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30/03/2012 às 02:28:50
Eita .... viu somente 6 gols de Pelé ????
Só assistir Pelé Eterno ... tem mais de 400 gols lá ...
Não faltam jogadas não . Tem um negócio chamado Youtube que tem centenas de jogadas de Pelé ...
Quanto a cabeçadas ... Pelé também não era centroavante de origem ... Os centroavanted de origem de Pelé npo Santos foram Pagão, Coutinho, Toninho Guerreiro ....
Messi em 8 anos fez 10 gols de cabeça, 6 gols de falta ....
Marcos Assunção fez isso em gols de falta só esse ano que está começando ...
E desde quando "conduzir bola" e " habilidade " é parametro ??? Denilson também tinha uma "habilidade " incrivel ....
E a palavra "habilidade" serve prá um monte de coisas, né ???
Habilidade em defender, em chutar , em fazer embaixadas, em costurar , em desenhar .... em fazer gols ....
Ronaldinho Gaucho era outro " melhor que Pelé " um tempo atras ... abafaram o caso ... -
25/03/2012 às 10:50:53
Apesar de não ser muito fã de argentinos, tenho que admitir que MESSI é melhor que PELÉ apenas por um motivo: MESSI joga mais bola que PELÉ!
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21/03/2012 às 22:08:46
Assisti ao jogo televisionado entre Brasil e Itália na copa do México, em 1970, e não vi nada de mais em Pelé. Depois disso, ele atuou por mais 7 anos e nada de jogadas espetaculares. Pode ter sido o maior artilheiro do século, mas jogador, na minha opinião, está muito aquém. Duvido que Pelé tinha a habilidade de Messi, nem conduzia a bola como ele. E os gols por sobre os goleiros. Quanta tranquilidade. Talvez faltem jogadas ou gols gravados de Pelé, até porque a televisão no Brasil teve início em 1950! Até hoje, conheço apenas os mesmos seis gols de Pelé que sempre passam na tv. Para quem fez mais de 1000! Vamos parar de saudosismo. O melhor de todos os tempos é Messi. E nem adianta falar que Pelé era bom de cabeça e Messi não, pois Messi não é centroavante de origem. E mais, apelar para gols de cabeça não dá! Pelé é mais um.
26 Jan 20h11
O medo que sobe junto ao pó dos três prédios: será que existe no centro do Rio construções capazes de ruir com o impacto das obras da Copa e dos Jogos? Que as avaliações sejam rigorosas
As causas da queda dos três prédios no centro do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (25), precisam ser apuradas e passadas à sociedade com toda clareza possível.
Não só em respeito às vítimas, aos seus familiares e às pessoas e empresas que tiveram prejuízo com a destruição deste patrimônio.
Mas, acima de tudo, pela desconfiança natural e justificável que passa a tomar conta dos brasileiros, a partir de agora, nestes anos de preparação do Rio para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, a serem realizados na cidade.
O Rio de Janeiro, como sabemos, está repleto de construções muito antigas.
Muitas delas foram erguidas antes do início do Primeiro Império, com a Proclamação da República de 7 de setembro de 1822, e até mesmo da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, em 1808.
São prédios com mais de 204 anos de existência que, de uma forma ou outra, ainda são usados profissionalmente, frequentados e até habitados por pessoas.
O Teatro Municipal do Rio, por exemplo, tem 109 anos e está apenas a alguns metros de distância dos três edifícios que desabaram. Felizmente, essa joia da arquitetura e da cultura do País aparentemente não sofreu abalo com as quedas.
É verdade que os três prédios que ruíram (um de 20, outro de dez e um sobrado de quatro andares), todos construídos no século 20, entre 1920 e 1940, não guardavam valor cultural e arquitetônico decisivo como alguns de seus vizinhos mais antigos.
De qualquer forma, o carioca começa a conviver, sobretudo no cento da cidade, com a série de bate-estacas, descargas de materiais e outros impactos trazidos pela sequência pesada de obras programadas para o Mundial e, mais ainda, as Olimpíadas.
Grande parcela dessas obras será feita em áreas muito antigos e tradicionais da cidade, como Santo Cristo, Região Portuária e Gamboa, esta última ligada de forma visceral à vida e a rotina dos africanos na cidade desde o período da escravidão.
Com a queda dos três prédios, a desconfiança torna-se inevitável: será que essas áreas, verdadeiros abrigos de relíquias históricas, onde frequentemente são descobertos materiais de rara importância arqueológica, não possuem também prédios e construções antigos, desgastados pelo tempo, que poderiam desabar e matar pessoas sob o impacto das fortes pancadas de bate-estacas e equipamentos modernos usados para as novas construções em suas vizinhanças?
Pode ser que não.
Tomara que não.
Deus queira que não.
Mas existe agora todo um ambiente, um justificado ambiente, para que essas desconfianças apareçam com força.
Por isso, a avaliação das condições dos prédios antigos do centro do Rio, sobretudo vizinhos das áreas reservadas para obras da Copa e dos Jogos, deverá ser feita com o maior rigor e transparência possíveis.
E que esses resultados sejam passados à sociedade sem qualquer máscara.
É claro que este desabamento não tem nada a ver diretamente com a possibilidade e a competência para realizar ou não o Mundial ou os Jogos.
Tentar estabelecer essa relação é forçar a barra de forma artificial.
Fosse assim, Nova York, apenas para citar um exemplo, não poderia abrigar nem campeonato de purrinha após os atentados contra as torres gêmeas em 11 de Setembro de 2001.
Bom, mas alguém haverá de argumentar: mas lá os prédios não caíram, e sim foram derrubados.
Devolvo, pois: e daí?
Os prédios em Nova York, que por sinal eu conheci bem, foram de fato derrubados, mas as falhas absurdas, toscas até, de segurança e de inteligência que permitiram uma articulação dos terroristas com aquela intensidade, em praticamente todo o país, seriam suficientes para criar ambiente e voto de desconfiança para a realização segura de qualquer evento internacional de médio ou grande porte em território americano.
Não é verdade?
Não, não é por este caminho.
Em todo caso, que as vistorias nos prédios antigos do centro do Rio sejam feitas com rigor e transparência.
Afinal de contas, o que está e estará em jogo, acima de qualquer valor, olímpico ou não, será a preservação de novas vidas.
E você, o que pensa?
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1 Jan 01h39
Gostei da logomarca da Rio 2016. E você? Opine
A logomarca dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 foi divulgada na noite de sexta-feira (31), pouco antes da belíssima queima de fogos que marcou a chegada de 2011.
É esta estampada acima.
Gostei do resultado.
Achei leve, envolvente e plasticamente bonita a imagem das três figuras humanas unidas formando o Pão de Acúcar.
Imagino que fará um bom papel para o marketing dos Jogos do Rio em todo o mundo.
E você, o que achou da logomarca?
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16 Ago 18h19
Exclusivo. Hilton Marchioro, pai e acompanhante de Alessandra Marchioro nos Jogos da Juventude. “Ela disse: era melhor ter sido oitava do que quarta”
O empresário paranaense Hilton Marchioro atendeu este blog, por telefone, às quatro da manhã de terça-feira (17).
Está em Cingapura acompanhando a filha, Alessandra Marchioro, 17 anos, uma das maiores revelações da natação brasileira, nos Jogos Olímpicos da Juventude 2010.
Cingapura fica do outro lado do planeta. É o menor país da região sudeste da Ásia.
Tem um fuso horário é de 11 horas à frente da hora oficial de Brasília.
Por isso, Marchioro atendeu o telefonema feito às 17h de segunda já na madrugada do dia seguinte, “de amanhã”, a terça-feira (17).
Na segunda-feira (16), Alessandra conquistou a quarta colocação na final dos 50 metros peito.
A nadadora largou muito bem. Liderou boa parte da prova mas perdeu a chance de ganhar uma medalha na braçada final.
Mesmo assim, é o melhor resultado brasileiro nestas Olimpíadas da Juventude até agora.
Às 19h28 da terça-feira (8h28 da manhã no horário de Brasília), ela disputará a final dos 100m livre.
Nesta entrevista, o empresário detalha a reação da filha com o quarto lugar.
E as expectativas para a final dos 100m livres, a prova mais clássica da natação.
O que a Alessandra disse para o sr. quando saiu da água?
Olhou para mim, pediu um abraço e disse: “pai, teria sido melhor a oitava colocação do que a quarta nessas circunstâncias. Dói muito”. Estava chateada, evidentemente. Não pelo resultado em si, muito honroso, sobretudo diante a nata do esporte no mundo, mas pelo que ela mostrou que poderia ter feito na prova...
Explique melhor.
Alessandra é recordista sul-americana desta prova. Aqui em Cingapura, até a semifinal, estava com o segundo melhor tempo da fase eliminatória. Na semi, caiu para quarto, mas diminuiu um pouco o ritmo para se poupar. Ela dizia ter gasolina para queimar e estava muito confiante em atingir o pódio. Sabia que poderia conquistar uma das três medalhas.
E o que aconteceu?
Na final, ela largou muito bem e liderou boa parte da prova. Aproximou-se da chegada com meio corpo de vantagem sobre a segunda colocada – muita coisa para uma prova de 50 metros. O problema é que ela errou uma braçada pouco antes de bater e perdeu parte do sincronismo. Isso, no bolo final, acabou custando o pódio. Acontece. Ela fez o tempo de 32s60, apenas 11 centésimos de segundo a menos do que a portuguesa que levou o bronze (Ana Rodrigues). Por isso que ela lamentou tanto.
Como foi o dia dela após a derrota?
Ficou triste na hora, mas não teve muito tempo para sofrer. Vinte minutos depois, estava na água para as eliminatórias da prova de revezamento. Ela também está muito concentrada para estes 100 metros livres...
Tem chances de medalha nos 100 livres?
A chance existe. Ela ficou com o quinto tempo geral na fase classificatória, mas a diferença não é grande. Nessas provas muito velozes, quando o atleta está bem e melhora seu tempo na fase eliminatória, tem chances de surpreender na final. Basta lembrar o caso do Cesar Cielo nas últimas Olimpíadas.
Alessandra tem patrocínio?
Financeiro e direto, ainda não. Recebe bolsa de estudo do colégio em que estuda, em Curitiba, e a Speedo fornece material de treino e de competição. Mas as coisas vão melhorar, estou certo disso. Os dirigentes e os veículos de comunicação estão dando apoio e visibilidade maiores.
Apresente sua família para o Brasil.
Somos quatro: eu, Mary, minha mulher, Susan, a filha mais velha, de 23 anos, e Alessandra, a caçula. Tenho uma empresa de informática em Curitiba. Mary é pedagoga, organiza cursos na área. Susan vai se formar em direito, é mais intelectual. E a Alessandra vocês estão conhecendo melhor agora...
Quais as chances de Alessandra para Londres 2012 e Brasil 2016?
Ainda há muita água para passar embaixo da ponte... Mas, com 23 anos, ela estará no auge no Brasil. Quem sabe ela não surpreende em Londres, com 19? Ela tem futuro. Mas só de estar aprendendo neste ambiente já me deixa satisfeito. É uma pilha danada. A gente, às vezes, nem dorme por causa da agitação...
É por isso que o sr. atendeu o telefone sem maiores problemas...
Pois é (risos)... O restante da família está aí no Brasil... até pensei que fosse a mãe dela... Agora vou tentar dormir.
Desculpe-me e boa noite.
Não se preocupe. Boa noite.
´
Acompanhe os Jogos Olímpicos da Juventude no R7.
4 Jul 19h07
Dunga deveria ser demitido? A CBF o dispensou rápido demais? Quem deve ser o próximo técnico? Ele deve ficar por seis anos, até os Jogos do Rio? Opine

Dunga e toda a comissão técnica da Seleção Brasileira estão demitidos.
Como explicou com clareza o confrade Cosme Rímoli, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não gostou nada de ver Dunga desembarcar no Brasil manifestando publicamente que não considerava fora de cogitação a hipótese de permanecer no cargo.
Depois de tanta briga, tensão, corda esticada, truculência e batida de frente com patrocinadores e parceiros importantes da CBF, às portas de uma Copa do Mundo e de uma Olimpíada no Brasil, só o título poderia manter Dunga no cargo.
E, mesmo com ele, o título, a permanência não era certa.
Teixeira iria esperar mais alguns dias, enquanto rolariam as negociações com a comissão técnica futura, para encerrar o ciclo Dunga, iniciado em agosto em 2006.
Mas, diante da deixa do técnico, motivado certamente por ter sentido na própria pele, no País, o apoio de boa parte dos brasileiros por ter enfrentado a Rede Globo e seus profissionais, Teixeira usou uma justificativa oficial técnica e de calendário para ejetar Dunga, o auxiliar técnico Jorginho, o médico José Luiz Runco e o fisioterapeuta Luís Rosan.
Além de não ter gostado da reação do técnico em Porto Alegre, Teixeira quis, como também destacou meu confrade Rímoli, desvincular as imagens da Seleção e de Dunga antes da chegada do presidente Lula à África do Sul para o lançamento oficial da Brasil 2014.
O Brasil joga o primeiro amistoso depois da Copa do Mundo no próximo dia 10 de agosto, contra os Estados Unidos, em Nova York.
A Fifa exige que os nomes dos jogadores convocados sejam enviados a ela, no máximo, 15 dias antes da partida.
A data limite é, então, 25 de agosto, daqui a 21 dias, portanto.
Haveria tempo para esperar mais um pouco.
E Teixeira até esperaria a poeira baixar um pouco.
Mas a desenvoltura de Dunga o incomodou.
E ele resolveu usar o motivo oficial da necessidade de montar uma nova comissão antes do próximo dia 25 para dissolver a equipe atual ainda com a Copa rolando.
Felipão, Ricardo Gomes, Mano Menezes, Leonardo e Muricy Ramalho, nesta ordem de preferência, são os cinco nomes escritos na lista que Ricardo Teixeira leva no bolso interno do paletó.
O presidente da CBF deseja um técnico que saiba lidar com jogadores jovens.
Constatou que nossa seleção, uma das mais velhas desta Copa, precisa ser renovada.
Para se ter uma ideia, a Argentina levou sete jogadores abaixo dos 23 anos para a África do Sul.
A Alemanha nove, incluindo os excelentes Özil e Thomas Müller, dois candidatíssimos ao prêmio de melhor jogador jovem do Mundial.
O Brasil, apenas um: Ramirez.
Teixeira deseja ainda, e fundamentalmente, um técnico com mais experiência para lidar com as pressões, a imprensa, os parceiros e os patrocinadores.
Quer evitar constrangimentos e saias justas como as protagonizadas por Dunga.
A ideia inicial é manter o próximo técnico não por quatro, mas por seis anos, até o final dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
É sempre bom lembrar que a medalha de ouro olímpica é o único título ainda não ganho pelo futebol brasileiro.
Agora, se a futura comissão técnica não for campeã em 2014, no Brasil, o amado amigo sabe bem... Tudo pode acontecer...
Dunga estava forte até o início do segundo tempo do jogo contra a Holanda...
Particularmente, gostaria de ver no comando Felipão ou Paulo Autuori, um técnico que não está na lista de Teixeira.
E você, amado amigo da blogosfera colorida, o que pensa?
Quatro perguntas:
Dunga deveria ser demitido?
A CBF demitiu de Dunga rápido demais?
Quem você gostaria de ver no lugar do demitido?
O novo técnico e sua comissão deverão trabalhar até o final da Copa 2014 ou da Olimpíada 2016?
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29 Out 20h00
Os Jogos Olímpicos no Rio serão seguros. O problema é outro

Os conflitos entre polícia e traficantes e o assassinato covarde de um diretor do grupo Afroreggae, em episódio marcado pelo comportamento delinquente de policiais, ressuscitaram a discussão sobre a capacidade do Rio de Janeiro de realizar uma Olimpíada segura em 2016.
Novamente, a discussão é travada a partir de um misto de alhos, bugalhos, miopia e bairrismo periférico.
Em alguns casos, há a soma de parte desses elementos. Em outros, a união de todos.
O ponto é o seguinte: realizar uma Olimpíada segura no Rio e criar uma rotina com padrões minimamente aceitáveis de segurança para os habitantes da cidade são questões com pontos em comum, mas completamente distintas.
O Rio de Janeiro vai realizar os Jogos Olímpicos de 2016 sem qualquer problema relevante de segurança.
O Rio de Janeiro, Borá (SP), Bacurituba (MA), Fortaleza (CE), Parintins (AM), São Paulo (SP), minha amada Três Rios (RJ) de nascimento ou qualquer um dos nossos mais de 5,5 mil municípios que eventualmente fosse escolhido para isso.
Por um motivo elementar: com tantos anos de preparo e vontade política de não deixar furos, os poderes públicos federal e estadual têm condições de garantir, por 60 dias, a segurança total para a tal família olímpica em qualquer ponto deste País.
E isso será feito na capital fluminense por qualquer grupo que estiver à frente desses poderes na ocasião.
Até por uma questão de sobrevivência de projeto político - seja ele qual for.
Transformar o Rio por 60 dias numa redoma de segurança provisória não será difícil.
O problema da cidade não é esse agora - e nem será em 2016.
A questão é aproveitar a oportunidade e os investimentos históricos para garantir padrões dignos de segurança aos cariocas do morro e do asfalto bem antes do Dia Zero - a véspera da chegada de todos - e imediatamente após o Dia 60 - ou seja, o minuto seguinte ao que a tal família olímpica disser bye bye, so long, farewell.
Até para que a cidade deixe de registrar - em seu cotidiano - cenas como a que voltamos a ver recentemente.
Leia mais
+ Rio pode ganhar mais unidades pacificadoras nas Olimpíadas
+ O que você sabe sobre a candidatura do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016?
+ Para indústria, Copa, Olimpíadas e pré-sal colocam Brasil em novo patamar de negócios
27 Set 10h42
O drama de Jayme Netto Jr., o técnico campeão que autorizou o doping

"Não penso em voltar para o esporte de alto rendimento, mas peço a Deus para não ser banido do esporte. Minhas filhas não merecem carregar essa marca para o resto da vida"
Na noite de 30 de setembro de 2000, este blogueiro que passa a testar sua paciência teve a sorte de acompanhar, de uma cadeira próxima à linha de chegada da pista do Estádio Olímpico, nos Jogos de Sydney (Austrália), a conquista da medalha de prata pela equipe brasileira no revezamento 4x100 metros.
Era a glória de Claudinei Quirino, Vicente Lenílson, Edson Luciano e André Domingos.
E a consagração do técnico da equipe, Jayme Netto Jr., um dedicado pesquisador e professor do Departamento de Fisioterapia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Presidente Prudente. Mestre em Educação Física, doutor em Ciências da Saúde, dono de um currículo acadêmico com mais de 200 ítens, Netto Jr. passou a ser encarado, no Brasil, como um exemplo de que teoria e prática poderiam correr juntas, em raias coladas, para o bem do esporte.
No último dia 5 de agosto, Netto Jr., para espanto geral, desabou do pódio. O bastão que carregava em sua corrida pessoal livrou-se da mão e beijou o chão. Numa blitz de testes-surpresa, cinco integrantes da delegação brasileira (Bruno Tenório de Barros, Jorge Célio da Rocha Sena, Josiane da Silva Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre) caíram na tarrafa do antidoping por uso do hormônio eritropoietina (EPO). Produzido normalmente em pequena quantidade pelos rins, o EPO, quando injetado no corpo, aumenta artificialmente a oxigenação do sangue.
O técnico assumiu ter autorizado a aplicação. Foi demitido da coordenação de uma equipe particular em que trabalhava, a Rede, afastou-se de suas duas turmas de alunos de graduação na Unesp e anunciou que não mais atuará no esporte de alto rendimento. Em sua defesa, diz ter sido induzido a utilizar a substância por um colega, o supervisor do departamento de Fisiologia da Unesp de Presidente Prudente, Pedro Balikian Jr.
- Mas isso não atenua meu erro. Era o responsável e autorizei.
Deverá pegar entre dois e quatro anos de suspensão. Há a chance de ser banido do esporte. Netto Jr. sempre foi educado e solícito no punhado de vezes em que o procurei, como jornalista, na última década. Fiquei interessado em saber como ele tem enfrentado seu drama pessoal com a poeira um pouco mais baixa, dois meses depois de ver sua imagem estilhaçada com a potência da bomba de EPO que ajudou a armar, como se sabe, ou armou, como alguns questionam.
Nesta entrevista, ele faz revelações sobre sua rotina nas últimas semanas e apresenta algumas justificativas. A voz, antes baixa mas firme, está arrastada. O raciocínio, muitas vezes, demora a engrenar. Há o peso de um cansaço crônico no ar.
Netto Jr. sabia que o objetivo era o doping? Ou foi enganado e é mais uma vítima? Concluam os nobres amigos de blogosfera.
Como passou os últimos dias?
Jayme Netto Jr. – O chão sumiu – e vou demorar um pouco a reencontrá-lo. Recuperei três dos dez quilos que perdi com essa história. Ainda choro sozinho de vez em quando. Sempre chorei sozinho, nunca perto da minha mulher e das duas filhas. Ainda há momentos em que sinto muita, muita vergonha de mim.
As últimas semanas foram pesadas...
Netto Jr. – Você não imagina como. Acordava todo dia uma, uma e meia da manhã, e não dormia mais. Ia para a sala, colocava minha cachorrinha no colo e chorava. Às vezes, entrava no carro e saía sozinho. Ficava horas remoendo tudo isso. A Maria Cristina (ex-jogadora de basquete, atual secretária de Esportes da cidade paulista de Presidente Prudente e mulher do técnico) tem sido o meu suporte.
Qual foi o pior momento?
Netto Jr.- A coisa estourou dia 5 de agosto. Logo depois, na sexta-feira anterior ao Dia dos Pais, uma de minhas filhas ficou muito mal por causa de tudo isso (o técnico é pai de Lara, 17 anos, e de Lorena, 21). Não bastasse, minha mãe foi parar no hospital, abalada por causa dos meus problemas. Decidi então passar o final de semana com meus pais em um sítio, até para me livrar um pouco dos jornalistas que me procuravam. Aí... o domingo, o Dia dos Pais correndo naquele clima todo, tudo ainda muito quente, eu ali sem minhas filhas, sabendo que uma delas não estava bem... Olhe, eu tive uma crise nervosa e emocional pesada, importante, como nunca imaginei que pudesse ter. Até a lembrança me faz mal. Foi o pior momento.
Por que você autorizou a aplicação do EPO?
Um colega da Unesp, o fisiologista Pedro Balikian Jr., disse que o EPO, em pequena quantidade, ajudaria a recuperar os atletas do estresse e não seria detectado como doping. Essa substância, em tese, traz benefícios para atletas de média e longa distâncias, e não para velocistas como os meus. Ele me garantiu que não haveria risco.
Mas você, com todo o seu preparo, não conhecia as restrições a esse hormônio? Não sabia que ele poderia causar problemas?
Netto Jr. – Sim. O que o Balikian Jr. me disse não anula meu erro. Eu era o responsável. Autorizei. Por isso, admiti o erro publicamente. Assumi as consequências e me afastei. Não tenho condições de encarar agora os colegas do mundo do atletismo. Quando autorizei o uso, estava num momento muito difícil da minha vida pessoal. Minha mãe tinha passado por cirurgias cardíacas, meu pai sofreu um infarto e meu sogro, uma pessoa muito importante na minha vida, morreu. Tudo junto. Além disso, estava com muitas demandas profissionais acumuladas.
Mas tudo isso, embora relevante, justifica?
Netto Jr.- Vão dizer que não – e talvez não justifique mesmo. Mas o fato é que me enfraqueceu. E, na intenção de ver os atletas em melhor situação, acabei permitindo. Mas repito: nada disso anula o meu equívoco.
O que você tem feito para amenizar a pressão?
Netto Jr. – Estou tomando duas medicações que me foram receitadas: uma anti-depressiva e outra para insônia. Decidi também melhorar o lado espiritual. Tenho visitado um padre amigo da família.
E os prejuízos financeiros?
Netto Jr.- Não tinha rendimento fixo como coordenador da equipe brasileira. Mas era comum receber dos atletas entre 15% a 20% do que eles ganhavam de prêmio. É uma tradição do meio. Isso, logicamente, eu vou perder. Deixo também de receber material e roupa de patrocinadores e marcas importantes. Vou fazer palestras em todo o país para uma empresa de suplementos alimentares, a Probiótica, mas não serei remunerado por isso. Em troca, eles irão pagar uma bolsa aos atletas que, em função do EPO, foram suspensos por dois anos.
Como acha que será punido no julgamento?
Netto Jr.- Algo entre dois e quatro anos de suspensão, talvez... Vou ser sincero: não penso em voltar ao esporte de alta performance, mas, mesmo assim, não queria ser totalmente banido. Minhas filhas não merecem carregar essa marca para o resto da vida.

















