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30/03/2012 às 02:28:50
Eita .... viu somente 6 gols de Pelé ????
Só assistir Pelé Eterno ... tem mais de 400 gols lá ...
Não faltam jogadas não . Tem um negócio chamado Youtube que tem centenas de jogadas de Pelé ...
Quanto a cabeçadas ... Pelé também não era centroavante de origem ... Os centroavanted de origem de Pelé npo Santos foram Pagão, Coutinho, Toninho Guerreiro ....
Messi em 8 anos fez 10 gols de cabeça, 6 gols de falta ....
Marcos Assunção fez isso em gols de falta só esse ano que está começando ...
E desde quando "conduzir bola" e " habilidade " é parametro ??? Denilson também tinha uma "habilidade " incrivel ....
E a palavra "habilidade" serve prá um monte de coisas, né ???
Habilidade em defender, em chutar , em fazer embaixadas, em costurar , em desenhar .... em fazer gols ....
Ronaldinho Gaucho era outro " melhor que Pelé " um tempo atras ... abafaram o caso ... -
25/03/2012 às 10:50:53
Apesar de não ser muito fã de argentinos, tenho que admitir que MESSI é melhor que PELÉ apenas por um motivo: MESSI joga mais bola que PELÉ!
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21/03/2012 às 22:08:46
Assisti ao jogo televisionado entre Brasil e Itália na copa do México, em 1970, e não vi nada de mais em Pelé. Depois disso, ele atuou por mais 7 anos e nada de jogadas espetaculares. Pode ter sido o maior artilheiro do século, mas jogador, na minha opinião, está muito aquém. Duvido que Pelé tinha a habilidade de Messi, nem conduzia a bola como ele. E os gols por sobre os goleiros. Quanta tranquilidade. Talvez faltem jogadas ou gols gravados de Pelé, até porque a televisão no Brasil teve início em 1950! Até hoje, conheço apenas os mesmos seis gols de Pelé que sempre passam na tv. Para quem fez mais de 1000! Vamos parar de saudosismo. O melhor de todos os tempos é Messi. E nem adianta falar que Pelé era bom de cabeça e Messi não, pois Messi não é centroavante de origem. E mais, apelar para gols de cabeça não dá! Pelé é mais um.
4 Out 16h38
Truque do gandula no Morumbi é golpe baixo e provinciano que arrranha imagem de moço certinho de Rogério Ceni. Ou, se ele não tem nada com isso, queima o São Paulo mesmo…
TV Lance!
Pegou muito mal, na derrota do São Paulo para o Flamengo por 2 a1, no domingo (2), na volta de Luis Fabiano, o truque do gandula para facilitar a recuperação de Rogério Ceni sempre que o goleiro deixa sua área e vai para o outro lado do campo bater um falta.
Para quem ainda não sabe do que se trata, conto a história.
Ceni se preparava para bater uma falta.
Uma bola foi colocada bem próxima à trave esquerda rubro-negra, na linha de fundo, pelo lateral esquerdo Júnior César, para que o goleiro Felipe a colocasse rapidamente em jogo caso o chute de Ceni fosse para fora.
A ideia, claro, era surpreender o goleiro são-paulino na volta rápida para a sua meta.
Pois bem: antes que Ceni batesse a falta, um gandula foi lá, tirou a bola que estava ao lado do gol de Felipe e a guardou.
O objetivo claro era impedir que, caso a bola fosse para fora, o goleiro Felipe batesse rápido o tiro de meta, ainda durante a volta de Ceni para sua área, facilitando assim o contrataque do Flamengo.
Alertado pelo rubro-negro Júnior César - ex-jogador do São Paulo, lembre-se -, o juiz expulsou o gandula autor do feito.
O que não adiantou muito porque, pouco depois, outro gandula fez a mesma coisa em mais uma falta cobrada por Ceni.
Constrangidos, os dirigentes do São Paulo afirmaram depois que os gandulas do Morumbi são treinados para ficar com a bola com a mão.
Não parece ser verdade.
Durante todo o jogo, nas situações em que não havia falta a ser batida por Ceni, os gandulas colocaram normalmente a bola ao lado de Felipe, na mesma posição escolhida por Júnior César, como mostra essa reportagem do jornal Lance!.
O golpe do gandula é uma atitude baixa, anti-esportiva e provinciana.
Se foi Ceni quem a criou e autorizou, isso mancha um pouco a imagem de atleta sério e com fair play criada por ele em sua carreira brilhante.
Se os autores da ideia foram os dirigentes do clube e a comissão técnica, aí a imagem arranhada é a do próprio São Paulo.
O gandula poderá ser julgado.
Se for considerado culpado, deverá receber multa e ser afastado por alguns períodos.
A corda vai arrebentar na mão do gandula - do mais fraco, como sempre.
O mordomo, mais uma vez, é o culpado.
A solução para o problema é simples: basta a CBF fazer acordo com as federações estaduais para que se tenha gandula neutros, vindos de fora, em todos os jogos.
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14 Mai 06h00
Sonho de JJ para Sampa tem dois nomes, um sobrenome e grita do outro lado do muro: Luiz Felipe Scolari
Djalma Vassão/Gazeta Press
Fala-se em Cuca, Dorival Jr., Ney Franco e até em Paulo Autuori para substituir Paulo César Carpegiani no comando do São Paulo, após a eliminação da Copa do Brasil para o Avai, de Santa Catarina, na noite de quinta-feira (12).
Mas o sonho de consumo que habita o coração e a mente do presidente do clube, Juvenal Juvêncio, conta a esta coluna uma fonte próxima do cartola, tem dois nomes e um sobrenome: Luiz Felipe Scolari.
JJ ficou frustrado ao concluir que Felipão não sairia nem seria demitido do Palmeiras mesmo após a impiedosa goleada de 6 a 0 imposta pelo Coritiba, que custou a eliminação do Verdão na Copa do Brasil.
Esperava que houvesse o rompimento para que ele, JJ, pudesse fazer uma proposta a Big Phill livre de acusações e de cutucões éticos.
E também com maiores chances de conseguir acertar com o consagrado técnico um salário mensal menor do que o suposto milhão de reais que Felipão recebe mensalmente do Palmeiras.
JJ e seus assessores mais próximos estão há tempos insatisfeitos com os métodos e o trabalho de Carpegiani.
Achavam-no confuso, preso muitas vezes a exigências bobas e inócuas, inseguro e com pouco tato e manenolance para resolver questões com atletas.
Questões essas que, pequenas no início, acabavam por tomar corpo e se transformar em pepinos, abalando o grupo.
Mas não queriam demitir Carpegiani em meio a uma competição importante como a Copa do Brasil - mesmo porque não teriam como fazer Felipão aceitar a mudança em meio a uma competição que ele também disputava, só que no comando do Palmeiras.
É certo que quem mais prejudicou o São Paulo em 2011 foram exatamente JJ e seus cartolas.
Montaram mal o grupo (basta ver que Luís Fabiano, que sequer estreou, não tem reserva), deixaram de repor peças importantes que saíram, tiveram dificuldade para dar limite entre as atribuições de jogadores e dirigentes, e se desgastaram em brigas bobas com a CBF e clubes irmãos, nos casos do Clube dos 13, do aluguel do Morumbi para jogos do Paulista e no rescaldo da Taça das Bolinhas, entre outras questões.
Pareceram planejar tudo milimetricamente, nos quatro primeiros meses do ano, para prejudicar o time.
Apesar de tudo isso, JJ imaginava que Felipão poderia trazer a firmeza e a autoridade que hoje faltam na rotina do São Paulo.
E, com isso, pavimentar o caminho para a remontagem de um elenco forte.
Um sonho que ficou mais forte e acariciado com as declarações de Felipão após a eliminação do Palmeiras do Paulistão, nos pênaltis, contra o Corinthians, no dia 1º de maio.
A fala do técnico palmeirense, sobre um suposto veto, "feito por pessoas de grande influência", para impedir os outros três grandes paulistas de mandar jogos no Morumbi, foi considerada favorável ao São Paulo e muito elogiada por JJ.
Naquele dia 1º, Felipão disparou:
- O Morumbi não vai ser palco de nada, porque tem pessoas de grande influência que não vão deixar que o Morumbi seja usado, embora seja um dos melhores estádios. Pedi, indiquei, só que meia hora depois já me disseram: 'não, está proibido, está vetado'. Explicaram (os motivos da decisão), mas eu não posso e eu não tenho como dizer pra vocês.
Após a chicotada de 6 a 0 para o Coritiba, na quarta-feira (4), três dias após a eliminação do Palmeiras do Paulistão, JJ esfregou as mãos.
Achou que a hora de Felipão no rival de parede, no rival de CT do outro lado do muro, havia chegado.
Mas, ao que parece, ela não chegou.
E, como não chegou, JJ precisará se resolver entre Cuca, Dorival Jr., Ney Franco, Autuori com uma boa dose de sorte...
Mas o sonho mesmo, aquele sonho de consumo para o momento, tem dois nomes, um sobrenome e continua a berrar do outro lado do muro.
Luiz Felipe Scolari...
14 Mai 06h00
Está certo deixar SP fora da Copa das Confederações
Daia Olivier/R&
É correta a decisão da Fifa de não incluir o Estado de São Paulo entre os cinco que irão abrigar jogos da Copa das Confederações em 2013.
Isso porque o estádio do Corinthians (foto do portão do terreno acima), definido para ser a sede paulista da Copa do Mundo 2014, não ficará pronto a tempo de abrigar a CC.
Quando corações, bolsos e intenções políticas estão afinadas, tudo, sabemos, pode ser possível.
E mais possível ainda quando de um lado estão autoridades e cartolas paulistas e do outro, a Fifa e a CBF.
Fosse suave a relação entre autoridades paulistas, Fifa e CBF, o Estado de São Paulo até poderia ser incluído com um estádio que não fosse o Itaquerão.
Mas isso seria, tecnicamente e à luz do bom senso, uma contradição e um absurdo.
Explico.
Só há uma justificativa para a realização dessa insossa Copa das Confederações um ano antes de cada Mundial: a patrulha, o aperto de cinco, a faca colocada no peito do país organizador para que se mantenha prazos e padrões assumidos e assinados e toda a organização da Copa do Mundo, a começar pela contrução e a reforma dos estádios escolhidos.
A Fifa pode não admitr, mas ela, a CC, foi criada justamente para isso.
Evento teste.
A rigor, não há outra utilidade para esta competição.
A CC é apenas a garantia de que vai existir no país-sede da Copa, 12 meses antes da bola rolar, uma estrutura mínima que permita a realização da competição mesmo que se passe a pisar na bola geral na reta final dos preparativos.
A CC serve para dar uma impressão geral de como transportes, comunicação, salas de imprensa, acesso às arenas, ocupação e desocupação de estádios, aeroportos, credenciamentos, tratamento a turistas, a profissionais e outros pontos fundamentais para o bom desenvolvimento da competição funcionarão um ano depois, durante o que vale, ou seja, a Copa do Mundo.
Por isso, ela, a Copa das Confederações, sempre é realizada no país que, um ano depois, será também a sede da Copa do Mundo.
E também por isso ela é sempre disputada em estádios que, um ano depois, serão também as arenas do Mundial.
Por isso, tecnicamente, e também diante do mais elementar bom senso, não faz o menor sentido aceitar, por exemplo, o Pacaembu, o Morumbi ou mesmo a nova arena do Palmeiras, se ela estiver pronta até meados de 2013, apenas para incluir São Paulo entre as sedes da CC.
Como não faria o menor sentido incluir hoje o Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, com o Engenhão no lugar do Maracanã, o palco que está em obras e foi definido para Copa.
Ou incluir o Rio Grande do Sul na CC com o Estádio Olímpico, e não o Beira-Rio estabelecido para a disputa do Mundial.
Não faz sentido.
Essa conversa de que "o estado mais rico da federação" não pode ficar de fora da CC é conversa fiada, paulistocentrismo bobo.
Claro que pode.
Pode como pode todo estado brasileiro ficar fora de alguma coisa importante para o País um dia ou outro.
Não tenho dúvida de que, se o Itaquerão ficasse pronto ao tempo estabelecido para disputar a CC, São Paulo certamente estaria entre as cinco sedes escolhidas para a competição.
Porque todos estão curiosos para ver como irão funcionar os corredores de trânsito, acessos, metrô, comunicações, trabalho da imprensa e outros pontos-chave para um jogo internacional no que será o distante e novíssimo Itaquerão.
E, além de tudo, isso seria útil para a organização.
O teste do campo que será usado.
E não um remendo para satisfazer interesses políticos, turísticos, financeiros e emocionais de um estado da federação - neste caso, o de São Paulo.
À luz da seriedade, da técnica, do bom senso e da meritocracia, as coisas deveriam funcionar assim.
Mas, repito, se corações, bolsos e intenções políticas estivessem afinados...
Não sou tolinho a ponto de achar que tudo se resolve para o bem da técnica e não da política.
Sobretudo no ambiente arcaico e sujo do futebol.
Mas daí a querer o impróprio por pirraça e cultura do melindre, já é demais.
31 Ago 13h05
No muro do CT do São Paulo: “A Copa e nossa, freguês!” Uma passagem para Itaquera a quem acertar os autores…
Um dos muros do CT do São Paulo amanheceu nesta terça-feira (31) com a seguinte pichação:
- A Copa é nossa, freguês!
A frase foi removida logo depois.
Quem acertar o time para o qual torcem os pichadores ganha uma... passagem de metrô de ida e volta para Itaquera.
Uma dica: o “freguês” da frase é uma ironia com o fato de o São Paulo não vencer há três anos e meio de um determinado time...
11 Jul 18h12
A Espanha é campeã do mundo. Iniesta é o cara. Um resumo da Copa em 25 toques e alguns chutes com endereço certo

* Acabou a Copa do Mundo da África do Sul 2010.
* Um novo país no clube dos campeões.
* Um campeão europeu fora da Europa.
* A festa de encerramento foi bonita. Modesta à luz das feitas em olimpíadas, mas de altíssimo nível se comparada às realizadas até agora em copas do mundo.
* A África do Sul está de parabéns. Copas e Olimpíadas devem ser feitas. É direito de sociedades que amam o futebol e o esporte fazê-las. No final, as recompensas em todos os aspectos, não só nos financeiros, superam os investimentos.

* Há um novo país no clube dos vencedores. Muito bacana. E logo a Espanha, equipe que jogou mais bonito. Para quem, como eu, defende que nada na vida (e também no futebol) precisa abrir não da beleza, do encantamento, da elegância e do comportamento fino, está sendo lindo. Para técnicos, cartolas, jornalistas e outros amantes da tese salieriana de que, hoje, só a mediocridade constrói, foi uma punhalada no peito.
* Vimos também que organização, seriedade e disciplina são necessários, mas não é preciso clausura e masmorra. Até quando iremos tratar jogadores profissionais e adultos, no Brasil, como se eles fossem parte de uma malta iletrada, irresponsável, incapaz de raciocinar com bom senso, a precisar de vigia e de babá o tempo todo? Contratem ou convoquem jogadores sérios. Trabalhem nos momentos certos e relaxem nos momentos certos com os profissionais certos. Ponto.

* No futebol brasileiro costuma ser assim: a gente tenta corrigir um erro radical de um período anterior com outra atitude radical. Aí, é óbvio: a gente erra de novo.
* A corda frouxa do período Parreira foi radical. Por isso deu errado. O fechamento exagerado de Dunga e de Jorginho foi radical para o outro lado. Por isso também deu errado.
* E ainda ficou aquela imagem feia de Jorginho, tido como o maior defensor do fechamento das concentrações brasileiras para as mulheres dos jogadores, flanando com a sua mulher o tempo todo nas instalações brasileiras na África do Sul. Não dá para fazer cada coisa em sua hora e buscar o equilíbrio?
* Felizmente, o equilíbrio foi a marca dos quatro técnicos que chegaram às finais. Foi a melhor lição da Copa. O melhor ponto entre a exigência de seriedade e de trabalho e os momentos de privacidade para descanso e relaxamento com segurança e confiança.
* A serenidade e a competência do técnico uruguaio Oscar Tabárez encantaram o mundo.
* O alemão Joachim Löw, a despeito das nojentas engolidas de meleca (os paulistas preferem catota), soube colocar seus jovens comandados para trabalhar sem grosserias, sem chicote na mão ou falsas lutas do tipo a-imprensa-está-contra-nós-e-vamos-provar-isso-para-todo-mundo. Bobagem. Ninguém provou nada – e nem ganhou nada.

* Apesar da cara feia, o espanhol Vicente del Bosque está mais para um paizão à la Fiola no comando do Brasil do que para um técnico autoritário. Tem o carinho e o respeito de seus comandados. E, nas entrevistas coletivas, mostrou equilíbrio e educação enquanto seu time comemorava a vitória. E não a fúria tosca dos estraga prazeres.
* Por último, o técnico holandês Bert van Marwijk. Ele tem o equilíbrio e bom senso como as características mais elogiadas por seus comandados. O meia Sneijder destacou seu comportamento comparando-o ao de “idiotas como Dunga e Maradora” (são palavras do jogador holandês).
* Mestre Tostão lembra em sua coluna deste domingo (11) que, após a vitória sobre o Uruguai, na semifinal, os jogadores holandeses tiveram um dia de folga para passear e matar a saudade das esposas. E chegaram à final.
* Jogador de futebol não precisa ser tratado eternamente como alguém sempre disposto a passar dos limites. Ou a gente deve pensar que europeus conseguem isso porque são superiores e nós, brasileiros inferiores, jamais chegaremos a este ponto? Não. Jogadores sem responsabilidade não devem ser chamados, como em qualquer profissão. Ponto.
* Tomara que esses exemplos ajudem a melhorar o nível de gestão em nossos clubes e na Seleção Brasileira. Evolução. Progresso. Visão de século 21. Maturidade. Cartolas e técnicos preparados. Futebol é negócio sério e milionário. E não coisinha de gente conservadora e inculta com métodos e pensamentos do início do século passado.
* O futebol africano foi a grande decepção da Copa. Precisa se repensar. No geral, as seleções da África deixaram a desejar.
* A Costa do Marfim, considerada a melhor africana no início, mais bateu do que qualquer outra coisa. Ficou no meio do caminho de forma frustrante. E mesmo Gana, que foi até as quartas, mostrou um futebol bem menos inspirado do que o exibido em outros Mundiais.

* Os africanos, na maior parte dos casos, adotaram a violência do futebol “pegado”. Não é isso. Organização é uma coisa. Exagero de pancada é outra. É assumir o lixo e o descartável da onda do futebol dito de marcação.
* A boa nova foi a recuperação do futebol sul-americano como escola. Quatro entre as oito seleções finalistas. Uruguai recuperando sua auto-estima depois de seis décadas longe do grupo dos vencedores. Paraguai dando esperança e alegria ao seu povo. Isso foi bonito.
* Tivemos, enfim, uma copa que começou modorrenta, ruim tecnicamente, com poucos gols e partidas melancólicas, mas foi melhorando no decorrer das rodadas. Não está entre as melhores, mas escapou com muita dignidade de merecer ser colocada entre as mais terríveis, com a de 1990 à frente.
* Paul, o polvo, é gênio. Acertou todas. Uma dica para os alemães: a melhor maneira de prepará-lo é à Espanhola, com muita páprica, batata e azeite. Fica uma delícia.

* É isso. Esperemos, pois, 2014. Até lá. Melhor: até aqui.
16 Jun 15h48
Morumbi e Arena fora da Copa. Falta de garantia bancária. E não dá para financiar obra privada com dinheiro público a juro barato. Se for assim, minha obra privada também quer

Os estádios do Morumbi e da Arena da Baixada estão fora da Copa do Mundo do Brasil 2014.
No caso do Morumbi, não houve apresentação de garantia bancária para cobrir o gasto de R$ 630 milhões previsto no projeto que está valendo no Comitê Organizador Local da Copa do Mundo 2014, o COL.
Para que o amado amigo entenda, garantia bancária é um aval, uma fiança, uma carta, um documento assinado por um grande banco ou instituição financeira mundial afirmando que banca o que faltar das obras prometidas caos o cliente em questão, no caso o São Paulo, não tenha como pagar a dívida.
A função é a mesma de um fiador no caso de aluguel de um imóvel, aquele sujeito que assina lá se comprometendo a pagar o que o inquilino deixar de pagar durante o contrato.
Depois de muitas discussões, alterações de projetos e mudanças de prazo, São Paulo e Fifa acertaram um projeto com obras orçadas em R$ 630 milhões.
Como não conseguiu a garantia bancária para tudo isso, o clube paulista mandou um novo projeto, no último dia 12 de junho, com R$ 265.423.497,00 cobertos pelas tais garantias bancárias, ou seja, por avais de fiança de bancos.
Isso representa apenas 42% dos R$ 630 milhões considerados necessários para as necessidades discutidas e incluídas no projeto que estava valendo para o COL.
O COL considerou que o projeto válido é o de R$ 630 milhões.
Sequer levou em consideração o último enviado pelos são-paulinos, de R$ 265,5 milhões.
E tirou o Morumbi por não ter apresentado as garantias para a promessa de reforma de R$ 630 milhões.
O COL diz não haver mais tempo para esperar por essas garantias.
Na Arena da Baixada, a questão é muito parecida.
O Atlético-PR julgou inviável o custo da reforma e não encontrou parceiros particulares para realizá-la da forma como acertada com o COL.
E bancos públicos e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, se recusam a emprestar tanto dinheiro público para Atlético-PR e São Paulo, a juros reduzidos e subsidiados, para ser gasto em uma obra particular.
O BNDES e os bancos públicos estão corretos.
O Morumbi, como o amado amigo sabe, é um estádio particular.
Pertence ao São Paulo, um clube privado.
A Arena da Baixada, como o amado amigo sabe, também é um estádio particular.
Pertence ao Atlético-PR, outro clube privado.
A propriedade ou não de se realizar uma Copa no Brasil é outra discussão.
Mas não é justo o BNDES, um banco feito com o dinheiro dos impostos dos brasileiros, financiar, a juros privilegiados, benfeitorias milionárias que ficarão como propriedade de dois clubes particulares - o São Paulo e o Atlético-PR - e de seus sócios.
É possível discutir dinheiro público e a juros privilegiados até em estádios públicos como o Maracanã, o Mineirão ou o Pacaembu, por exemplo.
Mas esses, pelo menos, são equipamentos públicos.
Pertencem a prefeituras e a governos estaduais.
Ou seja: são do cidadão, e não de um grupo particular como o de sócios e dirigentes do São Paulo, do Atlético-PR, do Santos, do Flamengo, do Ceará, do Grêmio ou de qualquer outro clube.
Se for para entregar milhões de reais a juros privilegiados a clulbes ou entidades particulares, eu também quero.
Pegaria essa grana a juro baixo, colocaria na mão de um belíssimo administrador financeiro, receberia juros maiores, pagaria as prestações do BNDES ou de quem que fosse e ficaria com uma bela bolada de sobra.
Você também deveria querer, não, amago amigo da blogofera colorida?
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14 Nov 06h00
“Foi a maior besteira da minha vida”, diz invasor de campo que fez São Paulo perder mando
Minutos depois de a justiça esportiva punir o São Paulo com a perda do mando de campo em sua última partida no Brasileirão, contra o Sport, entrevistei Leonardo Deivid de Carvalho Lima, 18 anos, o responsável por toda a confusão.
Acompanhem.
Um abraço.

"Foi maior besteira da minha vida", diz invasor do Morumbi
Em entrevista exclusiva ao R7, Leonardo Lima diz que tomou atitude pelo sonho de ser jogador
A obsessão por ser um jogador de futebol profissional fez Leonardo Deivid de Carvalho Lima, 18 anos, cometer “a maior besteira” de sua vida.
Na noite de 28 de outubro último, uma quarta-feira, ele invadiu o gramado do Estádio do Morumbi no primeiro tempo da partida entre São Paulo e Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, vencida pela equipe paulista por 1 a 0.
A atitude fez o São Paulo, um dos candidatos ao título, perder, na tarde desta sexta-feira (13), o direito de jogar, em seu estádio, a última partida da competição, contra o Sport.
Nesta entrevista exclusiva ao R7, Leonardo Lima, filho mais novo de uma dona de casa e de um padeiro de Piripiri, cidade do interior do Piauí, revela porque tomou a atitude. E acrescenta: “jamais farei isso de novo”.
R7 – Você já soube no que deu a sua invasão?
Leonardo Deivid Carvalho Lima – Pois é... Foi a maior besteira, a maior m... que fiz em toda a minha vida. Nunca mais vou invadir um campo. E aconselho todo mundo a nem pensar nisso. Vou continuar na luta para realizar meu sonho de ser jogador de futebol profissional, mas nunca mais com recursos burros como esse.
R7 – A ideia saiu da sua cabeça ou você foi aconselhado por alguém?
Leonardo Lima – Decidi tudo sozinho. Não tinha ideia do tamanho do problema. Agora tenho. Estou profundamente arrependido por prejudicar o São Paulo, que está em busca do título, e a nossa torcida...
R7 – Nossa torcida?
Leonardo Lima – Isso. Muitos não irão acreditar, mas sou são-paulino. Doente. Meus ídolos são o Richarlyson e o Dagoberto. Jogo de volante, mas posso atuar também como meio campo ofensivo. Meu jeito de jogar é uma mistura do estilo do Richarlyson com o do volante argentino Guiñazu, do Internacional, um cara muito combativo. Sou também fã do holandês Johan Cruijff e da seleção que ele liderou na Copa de 1974, a Laranja Mecânica. Por isso, escolhi uma camisa laranja para invadir o campo.
R7 – Você joga bola realmente?
Leonardo Lima – Pode acreditar: sou ótimo jogador. E todos vocês ainda irão descobrir isso.
R7 – Mas, rapaz, você tirou o mando de campo do seu time do coração na última partida do campeonato, quando ele deverá disputar o título...
Leonardo Lima – Nem me lembre... Que bobagem, não? Mas olhe: eu sou um cara pobre, mas correto. Fiz uma besteira, mas sou honesto. Cheguei aqui em março deste ano para realizar meu sonho. Fui direto para uma escolinha. Tive que abandoná-la em abril porque o dinheiro acabou. Fui trabalhar em um café. Ganho R$ 650 por mês – com as gorjetas, às vezes chego a R$ 1,2 mil, um pouco mais, um pouco menos. Fiz isso porque estava desesperado para realizar meu sonho - e a idade está estourando. Queria – e quero – ser boleiro. De qualquer maneira.
R7 – Como você planejou tudo?
Leonardo Lima – Na noite daquela quarta-feira (28 de outubro), saí do trabalho e fui direto para o Estádio do Morumbi. Levei uma bolsa com calção, chuteira, meião e a tal camisa laranja. Nela, estava escrita a frase ‘eu só quero ter uma oportunidade para ser jogador de futebol’. Fui para a geral vermelha do estádio, de onde seria mais fácil correr para o campo.
R7 – E aí?
Leonardo Lima - Assim que a bola rolou, comecei a vestir a roupa. Lá pelos trinta e poucos minutos do primeiro tempo, pulei uns dois metros de altura, talvez um pouco mais, para dentro do fosso. Depois, subi cerca de um metro e meio, entrei na área do gramado na altura do meio de campo e dei um pique.
R7 – A polícia não te viu?
Leonardo Lima – Viu sim, mas entrei por um ponto em que tinha um espaço na segurança e corri como um louco. Calculei tudo. Quando eles perceberam, já tinha ido. Falei primeiro com o zagueiro Miranda. Pedi: ‘por favor, me ajude’. Depois, conversei com o Richarlyson e fui em direção ao Dagoberto. Mas aí eu desmaiei...
R7 – Desmaiou?
Leonardo Lima – Sim. Não sei o que aconteceu. Fiquei mole, apaguei geral. Foi muita emoção ver um estádio cheio de são-paulinos, meu time do coração, e o meu ídolo Dagoberto ali, do meu lado.
R7 – Você apanhou da polícia?
Leonardo Lima – Não. Fui tratado com respeito. Os policiais me levaram para a delegacia mais próxima. Lá, fizeram o boletim normalmente.
R7 – O que seus pais disseram?
Leonardo Lima – Minha mãe falou que eu sou louco e gritou no telefone para eu voltar para o Piauí. Disse que eu estou perdendo a cabeça por essa coisa de futebol. Mas não volto. Vou ficar para realizar o sonho. Meu padrasto foi um pouco mais suave, mas também me condenou.
R7 – Você tem medo de ser processado pelo São Paulo ou de sofrer algum ataque da torcida?
Leonardo Lima – Não recebi nenhuma notificação até agora. Espero que eles me perdoem e não me processem. Uma ação na Justiça tornaria minha vida ainda mais difícil. Quanto aos são-paulinos, peço a mesma compreensão. Como eles, eu amo o São Paulo.
R7 – Faria isso novamente?
Leonardo Lima – De jeito nenhum. Olhe, por favor, escreva aí: meu sonho, meu desespero com o avanço da idade, minha emoção por estar ao lado do Dagoberto, nada disso – e nem qualquer outra coisa - justifica uma invasão de campo. Aquilo lá é profissionalismo, tem muita coisa envolvida. Agora, veja só: prejudiquei meu time do coração. Estou envergonhado da minha atitude.
R7 – Quando voltará ao Morumbi?
Leonardo Lima - Bom, então... Acho que, neste campeonato, se não for neste sábado (14), não dá mais. Vou pensar se volto este ano...
30 Set 18h12
São-paulinos, santistas e palmeirenses: provoquem o rival. Quem sugere é o próprio diretor do Corinthians
A cena do vídeo exibido no jantar de aniversário de 99 anos do Corinthians, de um gavião driblando um bambi todo soltinho, continua a gerar polêmica.
Marco Aurélio Cunha, vereador em São Paulo pelo DEM e superintendente de futebol do clube do Morumbi, não achou a menor graça em ver o bichano com as mãos nas cadeiras e, depois, numa corrida serelepe com os pulsos leves e os braços soltos ao ar:
- É uma grande bobagem, um absurdo, uma coisa apelativa. A mim não incomoda. O São Paulo é uma instituição muito forte para se perturbar com isso. Vejo um chororô danado do outro lado quando tem alguma brincadeira. Depois não reclamem. E nem digam que o São Paulo é quem começa
O diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosemberg, procurou minimizar o caso:
- Não vejo nada demais. É uma brincadeira sadia. Dia desses coloquei um anúncio nos jornais provocando o Palmeiras. Com a cidade toda em preto e branco, perguntávamos: ‘Para quê mais verde?” Na final do Paulista, embrulhamos um peixe, símbolo do Santos, em papel jornal. Este vídeo (do bambi) não é novo. Está na internet há muito tempo. Com humor e sem violência, nossos rivais deveriam nos provocar também. Assim é saudável. Estou esperando ansiosamente que eles nos provoquem com bom humor.
Se o próprio Rosemberg “espera ansiosamente” a resposta saudável dos rivais, como você, são-paulino, santista ou palmeirense, provocaria o rival do Parque São Jorge?
E você, corintiano, tem alguma ideia sadia, como diz Rosemberg, para espetar mais uma vez os três adversários?
Descreva sua proposta nos comentários. Com equilíbrio, claro.















