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Posts com a tag "José Sarney"

15 Set 06h10

A imprensa gosta de dizer: há confusão entre o público e o privado. Tolice. A tigrada pensa assim: privado é o meu e público é o de todos que eu, conscientemente, uso como se fosse só meu

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pedro Novais agencia brasil A imprensa gosta de dizer: há confusão entre o público e o privado. Tolice. A tigrada pensa assim: privado é o meu e público é o de todos que eu, conscientemente, uso como se fosse só meuAgência Brasil

O maranhense Pedro Novais, o senhor da foto cima, 1,55 metro de altura, como se sabe no pleno vigor de seus 80 anos, é o quinto ministro a ser ejetado do cargo em nove meses e meio de governo Dilma Roussef.

 

O deputado federal Gastão Vieira, 65 anos, também do PMDB, também afilhado do presidente do Senado, José Sarney, será o novo ministro do Turismo.

 

Novais e três dos outros quatro ministros demitidos por Dilma foram evacuados de suas cadeiras por suspeita de conduta antiética ou de corrupção.

 

Com suas estripulias, obrigaram a presidente a cortar a cabeça de um a cada 51 dias de seu governo, na média.

 

Tenho pouco a acrescentar ao que já se disse a respeito do impetuoso ministro Novais, sobretudo em textos precisos como o do mestre e confrade de R7 Ricardo Kotscho.

 

A surpreender, no entanto, somente o fato de Novais, mesmo depois de tantas denúncias de irregularidades, de motel corajosamente pago com o dinheiro da Viúva, do escambau, ter conseguido ficar, sem sair de cima, no Ministério do Turismo por longos nove meses e meio.

 

Uma potência. Um fenômeno.

 

Gostaria apenas de acrescentar minha impressão sobre uma imagem muito usada na imprensa quando aparece um político brasileiro com suspeita ou comprovação de uso do bem público a seu favor - ou seja, dia sim e outro também.

 

Muitos gostam de dizer que essa gente é mestre "em confundir o bem público com o bem privado".

 

No caso de Novais, essa frase e outras variantes que significam a mesma coisa foram novamente repetidas à exaustão.

 

Desculpem-me, mas eu não concordo com essa imagem.

 

Antes, bem ao contrário.

 

Para mim, a tigrada sabe separar muito bem o que é público do que é privado.

 

A questão é que o ponto, aqui, está longe de ser o saber.

 

A questão é o querer.

 

Essa geral sabe tão bem separar o bem público do privado que até, de certa forma, redefiniu esses dois termos para consumo em seus próprios mundinhos.

 

Assim:

 

Bem privado: é tudo o que é meu, só meu e, com o passar do tempo, será ainda mais meu.

 

Bem público: é tudo o que eu sei muito bem que é de todos mas, com toda a consciência do mundo e toda a generosidade do jogo político, uso como se fosse meu, só meu, exclusivamente meu - e ai de quem questionar esse fato ou essa postura.

 

Confusão?

 

Que nada, tolinho.

 

O negócio também termina com ão, mas é outra coisa bastante diferente.

 

É falta de disposição e de intenção moral para estabelecer, na prática, a separação.

 

A melhor cobertura do panorama político brasileiro na internet você encontra aqui. No R7.

 

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5 Nov 22h13

Decisão do Supremo não se discute. Se cumpre. É isso mesmo, senadores?

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cumpra se 186x300 Decisão do Supremo não se discute. Se cumpre. É isso mesmo, senadores?

O que acontece quando aquele seu vizinho deixa de cumprir a decisão do juiz da comarca da esquina de pagar a pensão alimentícia do filho que vive com ex-mulher dele?
Parabéns, vocês acertaram todos: o juiz espera passar o prazo dado na sentença e manda a polícia tascar o inadimplente no xilindró.

Quando há descumprimento de ordem judicial, em caso de pensão ou em qualquer querela legalmente capaz de gerar prisão por desrespeito, o desfecho natural da história é esse mesmo que a gente teme sentir na pele: cadeia.

Sem choro. Tampouco sem grito.

A regra é essa. Para mim e para você.

Pois então, amado amigo da blogosfera colorida, observe com cuidado o que ocorreu nos últimos oito dias no Senado Federal.

Na quarta-feira (28), por sete votos a um, o Supremo Tribunal Federal, o STF, decidiu confirmar o afastamento do senador Expedito Júnior (PSDB-RO), cassado pela Justiça Eleitoral de Rondônia, seu estado, por compra de votos nas eleições de 2006.

No mesmo dia - e na mesma tascada -, o STF determinou que o segundo mais votado em Rondônia, Acir Gurgacz (PDT), fosse empossado na vaga do tucano afastado.

O Supremo é o mais importante tribunal do País.

É também a última instância da Justiça brasileira, aquela que toma a decisão final sobre qualquer processo que apareça por lá.

Isso significa, nobre amigo da blogosfera colorida, que não é possível a ninguém – veja bem, a ninguém - contestar, recorrer e, sobretudo, deixar de cumprir imediatamente os que foi determinado por seus magistrados.
Saiu de lá, é decisão final. Não tem apelação. Só há tempo de respirar fundo - antes de cumprir.

Diante de tudo isso, o que deveria ter feito o Senado no último dia 28?
Isso, isso mesmo: cassar imediatamente o mandato do tucano Expedito Júnior e empossar em seu lugar o pedetista Gurgacz.

E o que o Senado fez?

Bom... Não sei exatamente porque, mas desconfio (com pureza de minhalma)  que todos, rigorosamente todos os nobres amigos tenham, uma vez mais, acertado na mosca.

O Senado fez o seguinte: em uma constrangedora queda de braço com a Justiça, temperada com generosas pitadas de espírito de corpo, adiou, por oito dias, o cumprimento da decisão do STF.

O pretexto para a atitude incompreensível foi dar a Expedito Filho “todas as chances de defesa”.

Revoltado com o adiamento, o senador Cristóvão Buarque (PDT-DF), companheiro de partido do pedetista que deveria assumir, ameaçou solicitar à Justiça a prisão do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e do  presidente da Comissão de Constituição e Justiça da casa, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), aquele branquinho carequinha (careca, diz meu pai, é ponto de referência. Veja só...).
Sarney chegou a ironizar Cristóvão Buarque.

Disse que não pediria cigarros na prisão (ele não fuma), mas aceitaria carinho e atenção.

Na quarta-feira (04), Gurgacz rumou para Brasília com a família para a posse.

Preparou a festa, comprou o bolo, chamou os amigos, revisou o discurso mas... não lhe colocaram no cargo.

Depois de muita pressão, desgastes e reações de espanto da sociedade, o mandato finalmente lhe foi entregue na quinta-feira (05).
Enquanto contribuía para o adiamento do inadiável, o senador Torres chegou a dizer que a inexplicável e injustificável demora do Senado não deveria preocupar o Supremo e nem os brasileiros, porque “quatro dos sete integrantes da Comissão de Constituição e Justiça estavam decididos a afastar Expedito Filho, e isso garantia a maioria”.

Como assim, Senador? Como assim?

Vossa Excelência sabe mais do que todos nós: determinação de uma coisa chamada Supremo Tribunal Federal é para ser imediatamente cumprida.  Imediatamente cumprida. Se possível, no átimo. Na hora. E ponto.

Não é o caso de questionar a independência dos poderes.

Não é o caso de estabelecer queda de braço provinciana com a Justiça.

Não é o caso de tentar insinuar aos brasileiros que o Senado teria poder suficiente para dar de ombros à Justiça neste caso – até porque ninguém, nem mesmo o manobrista da esquina, acreditaria.

Quando uma instituição tão importante quanto o Senado desafia o Supremo de forma tão provinciana, fica no ar a insinuação de que virar as costas para a lei pode ser algo aceitável e, pior, passível de ser executada por qualquer um de nós.

O que sobrou desses oito dias constrangedores foi a triste lição, involuntária ou não, dada aos brasileiros, de como entrar pequeno numa causa natimorta e sair dela menor ainda.

Leia as notícias de Brasil do R7.

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28 Out 05h50

Receita Federal procura uma fotografia de Lina Vieira

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lina vieira 300x214 Receita Federal procura uma fotografia de Lina Vieira

Antonio Cruz/ABr

A publicação da foto acima, da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, é uma contribuição modesta deste blog para a sempre atenta equipe deste diligente órgão da administração federal.

O motivo da ajuda é singelo:  por coincidência, falta de tempo, má vontade ou, vá lá saber, qualquer outro motivo, a galeria de retratos dos ex-secretários da Receita Federal ainda não conta com a imagem de Lina.

O detalhe não escapou ao olhar implacável da repórter Josie Jerônimo, do R7 em Brasília.

Lina gerou polêmica ao dizer que se encontrou, em outubro passado, no Palácio do Planalto, com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

Na versão de Lina, no encontro, que teria sido convocado pela ministra, Dima teria pedido a ela que  “concluísse rapidamente" a investigação realizada pelo órgão nas empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Dilma, provável candidata do PT à presidência da República, nega com veemência o encontro.

De qualquer forma, a fotografia está aí. E no R7, uma galeria reúne mais fotos de Lina Vieira. Confira!

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