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3 Mai 14h15

Mais uma falta de Adriano. Multa: R$ 20 mil. Vou deixar meu celular. Na próxima, é só avisar. Não estou com essa bola toda, mas, por esse vintão, eu treino dobrado no lugar dele

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4 g 300x225 Mais uma falta de Adriano. Multa: R$ 20 mil. Vou deixar meu celular. Na próxima, é só avisar. Não estou com essa bola toda, mas, por esse vintão, eu treino dobrado no lugar dele

Adriano, o Imperador, não foi treinar no sábado  (1º).

Foi a sua 12ª falta em 2010 no Flamengo.

No domingo (2), ele reapareceu.

Disse que precisou acompanhar a mãe, que estava com “um problema grave”.

Por isso, não foi à Gávea e nem conseguiu avisar que faltaria.

Com a internet, as mensagens e, sobretudo, os celulares de hoje (Adriano certamente tem vários desses aparelhos, os mais modernos, com web e todos os outros recursos), fica difícil imaginar como um problema de mãe, por mais grave que seja, pode impedir uma ligação de 40 segundos ou, pelo menos, um torpedozinho básico.

Jorginho, assessor técnico de Dunga na Seleção Brasileira, esteve na Gávea no mesmo sábado, para dar um abraço em seu amigo Rogério, atual técnico do time, e testemunhou a ausência.

Se isso influirá na presença ou na ausência do atacante na próxima convocação, a definitiva para a Copa da África do Sul, veremos na próxima semana.

Desejo, no entanto, comentar outro lado dessa questão.

A diretoria do Flamengo anunciou que o Imperador terá o dia de falta descontado de seu salário.

Adriano, segundo se diz, ganha R$ 600 mil por mês apenas de salário, fora o que encaixa com publicidade, marketing e outras ações.

Fiz as contas: ele deixará de receber R$ 20 mil neste mês.

Isso significa 1/30 de R$ 600 mil, ou seja, um dia do salário mensal da fera.

Dinheiro de pinga (ops!, é só expressão popular...) para quem acumulou, de acordo com a imprensa europeia, uma fortuna calculada por baixo em 25 milhões de euros, algo próximo de R$ 71 milhões.

Tomei uma decisão: vou ligar para o Imperador e deixar o número do meu celular.

Na próxima vez que ele tiver um problema grave, basta me ligar na véspera ou mesmo de manhã cedinho.

Não estou com essa bola toda, mas por esse vintão - ou por até metade dele – eu corro, pulo, chuto, cabeceio, piso no cocô dos gatos da Gávea...

Enfim, faço o dobro da carga de trabalho reservada ao Imperador.

A cada dia que passa, Adriano passa com mais força a sensação de que não está nem aí para o futebol.

Tomara que não seja assim.

E você, treinaria para o Imperador por esses vintinhos?

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28 Abr 11h26

Como Ronaldo Fenômeno reagirá aos 20 travestis no Maracanã? Ficará abatido ou ganhará força? Opine

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priscilla Como Ronaldo Fenômeno reagirá aos 20 travestis no Maracanã? Ficará abatido ou ganhará força? Opine

A torcida do Flamengo garante ter contratado 20 travestis para infernizar a vida de Ronaldo Fenômeno na noite desta quarta-feira (28), no Maracanã, durante a partida entre Corinthians e Flamengo pela Copa Libertadores da América.

Os rubro-negros queriam o transformista Dicésar para liderar o grupo, mas parece que as negociações com o ex-BBB não evoluíram.

O recrutamento dos travestis é uma referência à confusão em que Ronaldo se meteu, em abril de 2008, por ter rebocado três travestis para um motel da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e, depois, discutido com o trio.

O caso foi parar na delegacia.

Meses depois, um dos travestis envolvidos morreu de Aids.

É o tipo de atitude arriscada.

A atitude da torcida do Flamengo, digo a bem da boa explicação (a outra, a de Ronaldo, não me cabe julgar).

Uma faca de dois gumes (sem trocadilho ou insinuação torpe, claro).

Ronaldo Fenômeno é grande.

Tem capacidade rara para superar momentos difíceis, como todos sabemos.

Há pessoas que, provocadas como ele será, sucumbem, se entregam e facilitam a vida do rival.

Outras usam a provocação para recarregar as baterias e romper o cerco do constrangimento.

Estas últimas ganham força, se superam e usam o poder da arma do inimigo para matar o próprio inimigo.

Os que os 20 travestis provocarão em Ronaldo Fenômeno?

Uma apatia ainda maior do que a vista nas últimas semanas?

Ou a força da superação, da recuperação e da vitória?

Sinceramente, não sei.

Por isso, gostaria de saber o que pensa o amado amigo da blogosfera colorida.

Como você acha que Ronaldo reagirá aos travestis?

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27 Abr 17h49

O Datafolha informa: torcidas do Santos, Fluminense e Botafogo podem não existir, o Flamengo perdeu quatro milhões de adeptos em quatro meses – e piadas boas fazem rir

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torcida flamengo 3 x 1 vasco 18 300x200 O Datafolha informa: torcidas do Santos, Fluminense e Botafogo podem não existir, o Flamengo perdeu quatro milhões de adeptos em quatro meses   e piadas boas fazem rir

As pesquisas sobre o tamanho de torcidas de futebol no Brasil geram obras de absoluto delírio estatístico.
São resultados de rir – ou de chorar.

Do jeito que são feitas, pesquisas sobre torcidas de futebol no Brasil - todas elas - são tolices estatísticas de quinta que servem apenas para a realização de strip tease jornalístico e mercadológico, criação de polêmica barata e de bate-boca de torcida e venda de jornal.

Como peça séria de pesquisa, zero. Zero. Zero.

A mais nova peça de riso ou de choro foi produzida pelo Instituto Datafolha e publicada na edição de terça-feira (27) do jornal Folha de S. Paulo.

Adaptadas sem profundidade para o universo da bola, os esquemas e metodologias dos institutos, capazes de gerar resultados respeitáveis nos casos eleitorais, viram maionese diante da (cara) tarefa de traduzir estatisticamente a realidade cultural, regional e esportiva da formação das torcidas no Brasil.
As distorções, imprecisões e falsas premissas tiradas desses levantamentos geram surrealismos de dar gargalhadas.
Nesta última pesquisa do Datafolha, elas saltam aos olhos e mentes sem dó nem piedade.
Algumas:

Existe, segundo o Datafolha, a chance de a torcida do Santos não existir. Vejam bem Luis Álvaro, Chico Silva, Francisco Cembranelli, Marco Antônio Araújo, Mário Sérgio Cortella, Pelé, Mano Brown e outros santistas de quatro costados: vocês podem não existir.
E também os milhões de torcedores de Atlético Mineiro, Fluminense, Botafogo, Bahia e Vitória podem ser, segundo o Datafolha, obras de pura de ficção.

Sabem por quê?

A margem de erro do Datafolha para as pesquisas de futebol é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Isso significa que, no limite estatístico de baixo, segundo os padrões da pesquisa, Santos e Atlético Mineiro, que tiveram dois pontos percentuais na pesquisa, podem não ter esses dois pontos e, a rigor, estar no zero.

Ou seja: não existir.

Botafogo, Fluminense, Bahia e Vitória, com um ponto cada um, se chegassem no chão da margem de erro ficariam, Deus nosso, devendo um ponto.

Como assim? Seriam torcidas negativas? Legiões de fantasmas?

Olhe, amado amigo da blogosfera colorida, eu juro que vi, muitas vezes, essa gente no estádio.
Milhares deles.

Torcendo, Lotando arquibancada.

Juro.

Em 2006, o Santos tinha, segundo o Datafolha, 4% dos torcedores brasileiros, ou seja, aproximadamente 7,6 milhões de apaixonado.

Hoje tem 2%.

O Peixe perdeu metade de seus torcedores – 3,8 milhões de pessoas – em quatro anos?

O que fazer diante de insinuações de probabilidades estatísticas com essas?

Rir? Chorar?

O Datafolha também diz que, em relação ao levantamento de sua própria autoria, publicado em dezembro de 2009, o Flamengo caiu de 19% para 17% enquanto o Corinthians passou de 13% para 14%.

A torcida do Corinthians cresceu fora do eixo São Paulo/Paraná nas últimas décadas, isso é inegável.

Mas, para além dessa realidade, gostaria de entender uma outra coisa: como é que o Flamengo, a torcida mais nacionalizada do País, ganha um título brasileiro em 2009, depois de 17 anos, e perde dois pontos (praticamente quatro milhões de torcedores) em quatro meses, enquanto o Corinthians incorpora, nesses mesmos quatro meses, quase dois milhões de torcedores?

torcida corinthians O Datafolha informa: torcidas do Santos, Fluminense e Botafogo podem não existir, o Flamengo perdeu quatro milhões de adeptos em quatro meses   e piadas boas fazem rir
O Corinthians incorporou "um Fluminense" ou "meio Santos" nos últimos quatro meses, é isso?
Quem conhece minimamente o futebol sabe que isso não é possível.

Mais uma: os resultados das pesquisas do Datafolha são ainda mais surreais quando cruzados com o que o próprio instituto apura como tendência.

Na mesma reportagem em que informa os números de sua última pesquisa, o Datafolha lembra que, há dois anos, fez uma pesquisa sobre os times preferidos das crianças entre quatro e 12 anos.

O resultado, nos termos da reportagem: “o Flamengo levou ampla vantagem nesta consulta, com 23% da preferência mirim do país. O Corinthians ficou em terceiro lugar nesta pesquisa, com 10% da preferência – o São Paulo teve 11% da lista.”

Ok. Bacana.

Agora, chegue mais perto: se a diferença é escandalosa assim a favor do Flamengo, e se ela, até porque escandalosa desse jeito, não deve ter mudado de perfil muito antes nem muito depois da tal pesquisa com as crianças, alguma alma poderia produzir o milagre de explicar como é possível a ampla maioria da base prometida ser de uma torcida que não cresce (a do Flamengo) e o crescimento ser de outras com bases estupidamente menores?

É Datafolha desmentindo Datafolha.

Além de tudo isso, outro fato que torna essas pesquisas risíveis é o de que as torcidas, como até mesmo o moleque peladeiro de esquina sabe, não aumentam nem diminuem assim, de um ano para o outro.

Salvo em casos raríssimos e insignificantes em termos estatísticos, o quadro consome o tempo de pelo menos uma geração para ser mudado de verdade.
A geração do novo torcedor.

Pelo elementar motivo de que torcedor de verdade não troca de time.

Há vários tipos de torcedor.

Há os que realmente torcem.

E os que não torcem para ninguém mas chutam um time diante do pesquisador (o do novo namorado que está do lado ou do tio bacana que paga tudo e faz companhia no passeio, por exemplo) e, na próxima vez, voltam a dizer que não possuem time.

Por isso, os que dizem não ter time são tão numerosos nessas pesquisas.

Segundo o último Datafolha, 25% dos brasileiros (um em cada quatro) não possuem time.

Eis aí mais um buraco negro da imprecisão, que o Datafolha e os outros institutos não dissolvem porque isso custa caro.

Enquanto isso, a gente fica consumindo estas obras risíveis de malabarismo estatístico.

O modelo usado pelo Datafolha e os outros institutos simplesmente não funciona para medir tamanho de torcida num ambiente em que a maioria dos clubes tem torcida menor do que a margem de erro proposta.

O resultado final sempre assume ares de empulhação.

A torcida corintiana cresceu muito, mas a distância para o Flamengo ainda é maior do que diz o Datafolha.

A torcida do Palmeiras, no Brasil, não é - mesmo - maior do que a do Vasco (particularmente, acho que a do Vasco ainda é a terceira maior torcida do País, maior até mesmo do que a do São Paulo, mas aí admito discussão por que a diferença, para um lado ou para o outro, haverá de ser mínima)

De qualquer forma, eu juro, juro, juro mesmo, amados amigos santistas, atleticanos, botafoguenses e tricolores.
Vocês existem.

Eu testemunho.

Fui a campo torcer contra vocês várias vezes.

Eu os vi lá, na arquibancada, aos milhares.

O Pacaembu cheio de santista no domingo passado não era ficção.

A massa botafoguense gritando “é campeão” no Maracanã dia atrás, também não.

Eu juro.

E você, amado amigo, o que pensa sobre o assunto?

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26 Abr 17h26

Fla: se for para contratar técnico de terceiro escalão na correria, é melhor ficar com Rogério até conseguir um treinador à altura do clube

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Rogério 300x225 Fla: se for para contratar técnico de terceiro escalão na correria, é melhor ficar com Rogério até conseguir um treinador à altura do clube

A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, acertou ao demitir o vice-presidente de futebol, Marcos Braz, e o técnico Andrade, mesmo depois da classificação, na bacia das almas, para a segunda fase da Copa Libertadores da América.

Braz falou mais do que devia. Foi emocional além do que devia.

Falou tanto, esticou tanto a corda, bateu tanto no peito (mesmo nos casos em que tinha razão) que, no momento da alta fervura, ficou sem ambiente e condições políticas para recolher a linha e devolver a paz ao futebol.

Vice-presidente de futebol que não consegue realizar essas tarefas, sobretudo no eterno caldeirão de crises que é o Flamengo (criiiiiiiise no Flamengooo...), perde, na prática, a mais importante e indispensável de suas funções.

Sua presença no cargo passa a não ter mais sentido.

Andrade é um ídolo rubro-negro eterno e sabe montar times ofensivos, bonitos.

A torcida reconhece isso e o reverencia.

O problema é que não dá para ser técnico de um barril de pólvora e de vaidades periféricas como o Flamengo apenas como aquele cara amigo, manso, parceiro de um grupo de jogadores que está em paz, na boa, sem brigas.

Até porque no dia seguinte a coisa estoura, um bate de frente com o outro e, aí, surge a necessidade do técnico que também é líder, capaz de mostrar força, exercer autoridade, colocar as coisas no lugar e reestabelecer o comando e a disciplina.

O doce Andrade revelou-se o técnico certo das horas certas, e não, como diria o rei Roberto Carlos, o técnico certo também das horas incertas.

Mesmo num episódio em que tinha razão – o abandono do vestiário de Petkovic – Andrade demorou a superar a mágoa pela “traição” do veterano a quem dava poder e liberdade.

Não chamou Pet para uma conversa franca.

Deixou o jogador se desgastar com o resto do grupo.

E o colocou na reserva em vários jogos em que, claramente, o gringo faria a diferença a favor do rubro-negro.

Dessa forma, não conseguiu agradar nem o vice Marcos Braz, que detesta Pet e desejaria vê-lo definitivamente fora do grupo, e nem a torcida, que ama o gringo e quer vê-lo em campo desde o início.

Por tudo isso, a presidente Patrícia acertou ao demitir a dupla.

Mas... como nada é perfeito, a competente e corajosa Patrícia errou justamente na gestão ao passar o rodo sem ter feito pelo menos um acordo verbal com algum Plano B de primeiro escalão para a eventualidade de o técnico Joel Santana recusar a proposta de voltar à Gávea.

Resultado: “Papai” Joel recusou o convite e Patrícia ficou perdida, sem ter para onde correr com seus auxiliares.

Colocar o ex-zagueiro Rogério, técnico da Seleção Brasileira Sub-20, para treinar o Flamengo nestes dois jogos contra o Corinthians, pela Libertadores, foi boa tacada.

Rogério conhece futebol, jogou a vida inteira com craques de peso, é sério, dedicado, disciplinador e adepto da hierarquia.

Em resumo, parece ter todas as características necessárias para administrar boleiros talentosos mas vaidosos e, muitas vezes, indisciplinados.

Rogério é jovem.

Talvez seja cedo para que ele pilote um Boeing do tamanho do Flamengo.

Ou não.

Seria leviano afirmar, agora, uma ou outra coisa.

Os resultados dirão em tempo curto.

O problema é que, na correria da Gávea, já se fala no esquecido e confuso Paulo César Carpegiani e até em Marcos Paquetá...

Se for para colocar técnico em má fase ou de terceiro escalão, é melhor manter Rogério até que a situação permita fechar com alguém à altura das pretensões do Flamengo.

Como Abel Braga ou alguém do nível.

Esses jogadores do Flamengo precisam é de pacto, entre eles, de humildade, colaboração, respeito ao clube e vontade de trabalhar.

E de recolocar Pet no elenco sem restrições de estudante de Ensino Fundamental.

Pet precisa ser menos arrogante com todos.

Tudo isso como no ano passado.

Se retomarem essa postura, passarão a ser um time forte e competitivo, com chances até de título na Libertadores.

Esta é a única chance de salvamento.

Neste momento, não há técnico de segundo ou terceiro escalão que possa fazer isso melhor do que Rogério.

O melhor, então, é seguir com ele até o momento em que um técnico mais experiente, com o mesmo perfil, se disponha a pegar a eterna bomba de crises que é o Flamengo.

Se no meio deste caminho for eliminado pelo Corinthians, paciência.

Perderá a vaga para um gigante, o mais eficiente time do primeiro turno da competição.

Até porque, para ser correto, o Flamengo, pela bolinha de gude que jogou na primeira fase, não merecia sequer fazer os dois jogos com o Corinthians nesta segunda fase.

E o amado amigo, o que pensa sobre o assunto?

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23 Abr 16h27

Adriano Imperador X Ronaldo Fenômeno. Fla X Corinthians. Quem vencerá o duelo dos supercraques mergulhados em crises pessoais? Opine

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ronaldo adriano Adriano Imperador X Ronaldo Fenômeno. Fla X Corinthians. Quem vencerá o duelo dos supercraques mergulhados em crises pessoais? Opine

Adriano Imperador X Ronaldo Fenômeno.

Flamengo X Corinthians.

O duelo das duas maiores torcidas do País. O duelo de dois craques mergulhados em crises pessoais.

De um lado, Adriano Imperador e sua vocação para viver eternamente mergulhado em conflitos existenciais.

Abandona o time na Itália, fica no Brasil, diz querer o Rio, a favela amada, o carinho da família e dos amigos queridos.

Fica no Flamengo, o time do coração. É campeão brasileiro. Tudo parece lindo.

Aí, quando ninguém parece ter poder para derrubá-lo, ele mesmo se encarrega de fazê-lo: baladas homéricas madrugadas a dentro, festas, um número impressionante de faltas a treinamentos, desculpas para não jogar, ausência em jogos fundamentais para o Flamengo, mais de 100 quilos de peso, moto com traficante, briga pública com a namorada, separa, volta, separa, volta, separa...

E crise, e crise, e crise.

Eu só queeero é ser feliz, andar tranquilamente na favela em que nasci...”

Niguém aguenta mais isso.

Adriano começou o ano como certeza na Seleção.

Agora, poderá até ser convocado, mas isso não está certo como estava.

Só ele poderia tirá-lo da Copa. Parece que ele está tentando fazendo isso com todas as suas forças.

Tem, no entanto, a chance de se recuperar nesta reta final de Libertadores.

Do outro, Ronaldo Fenômeno.

É mais equilibrado do que o amigo que joga no rival, mas nem por isso se livra, no momento, de tormentos particulares.

O peso está visivelmente acima do aceitável.

A forma, muito distante da vista no ano passado.

Ronaldo parece desestimulado, sem ímpeto e saco para jogar.

Fala-se de problemas pessoais que estariam aniquilando sua motivação e fazendo com que ele fume até dois maços de cigarro por dia.

Mas Ronaldo é Ronaldo, é gênio.

Por todas as voltas que deu na vida, ele deixa em todos a expectativa de que poderá sempre ressurgir das trevas.

Em torno deste duelo há a disputa entre Flamengo e Corinthians.

Quem vencerá: Adriano ou Ronaldo?

Quem vencerá: Flamengo ou Corinthians?

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24 Mar 17h02

Não torço pelo Santos. Mas, se os concertos da Orquestra dos Meninos Felizes continuarem no Brasileiro, não vou ficar triste se meu time perder para eles

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neymar Não torço pelo Santos. Mas, se os concertos da Orquestra dos Meninos Felizes continuarem no Brasileiro, não vou ficar triste se meu time perder para eles

O Santos não é meu time do coração.

Os atentos - e até os nem tanto - sabem que sou Flamengo.

Mas eu e quem curte o encantamento do futebol praticado com maestria temos um compromisso diante da tevê, às 21h desta quinta-feira (25): acompanhar o que deverá ser mais um show da arrasadora Orquestra dos Meninos Felizes da Vila.

Tomara que seja assim.

Quando um time chega a esse ponto de refinamento, torcer contra e outros atos de rivalidade tornam-se ridículos.

Torcer pelo sucesso deste Santos é coisa de homem de bem.

Essa molecada tem a fúria mais encantada e comovente que pode retirar do futebol: a rotina imutável de partir para dentro do adversário, jamais tirar o pé do freio e marcar gol, gol, gol, gol, gol...

Gol até todo cair de lado. Farto e agradecido.

Com apenas um volante, dois armadores talentosos, um centroavante e dois atacantes na órbita - e esse ritmo estonteante, alucinante, espetacular - esses garotos estão pulverizando a lei absurda do freio de mão puxado imposta, nos últimos anos, por técnicos medrosos travestidos de primadonas periféricas.

Como disse o genial e querido Tostão, a turma de "professores" está morrendo de inveja, de dor no cotovelo, ao ver este time do Santos tão lindo e tão viável ao mesmo tempo.

Com os 9 a 1 sobre o Ituano, a Orquestra dos Meninos Felizes somou 60 gols em 18 partidas desta temporada.

Sessenta.

Quarenta e cinco em 15 partidas do Paulistão (média de três).

E outros 15 na Copa do Brasil.

Apenas nas quatro últimas partidas, foram 26 bolas na rede, número maior que o de gols a favor de 14 times do Paulistão até agora, o Corinthians incluído entre eles.

"Será mais uma goleada. Mas não vamos tirar o pé", prometeu o meia Paulo Henrique Ganso no intervalo da partida contra o Ituano. O placar já estáva 4 a 1.

É assim que se faz.

Em meio a esse domínio hipócrita, pobre e cegamente conservador do politicamente correto no futebol, em que técnicos pouco inteligentes e instruídos levam boleiros ainda menos inteligentes e instruídos a acreditar ser correto o jogador que leva o drible esticar o dedo no nariz e ameaçar o driblador, a bola que o Santos tem jogado é uma luz, um bálsamo, o combustível para a Lanterna de Diógenes.

O Santos não é meu time do coração, repito.

Mas, se os concertos da Orquesta dos Meninos Felizes continuar a promover exibições desse quilate no Brasileirão, confesso que não ficarei triste se meu time perder para ela.

O futebol terá vencido.

E, com ele, todos nós.

Vida longa a essa bola da molecada.

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23 Mar 05h25

Andrade, técnico do Flamengo, acha que a pior coisa do mundo é ser paulista ressentido…

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pet Andrade, técnico do Flamengo, acha que a pior coisa do mundo é ser paulista ressentido...

Eu concordo com ele.

E tenho dito...

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13 Mar 04h45

Patrimônio de R$ 450 milhões, R$ 1,4 milhão de salário no Corinthians e uma casa de R$ 25 milhões na alça de mira. Sou Ronaaaldo, diria Marcelo D2…

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ronaldo retrospectiva 6g 300x235 Patrimônio de R$ 450 milhões, R$ 1,4 milhão de salário no Corinthians e uma casa de R$ 25 milhões na alça de mira. Sou Ronaaaldo, diria Marcelo D2...

A última edição da revista Veja SP traz reportagem de capa, feita pelos repórteres Álvaro Leme, João Batista Jr. e Maria Paola de Salvo, sobre a vida do craque Ronaldo Fenômeno na cidade de São Paulo.

Há informações curiosas. Algumas delas:

* A fera teria, aos 33 anos, um patrimônio de 250 milhões de dólares, algo como R$ 450 milhões.

* Mora com a mulher e a filha numa cobertura dúplex de 600 metros quadrados no bairro de Higienópolis. Só a suíte do casal tem 200 metros quadrados. Na decoração, duas peças da dupla de grafiteiros Osgemeos. E na garagem, dois carros modelo Land Rover, de R$ 130 mil cada, e uma BMW de, aproximadamente, R$ 350 mil.

* O craque namora uma casa no Jardim Europa. Preço estimado: R$ 25 milhões. Moleza para quem, depois de tudo o que já encaixou na Europa, ainda arranca R$ 1,4 milhão por mês entre salário e marketing, ou seja, 20 vezes o salário médio do Corinthians, de R$ 70 mil.

* O rap Negro Drama, dos Racionais MCs, não sai de seu som. Atualmente, é sua música predileta. Os primeiros versos da letra: Negro drama/Entre o sucesso e a lama/Dinheiro, problemas/Inveja, luxo e fama.

Alguma semelhança com a vida de um craque de berço pobre que eu e você, amado amigo, aprendemos a admirar?

Sou Ronaaaldo, diria outro rapper, Marcelo D2...

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24 Fev 02h16

A terça-feira (23) pode ter entrado para a história do futebol. Romarinho, o filho do Peixe, assinou seu primeiro contrato como jogador

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peixinho A terça feira (23) pode ter entrado para a história do futebol. Romarinho, o filho do Peixe, assinou seu primeiro contrato como jogador

Esta terça-feira (23) pode ter entrado para a história do futebol brasileiro.

Romarinho, 16 anos, das categorias de base do Vasco, assinou seu primeiro contrato profissional com o clube.

É o legítimo filho do "peixe". Do peixe Romário.

Os clubes cariocas estão, por sinal, bem recheados de descendentes ilustres.

Mateus Oliveira, filho de Bebeto, aquele que os jogadores brasileiros "embalaram" na Copa de 1994, é jogador das divisões de base do Flamengo.

No Vasco, além de Romarinho, brilham Andrey, filho do meia Geovani, que foi um craque, e Rodrigo Dinamite, filho de Roberto Dinamite, maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro, com 191 gols, e atual presidente do clube.

Se esses meninos jogarem a metade do que jogaram seus papais, seremos novamente felizes.

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9 Jan 21h09

Por que o cartola do futebol brasileiro não incentiva o torcedor a comprar o produto do patrocinador do seu time?

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patrocinios Por que o cartola do futebol brasileiro não incentiva o torcedor a comprar o produto do patrocinador do seu time?

Um ponto do discurso feito pelo ex-presidente do Flamengo, Márcio Braga, na festa de final de ano do futebol, promovida pela CBF, chamou a atenção de todos.

Braga informou que o contrato firmado com a nova fornecedora de material esportivo, em julho de 2009, prevê R$ 21 milhões por ano ao rubro-negro e o pagamento da maior parte dos salários do atacante Adriano.

Além disso, uma cláusula do contrato estabelece que o grupo pague R$ 8 (oito reais) a mais para o Flamengo por cada camisa oficial vendida, em todo o País, nas lojas do clube ou da empresa.

Embalada em parte pela conquista do Brasileirão, a nova fornecedora vendeu,  só de camisas, 1,1 milhão de unidades entre julho e dezembro do ano passado.

Com isso, além das verbas fixas, o Flamengo recebeu R$ 8,8 milhões da empresa em 2009.

Grande parte dos clubes brasileiros da Primeirona não recebe isso de patrocínio total.

O fato traz novamente à tona uma antiga questão: por que o cartola do futebol brasileiro não incentiva, não convoca o torcedor de seu time a comprar os produtos e serviços das empresas que patrocinam e colocam dinheiro no clube do seu coração?

O creme de barbear, a rede de fast food, o óleo de carro, o posto de gasolina...

Sempre que possível, cartola deveria convocar o torcedor a usar esses produtos.

Posso apostar que pelo menos a metade dos torcedores que acompanham futebol não sabe quem são e que produtos vendem os principais patrocinadores de seus times.

Se não sabem, como vão comprar?

O Corinthians tem feito esse serviço com alguma competência.

Fora isso, nada.

Ao contrário do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos, esse trabalho é horrível aqui no Brasil.

Mesmo os cartolas com queda maior para o marketing, caso de Márcio Braga, são péssimos para realizar esse tipo de parceria no Brasil.

Um absurdo. Marketing da época das cavernas.

Dirigentes deveriam convocar os patrocinadores para, juntos, lançarem fortes campanhas de mídia vinculando seus produtos à imagem dos clubes.

Elas incluiriam os principais jogadores, técnicos, enfim, os ídolos que fossem capazes de seduzir o torcedor.

Os craques ganhariam para emprestar sua imagem à campanha – e isso seria pago pelos patrocinadores, que teriam todo o interesse neste tipo de campanha.

Só assim seria possível estabelecer o seguinte círculo virtuoso: o patrocinador vende mais, jogadores e técnicos ganham mais, o clube se valoriza, novos patrocinadores são atraídos porque o clube ajuda a vender mais e, claro, o clube passa a cobrar mais de seus patrocinadores.

Ganha todo mundo.

Mas, para isso, clubes e patrocinadores precisam se comunicar melhor.

E o torcedor, passar a buscar, deliberadamente, os produtos e serviços das empresas que prestigiam seus clubes.

Eu só não compro os produtos dos patrocinadores do meu clube quando não é possível.

Dito tudo isso, peço licença para ir à Internet encomendar uma camisa do meu time de coração.

Havia prometido isso a mim mesmo desde o Natal.

Leia mais sobre Flamengo e Corinthians no R7.

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