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23 Jun 23h48

Gaúcho sobre Messi: “ele sempre parte com confiança no acerto”. Engraçado: você não conhece um craque que era assim e deixou de ser?

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ronaldinho gaucho foto r7 Gaúcho sobre Messi: ele sempre parte com confiança no acerto. Engraçado: você não conhece um craque que era assim e deixou de ser? Foto R7

O jornal argentino Clarín está publicando uma série de fascículos sobre Lionel Messi, o genial astro do Barcelona.

Numa página do fascículo publicado na terça-feira (21), o terceiro da série, há uma declaração em letras grandes, destacadas, de um jogador brasileiro.

Ronaldinho Gaúcho.

R10 fala algo assim sobre La Pulga:

- É craque indiscutível. Toda vez que parte com a bola, passa a todos a sensação de que está extremamente confiante de que a jogada vai dar certo.

Messi Montserrat T Diez EFE 450 Gaúcho sobre Messi: ele sempre parte com confiança no acerto. Engraçado: você não conhece um craque que era assim e deixou de ser? Montserrat T Diez - EFE

Pois é...

Engraçado...

Você, caro amigo deste canto, não conhece por acaso um super craque brasileiro, igualmente ganhador do prêmio de melhor jogador do planeta mais de uma vez, igualmente reverenciado pelo mundo inteiro, igualmente simpático e carismático, igualmente transformado em ídolo pop de milhões de jovens, adolescentes e crianças mundo afora, que, a exemplo de Messi, passava a todos sua extrema confiança de que a bola terminaria na rede adversária quando ele arrancava, só que agora... não passa mais?

Não passa mais confiança a ninguém e, muito menos, a ele próprio?

Que parece ter perdido sua criptonita?

Que parece ter se transformado de carruagem em abóbora da noite para o dia, anos atrás, de maneira inexplicável?

Pois é, eu conheço.

Ou yo conozco, como se diz na Argentina de Messi e na Espanha do Barcelona, clube que, por sinal, também serviu abrigo para as maravilhosas estripolias deste mesmo super craque brasileiro.

Um bonequinho dentuço, simpático e com rabinho de cavalo para quem acertar quem é o cara.

O melhor do Futebol você encontra aqui. No R7.

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4 Mai 06h00

Cariocão não teve craque. Teve o menos medíocre. E ele foi o goleiro Felipe. Opine

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Felipe Alexandre Loureiro Vipcomm 700 5251 300x225 Cariocão não teve craque. Teve o menos medíocre. E ele foi o goleiro Felipe. Opine

Alexandre Loureiro/VipComm

Não houve um jogador de linha craque do tecnicamente medíocre Cariocão 2011.

Alguém a respeito do qual se pudesse afirmar sem medo de errar: ele foi "o cara" do campeonato.

Não.

Houve, no máximo, alguns melhores entre a mediocridade geral.

Craque do campeonato existe quando alguém arrebenta na competição.

Quebra tudo.

Faz, visivelmente, a diferença.

Quebraram tudo, por exemplo, o corintiano Tevez no Brasileirão de 2005, o palmeirense Diego Souza e os rubro-negros Petkovic e Adriano no Brasileirão de 2009  e o tricolor Darío Conca em 2009.

Nestes casos, esses camaradas foram lá e fizeram a diferença.

A diferença entre a boa e a má campanha de seus times na competição.

A diferença nas principais vitórias.

A diferença que não deixa a gente ter dúvida na hora de colocá-lo um ou dois patamares acima até do grupo de jogadores muito bons de uma determinada jornada.

No caso de 2009, apesar do título rubro-negro, Diego Souza posicionou-se um degrau acima do Imperador e de Pet, que também foram ótimos, acima da média, e, afinal de contas, praticamente deram sozinhos o título ao rubro-negro.

Nos outros anos citados, os ótimos argentinos Tevez e Conca levaram de barbada, sem concorrentes à altura.

Em todos os casos acima, os atletas citados sobraram na turma.

E sobraram com muita folga.

Não foi o caso deste Cariocão medíocre em termos técnicos.

Em alguns momentos, Felipe, o meia do Vasco, colocou a cabeça para fora do mar de lama da mediocridade.

Em outros, foi a vez de Thiago Neves, do Flamengo, ter um destaque.

Em outros, mais fugazes, Leo Moura, Willians, Felipe Bastos, Fred e o jovem Bernardo apareceram.

Ronaldinho Gaúcho, diria Caetano Veloso, não foi proveito, foi pura fama.

Uma jogadinha aqui, uma firulilha acolá, e, no resto, só marketing.

É claro que jamais será o que foi.

Exigir tal coisa seria inocência.

Mas, ainda assim, R10 deveria ter feito ao menos uma partida que lembrasse seu passado glorioso, mas isso esteve longe de ocorrer.

Leo Moura, Thiago Neves e Willians, do Flamengo, o goleiro Jefferson e o atacante Loco Abreu, do Botafogo, Willians, Thiago Neves, Felipe e Felipe Bastos e Bernardo, do Vasco, além do tricolor Fred em alguns momentos, salvaram o campeonato da falência técnica total, vergonhosa e imperdoável.

Escaparam do limbo sem ter feito quase nada, num campeonato em que quase nada se fez.

Craque, repito, o campeonato não teve.

Teve o menos medíocre.

E esse jogador, por ter decidido três disputas de pênaltis no caminho do Fla ao título, pegando quatro pênaltis nas duas primeiras partidas (Botafogo e Fluminense) e levado três vascaínos apavorados a chutar para fora no terceiro jogo, é o goleitro rubro-negro Felipe.

Tomara que, no ano que vem, o menos pior tenha condição de ser chamado de craque, "o cara" ou, ao menos, o melhor da competição.

E você, o que pensa?

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2 Mai 15h21

Osama milagre:Fla e Timão fora dos TTs do Twitter em plena segunda de conquistas

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bin laden festa chris kleponis afp 300x225 Osama milagre:Fla e Timão fora dos TTs do Twitter em plena segunda de conquistas

                       Chris Kleponis / AFP

Segunda-feira (2), 14h54.

O rescaldo do casamento real britânico, a prova da Fórmula Indy 300 em São Paulo e, sobretudo, a morte de Osama Bin Laden produziram um milagre.

Apesar do título estadual número 32 no Estado do Rio e da classificação suada para a final do Paulistão nos pênaltis, contra o Palmeiras, Flamengo e Corinthians não aparecem sequer entre os dez primeiros Topping Trends (TTs) do Twitter nesta tarde de segunda-feira (2).

É fato raro, considerando que são Flamengo e Corinthians.

E que os dois estão a menos de 24 horas de duas conquistas importantes, o título estadual do Rio e a vaga na final contra o Santos, as duas feitas às 18h de domingo (1).

Nos TTs do Brasil, lideravam, na ordem, Osama, Bush, Jack Bauer, #obl, Paquistão, Saddam Hussein, Sadam, Wally, Iraque, DNA.

Nos de São Paulo, apenas uma referência à Indy 300, em quinto lugar.

E nos do Rio de Janeiro, também em quinto, uma gozação de flamenguistas com vascaínos, a #meuvicevoltou.

No geral do Brasil e do mundo, Osama na cabeça, claro.

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8 Abr 06h00

Fla esnoba Imperador, que viria de graça. Mas acha normal torrar R$ 34 milhões (que não tem) em Love. É a filosofia, o planejamento…

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pensador1 220x300 Fla esnoba Imperador, que viria de graça. Mas acha normal torrar R$ 34 milhões (que não tem) em Love. É a filosofia, o planejamento...

O Pensador (Le Penseur) - Auguste Rodin

O Flamengo é - efetivamente - uma maravilha.

Virou as costas para Adriano Imperador.

Um cara criado e apaixonado pelo clube.

Um cara que sempre quis não apenas jogar, mas encerrar a carreira no clube.

Um cara que rompeu com tudo e com todos para voltar ao Rio e esperar o chamado do clube.

Um cara que tem, sim, seus problemas de comportamento, mas que poderia ser perfeitamente enquadrado com algumas exigências, autoridade para punir e um contrato redigido com sabedoria, rico em cláusulas punitivas que protegessem o clube.

Um cara que viria de graça, receberia de salário menor do que o de qualquer outro do seu nível - até porque, questionado como está, não teria outra saída a não ser topar, como topou no Corinthians, um contrato de risco.

E, sobretudo, um cara que finalmente resolveria o problema de um time que, a rigor, não fez este ano sequer uma única partida que pudesse ser qualificada ao menos de muito boa.

Uma daquelas que o observador, ao final, falasse: "hoje o time convenceu e jogou bem".

wittgenstein swansea 19471 300x239 Fla esnoba Imperador, que viria de graça. Mas acha normal torrar R$ 34 milhões (que não tem) em Love. É a filosofia, o planejamento...

Ludwig Joseph Johann Wittgenstein, filófoso austríaco naturalizado britânico, um dos principais ícones da revolução linguística da filosofia do século 20.

Adriano daria um eixo e uma referência a esse amontoadão de luxo que Vanderlei tem colocado em campo.

E  que só tem ganhado das babas que encarou, mantendo a invencibilidade no ano, porque os craques e bons jogadores resolvem o problema individualmente.

Bom, mas Patrícia, Vanderelei e parte da diretoria limaram Adriano.

E agora querem queimar 15 milhões de euros, ou cerca de R$ 34 milhões, para ter Vagner Love.

Quinze milhetas de eurotas que o clube, como sabemos, não tem.

Se essa coisa for em frente, precisará encaixar um vale na Globo para pagar a bagaça.

É ou não é de dar gargalhada?

Love é ótimo? Claro que sim.

Love é rubro-negro? Claro que sim.

Love se encaixaria bem nesse esquema hoje indefinido do Flamengo? Claro que sim.

O problema é que Love custa hoje uma fortuna inviável para ser cobiçado por qualquer clube brasileiro.

Clube brasileiro que toca suas finanças de uma maneira minimamente responsável, digo.

O Flamengo ou qualquer clube brasileiro pensar em pagar R$ 34 milhões para repatriar um atacante de 27 anos é uma loucura, uma insanidade total, ainda que esse atacante seja o excelente Vagner Love.

Se houvesse coragem, disposição e competência para enfrentar e equacionar o tal "problema Adriano", o mais claro, evidente, óbvio e racional seria pegar o Adriano, ser feliz com ele nos próximos 12 ou 18 meses, ao menos, e, depois sim, encarar Love em final de contrato, numa negociação mais barata.

Isso seria o óbvio.

Melhor é deixar ir embora o cara que obviamente resolveria o problema e, depois, diante da pressão cada vez mais forte e insuportável da torcida, tentar fazer, a qualquer custo, um negócio que alivie a sensação de corda rente no pescoço.

Isto é a "filosofia" e o "planejamento" do Flamengo...

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3 Abr 03h30

Filosofia mesmo, Luxa, é a canhota salvadora do Renatão

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renato ricardo ramos vipcommm Filosofia mesmo, Luxa, é a canhota salvadora do Renatão

Vanderlei sempre vem com essa conversa de filosofia, filosofia, filosofia...

É um belo técnico, mas já não ouço mais qualquer entrevista ou pronunciamento dele.

Quando o cidadão pinta na tela, eu aperto o mudo.

Pelo fato mero de que - sempre - sei o que vou ouvir: aquela cascata de a palavra filosofia ser repetida duas vezes a cada frase.

Nove vezes a cada resposta.

Vinte e seis vezes, no mínimo, a cada entrevista coletiva.

Eu não aguento mais isso.

Aí o Flamengo joga a bolinha medíocre de sempre, como tem feito com disciplina nos últimos tempos, até que o Renato acerta um canudo de canhota.

E depois, em outra jogada do Renatão, o bonde mal definido taticamente do Mengão ganha outro presente e o camarada faz contra.

E aí, depois do jogo, o Vanderlei...

Filosofia, filosofia, filosofia...

Vanderlei, filosofia, a rigor, para você, não é Confúcio, Aristóteles ou Espinosa (não o churrasqueiro de olho azul, claro), mas  é a pele salva, mais uma vez, pelo chute de canhota do negão.

Conversa...

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30 Mar 16h00

R7: Fla piora com atacante fixo. O problema não é jogar com atacante fixo. É jogar com os fixos que o Fla tem…

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luxa mauricio val vipcomm R7: Fla piora com atacante fixo. O problema não é jogar com atacante fixo. É jogar com os fixos que o Fla tem... Mauricio Val / VipComm

Nosso R7 publica nesta quarta-feira (30) uma boa reportagem mostrando que o técnico Vanderlei Luxemburgo quebra a cara quando, supostamente querendo agradar a torcida do Fla, coloca um atacante fixo, de área, a chamada referência, contrariando o que faz desde que montou o grupo para 2011.

Diz a reportagem:

- (...) Coincidência ou não, o Flamengo começou a derrapar na temporada quando o treinador mexeu no time justamente no setor em que vinha sendo criticado. Nas três últimas rodadas do Campeonato Carioca, o Rubro-Negro empatou. Em dois desses jogos, o placar foi 0 a 0 e o time despencou na classificação do Grupo A. (...) Isso aconteceu desde que a equipe voltou a atuar com um centroavante fixo na frente.

A reportagem acrescenta:

Com isso, Ronaldinho Gaúcho, que desfalcou a equipe contra a Cabofriense, retornou à sua posição de origem, como muitos pediam, mas tem rendido menos. Antes atuando mais à frente, em posição nova na carreira, o meia vinha fazendo melhores exibições e o time ostentava 11 vitórias e apenas um empate. O astro havia marcado cinco gols.

A constatação está correta, mesmo porque os números não deixam ninguém mentir.

O que pode ser contestado são as conclusões tiradas a partir dessas estatísticas.

O texto sugere que jogar no atual esquema (esquema?) criado por Vanderlei poderia ser melhor do que, por exemplo, um 4-4-2 com um atacante de área e outro rápido, de referência.

Não é bem assim.

Pelo mero fato de que, neste caso, nem o problema nem a solução passa por este ponto.

O que faz a diferença é ter um bom atacante de referência, que faça gol – e isso o Fla, ao menos no momento, infelizmente não tem.

Deivid sempre soube fazer gols. Mas hoje está sem ímpeto e sem tempo de bola. Parece desestimulado, entregue, resignado com a fase medíocre e assustado em jogar no Flamengo.

A raça e a disposição de Wanderley são comoventes, mas apenas isso não é suficiente para torná-lo “o” atacante do Flamengo. Infelizmente, falta futebol.

Se nada for feito, o Brasileirão e a reta final da Copa do Brasil tornarão mais evidente e dramática esta carência.

Este é o problema.

Mande o Luxemburgo, que por sinal já se declarou várias vezes fã do esquema, armar um 4-4-2 tendo na tal referência o Liedson com a bola atual (a de sempre aliás, ao contrário de Deivid), o Vagner Love, o Fred do início do ano no Flu ou mesmo o Adriano Imperador para ver se a coisa não funciona?

Apesar de invicto na temporada, o Flamengo faz poucos gols.

Na baba do Campeonato Carioca, fez apenas dois por jogo de média na Taça Guanabara e 1,6 na Taça Rio.

Teve dificuldade para ganhar adversários que deveria ter atropelado.

Nos três clássicos disputados até agora, ganhou apenas do Vasco, mesmo assim no momento em que o Gigante da Cruz de Malta vivia um de seus piores momentos nos últimos anos, numa água de fazer dó, após três derrotas seguidas para pequenos nas três primeiras partidas da Taça Guanabara.

Nos outros dois clássicos, empatou com Botafogo e Fluminense merecendo perder.

Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Fluminense, Santos, Inter, Grêmio e Vasco, para citar apenas alguns, chegam neste ponto da temporada com ataques funcionando e uma cara tática minimamente definida.

A respeito do Flamengo não se pode, absolutamente, falar o mesmo, apesar de ainda não ter sido derrotado.

Com um atacante de área que ajudasse a coisa ficaria mais fácil.

O torcedor, que não é otário, sabe disso.

Por isso pragueja tanto contra Luxemburgo por não ter aceito o Imperador.

O melhor do Futebol está aqui. No R7.

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28 Mar 17h18

Adriano um: recusa burra e conservadora no Flamengo

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adriano Adriano um: recusa burra e conservadora no Flamengo

Concordo com a avaliação da maioria a respeito das burradas e inconsequências cometidas por Adriano em sua carreira.

Ele foi antiprofissional, para dizer o mínimo, em várias situações.

Das faltas sem justificativa no Fla ao ao suposto corpo mole na Roma, de onde aparentemente teria forçado saída após um curta temporada de oito partidas sem marcar um gol.

Estou com a maioria no pensamento de que Adriano não é mais criança e merece crítica e punição por seus erros.

Deveria ser punido com maior rigor em várias situações, tanto no Flamengo como nos três times italianos que defendeu.

Tudo isso é fato.

Agora, a partir deste ponto, passo a discordar do futuro a ser imposto a Adriano a avaliação da maioria dos meus colegas de jornalismo.

Na avaliação da maior parte dos jornalistas, Adriano mereceria hoje um futuro como aquele desenhado nos versos finais do sublime Hino de Duran, obra-prima de Chico Buarque.

Para esses, o futebol deveria fechar sobre Adriano o cerco, pregá-lo na cruz e depois chamar os urubus.

Administrar um cara como Adriano não é fácil. As provas disso estão fartamente disponíveis.

Mas, a partir daí, condenar um cara de 29 anos, com todo talento e vigor físico ainda presente, que se oferecia ao Flamengo como um gato caseiro arranhando portão, com a possibilidade de se pagar por tudo isso um salário pequeno em meio à falta evidente de atacantes do seu porte no mercado, para dar algum sentido à falta de esquema de Vanderlei, que parece estar perdido atualmente em relação ao esquema, parece-me, além de desperdício, um franco exagero.

É claro: é preciso colocar todas as multas, todas as ressalvas, todas as cláusulas de proteção.
Fazer contratos com janelas de rompimento unilateral de tempos curtos em tempos curtos, tudo isso.

Mas tentar. Tentar.

O cara é da casa, adora o clube, desistiu da Europa por isso. Mereceria ao menos mais uma chance.

Não tentar por que?

Apresentem um motivo nobre (mas efetivamente nobre, não essas picuinhas moralistas em que a gente se apega para acertar nossos próprios recalques com o passado) que não se tente?

Quem perderia no Flamengo em caso de um contrato feito com instrumentos suficientes para permitir que Adriano seja punido e limado ao primeiro sinal que justifique isso, podendo o clube ter a certeza de que é possível ou não aproveitar o seu talento?

Quantas besteiras piores do que essa já foram configuradas no Flamengo por exclusivo capricho dos seu dirigentes?

Não tentar para não correr o risco de ter que desfazer algo que deu errado ao som de alguns “eu não falei”?

Não me parece a saída mais inteligente.

Em 2019, 2029 e 2039, a torcida rubro-negra se lembrará do aniversário do título que o Adriano arrancou nas costas, e não presidente ou do técnico de 2011.

Ok, Adriano deu dor de cabeça, fez besteira, criou constrangimentos e tal.

Mas Adriano, se quiser, joga bola, ganha títulos e faz a alegria da torcida.

Coisas que são, ou ao menos deveriam ser, objetivos finais do futebol.

O corpo de Adriano, quando ele quer, obedece. E parece que ele queria.

O empresário Gilmar Rinaldi, em entrevista coletiva dada nesta segunda-feira (28), revelou, dando os nomes das pessoas, que, desde que Adriano deixou a Roma, oito clubes brasileiros (Cruzeiro, Atlético, Grêmio, Vasco, Botafogo, Fluminense, Palmeiras e o próprio Corinthians) conversaram com ele sobre as possibilidades de ter o atacante.

Como se percebe, ninguém é bobo.

Mesmo porque aí a gente faz o quê?

Parte do pressuposto, do imaginado anteriormente de que Adriano não terá nunca jeito e simplesmente cria uma barreira para que o cara não tenha mais na vida oportunidade em clubes à altura do seu futebol?

Não me parece a melhor saída.

Às vezes tenho a sensação (admito perfeitamente que pode ser apenas sensação) de que essa quase unanimidade em torno da genilização do Adriano carrega algo de conservador.

Penso que o melhor seria se precaver da melhor maneira possível, em termos contratuais, e tentar. Como o Corinthians vai tentar.

Não é preciso lembrar que, mesmo aprontando das suas, Adriano chegou tarde no Flamengo em 2009, pegou um time desacreditado, foi artilheiro do Brasileirão e, com Petkovic, fez a diferença e conquistou o título mais importante da equipe no último quarto de século, praticamente.

O Flamengo tem 11 milhões de euros para trazer Vagner Love?

Não.

O Flamengo tem dinheiro para contratar agora um atacante com 75% do potencial de Adriano?

Não.

O time do Flamengo está definido taticamente a ponto de poder abrir mão de um talento matador como Adriano?

Longe disso.

Os atacantes atuais do Flamengo dão sinais, ao menos neste momento, de que darão conta do recado que aparentemente seria dado pelo Imperador?

Ainda mais longe disso ainda.

Então por que assumir essa postura de soberba e dispensar o cara, que praticamente se ajoelhava por uma vaga no grupo, como se não precisasse dele?

E depois, diretores técnicos como Luxemburgo ganham salários astronômicos e políticos como Patrícia Amorim colhem frutos eleitorais para, entre outras coisas, arrumar soluções para casos como o de Adriano.

Ednilson Souza, baiano que vive em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo, representante típico da maioria rubro-negra contra a dispensa de Adriano, mandou-me um e-mail sobre o assunto.

Reproduzo aqui o trecho principal do texto de Rodrigues:

“Estimado Marini,

Neste processo todo do vem-não-vem do Adriano, você e seus colegas da imprensa bateram quase o tempo todo na tecla do Pacote Adriano. Em linhas gerais, vocês falam que quem levar o cara receberá, no pacote, muito mais ônus do que bônus. Mas, na minha modesta opinião, o verdadeiro pacote para o Flamengo é o Pacote Luxemburgo. Ele é excelente técnico, não há dúvida. Mas, para cada goiaba que entrega, cobra três goiabeiras depois. No caso do Flamengo, ajudou o time a se livrar do rebaixamento ano passado. É verdade. Foi a goibada. Agora virão as goiabeiras. A primeira já foi essa: ficamos sem o Adrianão.”

Pode fazer sentido, Ednilson, pode fazer sentido.

Em todo caso, se for para ganhar voto, prestígio político e dinheiro para trabalhar apenas na zona de conforto, exclusivamente com caras que não atrasam, não gritam, não dão trabalho mas também não fazem gol, situação atual do ataque do Flamengo, assim eu também quero.

Que empresa jornalística ou qualquer outro grupo empresarial não tem aquele rebelde que, apesar de todas as suas manias, vicissitudes e idiossincrasias, é mantido e admirado porque é fora de série e, como tal, traz resultados fora de série?

Patrícia Amorim, Luxemburgo e a diretoria do Flamengo erraram.

Erraram por não ter tentado.

E se Adriano, daqui para frente, virar fantasma nos jogos, estourando e enfiando coco no Flamengo e nos outros no Brasileirão e nas outras competições, e pesadelo no travesseiro, essa turma terá uma das mais incômodas situações pela frente.

A de purgar a culpa por uma situação que é sempre a menor, menos corajosa e inspirada: lamentar o erro de sequer ter tentado.

O melhor do Esporte está aqui, no R7.

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20 Mar 06h00

Obama desce na Gávea. E a Magnética não perdoa: “Uh, aha, o Obama é Raça Fla, ô”

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obama familia andre muzel r7 Obama desce na Gávea. E a Magnética não perdoa: Uh, aha, o Obama é Raça Fla, ô

                                                                 André Muzel / R7

Os helicópteros da comitiva presidencial americana que visita o Brasil, entre eles o Mariner One, que leva o casal Barack e Michelle Obama em deslocamentos mais curtos, desceram no gramado do Estádio do Flamengo, na sede do clube, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, por volta das 20h30 deste sábado (19).

Explica-se.

As aeronaves americanas, muito grandes, precisam de espaços planos generosos para pousar.

E o campo do estádio da sede do Flamengo, na Gávea, é um dos maiores espaços nessas condições nas próximidades do hotel em que o casal presidencial americano e sua comitiva se hospedaram, em Copacabana, na Zona Sul da Cidade Maravilhosa.

Por isso, o Estádio da Gávea foi o escolhido pelas autoridades brasileiras, e aprovado pelas americanas, para ser o ponto de embarque e de desembarque de Obama e sua família.

Mas, abusada como sempre, a torcida do Flamengo não quis saber:

Nesta virada de sábado (19) para domingo (20), na internet, nos bares, nos restaurantes e nos points cariocas, o grito de gozação dos rubro-negros era um só:

- Uh, aha, o Obama é Raça Fla, ô.

A melhor cobertura da visita de Barack Obama ao Brasil está aqui. No R7.

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8 Mar 20h33

Adriano fora da Roma. Corra, malandragem. Ainda dá para pegar uns blocões, Monobloco no sábado, Salvador, Recife, campeãs no Sambódromo…

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adriano milan1 Adriano fora da Roma. Corra, malandragem. Ainda dá para pegar uns blocões, Monobloco no sábado, Salvador, Recife, campeãs no Sambódromo...

Ih, deu pra ouvir o ronco da cuíca...

Aconteceu o que todo mundo esperava com certeza absoluta: Adriano Imperador assinou "amigavelmente" sua rescisão de contrato com a Roma.

Ele queria isso como ninguém.

Ele forçou a mão de todas as formas para que isso ocorresse.

Ele só pensa no retorno ao seu Rio de Janeiro e ao seu Flamengo.

Sua meta é o Fla.

Só não irá para o rubro-negro se o seu time de coração fechar as portas para ele. Aí, procurará outro clube.

Bom, como diria o saudoso e fantástico locutor gaúcho radicado no Rio de Janeiro Januário de Oliveira: Imperador, taí o que você queria.

E a Roma ainda quebrou o galho: resolveu a parada logo, antes do Carná acabar, não é mesmo?

Corra muito, malandragem.

Ainda dá pra pegar o rescaldo da Quarta-feira de Cinzas, os blocos da ressaca no Rio, alguns ainda da programação, o final da folia quente em Salvador e em Olinda/Recife, o desfile do Monobloco na Zona Sul no sábado (12), o Desfile das Campeãs...

Em tempo: como está claro que Adriano deverá terminar a carreira no Brasil, Patrícia Amorim e Vanderlei Luxemburgo, façam exatamente o que os que todos os seus adversários querem, administrem e dirijam para eles, ou seja, entreguem o Imperador de bandeja para um rival forte.

De preferência daqueles que possam esculachar o Flamengo - com muito gol dele - e ganhar Libertadores e Mundiais que o rubro-negro sonha há muito tempo e não leva...

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21 Fev 19h00

Devolver nem a pau Juvenal? Perguntar não ofende: o que fará a taça da bolota a partir de agora no Morumbi?

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flamengo 19871 300x227 Devolver nem a pau Juvenal? Perguntar não ofende: o que fará a taça da bolota a partir de agora no Morumbi?

Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Ailton e Zico; Renato, Bebeto e Zinho.

O Flamengo de 1987, o da foto aí acima, acaba de ser reconhecido hexacampeão brasileiro pela CBF.

Era um belíssimo time de futebol.

Para se ter ideia, dos onze titulares, apenas Ailton jamais foi convocado para a Seleção Brasileira.

Justiça pua, absoluta.

Não dá para olhar 1987 e achar que o campeão brasileiro supremo daquele ano não tenha sido o Flamengo.

Mas o São Paulo bate o pé e diz: não devolvo, não devolvo e não devolvo a taça das bolotas.

Nem a pau, Juvenal.

Pfiu.

Mas agora vai ficar feio.

Enquanto o São Paulo rasgava a própria história e atropelava a ética com o aval dos registros oficiais da CBF, ainda dava para tascar um argumento para fugir da saia justa de ter inventado mas não respeitado a Copa União de 1987.

Leia aqui.

Mas, a partir de agora, Juvenal Juvêncio e o São Paulo ficaram numa situação desagradável.

Mesmo porque, com a decisão de hoje, se havia alguma chance dela ter um significado no Morumbi, essa chance foi para o ralo.

Só falta agora o São Paulo - inventor da Copa União - começar a desqualificar a decisão da CBF de valorizar o campeonato que ele inventou.

É de rolar de rir...

Perguntar não ofende: o que fará, a partir de agora, a taça das bolotas no Morumbi.

Virará apenas uma peça de aço.

Sem alma e sem significado.

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