.
Malouda olhava o jogo.
Ribery não se esforçava entre os zagueiros.
O forte e rápido Cissé estava apagado.
Até mesmo na expulsão de Goucuff, que poderia ao menos ser discutida, foi aceita pelos franceses com uma resignação surpreendente e imperdoável.
A impressão era de que não sentiram o cartão vermelho do companheiro.
Final do primeiro tempo: dois a zero para a África do Sul, um jogador a mais e todo o time francês aparentando um desinteresse que fazia quem estava assistindo ao jogo sentir vergonha por eles.
O cenário estava pronto para mais dois golzinhos sul-africanos e a festa.
Mas a África do Sul, como deixou entender, não conseguiu.
Nem teve medo, mas não foi capaz de ser feliz.
Perdeu parte do ímpeto e do ritmo no segundo tempo.
Cadenciou parte do jogo, algo inexplicável para uma seleção que jogava seu tudo ou nada em casa, com o estádio cheio e o apoio de praticamente todo o mundo.
Não correram o risco necessário ganhar uma classificação que estava praticamente fora de cogitação e voltou ao plano das possibilidades concretas por causa de mais um daqueles caprichos do destino.
Por isso, foram punidos.
O trem voltou à estação, mas os sul-africanos não acreditaram que isso fosse possível. Foram embora antes.
Já que o adversário não atendeu à convocação, a França, mesmo em crise, foi obrigada a lembrar, pelo menos por alguns minutos, que era França.
Fez o gol que praticamente sepultou as esperanças.
Resumo da ópera das vuvuzelas: a África do Sul é o primeiro país anfitrião de uma Copa a ser eliminada na primeira fase.
Uma pena.
21 Jun 15h20
Desequilíbrio de Dunga diante das câmeras, em plena Copa, é uma agressão aos brasileiros. Ninguém é obrigado a aguentar isso

Antes de entrarmos no assunto principal deste texto, gostaria de deixar muito claro dois pontos do meu pensamento sobre a Seleção Brasileira:
1) Como jornalista e brasileiro, não quis e nem quero derrubar Dunga do comando da Seleção. Por tudo o que fez desde que assumiu, ele merece estar lá. Quero que a equipe faça sempre sucesso e que ele seja muito bem sucedido enquanto estiver lá. E desejo o mesmo para os técnicos que um dia possam substituí-lo.
2) Pode-se condenar ou elogiar o estilo rígido de liderança de Dunga. Eu mesmo acho que, vez ou outra, ele comete alguns exageros em relação aos seus comandados. Mas se ele é assim e os jogadores, que sabem disso desde o início, aceitam ser comandados dessa forma e ainda acham bom, não muda muito achar que seu estilo é bom ou ruim. Isso passa a ser irrelevante, na medida em que existe uma relação entre comandante e comandados que satisfaz plenamente as duas partes. Nenhum jogador é obrigado a jogar na Seleção. O atendimento à convocação da Seleção não é obrigatório como nas Forças Armadas. Vai quem quer e acha que deve. Se os jogadores conhecem Dunga, aceitam plenamente seu jeito e ainda o elogiam, a questão está entre eles.
Estou dizendo tudo isso porque certamente alguns amados amigos irão comentar o que escreverei abaixo com argumentos do tipo “você está dizendo isso porque acha que o Dunga não devia estar na Seleção e gostaria que ele fosse tirado de lá”. Ou coisa parecida.
Critiquem ou elogiem com a liberdade de sempre, mas saibam que esse tipo de especulação para mim não vale, como acabo de detalhar.
Agora, no que diz respeito à relação do técnico da Seleção Brasileira (seja ele Dunga ou qualquer outro) com os jornalistas, os veículos de comunicação e, por consequência, os brasileiros, a coisa muda – e muito – de figura.
Jornalistas e público não são comandados de Dunga.
Ao contrário dos 23 jogadores que estão lá, não fizeram essa opção.
Jamais me perguntaram se eu aceito ou quero testemunhar grosserias cada vez que sento diante da tevê para acompanhar as entrevistas sobre a Seleção.
Acredito que também não tenham feito essa pergunta para você ou qualquer outro brasileiro, amado amigo.
Feitos os esclarecimentos, vamos ao assunto principal: o que está acontecendo com Dunga?
Seu trabalho como técnico, inegavelmente, merece elogios.
Mas, pessoalmente, ele parece estar em meio a um processo injustificável de desequilíbrio emocional.
A deselegância, as grosserias e os pontapés verbais de Dunga diante das câmeras, dos jornalistas e, consequentemente, do público são absolutamente incompatíveis com alguém que ocupa um grande cargo de dimensões públicas no Brasil, o de técnico da Seleção, e que, por isso, precisa dar satisfações e informações à sociedade.
Dunga exagera e abre sua caixa de ferramentas justamente nas entrevistas coletivas, ou seja, quando é colocado de frente para os brasileiros através dos veículos de comunicação.
O episódio com o jornalista Alex Escobar, de Rede Globo, na entrevista coletiva de domingo (20), após a vitória por 3 a 1 sobre a Costa do Marfim, mostra o quanto Dunga está descontrolado.
Para quem ainda não sabe, Dunga, após dizer que “a imprensa” tinha pedido a retirada de Luis Fabiano do time, em mais uma daquelas batidas do tipo “estão vendo vocês?”, encarou Escobar, que falava com um colega ao telefone, e perguntou de forma desafiadora: “você está rindo aí. Algum problema?”
Escobar, que falava ao celular, disse que não. E acrescentou: “estou falando com um amigo, Dunga. E o assunto não é você.”
A partir daí, Dunga, sempre encarando Escobar, balbuciou inúmeros palavrões que, embora em voz baixa, foram captados pelos microfones do salão de entrevistas do estádio.

Quem vê as imagens tem a sensação de que Dunga desejava alguma reação de Escobar, uma resposta verbal que fosse, para, quem sabe, chamá-lo para a briga ou coisa parecida.
Num ambiente profissional de Copa do Mundo transmitido para bilhões de pessoas em todo o mundo.
Triste.
O técnico reagiu dessa forma porque Escobar teria balançado a cabeça, em suposto sinal de negativo, ao ouvir Dunga falar da história da retirada de Luis Fabiano.
Ainda que tivesse feito o gesto, era apenas a expressão de uma opinião – e o jornalista, como eu ou qualquer um de vocês, tem direito de tê-la.
Ao final da entrevista, Dunga saiu falando baixo os mesmo impropérios e reclamou de Escobar para outro jornalista da Globo.
Participei, em outros veículos, de algumas coberturas em que Alex Escobar trabalhou.
Até onde tenho condições de testemunhar, é figura gentil, educada, doce até.
Não sei se algum outro problema ocorreu entre os dois antes disso.
Ainda que tenha acontecido, não era hora, lugar e nem aquele era o método para tentar zerar algo.
De qualquer forma, apenas pelo que aconteceu na entrevista, não houve qualquer justificativa para uma atitude tão destemperada do técnico.
Dunga claramente passou do ponto.
Constrangeu muita gente.
Não vale a desculpa de que ele estava “pressionado psicologicamente” pelo clima da Copa do Mundo.
Seu time acabava de vencer bem e de garantir a classificação.
O momento criava uma zona de pleno conforto.
Também não cabe dizer que a atitude foi contra a Globo.
Se a Globo, como instituição, merece algumas reações de vez em quando, isso pode ser até uma discussão procedente.
Mas o destempero de Dunga não foi contra a Globo.
Foi contra o jornalista.
Naquelas circunstâncias, Dunga, do jeito que está, se chegasse à conclusão equivocada que o motivou, teria tomado a mesma atitude com qualquer jornalista, de qualquer veículo.
Foi coisa de quem está tomado por um ímpeto distorcido que sequer respeita o direito de alguém pensar de forma diferente do que ele quando o assunto é Seleção Brasileira.
Nenhum técnico da Copa - os derrotados, os goleados, os favoritos surpreendidos ou mesmo o polêmico Maradona, conhecido por não ter papas na língua - protagonizou cenas tão ríspidas em suas coletivas e aparições públicas.
Dizer que a “imprensa” está contra um time ou a Seleção para motivar e arrancar tudo dos jogadores, “que darão a resposta em campo”, é tática velha e batida.
Dunga pode insistir nela, mas até para isso há limites.
Mas, se a questão for maior do que essa, se Dunga está tendo dificuldade para encontrar o ponto mínimo de convivência equilibrada com os olhos dos torcedores, ou seja, jornalistas e veículos de comunicação, seria bom ele refletir melhor e buscar instrumentos para encontrar o prumo.
O batalhão de jornalistas e de veículos de comunicação que está lá faz parte do negócio chamado futebol.
Sem ele, nem CBF nem Fifa faturam.
Além disso, nenhum brasileiro é obrigado a conviver com momentos constrangedores e desagradáveis, protagonizados pelo técnico da Seleção, cada vez que senta diante da tevê ou liga um rádio.
Isso também vale para os jornalistas, que, afinal, perguntam por dever profissional. Paga paga contas, dívidas perguntando, falando e escrevendo.
Ninguém aguenta mais esse comportamento do Dunga.
Aonde ele quer chegar?
Por esse caminho, que não seja muito longe.
Isso pode custar caro à CBF e ao próprio futebol da Seleção Brasileira.
E o amado amigo, o que acha?
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14 Jun 19h11
Quarto dia de Copa, onze jogos. A pobreza técnica continua espantosa. É a vingança a bola Jabulani

Quarto dia de bola rolando na Copa.
A vingança da Jabulani continua firme e forte.
No pódio da arrogância, vários jogadores chutaram a tal da bola para a sarjeta.
Disseram que ela era cruel, que iria bater muito.
Mas, ao contrário do chororô, o que se viu até agora, com raríssimas exceções, foi a coitada da Jabolani apanhar, como cadela danada e sem dono, da suprema maioria dos boleiros que pisaram nos campos deste Mundial da mediocridade.
As honrosas exceções: o time da Alemanha na goleada de 4 a 0 contra a Austrália, algumas jogadas e o golaço da África do Sul no empate de 1 a 1 com o México e a digna e dedicada correria da Coréia do Sul na vitória de 2 a 0 sobre a Grécia (essa seleção grega é uma farsa).
Para quatro dias e 11 jogos, é pouco.
Muito pouco.
Ridiculamente pouco.
Nesta segunda (14), a jornada começou com o futebol eficiente mas absolutamente insosso da Holanda na vitória por 2 a 0 sobre a Dinamarca.
Venceu bem, é fato, mas esteve longe do futebol equilibrado e estiloso que mostrou nos amistosos e na fase eliminatória.
Burocráticos e sem criatividade, os holandeses suaram para se livrar da marcação de uma das piores seleções dinamarquesas das últimas décadas.
Após um primeiro tempo sonado e deserto de gols, os holandeses precisaram de um contra, no primeiro minuto do segundo tempo, para abrir o caminho.
Mesmo assim, quase cederam o empate. O segundo só foi sair quase no fim, aos 39 minutos da etapa final.
Venceram. Três pontos. Para o planejamento, beleza.
Mas onde está o futebol incensado pela mídia e colocado entre os favoritos ao lado de Espanha, Alemanha e Brasil?
O craque do país, Arjen Robben, não jogou.
Mas, sozinho, não mudará esse panorama.
É preciso mais criação, mais determinação, mais coragem, mais tudo.
Na sequência, em outro jogo saturado de correria mas carente de brilho, os japoneses venceram por 1 a 0 a pouco inspirada e mal armada equipe dos Camarões.
Na Inter de Milão, o camaronês Samuel Eto’o, principal jogador de seu país e da África, atua como atacante clássico, disputando a bola com os zagueiros na área.
Na seleção camaronesa, o técnico Paul Le Guen faz o craque voltar para o meio, aniquilando, assim, grande parte do poder ofensivo da equipe.
Foi uma derrota justa para o Japão, uma seleção bem mais dedicada, disciplinada e organizada em termos táticos do que os adversários de hoje.
Por fim, uma Itália igualmente dura, sem jogadores criativos no meio-campo e desprovida de qualquer sentido de imaginação penou para arrancar um empate em 1 a 1 com o Paraguai, que fez uma campanha respeitável nas eliminatórias sul-americanas.
Essa Itália atual, quando precisa atacar, mostra toda a fragilidade de time “falsificado”.
Em 2006, a equipe se fechava com uma defesa dura mas eficiente.
E, no momento do contrataque, dava botes precisos com jogadores talentosos.
Assim, foi campeã.
No grupo atual, apenas o meia Pirlo parece ter condição de trazer alguma plástica, alguma magia, algum talento para este time do meio para frente.
Como Pirlo não jogou, a coisa virou uma correria feia, de dar dó.
E tome bola para as disparadas de Pepe, para esperança de que, em algum momento, ele, com sua rapidez, encontrasse Ianquita ou cansado Gilardino livre no ataque.
Isso não ocorreu – e a Itália não soube arrumar outra solução.
Até controlou o jogo diante de um Paraguai que, no fundo, queria que o mundo acabasse após ter marcado um gol na equipe teoricamente mais forte de seu grupo.
Mas, de criação objetiva, os italianos não apresentaram nada.

Acharam o empate num lance de escanteio, graças a uma falha clara do goleiro paraguaio Vilar.
Gol feio para amenizar a vergonha.
O técnico Marcelo Lippi não convocou o meia Francesco Totti e o atacane Antonio Cassano.
Além disso, deixa no banco, para surpresa de todos, o atacante Di Natale.
Ninguém entende.
Até parece que, do meio para frente, Lippi conta com Lionel Messi, Kaká, Cristiano Ronaldo, Tevez, Luiz Fabiano e Milito, só para citar alguns.
Para quatro dias de Copa do Mundo e 11 jogos, é pouco.
Muito pouco.
Espantosamente pouco.
Em termos de miséria, de pobreza técnica de espetáculo, nunca houve algo nem parecido na história das copas do mundo.
Tudo isso pode passar.
Tudo pode melhorar.
A Itália tem como, ao menos, melhorar um pouco.
E a Copa 2010, enfim, pode novamente merecer ser chamada de copa.
Melhorou um pouco. Muito pouco, é verdade.
Ainda assim, o que se vê, ao menos por enquanto, é um império constrangedor da mediocridade técnica.
A vingança da Jabulani, a maldição da bola, continua firme e forte.
25 Mai 06h00
Belo futebol, subida na hora certa, sete ou oito jogando o fino e o melhor do planeta. Alguém ainda acha que a Argentina não está entre as favoritas ao título da Copa?

Adoro ver o Brasil ganhar da Argentina.
Disputa de cuspe à distância, de purrinha, arremesso de ponta de cigarro, tempo com a respiração presa, potência de flato... não importa: se eles estiverem no meio, um de nós tem que ganhar.
Mas toda minha rivalidade com los hermanos termina no apito final da competição.
Na vida, fora dos campos de disputa, não estou entre os que nutrem por eles um ódio mortal.
Não quero que eles morram.
Ao contrário.
Acho a Argentina um grande país.
Sou fã de Piazzolla, do Maradona, do escritor Adolfo Bioy Casares e, sobretudo, de Jorge Luis Borges, um dos maiores poetas de todos os tempos.
Adoro caminhar, badalar, comer e tomar vinho em Buenos – e, lá, jamais fui maltratado por portenhos.
Bom, eles parecem ter reecontrado o melhor futebol.
Um futebol que, sem dúvida, merece respeito dos brasileiros e de todo o mundo.
Na goleada de 5 a o sobre o Canadá, na tarde desta segunda-feira (24), no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, em seu último amistoso de preparação para a Copa do Mundo 2010, A Argentina colocou uma pulga atrás da nossa orelha.
E passou um recado para o mundo.
O recado é o seguinte: crescemos na hora certa e estamos indo para a África do sul em busca do título.
De fato, apesar da fraqueza dos canadeneses, os comandados de Maradona exibiram talento, leveza e recursos que parecem ter abandonado a equipe liderada por Dunga.
Maradona poupou o atacante Diego Mitilo, vencedor da Liga dos Campeões no domingo (23) com a Inter de Milão, e Lionel Messi, do Barcelona, o melhor do planeta.
Mesmo assim, sua equipe deu um show.
Muita movimentação, Verón jogando o fino e cinco belos gols.
A Argentina cresceu na hora certa.
Tem muita gente no grupo jogando bola demais: Messi, Milito, Sergio Aguero, Higuaín, Carlos Tevez, Masccherano, Verón, só para dizer alguns
Tem no banco jogadores que podem entrar e incomodar, como o artilheiro trombador Palermo.
Enfim, os argentinos estão como eles adoram.
Melhoraram quando era preciso.
Sem o peso do favoritismo antecipado, estão jogando com alegria.
Chegam à Copa não na condição de seleção que precisa confirmar algo cobrado na véspera (a exemplo do Brasil), e sim como uma equipe disposta a mostrar sua capacidade de reverter situações.
Sei não...
Será muito difícil segurá-los.
Pode ser que eu esteja errado, mas os argentinos, para mim, já estão entre os favoritos.
De novo.
E você, amado amigo da blogosfera colorida, o que pensa sobre a seleção argentina?
Opine.
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12 Mai 06h00
A Seleção é uma maravilha, Jorginho. Mas não é a “pátria”. Esse discurso nacionalista é antiquado e impróprio

Quase todo mundo esperava alguma surpresa entre os 23 convocados por Dunga para a Seleção que disputará a Copa da África do Sul.
Ganso.
Neymar.
Ronaldinho Gaúcho.
Nada.
Em vez de novos nomes, a novidade foi a, digamos assim, troca de atitudes entre Dunga e seu auxiliar Jorginho no “campo” da entrevista coletiva.
Normalmente pouco tolerante, o técnico adotou uma postura “Paz e Amor”.
Por outro lado, o habitualmente calmo Jorginho desta vez levantou o tom e partiu para o contra-ataque.
Ao lembrar das ausências dos santistas Paulo Henrique Ganso e Neymar, o repórter Cícero Mello, da Espn Brasil, afirmou “dar graças a Deus por Dunga não ter sido o técnico em 1958, senão Pelé não teria ido à Copa”.
Dunga segurou os impulsos com firmeza para responder sem acusar o golpe.
Acabou saindo-se bem.
Mas Jorginho mordeu a isca.

Exaltado com a provocação de Mello, o ex-lateral direito, com a voz alterada, mandou ver:
- Fazem uma pergunta terrível. Quer comparar Pelé com quem? Com Neymar e Ganso? Com quem? Não pode, é um absurdo. Precisamos entender: é Seleção Brasileira. Nosso País. Nossa pátria. Não é que a imprensa tenha que deixar o lado crítico, mas precisa ser justa, não querer ser direcionada como estão sendo algumas pessoas.
E, em outra referência aos jornalistas esportivos, o auxiliar lembrou ainda que “muita gente” depende das vitórias e conquistas da Seleção.
E que essa é “uma parceria que interessa a todos”.
Além de antiquado e impróprio para os nossos tempos, o discurso do sempre competente e (quase) sempre doce e polido Jorginho traz pelo menos dois erros fundamentais. E decisivos.
Primeiro: Seleção Brasileira é uma maravilha, uma beleza, o povo gosta muito (embora ame de verdade os times), suas conquistas deixam todos felizes, é bom e lúcido sempre torcer a seu favor, mas ela não é – definitivamente – a “nossa pátria”.
Seleção Brasileira não é a pátria de chuteiras.
Seleção Brasileira não é embarque de soldados e representantes que irão nos salvar, purgar a vida dos componentes da Nação e, por último, pavimentar de nobreza eterna os próprios destinos da Nação.
Não. Nada disso. Muito longe disso.
Seleção Brasileira é algo ótimo, emocionante, mobilizador, gratificante... mas isso é apenas futebol.
Apenas um esporte.
Se a Seleção for hexa na África do Sul, eu, como amante de futebol, ficarei muito, mas muito feliz.
Mas se ela tomar uma lapada e voltar para casa mais cedo do que gostaríamos, eu e a suprema maioria dos brasileiros iremos ficar tristes por uma, duas, três semanas... um mês talvez.
Mas a vida continuará.
A vida, o carnê a ser pago, o trabalho, o colégio das crianças...
A sociedade, enfim, não abandonará seu eixo.
Não é para tanto. Mesmo.
Segundo: esse negócio de dizer que jornalista esportivo precisa do sucesso da Seleção para viver é outro equívoco dos grossos.
Jornalista precisa é de espaço para trabalhar e liberdade para opinar.
Se a coisa não funcionar no esporte, a turma vai fazer economia, política, cultura, polícia, variedades...
A fila anda e a vida continua.
É óbvio que não custa nada desejar e torcer para o sucesso da Seleção.
Particularmente, sempre fiz isso.
Faço isso neste momento.
Sempre farei isso.
Pelo fato mero de que não há motivo para querer o fracasso de equipes brasileiras em qualquer ambiente esportivo.
Há quem queira as derrotas. Cada um pensa como acha que deve.
Não é o meu caso.
E nem o da maioria de meus colegas profissionais, mesmo os exclusivamente dedicados ao jornalismo esportivo, o que não é o meu caso.
Aliás, esse truque de comissão técnica dizer que está “todo mundo” contra na tal da “mídia”, e que isso precisa de “uma resposta”, é outra besteira de porte avantajado. Causa espanto ver como esse truque medieval ainda é usado e cola entre a boleirada.
Agora, fazer perguntas incômodas não tem nada a ver com querer o fracasso de Jorginho, de Dunga e da Seleção.
Insinuar uma coisa desse tipo, mesmo numa relação imprecisa de causa e efeito, é algo tão inverídico, impreciso e impróprio como chamar seleção de futebol de “pátria”.
11 Mai 17h50
Seleção “coerente” de Dunga deverá ser chata como a de 1994. Tomara que sobre a taça. E você, mudaria algo? Opine

A coerência pode ajudar a identificar pessoas sempre confiáveis.
Ou sempre honestas.
Ou sempre inteligentes.
Ou sempre burras.
Mas, levada ao extremo, coerência se transforma, também, em teimosia, em inflexão, em escassez de inteligência.
O maravilhoso Tostão lembrou, dias atrás, de uma das muitas tiradas maravilhosas do não menos maravilhoso Millôr Fernandes:
- Coerente é o sujeito que nunca teve outra ideia.
Na tarde desta terça-feira (11), tão logo saiu a convocação de Dunga para a Seleção Brasileira, a espetada ferina de Millôr passou a ser repicada no Twitter.
Faz sentido.
Por vários motivos:
* Mudar um, dois ou três jogadores (um Ganso, um Neymar ou um Ronaldinho Gaúcho da vida) não iria significar, absolutamente, falta de coerência. Estaria na faixa de dez por cento do elenco, uma parcela aceitável para um futebol tão dinâmico e gerador de talentos como o brasileiro.
* A lateral esquerda passou quase toda a era Dunga técnico sem um jogador convincente. A rigor, o melhor a ter jogado por ali foi o reserva da lateral direita, Daniel Alves. Dunga poderia muito bem convocar apenas um desses dois medianos que chamou para a esquerda e deixar Daniel Alves como reserva das duas laterais. Assim, abriria pelo menos uma vaga para investir em Gaúcho, em Neymar ou em Ganso, jogadores que certamente farão falta na África do Sul.
* Alguém da “fábrica de volantes” (Josué, Gilberto Silva, Felipe Mello, Ramires, Kleberson, Elano e “meio” Julio Baptista) poderia perfeitamente ter dado lugar a Gaúcho ou a um dos dois meninos do Santos.
Dunga, como sugere Millor, poderia ter tido outra idéia.
Por exemplo: a de que, para fugir da bagunça adiposa da Copa de 2006, não é obrigatório montar grupos duros, inflacionados de cabeças de área e desprovidos de sonho como o atual.
Ou ainda: o fato desses atletas terem vencido as competições que disputaram sob o comando de Dunga não significa que a Seleção precisa seguir com todos eles até o fim dos tempos.
Há um cheiro de burocracia no ar.
Há um cheiro de futebol pobre no ar.
Há um cheiro de Parreira 1994 no ar.
E pior: Parreira 1994 sem Bebeto e Romário para compensar a falta de inspiração.
Tomara que, dessas semelhanças irritantes, reste apenas o título.
Torcer. Agora, eis o que resta.
E você, amado amigo da blogosfera colorida, o que achou da convocação?
O que você mudaria?
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18 Jan 22h36
Palpite do Rei Pelé: Espanha é favorita para a Copa. Sei não, mas agora acho que a gente pode ficar mais confiante…

Sempre que apostou ou fez qualquer coisa a favor do Brasil, o genial e incontestável Pelé acertou.
Dentro de campo, nem é preciso comentar.
Nos sorteios em que participa, consegue invariavelmente pescar bons adversários para o Brasil.
Agora, quando dá palpite sobre os favoritos da Copa do Mundo, huumm...
Sua Majestade nunca acerta.
Já foi Dinamarca, Holanda...
Colômbia em 1994, Iugoslávia em 1998, França em 2002...
Agora é a Espanha.
O Rei pode dizer qualquer coisa.
Eu ouço com carinho, respeito, amor de súdito.
Mas não é por nada não: creio que o barraco dessa maravilhosa geração espanhola acaba de desabar.
Depois dessa, acho que a gente pode ficar um pouco mais tranquilo aqui no Brasil.
Temos grandes chances.












