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17 Mar 17h05

Alex Pirulito desiste de processar Fla, recebe mais de trezentão sem jogar, Joel o quer mas ele continua fora. Banana comendo macaco…

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coracao pirulito Alex Pirulito desiste de processar Fla, recebe mais de trezentão sem jogar, Joel o quer mas ele continua fora. Banana comendo macaco...

Os clubes e cartolas brasileiros às vezes surpreendem na sua capacidade de surpreender.

 

Alex Pirulito Silva entrou na Justiça contra o Flamengo por atraso de pagamento.

 

A diretoria do Fla alegou que os salários do zagueiro, aqueles fechados em carteira e contrato trabalhista, não estavam atrasados.

 

Havia, segundo a diretoria do Fla, dois meses de atraso do direito de imagem - que, diga-se bem alto, não é um contrato de relação de trabalho, e sim de fornecimento de serviço publicitário, do caso de imagem, muitas vezes feito exclusivamente para burlar o imposto de renda de pessoas físicas - que, segundo os cartolas, foram acertados.

 

Além de negar o atraso, os dirigentes colocaram o jogador para treinar separado do grupo.

 

 

E o pressionaram a retirar a ação na Justiça.

 

Ainda não se sabe se o Fla realmente estava certo ao se dizer em dia com o jogador.

 

É provável que não estivesse.

 

O fato é que, certo ou errado, o jogador cedeu, obedeceu retirou o processo, como lembra o confrade Cosme Rímoli.

 

Mesmo assim, continua treinando sozinho.

 

Encaixa 300 mil pratas por mês, mais outro caminhãozinho de direito de imagem, sem dar nada em troca ao clube.

 

Depois da crise, poderia ao menos ter sido negociado para os clubes que procuraram o Fla interessados em seu futebol, aliviando, assim, a folha e liberando esta grana para a contratação de um novo zagueiro.

 

Mas não foi.

 

Come essa baba do rubro-negro todos os meses para apostar corrida com pernilongo em volta do campo.

 

Vanderlei Luxemburgo, o técnico que comandava a equipe quando houve a crise, não está mais lá.

 

Em seu lugar, reina agora o conciliador Papai Joel Santana, que já deu a entender várias vezes que gostaria de ter a chance de recolocar Silva no elenco.

 

Da série Perguntar Não Ofende: se Pirulito retirou o processo e pediu perdão a torcedores e dirigentes, se Vanderlei não está mais lá, se o jogador sabe jogar bola, recebe mais de trezentão e o novo técnico o quer, porque ele ainda não foi reintegrado ao elenco?

 

Como gosta de dizer o jornalista e mestre Elio Gaspari, tem banana comendo macaco...

 

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15 Mar 18h41

Fla pode pagar quinhentão mensais a Adriano. Sem risco. É ou não a prova de que cartola só faz isso porque a grana é do clube e não dele?

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contando dinheiro real Fla pode pagar quinhentão mensais a Adriano. Sem risco. É ou não a prova de que cartola só faz isso porque a grana é do clube e não dele?

Adriano ganhou entre R$ 380 mil e R$ 400 mil mensais, durante 11 meses, praticamente sem trabalhar no Corinthians.

 

 

Agora, quer encaixar R$ 500 mil no Fla, revela o confrade Cosme Rímoli.

 

 

Sabe ele que Vagner Love embolsa R$ 450 mil, Deivid Gol Perdido do Século pelo menos R$ 500 mil e R0naldinho Gaúcho, R$ 1,25 milhão.

 

 

Por isso quer quinhentão, mesmo salário que encaixava no rubro-negro no final de 2009, quando deixou o clube, após a conquista do Brasileiro daquele ano, por um convite da Roma.

 

 

Salário fixo.

 

Sem risco.

 

Dando tudo ou dando nada.

 

 

Para início de conversa, a presidente do clube, Patrícia Amorim, estaria disposta a pagar os mesmos R$ 380 mil do Coringão - o que, diante do produto do passado recente de Adriano e sem contrato de risco, já seria um delírio, obra de pura insanidade.

 

 

 

Mas como não há nada ruim que não possa ficar pior, a presidente, má fase política e com risco de não se reeleger no final do ano, pode ceder e entregar meio milhão de reais por mês a Adriano sem exigir de volta nem mesmo um contrato de risco ou por produtividade.

 

 

Se isso acontecer, será ou não a prova de que cartola só faz isso porque o dinheiro é do clube e não dele, como discutimos em um texto anterior.

 

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14 Mar 13h48

Vários clubes ainda querem Adriano. Você o teria sem contrato de risco? Cartola faz isso porque grana sai do clube e não do seu bolso

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adriano gazeta press Vários clubes ainda querem Adriano. Você o teria sem contrato de risco? Cartola faz isso porque grana sai do clube e não do seu bolsoGazeta Press

 

Oito jogos em 352 dias de contrato.

 

Atuação nos 90 minutos em uma única partida.

 

 

Dois gols.

 

Com esses números melancólicos, chega ao fim a passagem de Adriano pelo Corinthians.

 

São realmente lamentáveis o empenho absurdo e o planejamento milimétrico exibidos por esse rapaz para destruir uma carreira que tinha tudo para ser excepcional. E, na esteira, a própria vida.

 

Rompimento de contrato na Itália, anúncio de que deixaria a carreira, incontáveis faltas e atrasos, rolos em noitadas, saída precoce do Flamengo após um título, ida e abandono do Roma, passagem vergonhosa no Corinthians.

 

Será o fim?

 

Com menos de 30 anos, físico privilegiado, chute potente e arrancada poderosa, Adriano ainda teria tudo para ser um dos grandes atacantes do Brasil do e mundo.

 

Jamais voltará a ser o Imperador – e nem é isso o que os sensatos cobram dele -, mas ainda poderia dar muito ao futebol e, quem sabe, até à Seleção Brasileira.

 

Mas, por todas as burrices que teimou e ainda teima em fazer, fica difícil confiar que ele volte a ser um profissional minimamente responsável.

 

Especula-se Adriano tenha recebido entre R$ 380 mil e r$ 400 mil mensais no Corinthians.

 

Se encaixou isso integralmente nos onze meses em que ficou no Timão, pode ter levado algo em torno de R$ 4,4 milhões no período.

 

R$ 2,2 milhões por gol.

 

 

Que dirigente de clube gastaria tanto em Adriano se o dinheiro fosse seu?

 

 

O Flamengo abriu as portas para seu retorno.

 

 

O convite para que ele se recupere e depois entre no elenco rubro-negro deverá ser feito nesta quinta-feira (13), após o jogo da Libertadores conta o Olimpia, do Paraguai, no Engenhão.

 

Outros clubes querem o atacante. Até mesmo um carioca, que seria Botafogo ou Vasco, clubes que manifestaram interesse no jogador antes de sua contratação pelo Corinthians.

 

Estou certo de uma coisa: os cartolas só assumem risco como este, com quase tudo para dar errado, porque a grana é do clube e não deles.

 

 

Porque se o clube fosse, por exemplo, uma empresa de propriedade desses dirigentes, duvido que eles pagariam.

 

 

Adriano diz ter propostas de clubes brasileiros e estrangeiros.

 

 

Para receber uma nova chance, penso que ele deveria aceitar um contrato de risco total com o novo pretendente.

 

 

Risco total de verdade, com salários mais baixos no início e reajuste ou bônus no futuro, por merecimento, se for o caso.

 

 

E, sobretudo, com avaliação mensal para pagamento de acordo com o que realizou.

 

 

Trabalhou? Chegou sempre na hora? Jogou todos os jogos possíveis? Manteve-se no peso? Cumpriu os compromissos acordados?

 

Recebe o salário integral.

 

Fez exatamente o contrário disso tudo? Recebe muito pouco, quase nada, ou nada.

 

Como será difícil Adriano topar um contrato desses e sempre há algum cartola disposto a gastar o que não é dele para ter o atacante no elenco, daqui a pouco ele estará novamente recebendo salário alto e garantido.

 

Situação que, a rigor, é o maior incentivo para o Imperador faça o que fez nos últimos anos: produzir pouco, quase nada ou nada.

 

E você, faria com Adriano um contrato com salários fixos e garantidos todos os meses?

 

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9 Mar 16h34

Santista tem motivo extra para secar (ou tirar) Timão na Liberta: poder ver o Santos na tevê

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santos tv Santista tem motivo extra para secar (ou tirar) Timão na Liberta: poder ver o Santos na tevêDivulgação / Santos FC

Torcedores do Santos e do Corinthians não precisam de muita coisa para que um queira a implosão do outro em qualquer disputa de purrinha de boteco.

 

 

A rivalidade vem à flor da pele em casos como o deste 2012, quando os dois disputam a mesma edição de uma competição importante como a Copa Libertadores da América.

 

 

Os torcedores do Peixe têm, no entanto, um motivo extra, além de todos os outros gerados pela rivalidade centenária, para torcer pela eliminação do Timão na Libertadores: acompanhar pela televisão o time do coração, com Neymar e Ganso, no torneio.

 

 

Nesta fase classificatória da Libertadores, a torcida do Santos só poderá assistir pela tevê aberta a uma das seis partidas do Peixe em seu grupo: a da quinta rodada, na quarta-feira 4 de abril, às 21h50, contra o Internacional, no Beira-Rio.

 

 

Não acompanharam pela tevê a derrota para o boliviano The Strongest e nem o lindo show de Neymar na vitória contra o Inter, na quarta-feira (7).

 

 

E não verão também as partidas de ida e volta contra o peruano Juan Aurich, e a provável decisão da vaga, na quinta-feira 19 de abril, na Vila, contra o The Strongest.

 

 

E por que isso acontece?

 

 

Isso acontece porque a Globo só transmite jogos da Libertadores às 21h50 das quartas-feiras.

 

 

Quando o Corinthians joga às quartas-feiras, é o dono absoluto do horário no estado de São Paulo.

 

 

Nos outros estados do País, a emissora normalmente exibe a partida do Flamengo.

 

 

Quando o rubro-negro não joga no mesmo dia e horário, a rede passa oVasco ou o Fluminense, os outros dois cariocas na competição, o Internacional ou do próprio Santos - mas para fora de São Paulo, bem lembrado.

 

 

O problema é que, nesta fase de grupos, o único dia em que o Peixe jogará às 21h50 de uma quarta-feira sem a concorrência do Coringão (que no caso só vai atuar pela Liberta na quarta seguinte), será no dia 4 de abril, contra o Inter, no Beira-Rio.

 

 

Por isso este será a única partida do Peixe na fase de grupos transmitida ao vivo pela Globo para o estado de São Paulo, o que gerou tantos protestos dos torcedores do clube e de seu presidente, Luis Álvaro Oliveira Ribeiro, o Laor.

 

 

Nas outras cinco rodadas da fase de grupos, o Santos jogou (ou jogará) em uma quinta-feira, dia em que a tevê aberta não passa jogo da Libertadores, ou em uma quarta, mas às 19h45, horário que o canal aberto com os direitos também não programa partidas da competição.

 

 

Nas oitavas, quartas, semifinais e finais, todas elas eliminatórias, com jogos de ida e volta, a coisa poderá ficar pior para os santistas.

 

 

Será o seguinte: sempre que o Santos "bater de frente" com o Corinthians, ou seja, jogar no mesmo dia e horário do que os rival, estará fora da tevê aberta.

 

 

O drama aumenta porque o SporTV, que até ano passado exibia todos os jogos de brasileiros na Libertadores em três canais de rede fechada, perdeu este ano a autorização para transmitir a competição no País para o Fox Sports, dono dos direitos da Liberta para o continente americano, que acabou de se instalar no Brasil.

 

 

O problema é que a Fox Sports tem um único canal de transmissão, e não três ou quatro, no Brasil.

 

 

Isso significa o seguinte: além da presença garantida do Corinthians no fim de noite das quartas-feiras no Estado de São Paulo, em dias de jogos do Timão, o Peixe enfrenta também a concorrência de Flamengo, Fluminense, Vasco, Internacional e... do próprio Coringão nas trasmissões da Fox Sports.

 

 

Basta para isso que a Fox entenda ser melhor para a sua audiência passar o jogo de outro brasileiro enquanto a tevê aberta exibe o Corinthians para São Paulo.

 

 

Sem contar que, hoje, apenas 25% (uma a cada quatro) dos cerca de 13,5 milhões de pessoas com tevê de assinatura em casa possuem a Fox Sports.

 

 

Neste momento, o novo canal fechado está no ar apenas nas operadoras GVT, CTBC, Nossa Tevê, Telefônica, TVA, OiTV, RCA e NEOTV.

 

 

Isso significa pouco mais de três milhões do total de quase 14 milhões de assinantes do País.

 

 

Para se ter ideia, Claro (ex-Embratel), Net e Sky, que juntas respondem por dez milhões de assinantes, ou seja, os outros 75%, ainda não compraram da Fox Sports o direito de transmitir o canal e, consequentemente, os jogos.

 

 

Com isso, boa parte do estado de São Paulo e quase todos os assinantes do Estado do Rio de Janeiro e das regiões Norte, Sul, Centro-Oeste e Nordeste, clientes de Net, Sky e Claro, estão até agora sem os jogos da Fox Sports.

 

 

Isso inclui também quase todos os bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais do País que, até ano passado, exibiam os jogos via SporTV.

 

 

Isso cria problema também para torcedores dos times cariocas envolvidos na Liberta, principalmente Fluminense e Vasco, já que a tendência é a das transmissões abertas e fechadas priorizarem o Fla em seus dias de jogo ao menos para o Estado do Rio e o Norte-Nordeste do País.

 

 

Mesmo assim, torcedores do Flamengo sofreram nesta quinta-feira (8) para acompanhar a vitória do time sobre o Emelec, do Equador, a partir das 19h45, transmitida apenas pela Fox Sports para aqueles pouco mais de três milhões de assinantes.

 

 

Centenas de milhares de rubro-negros recorreram a sinais piratas do canal na internet.

 

 

Não por acaso, comerciantes da Baixada Santista admitiram correr risco de tomar multa e de ter problemas policiais e legais para exibir sinais da Fox Sports pirateados da internet no jogo do Santos contra o Inter, na quarta-feira (7). E ameaçam fazer isso nos próximos jogos.

 

 

Por tudo isso, os santistas devem sentir ainda mais vontade de secar os corintianos.

 

Ou então de encará-los logo e eliminá-los o mais rápido possível da Liberta, para desespero da Fiel.

 

 

Mesmo porque encarando o Timão estarão em rede aberta para o estado de São Paulo - e, portanto, diante de seus torcedores.

 

 

Mas, para isso, em plena Liberta, com o Corinthians com fome de título, há de se ter coragem e aquilo roxo.

 

 

E aí, Peixe, vocês vão encarar?

 

 

Santistas e corintianos, opinem.

 

 

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9 Mar 06h00

Fla 1 a 0 no fraco Emelec. Valeram os pontos, a liderança e as vaias a R10. Nada mais. Opine

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Fla libertadores andre portugal vipcomm Fla 1 a 0 no fraco Emelec. Valeram os pontos, a liderança e as vaias a R10. Nada mais. Opine

O moço da 10, ao menos por enquanto, não merece tanta festa, Vagner Love... - André Portugal/VipComm

 

Vitória do Flamengo por 1 a o sobre o fraquíssimo Emelec, do Equador, na noite desta quinta-feira (8), no Estádio do Engenhão, no Engenho de Dentro, zona norte do Rio, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores da América 2012.

 

 

Triunfo apertado e liderança, com quatro pontos, um à frente do Olimpia e do próprio Emelec.

 

 

Liderança do grupo 2, fraquíssimo como ao menos seis dos oito do torneio (os dois únicos com algum grau de dificuldade e dignos de respeito são o 1, que abriga Santos e e Inter, e o 4, de Fluminense e Boca Juniors).
Pois bem: valeu por isso - e por mais nada.

 

 

Minto: valeu pelos três pontos, a liderança e as vaias pesadas para o time, concentradas na figura de Ronaldinho Gaúcho, apesar de seu passe para o gol que decidiu a partida, de Vagner Love, aos 34 minutos do primeiro tempo.

 

 

O Flamengo não jogou absolutamente nada. Fosse o Emelec um time um pouquinho mais técnico e corajoso e teria voltado para casa ao menos com um empate.

 

 

Escalado com três zagueiros e dois volantes, sem qualquer criatividade, jogada ensaiada ou demonstração de apetite para vencer, o rubro-negro embolava o jogo pelo meio.

 

 

Dava a certeza de que iria complicar um jogo que parecia criado para tirar a equipe do atoleiro pouco inspirado em que se meteu este ano.

 

 

Para complicar, Léo Moura, um dos dois únicos lúcidos e produtivos do time (o outro era Vagner Love), sentiu o músculo posterior da coxa direita aos 28 minutos da primeira etapa, num pique atrás de um lançamento de R10, e foi substituído por Negueba. O pingo de inventividade que ainda existia foi para o espaço.

 

 

Por sorte, no final do primeiro tempo, Marlón de Jesus, do Emelec, acertou uma cotovelada no rosto de Welinton, talvez o pior do Fla até então, e fez os favores de ser expulso e transformar seu time em presa teoricamente ainda mais fácil para o time do Rio.

 

 

Fácil se o Flamengo estivesse numa fase técnica minimamente respeitável.

 

 

Mas longe disso.
Com exceção do gol de Love, aos três minutos da etapa final, em passe de Ronaldinho (uma das poucas coisas boas feitas pelo astro no jogo), o Flamengo parecia trabalhar com empenho para complicar uma partida ganha.

 

 

É impressionante o descompromisso que Ronaldinho aparenta ter com a história de luta do Fla em campo, a histórica exigência de dedicação por parte de seus torcedores e o esforço do clube para contratá-lo.

 

 

Uma postura imperdoavelmente desinteressada, que sugere desrespeito com torcedores que valorizam a atitude de quem veste o "manto sagrado"  antes e acima até mesmo das vitórias e conquistas de título.

 

 

Torcedor está longe de ser bobo.

 

 

Sabe que R10 jamais voltará a jogar mais o que jogou.

 

 

Mas ainda assim tem todas as condições, inclusive físicas, de jogar infinitamente mais do que o praticamente nada que joga hoje.

 

 

Basta apenas um pouco mais de dedicação, vontade profissional e respeito com o esforço milionário de um clube e de uma torcida para contar com o seu futebol.

 

 

o torcedor ficaria muito feliz se R10, enquanto supostamente tenta achar no balde o que restou de seu lindo futebol de outrora, mostrasse vontade, raça, desejo. Procurasse o jogo em vez de se esconder dele.

 

 

Se ele não consegue fazer a diferença na técnica e no aproveitamento, que ao menos se movimente para molhar a camisa e se aproximar, minimamente, de um jogador com perfil rubro-negro.

 

 

Vagner Love, bem menos habilidoso do que R10, corre muito mais, volta muito mais, ajuda os companheiros com uma postura muito mais verdadeira.

 

Atitudes que, no conjunto, fazem Love hoje parecer, embora não seja, também mais habilidoso e técnico do que Ronaldinho rabinho-de-cavalo-e-mãozinha-na-cintura Gaúcho.

 

 

Por tudo isso, o mais importante de tudo o que ocorreu neste jogo, para a torcida do Flamengo, talvez tenha sido o pacote de vaias impiedosas com que R10 foi brindado ao final do jogo.

 

 

Num texto recente, disse que Vagner Love percebeu que, se quiser ganhar títulos, terá de carregar o Fla nas costas. Alguns amigos escreveram dizendo que Love é bom atacante mais ainda lhe falta talento para carregar o Fla no ombro.

 

 

Em termos.

 

 

Para carregar a instituição Flamengo, sim.

 

 

Mas este Flamengo aí, com a bola de gude que está jogando e as manjadas retrancas-ferrolhos de Papai Joel, com 197 cabeças de área escalados por partida, de maneira nenhuma.

 

 

Tudo indica que a torcida do Flamengo, mais uma vez, ainda vai sofrer muito com esse bolo de boleiro este ano...

 

 

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8 Mar 15h07

A propósito: algum dos cinco gols de Messi foi mais bonito do que segundo de Neymar? Opine

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Você, amado amigo da blogosfera colorida, acha que algum dos cinco gols feitos por Lionel Messi nesta super-quarta (7), contra o Bayer Leverkusen, foi mais bonito do que o segundo de Neymar contra o Internacional, à noite, na Vila Belmiro, pelo Grupo 1 da Copa Libertadores da América (acima)?

 

 

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7 Mar 05h59

Golden Cross no Fla pode instaurar guerra dos planos com Flu-Unimed na bola do Rio. Opine

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camisa fla ronaldinho Golden Cross no Fla pode instaurar guerra dos planos com Flu Unimed na bola do Rio. OpineO "manto sagrado" está sem patrocínio master. Golden Cross quer brilhar ali - para encarar de frente a Unimed-Rio do rival Flu...

 

A operadora de planos de saúde Golden Cross decidiu entrar pesado na disputa, com a montadora de carros coreana Hyundai, pelo espaço publiciário master do uniforme do Flamengo.

 

 

O resultado da briga deverá sair nos próximos dias.

 

 

Quem levar deverá desembolsar algo entre R$ 36 milhões e R$ 40 milhões por ano para ter sua marca estampada no espaço mais importante do manto sagrado, como costuma ser chamado o uniforme do time pela maior torcida do País.

 

 

Se for a vencedora, a Golden pretende usar o contrato com o Flamengo para combater um acordo que reina soberano há anos no futebol do Estado do Rio: a gorda parceria de marketing entre o Fluminense e o seu patrocinador, a Unimed-Rio.

 

 

 

Presidida pelo pediatra Celso Barros, a Unimed-Rio, braço no Estado do Rio da maior cooperativa de serviços médicos do mundo, patrocina o Fluminense há muitos anos.

 

 

Em 2011, a Unimed-Rio teve mais de R$ 60 milhões de superávit, o equivalente, em cooperativas de serviço, ao lucro das empresas.

 

Barros é um tricolor apaixonado.

 

 

Tem tanto (ou mais) poder no clube em relação ao atual presidente, Peter Siemsen. Todos os anos, derrama fartos caminhõezinhos de dinheiro nas finanças do Fluzão.

 

 

Frequentemente, o chefão da Unimed-Rio desequilibra a balança a favor do torcedor para ajudar o seu Tricolor amado.

 

Foi assim semanas atrás, na recente disputa com o Flamengo pelo meia-atacante Thiago Neves.

 

 

O Fluminense - leia-se, claro, Barros - pagou sete milhões de euros (cerca de R$ 16,2 milhões) ao Al Hilal, da Arábia Saudita, pelos direitos econômicos e federativos do craque, que jogara a temporada anterior pelo rubro-negro rival.

 

Além disso, a Unimed-Rio assumiu quase todo o salário do jogador, de R$ 750 mil mensais.

 

 

Em resposta às acusações do Flamengo de ter faltado com a ética ao atravessar a negociação, Barros teria dado uma estocada nas dificuldades do rival para arrumar o dinheiro da compra como o seguinte comentário:

 

 

- Vi o menino (Thiago Neves) angustiado com a indefinição de seu futuro e raspei lá uns trocados do cofre para fazer o negócio.

 

 

Além de Thiago Neves, Barros, nos últimos anos, ajudou decisivamente o Flu a trazer Romário, Asprilla, Edmundo, Petkovic, Roger, Ramón, Felipe, Washington, Dodô, Conca, Emerson Sheik, Fred, Rafael Sóbis e os treinadores Muricy Ramalho e Abel Braga.

 

 

Aqui estão apenas os principais.

 

 

Os mais de R$ 7,5 milhões gastos mensalmente na folha de pagamento do futebol do Fluminense -  hoje a maior do Brasil, seguida de perto pela do Corinthians - são totalmente inspirados nessa "estética" mão aberta de seu misto de torcedor ilustre e "mecenas".

 

 

Pois bem: nesta terça-feira (6), Barros soube que sua chapa foi reeleita para mais um mandato de um ano no comando do Conselho Fiscal da Unimed-Rio, com 313 votos contra 168 do candidato da oposição, Cláudio Sales.

 

 

Em seus 14 anos de comando da Unimed-Rio – e, em decorrência, do Fluminense -, Celso Barros teve, pela primeira vez, uma chapa de oposição à sua frente.

 

 

Recebeu muitas críticas. As principais, relacionadas ao fato de gastar tanta grana no patrocínio ao seu clube do coração.

 

Mesmo assim, teve praticamente dois votos para cada um recebido pelo seu opositor.

 

 

Pela boa votação que Barros e seus comandados tiveram, pode-se concluir que a maioria dos médicos da Unimed-Rio acha que o pediatra adota com competência a estratégia torce-mas-faz: gasta rios de dinheiro com sua paixão, o Flu, mas apesar disso consegue manter a cooperativa encaixando uma boa grana, como os R$ 60 milhões de superávit do ano passado.

 

 

O Fluminense é, proporcionalmente, o clube de torcida mais elitizada do Estado do Rio e, talvez, do País.

 

 

Sua torcida é formada na maior parte pelos chamados formadores de opinião, gente que inspira hábitos, posturas e tendências de consumo no restante da população.

 

 

É essa navegação tranquila de Barros e da Unimed-Rio no topo da pirâmide do futebol do Estado do Rio, com mensagens de um clube nacional para todo o Brasil, que a Golden Cross pretende ao menos enfrentar numa eventual parceria com o Flamengo.

 

 

Outro objetivo da Golden é tentar estancar o crescimento de outros concorrentes, entre eles a Amil, no mercado fluminense (aqui o estado da federação, não o time, bem entendido).

 

 

Se Golden e Fla derem as mãos, a briga vai esquentar.

 

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6 Mar 17h19

A propósito: Fla atual, além de ser pior do País na Liberta, é mais fraco que o de Luxa. E isso não pode to be, Papai Joel, não pode to be…

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joel pode to be A propósito: Fla atual, além de ser pior do País na Liberta, é mais fraco que o de Luxa. E isso não pode to be, Papai Joel, não pode to be... Divulgação -  Pepsico

 

Está legal: não havia mais clima para Vanderlei continuar no Flamengo, a estrutura do time se deteriorava, jogadores não suportavam mais o técnico, diretoria e treinador não conseguiam se entender nas mínimas questões e a sabotagem comia solto de um lado para o outro.

 

 

Está legal, tudo isso é fato, eu aceito o argumento.

 

 

Mas dois pontos são verdades absolutas: esse Flamengo de Papai Joel, além de exibir atualmente o pior futebol entre os seis brasileiros que disputam a Libertadores, é bem pior do que o entregue por Luxemburgo.

 

 

E isso, Papai Joel, Patrícia Amorim e cartolas do Fla, desculpem-me, mas não pode to be.

 

 

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6 Mar 16h19

Love percebe o óbvio: se quiser ganhar, terá de levar nas costas um Fla de decadentes. Por isso, reclama com jeito. Ele está certo? Opine

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Love fla satiro sodre gazeta press Love percebe o óbvio: se quiser ganhar, terá de levar nas costas um Fla de decadentes. Por isso, reclama com jeito. Ele está certo? OpineSatiro Sodré - Agif - Gazeta Press

 

 

Vagner Love percebeu o óbvio.

 

 

E, com jeito e as palavras escolhidas, deu toque: está carregando nas costas esse futebol de enganação que é atualmente o time do Fla. E não quer afundar junto sem merecer.

 

 

 

Reportagem publicada nesta quarta-feira pelo R7 traz uma comparação reveladora: o ataque do Flamengo, segundo mais positivo do Brasileirão 2011, está em sétimo lugar no Campeonato Estadual do Rio de Janeiro.

 

 

Isso: Vagner Love, Ronaldinho Gaúcho e Deivid, que receber juntos cerca de R$ 2,5 milhões de reais, são apenas o sétimo ataque do... returno do estadual.

 

 

 

Com esse ataque cardíaco, o Flamengo fez apenas três gols no returno do campeonato.

 

 

Ao lado do Bonsucesso e do Americano de Campos.

 

 

Atrás do Botafogo (sete gols), Vasco e Fluminense (os dois últimos com quatro gols).

 

 

E também do Macaé (cinco gols), do Volta Redonda e do Boavista, de Saquarema, ambos com quatro gols.

 

 

O flamengo fez 18 gols nas 13 partidas da temporada disputadas até agora. Média – ruim – de 1,3 gol por jogo.

 

 

Love marcou quatro vezes, Ronaldinho três e Deivid apenas uma.

 

 

Preocupado em não se desgastar com o dono do pedaço R10 e restante dos brothers, mas incomodado com a possibilidade de afundar junto com a turma do corpo mole, Love escolheu bem as palavras. Mas nem por isso deixou de ser claro:

 

- Temos que correr muito desde o início. Não que o time não esteja correndo, mas temos que conseguir vencer bem. Não podemos dar bobeira. Temos que matar o adversário quando tivermos chances.
Love parece se cuidar minimamente como profissional, é ambicioso e rubro-negro apaixonado.

 

Freqüenta baladas com relativo controle, treina com empenho e, nas partidas, corre, marca e volta para ajudar a defesa.

 

 

Busca o jogo – e os gols – a todo momento.

 

 

De volta ao Rio de Janeiro, cidade que ama, bem pago, motivado e feliz, tem como principal meta pessoal entrar para a história de seu clube do coração com grandes atuações e títulos do Brasileiro, da Copa do Brasil, da Libertadores e, quem sabe, até do Mundial de Clubes.

 

 

Mas começa a perceber que, diante do desinteresse e do futebol decadente de R10, Deivid, Renato Abreu e de outros camaradas que, inacreditavelmente, ainda são titulares do time, vai ser impossível cumprir ao menos parte de sua meta.

 

E olha que não há a menor justificativa para a desmotivação desses sujeitos.

 

Eles jogam no time mais amado do País, são bem remunerados, vivem na cidade mais bonita e provavelmente mais agradável do mundo e disputam a competição de futebol mais importante do continente, a Libertadores da América.

 

Nesta quinta-feira (8), pegam o fraco Emelec, do Equador, em casa, no Engenhão, às 19h45.
Se ao menos empatar, será a tragédia.

 

 

E Love dá a impressão de estar sentido cheiro de tragédia.

 

Se ele não ficar forte na quinta-feira (8), poderá tomar o ar na próxima partida, ou no confronto seguinte pela própria Libertadores.

 

 

O fato é que Love sente cheiro e tragédia.

 

 

Ele e todos nós.

 

E por isso, Love escolheu as palavras – mas alertou.

 

 

E você, acha que ele está certo?

 

Com esse time desse jeito, o Flamengo vai a algum lugar este ano?

 

 

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2 Mar 14h40

Pressão para negociar R10 se aparecer nova proposta cresce nas internas do Fla. Opine

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r10 samba Pressão para negociar R10 se aparecer nova proposta cresce nas internas do Fla. Opine

Publicamente, nenhum cartola da diretoria do Flamengo assume.

Não querem, obviamente, prejudicar o clube dentro de campo, no Carioca e na Libertadores, e fora dele, com a desistência de futuros parceiros em projetos de marketing.

Mas, nas internas da Gávea, ganha cada vez mais força, inclusive entre dirigentes e conselheiros sempre ouvidos pela presidente Patrícia Amorim, a seguinte tese: o melhor neste momento seria aceitar a próxima proposta de um sheik árabe ou bilionário da Europa Oriental e entregar Ronaldinho Gaúcho mediante um belo pacote de grana.

Isso enquanto é tempo e antes que ele perca o mercado que ainda possui lá fora.

O raciocínio é simples: a bola nula que R10 vem jogando no Fla e na seleção está longe de justificar o investimento de mais de R$ 13 milhões anuais que o clube terá de fazer para pagar o salário do jogador.

E, ao menos por enquanto, sozinho, já que a parceira no negócio, a Traffic, abandonou o barco.

O início de ano ruim do craque, marcado pelas  péssimas partidas contra o Vasco (pior em campo) e na vitória nada convincente da seleção contra a fraca Bósnia, em que o "Ronaldinho não dá mais" foi lançado por Tostão e seguido por muitos na imprensa, reforça os argumentos dos que defendem a ideia.

A conclusão destes cartolas é a seguinte: se em campo não justifica o salário de mais de R$ 1 milhão e fora dele não atrai parceiros para cobrir ao menos parte deste gasto, então o melhor é soltá-lo diante de uma boa proposta, sem pagar multa contratual e ainda recebendo algum.

Pode ser.

E você, o que pensa?

Acha que este raciocínio está correto?

Ou R10 vai provar na Libertadores que é decisivo e faz a diferença no Flamengo?

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