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27 Jan 12h40

Da série Imagem é Tudo: cinco anos depois de deixar basquete, Jordan ainda encaixa R$ 157 milhões anuais da Nike apenas em direitos. Deu para aprender, jovens estrelas bad boys?

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air jordan Da série Imagem é Tudo: cinco anos depois de deixar basquete, Jordan ainda encaixa R$ 157 milhões anuais da Nike apenas em direitos. Deu para aprender, jovens estrelas bad boys?

Leio na coluna de Renato Maurício Prado, de O Globo desta sexta-feira (27), outra prova de que, nestes tempos, para uma estrela das artes ou do esporte, saber cultivar e vender a própria imagem pública é mais lucrativo do que explorar a habilidade profissional.

 

 

O ícone do basquete Michael Jordan, o cidadão da foto acima, mesmo cinco anos após de ter pendurado seu par de tênis cano longo, recebeu em 2011 US$ 90 milhões (R$ 157 milhões) da Nike em direito de uso de seu nome e de sua imagem em calçados e outros produtos vendidos em todo o mundo pela fabricante.

 

 

 

Apenas para comparação, é o dobro dos R$ 78 milhões que o clube de maior torcida do Brasil, o Flamengo, planeja gastar em 2012 para sustentar todo o seu futebol.

 

 

Jovens bad boys: será que deu para aprender alguma coisa com essa informação?

 

 

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21 Jun 06h00

Imagem de Neymar renderia R$ 4 milhões por ano. Cuide, rapaz. Será ela, e não a sua bola, que o fará milionário

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neymar Imagem de Neymar renderia R$ 4 milhões por ano. Cuide, rapaz. Será ela, e não a sua bola, que o fará milionário

Foi-se o tempo em que craque de futebol ficava milionário com salário.

Ordenado mensal ajuda, é claro, a compor o pé de meia de boleiros fora de série.

Mas, hoje, o produto principal vendido por esses artistas da bola está muito longe de ser a habilidade para iludir adversários com dribles, deixar companheiros na cara do gol com passes milimétricos ou cutucar a bola para o fundo da rede.

Nos dias de hoje, essa turma acumula milhões entregando ao mercado, a preço de ouro, outra mercadoria: a imagem.

Em boa reportagem feita pelo competente repórter Leandro Mota para o Sistema Globo de Rádio, especialistas em marketing calcularam que o craque Neymar recebe hoje, apenas no Brasil, no mínimo R$ 4 milhões por ano com seus contratos de marketing.

A estrela do Santos seria hoje, segundo seus próprios empresários, o 17º atleta do ranking mundial de faturamento com imagem.

Atualmente, o menino moicano de ouro da Baixada tem contrato com cinco empresas.

Ele empresta sua figura de moleque driblador feliz (e seu corte de cabelo horroroso, mas com, digamos assim, atitude), para vender telefone móvel, máquina fotográfica, material esportivo, roupa e até comida congelada.

Nos próximos dias, outros dois grupos grandes e importantes deverão associar a imagem ao jovem craque.

No contrato firmado com o Santos, em agosto do ano passado, Neymar passou a receber o teto salarial pago pelo clube (R$ 150 mil mensais), com carteira assinada, e mais 70% de tudo o que sua imagem rende. Os outros 30% vão para o clube.

Premiações por títulos à parte, o garoto Neymar, mesmo recebendo 13º, irá encaixar no máximo R$ 1,95 milhão por ano em salários com o novo compromisso.

E isso é valor bruto.

Deve-se descontar daí o pesado imposto de renda para pessoas físicas no Brasil (27,5% na fonte sobre tudo o que passa de R$ 3,74 mil mensais), o INSS e todas as outras taxas e botes públicos e governamentais que o pobre trabalhador brasileiro médio conhece muito bem e todos os meses vê castigar sua mixaria.

Em compensação (se é que dá para falar em compensação para alguém que paga impostos sobre um salarito de cento e cinquentinha), dos R$ 4 milhões anuais gerados por sua imagem, Neymar fica com R$ 2,8 milhões, ou seja, os 70% do total.

E esse total, é bom repetir, por enquanto envolve apenas as ações de marketing de Neymar no Brasil.

No momento, o Santos e representantes do jogador estudam justamente a melhor forma de fazer a imagem do diamante da Baixada gerar lucros também fora do país.

Fica fácil fazer as contas.

Ainda que se considere impostos e comissões pagos pela empresa, “firma” ou pessoa jurídica que recebe essa soca em nome de Neymar, não é difícil chegar à conclusão de que sua imagem gera entre 70% e 75% de tudo o que ele fatura atualmente.

No auge de sua carreira, Ronaldo Fenômeno chegou a faturar oito euros em contratos de marketing para cada dois euros de salário, mesmo levando em conta os milionários ordenados pagos pelos clubes que o contrataram.

E Neymar está apenas no início.

Estes R$ 4 milhões poderão virar no mínimo R$ 6 milhões até 2014, ano da Copa no Brasil, ainda que ele fique por aqui até a disputa da competição.

Alguns homens de marketing acreditam que o valor atual possa dobrar até o Mundial.

Não parece ser uma estimativa exagerada, visto que o faturamento anual com marketing do português Cristiano Ronaldo, só para citar um exemplo, é equivalente a R$ 40 milhões.

Em termos: no quesito imagem, um Cristiano Ronaldo ainda vale muitos Neymares.

Dez, exatamente.

Diante do carisma do brasileiro – e sobretudo a partir do momento em que ele for para a Europa -, pouca gente acredita que essa relação permanecerá a favor do português de forma tão gritante por muito mais tempo.

Todas essas contas, números e estatísticas desnudam uma verdade contra a qual ninguém pode brigar: Neymar precisa abandonar as recaídas de marra que às vezes ainda o atingem, colocar a cabeça no lugar e cuidar bem de sua imagem.

Ele foi bem no episódio em que anunciou que será pai do filho de uma menor.

Assumiu a paternidade e valorizou o sentido de família, tão caro ao público que o admira e consome os produtos por ele anunciados.

Agiu como homem.

É melhor que continue assim.

Sem ataques de estrelismo, sem primadonnismos periféricos, sem brigas imbecis com técnicos, sem imaturidades.

Porque, como está provado e calculado aqui, rebeldia sem causa, na realidade atual do futebol, é jogar dinheiro no ralo.

E destruir o seu produto pelo qual o mercado quer pagar mais caro.

O melhor dos mundos do Futebol e das Celebridades você encontra aqui. No R7.

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24 Jul 17h58

Se o Fla lhe deve salários, Bruno tem todo direito de cobrar. E de receber. Afinal, a dívida do clube é anterior à criada por ele ao destruir sua própria imagem

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bruno 13 300x200 Se o Fla lhe deve salários, Bruno tem todo direito de cobrar. E de receber. Afinal, a dívida do clube é anterior à criada por ele ao destruir sua própria imagem

Ércio Quaresma, advogado do goleiro Bruno, suspeito de ter mandado matar Eliza Samudio, vai atrás dos dirigentes do Flamengo.

Argumenta que o clube deve ao goleiro salários atrasados e direitos de imagem que somariam R$ 1 milhão.

Quer que seu cliente receba este dinheiro.

Se a dívida realmente existir, os dois estão certíssimos em cobrá-la.

Bruno mandou matar Eliza?

Então que a lei o abrace forte o infrator com seu braços de estivador, como diria Chico Buarque, e o faça pagar por tudo o que deve.

Isso é uma coisa.

bruno 31 300x225 Se o Fla lhe deve salários, Bruno tem todo direito de cobrar. E de receber. Afinal, a dívida do clube é anterior à criada por ele ao destruir sua própria imagem

Mas o fato de dever muito à Justiça por este crime não livra o Flamengo de uma dívida criada com o goleiro muito antes dele ter corroído as cláusulas do contrato com as supostas atitudes criminosas.

Isso é outra coisa.

Aliás, é impressionante ver como o caos administrativo historicamente reinante no Flamengo (que, tomara, seja anulado por Patrícia Amorim e Zico) leva o clube a sofrer humilhações mesmo em situações em que deveria ser vítima.

O rubro-negro anuncia a suspensão do contrato de um atleta com a imagem queimada dessa forma.

E, antes de receber ou mesmo de ganhar na Justiça qualquer coisa,  leva o “carão” de ser cobrado em praça pública pelo atleta que tenta encostar na parede.

No ar, fica a suposição da necessidade de, no final, ainda ter que se fazer um acerto – que não deixará de ser humilhante – com a parte queimada.

É uma maravilha...

É o fim do mundo...

A propósito, no início achei as contas de prejuízo do Flamengo um pouco exageradas.

Pelas contas da presidente Patrícia Amorim e dos dirigentes, as perdas incluem o valor gasto pela compra dos direitos federativos do goleiro e também os salários pagos durante o tempo em que ele jogou no clube.

A princípio, algo me parece exagerado nisso.

Quanto aos direitos federativos, a versão moderna e temporária do passe, tudo bem: aí é perda, prejuízo.

As chances objetivas de o jogador gerar a recuperação deste investimento são nulas.

Agora, em relação aos salários, tenho cá minhas dúvidas.

Pensem comigo: Bruno recebeu o salário acertado entre as duas partes como remuneração mensal por trabalho, cumpriu esses meses no trabalho, ganhou títulos no seu trabalho de jogador e decidiu vários campeonatos a favor do clube nesses meses trabalhados.

Por que teria, então de devolver um dinheiro que lhe foi pago como salário pelos serviços que efetivamente prestou – em termos esportivos, com muita competência, por sinal?

Sei não.

Bruno sem dúvida deve ao Flamengo em função do fez com sua imagem pública.

Mas, na minha opinião, não os salários recebidos pelos meses em que trabalhou.

De qualquer forma, a Justiça decidirá sobre isso.

Que se façam as contas com correção.

As duas.

Para um lado e para o outro.

Feito isso, a maior menos a menor dará o seguinte resultado: Justiça.

Justiça que queremos no caso Bruno.

E em todo e qualquer outro caso.

Acompanhe a melhor cobertura da imprensa brasileira sobre o assunto no R7.

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13 Jul 19h07

Sofrimento de Bruno serve de alerta para celebridade prima-dona periférica que se acha acima do bem e do mal

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bruno 4 300x225 Sofrimento de Bruno serve de alerta para celebridade prima dona periférica que se acha acima do bem e do mal

Em sua primeira conversa com o elenco do Flamengo sobre o caso do goleiro Bruno, a presidente do clube, Patrícia Amorim, chamou atenção para um ponto importante.

Ela destacou um erro infelizmente muito comum na forma como grande parte (seria a maioria?) dos jogadores de futebol brasileiros enxerga seus próprios limites.

Talvez o melhor fosse dizer que essa turma se comporta, na prática, como se não tivesse limite algum.

Patrícia disse que os jogadores precisam agora, mais do que nunca, estar atentos à preservação da própria imagem.

E acrescentou: o caso do Bruno precisa servir de exemplo para quem ainda acha que não será punido por dar de ombros e violentar leis e códigos de conduta apenas porque é famoso, admirado ou conhecido.

A dirigente lembrou que essa arrogância é combatida e rechaçada no País com vigor cada vez maior.

E concluiu com algo mais ou menos assim: quem acha que terá regalias da Justiça e da sociedade só porque é atleta ou personalidade vai se arrebentar.

No início um ou outro policial Neném da vida alivia, mas logo em seguida a casa cai.

Exatamente como ocorre no caso Bruno.

bruno 3 300x225 Sofrimento de Bruno serve de alerta para celebridade prima dona periférica que se acha acima do bem e do mal

É um alerta precioso.

Não só para o grupo infelizmente imenso de boleiros (a maioria?) que não seguram a onda do sucesso e começam a se achar uma divindade sem as obrigações do ser humano normal.

O grito serve também para cantores, artistas, apresentadores, jornalistas, políticos, enfim, toda personalidade minimamente conhecida que, bombada pela forma mais primitiva e cretina e poder e de vaidade, está sempre disposta a romper os limites da vida civilizada e do respeito ao outro.

Essa culturazinha nefasta do olhe-com-quem-está-falando.

Isso ainda existe – e, infelizmente, muito.

Mas está acabando – e, felizmente, bem mais rápido do que essa gente gostaria que acabasse.

É mais comum encontrarmos pessoas sem preparo para lidar com a fama e o dinheiro entre os vindos de famílias carentes?

Sim, é. Estatisticamente, sim.

Agora, passar a se achar mais do que os outros por causa da fama e do dinheiro é característica exclusiva de pobres ou carentes que se tornaram celebridades?

Não, não é. Muito longe disso.

Berço bom está longe de ser necessariamente berço farto.

Pobre ou rico, tradicional ou fruto da mobilidade, culto ou meramente inteligente, ser humanos está no mundo civilizado para respeitar e ser respeitado.

bruno 11 300x200 Sofrimento de Bruno serve de alerta para celebridade prima dona periférica que se acha acima do bem e do mal

Essa história de ter “gênio difícil”, “personalidade forte”, “nervos descontrolados”, “à flor da pele” são conversinhas fiadas.

Desculpas esfarrapadas para medievalismos de seres em estágio intermediário de evolução entre a civilização e a barbárie.

Para ofender, agredir e praticar crime contra quem está ao lado e não pagar pelo que fez.

Não conheço quem tenha passado a vida sem se descontrolar uma vez que fosse.

É uma coisa horrorosa mas, dentro dos limites aceitáveis, faz parte.

E, mesmo dentro desses limites supostamente aceitáveis, é simples e elementar assim: fez, paga.

Com desculpa, retratação, pena ou qualquer outra coisa compatível com o ato praticado.

A vítima não deve pagar sozinha pelos devaneios de ninguém.

O caso Bruno ainda está em apuração.

Se for confirmada judicialmente a barbárie, mão pesada da lei no lombo do cidadão.

E, para você, famoso nervosinho, que permaneça em alto e bom som o alerta dado por Patrícia: cautela, além de ser mais fino do que impulso desconjuntado em público, costuma fazer bem para a trajetória.

O Brasil civilizado que cresce a cada dia fecha o cerco a cada minuto contra seus ataques de prima-dona periférica.

bruno 2 225x300 Sofrimento de Bruno serve de alerta para celebridade prima dona periférica que se acha acima do bem e do mal

Esportes? É no R7. Confira.

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7 Jul 06h00

Justiça decreta prisão de Bruno. Saiba como diminuir a decepção das crianças com ídolos e heróis que destroem a própria imagem

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bruno 2 carlos moraes agencia o dia 300x225 Justiça decreta prisão de Bruno. Saiba como diminuir a decepção das crianças com ídolos e heróis que destroem a própria imagem Foto: Carlos Moraes/Agência O Dia

O blog abandona por instantes o mundo maravilhoso da Copa do Mundo para tratar de um assunto impossível de ser evitado: Bruno.

O goleiro do Flamengo é acusado de envolvimento no espantoso caso do desaparecimento de Eliza Samudio, com quem teve um relacionamento e um filho, hoje com quatro meses.

No final da noite de terça-feira (6), após um longo e pouco confiável depoimento de um menor de 17 anos no Rio de Janeiro, o Ministério Público pediu prisão temporária de cinco dias para o atleta.

Horas depois, a Justiça concedeu a prisão preventiva de cinco pessoas, entre elas Bruno, sua mulher Dayanne e um amigo da família conhecido como Macarrão, que teria levado Eliza do Rio para Belo Horizonte num carro do goleiro.

Assim que a prisão foi decretada, Bruno e Macarrão foram avisados por telefone e deixaram uma das casas do goleiro.

A prisão temporária pedida pelo MP foi aceita pela Justiça porque Bruno e sua turma, segundo a polícia, estavam tentando mudar depoimento e destruir provas das pessoas convocadas para depor.

Deviam estar todos com os telefones fixos e celulares grampeados por ordem judicial.

A polícia mineira reclamou porque a fluminense anunciou a prisão com antecedência, o que facilitou a fuga de Bruno.

O advogado de Bruno, Michel Assef Filho, pedirá o habeas corpus para liberar o goleiro.

Se não conseguir, vai aconselhar seu cliente a se entregar.

Macarrão negocia, através do seu advogado, a situação para se entregar.

No depoimento do menor, cheio de detalhes exagerados e aparentemente fictícios, o menor admitiu ter dado uma coronhada na cabeça de Eliza.

Disse “saber que ela estava morta”.

Afirmou que Bruno teria dado R$ 3 mil a um traficante para sumir com o corpo da ex-amante.

Apesar de tudo parecer cada vez mais evidente, ainda é cedo para formar opinião definitiva, condenar ou inocentar Bruno.

Antes, é necessário que a Polícia confirme a morte de Eliza, que parece cada vez mais certa.

Atestada a morte por assassinato, a investigação precisa estabelecer provas de que o assassinato foi mesmo ordenado pelo goleiro.

Se a ordem ocorreu, ela partiu de Bruno?

Ou foi dada por sua mulher, algum parente ou amigo, sem que o goleiro soubesse ou aprovasse?

É possível que Bruno tenha mandado o crime? Sim e não.

É possível que o goleiro, mesmo irritado com a situação, sentindo-se vítima de um suposto “golpe da barriga” de Eliza, não tenha ordenado esse assassinato, que acabou sendo encomendado por parentes e amigos preocupados em agradá-lo e em perder espaço e mordomia proporcionados por ele?

Sim e não.

Todas essas hipóteses são possíveis.
E só as investigações poderão nos dizer, com precisão, qual delas é a verdadeira.

Por enquanto, há apenas indícios descobertos pela polícia e o depoimento de um menor que, pressionado ou não, inocenta Bruno.

Tudo o que o menor disse pode ser verdade.

Tudo o que o menor disse pode ser mentira.

Parte do que o menor disse pode ser verdade.

Por isso, até que apareçam provas convincentes, trato Bruno e todos os outros envolvidos no crime como suspeitos.

Aprendi a ter muita cautela nesses casos.

Acompanhei os donos de uma escola de São Paulo serem massacrados, humilhados e destruídos injustamente por causa de um delegado que falou demais, o que existia e o que não existia, sobre uma falsa acusação de assédio sexual de menores.

Os veículos de comunicação e nós, jornalistas, mergulhamos de cabeça, de forma absolutamente irresponsável, naquele bate-boca pavoneado como se cada detalhe daquele falatório fosse verdade absoluta.

Acabamos com a vida e a reputação daqueles professores.

E logo depois ficou provado que toda aquela acusação era um delírio supremo e irresponsável dos acusadores ecoado pelas autoridades que acompanhavam o caso.

Hoje, estamos todos aqui, firmes e fortes, vivendo do nosso trabalho e da nossa imagem, e os donos da escola lá, destruídos financeira, social e psicologicamente.

Quem vai pagar por isso? Quando? Quanto?

Por isso, mesmo que as coisas pareçam óbvias, é preciso ter cautela – e sobretudo provas - antes de acusar ou mesmo de formar opinião sobre qualquer um.

Por isso, precisamos esperar a apuração de todas as provas antes de culpar ou inocentar Bruno.

Por isso, até que a polícia a Justiça apresentem provas irrefutáveis, eu vou esperar.

Mas o motivo principal deste texto nem é especular se Bruno tem ou não culpa.

bruno 1 Justiça decreta prisão de Bruno. Saiba como diminuir a decepção das crianças com ídolos e heróis que destroem a própria imagem Foto: VipComm

Antes e até mesmo independentemente disso, interessa-me discutir um ponto interessante: a dificuldade dos pais para fazer as crianças entenderem, nessas ocasiões, que ídolos podem cometer erros graves na vida como qualquer um.

Acabo de ver relatos de pais de meninos goleiros que treinam na escolinha de base do Flamengo.

Eles têm Bruno como ídolo absoluto.

Não é para menos: a maior parte das conquistas rubro-negras dos últimos anos teve participação decisiva do goleiro.

Os mais novos não conseguem entender como aquele jovem de sucesso, forte, famoso, herói, passa de uma hora para a outra a frequentar as paginas policiais como um marginal.

Dá nó nas cabecinhas ainda livres dos dilemas fundamentais da vida.

Ouvidos por este blog, um educador e um psicólogo deram dicas importantes para enfrentar situações como esta:

* Não faça terrorismo emocional e psicológico para que o filho esqueça imediatamente todas as qualidades do ídolo que sempre o encantaram. Isso não é possível.

* Também não minta. Diga a verdade. Com as informações necessárias mas sem detalhes hiper-escandalosos que apenas chocam e não trazem qualquer contribuição.

* Aproveite a oportunidade para explicar às crianças, da forma mais simples possível, que aquele ídolo, apesar de todo o reconhecimento, é ser humano como todo mundo e que, por isso, teve seu momento de erro e passou do ponto. Como Justiça é para todos, merece ser punido.

* Explique ainda que não existe nada demais se a criança continuar a querer ser boa como o ídolo na sua qualidade artística ou esportiva, mas bem diferente nas atitudes de homem, mulher, namorado, pai, filho, irmão, cidadão, enfim. No caso dos meninos da escolinha do Flamengo, nada impede que eles continuem a querer pegar pênaltis bem como Bruno. O que não pode é querer também, a exemplo do goleiro, tratar mulher como lixo.

* Por fim, procure destacar as qualidades de cidadão dos outros ídolos da criança. Ressalte, sempre com naturalidade, que o ideal é ser correto “dentro e fora de campo”, e não apenas na atividade profissional, a exemplo do ídolo que acaba de ter a reputação abalada.

Esses cuidados e o tempo se encarregarão de fazer a criança substituir naturalmente, no tempo período adequado, o ídolo que, digamos assim, deixou de ser saudável e recomendado.

Por último, aprenda também, adulto, o quanto é importante manter o equilíbrio e dar aos menores que nos amam os melhores exemplos de atitude, justiça, carinho e conduta sempre que isso for possível.

Os pequenos nos amam.

E nos idolatram – o que é delicioso sob os pontos de vista paterno e materno mas, muitas vezes, pode ser também perigoso.

Eles até esquecem o Bruno, o Kaká e o Robinho na Copa, o atleta D, o cantor E e a atriz F.

O que quase nunca conseguem substituir é a idolatria e a imagem heroica nutridas pelos pais.

Quando eles percebem que a gente vacila na preservação da nossa imagem, eles sofrem muito.

Sou um pote volumoso e multifacetado de falhas e defeitos.

Mas aperto até as vísceras para poupar disso tudo a Isadora, minha filhota de sete anos e meu encantamento supremo na vida.

Claro, nem sempre consigo – e quero morrer sempre que percebo o vazamento de algo com potencial para interferir negativamente na imagem que ela nutre pelo papa aqui.

Vá que ela goste de mim com dez por cento da intensidade de que gosto dela.

Não tenho direito de causar tanto sofrimento a um bichinho tão indefeso.

Você também não.

Precisamos ter muito cuidado com isso.

Muito mesmo.

Bem mais do que eu e você imaginamos.

Preocupem-se de verdade com essa questão.

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1 Jul 14h34

Médicos da Seleção Brasileira teriam bobeado na contusão de Elano

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elanotv Médicos da Seleção Brasileira teriam bobeado na contusão de Elano

As chances de Elano voltar a jogar na Copa do Mundo são cada vez mais remotas.

Há, nos bastidores da CBF, quem aposte que a dupla de médicos da Seleção “comeu mosca” no caso da contusão do meia.

Marcelo Damato, do jornal Lance!, conta em sua coluna que a contusão de Elano provocou uma divisão entre o médico da Seleção, José Luiz Runco, e o fisioterapeuta Luís Rosan.

Um deles teria identificado o problema do jogador como “leve” e não realizado todos os exames que seriam necessários, incluindo alguns de imagem, nas horas seguintes à contusão.

Quando descobriram o erro – e também o edema ósseo que hoje impede Elano de entrar em campo – teria sido tarde demais.

A “bola engolida” pela dupla de médicos teria incomodado até Dunga, que chegou a desconfiar, em alguns momentos, de que Elano estivesse exagerando nas reclamações de dor.

A comissão técnica da Seleção, acrescenta o colunista, teria consultado o regulamento para tentar substituir o meia, mas não encontrou qualquer brecha para isso.

Na entrevista coletiva, o competente Runco, médico da Seleção e também do Flamengo, disse que contava com a “ajuda de Papai do Céu” para fazer com que o organismo de Elano absorva o edema ósseo antes das duas partidas finais do Mundial.

Papai do Céu, como sabemos, sempre ajuda – mas a gente tem que fazer nossa parte aqui na Terra...

E pensar que o juiz nem falta marcou no lance em que Elano se contundiu...

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6 Mai 17h07

Você sabe o que é vlog? Tem um diário em vídeo na internet? Beleza. Mas tome muito cuidado para não correr riscos

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vlog Você sabe o que é vlog? Tem um diário em vídeo na internet? Beleza. Mas tome muito cuidado para não correr riscos

O vlog é uma das mais novas e concorridas sensações da internet.

Você sabe o que é vlog?

É uma referência a videoblog, a versão em vídeo dos blogs que conhecemos.

A maior parte dos vlogs abriga diários pessoais.

O cidadão senta diante da câmera, conta detalhes de sua vida pessoal, relata como foi o dia, faz referências a amigos, familiares, estudo, namorados, namoradas...

Ou pega a câmera e sai a registrar encontros com os amigos, almoços e jantares com a galera, festas, farras, raves, shows...

E, depois, publica tudo isso na internet, nos YouTubes e afins da vida.

Você gosta de videoblog? Tem um?

Ótimo. Beleza. Saudável.

Mas é fundamental ter cuidado, muito cuidado mesmo, com as informações passadas sobre sua casa, seu quarto, o endereço e tudo aquilo que possa ajudar a identificar sua rotina e a de seus amigos.

Imagem é informação – e das boas.

Nas últimas semanas, várias reportagem trouxeram casos de vlogueiros, em sua suprema maioria mulheres adolescentes e jovens, que foram perseguidas por pessoas depois de terem identificados seus endereços e o local em que estudam a partir de imagens e comentários colocados no vlogs.

Dias atrás, Mariana, 19 anos, contou ao jornal Folha de S. Paulo, que foi infernizada durante várias semanas por um sujeito que mandava e-mails com pedidos de encontro.

Pelas imagens, o camarada conseguiu localizar a faculdade em que ela estuda.

Mariana revelou sua preocupação:

- Fiquei morrendo de medo de ele aparecer na porta.

Portanto, amados amigos da blogosfera colorida, todo cuidado é pouco.

As imagens postadas devem ter sempre cenário e fundo neutros, sem referências pessoais que permitam qualquer tipo de localização.

Comentários e conversas não devem trazer detalhes e referências que localizem o vlogueiro e seus amigos.

E nem revelar detalhes de intimidade que possam facilitar o mapeamento de suas rotinas.

Sem esses cuidados, vlogar pode ser um ato com algum risco.

E você, o que pensa sobre o assunto?

Teria coragem de ter um vlog?

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