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11/02/2012 às 09:30:22
Adriano volta para o mengão,la é seu verdadeiro lugar...
estamos te esperando de braços abertos no maior do mundo... -
10/02/2012 às 08:00:09
O CORINTHIANS ADORA APARECER EM MIDIA, IBOPE VER SEU NOME EM MANCHETE, SOLTE O CARA PRAS FARRAS, QUE NÃO VAI FALTAR MANCHETE,
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10/02/2012 às 07:56:59
ESPERO QUE ACONTEÇA PARA DIVULGAR NOSSO NORDESTE QUE E LINDO E GOSTOSO DE SE VER.
2 Mai 16h46
Felipão merece ser punido se não provar acusações. Quem ainda aguenta esse chororô?
Felipão está na galeria dos técnicos mais importantes da história do futebol brasileiro.
É profissional indiscutivelmente vencedor.
E homem correto, de palavra, sincero.
Mas, de tanto reclamar e arrumar discussão sem motivo, tornou-se um dos caras mais chatos do futebol brasileiro.
Daqueles sem alça e sem rodinha, como a foto.
Se não provar o que disse em sua entrevista depois do Palmeiras e Corinthians deste domingo (1), sobretudo a acusação de que o árbitro da partida entrou "premeditado" a prejudicar o Palmeiras, merece uma punição dos tribunais esportivos.
E até mesmo morrer num dinheirinho por ter atacado a moral de um profissional sem provas.
Primeiro, passou toda a semana anterior ao Palmeiras e Corinthians batendo boca com o técnico adversário, o chato suave Tite.
Olha, era Palmeiras e Corinthians.
Palmeiras e Corinthians.
E os dois lá, querendo mais atenção do que os jogadores.
Quando isso de treineiro querer aparecer mais do que boleiro rola num Verdão e Timão decisivo, é porque alguma coisa está muito errada.
Torcedor vai a campo para ver craque e time, e não treinador.
Muito menos treinador que não consegue fechar a matraca .
Se eu e você, amado amigo da blogosfera colorida, estivéssemos lá, um treinando de um lado e outro do outro, o Pacaembu iria lotar do mesmo jeito.
Bom, aí, encerrado o jogo, Felipão, que faz um belo trabalho no Verdão e, diga-se, merecia ganhar o jogo, passou dos limites.
Foi lamentável.
Disse que o excelente Paulo César de Oliveira foi "premeditado" para prejudicar o Palmeiras.
Besteira um.
E um árbitro do quilate de Oliveira vai entrar para prejudicar o Verdão ou qualquer outro time? Bobagem pura de perdedor.
Felipão falou em dossiê sobre erros do técnico.
Ora, quem não tem um dossiê sobre erros de qualquer técnico contra qualquer time?
É só querer fazer e terá farto material.
De qualquer um.
Para qualquer time.
Pelo fato mero de que eles erram porque são ruins.
Ou porque, diante da complexidade do lance e da rapidez exigida para a resposta, de segundo, a chance de errar, mesmo para um bom profissional, é grande e, quase sempre, se tranforma em realidade.
Felipão nunca ganhou jogo com erro de árbitro?
Por favor...
Isso se Paulo César tivesse errado.
Porque detalhe: ele não errou contra o Palmeiras.
Não errou.
Expulsou Danilo porque o carrinho que deu foi criminoso (a entrada de Liédson não merecia expulsão).
E em seguida expulsou o próprio Felipão porque o técnico fez sinal, com a mão, de que o juiz era ladrão e estava roubando.
Quer o quê, Big Phill?
Poder chamar profissional por aí de ladrão, a torto e a direito, para o Brasil inteiro ver, ao vivo pela tevê, e querer que a coisa fique por isso mesmo?
Bom, e a conversa de que não se joga no Morumbi porque "gente muito grande" não quer ou pretende enterrar o estádio do São Paulo é outra besteira.
Por outro fato mero: o Morumbi já está enterrado para a Copa 2014.
A Fifa já anunciou.
O projeto já foi reprovado.
De zero a um bilhão, a chance de o Morumbi voltar a ser o estádio paulista da Copa é zero.
Essa briga política já foi disputada, vencida de um lado e perdida do outro.
Os caras, agora, querem é estádio novo, orçamento novo, financiamento novo, tudo novo.
O Palmeiras de Felipão, o Santos e o Corinthians não jogam no Morumbi por um outro fato mero: estão, neste aspecto, em guerra declarada contra o São Paulo, que, segundo eles, cobra uma fortuna para ceder seu estádio.
Por isso, rasgam dinheiro fora jogando partidas do mata em estádios do tamanho da Vila Belmiro, por exemplo, com 11 mil testemunhas.
E, mesmo que o São Paulo passasse a cobrar taxas generosas como as pedidas, por exemplo, pelo governo do Estado do Rio de Janeiro aos times cariocas para jogar no Maracanã, um Santos ou um Palmeiras da vida, se tivesse o mando de campo em uma partida decisiva, embaçariam até morrer para jogar lá, com o argumento de que o estádio é a casa do São Paulo.
O problema do Estado de São Paulo é não ter um estádio público espaçoso e confortável o suficiente que pertence a todos os clubes, a todos os torcedores, e pudesse ser ocupado com naturalidade por todos, como ocorre com o Maracanã, no Rio de Janeiro, e o Mineirão, em Minas Gerais.
Os paulistas possuem um monte de estádios meio-tiro.
Mas quando precisam de um grande estádio liberado para um jogão, isso não rola.
E não rola porque o Morumbi, o maior deles, é particular e caro.
E, ainda assim, tem grandes e imperdoáveis defeitos.
É um estádio de estrutura, conforto e ergonomia quase primitivos para os padrões atuais, apesar de ser o maior da capital.
Mas, se fizer um precinho mais camarada, enquanto o Fielzão e o nova arena do Verdão não ficam prontos, o diretor do Palmeiras toparia jogar lá.
E, se não topar, será por mero capricho.
E não pelos fantasmas "maiores" que Felipão vê e sente sozinho.
16 Nov 06h00
“Meu filho merece punição”. É a dignidade de uma mãe
- Nunca incentivei meu filho a ser contra homossexual. Tem que ter uma punição, eu acho.
A frase é da mãe de um dos cinco sujeitos que agrediram três pessoas na manhã de domingo (14), em mais um caso de preconceito descabido contra seres humanos que supostamente seriam homossexuais.
Sim, porque, apesar de qualquer desconfiança, aparência ou pseudo-certeza mesquinha, ninguém fez qualquer afirmação do tipo nem quando apanhou nem tampouco depois das agressões bárbaras a que foram submetidos.
Uma das três vítimas teve vários cortes no rosto por golpes de lâmpadas fluorescentes.
Fiquei com o coração partido ao ouvir esta declaração corajosa desta mãe sofrida, mas tomada de dignidade por todos os lados.
Uma mãe que eleva a integridade ao ponto de admitir, em pleno sofrimento, que seu filho menor de idade deve ser punido, merece todo o respeito que houver neste mundo.
Amar com amor de mãe nunca foi fácil.
Amar filhos que aprontam como o desta mãe então...
Se ela errou em algum momento na condução de uma coisa ou outra em relação ao filho, quem jamais cometeu equívocos que atire a primeira lâmpada fluorescente.
Que para ela fique a homenagem do final de semana.
E você, o que pensa a respeito?
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24 Set 06h00
O gaúcho Mano Menezes e o futuro de Neymar na Seleção
Helio Nogueira - News Free - AE
O jovem Neymar é um projeto que todo mundo sonha ver dando certo, sobretudo na Seleção Brasileira.
Mas penso que, se ele apostar, para seu futuro, que os dirigentes da CBF irão mandar Mano Menezes passar a mão em sua cabeça caso ele esteja arrebentando, na Vila ou fora dela, vai se dar mal.
Mano, Felipão, Dunga.
Mano talvez seja o mais ponderado desses três gaúchos que dirigiram recentemente a Seleção.
Mas... é gaúcho.
E gaúchos não costumam negociar esse tipo de autoridade.
Nem por um decreto.
Ainda quando, do outro lado, há rebeldes de alto poderio bélico com a bola no pé.
Felipão chegou a fazer algumas (peço licença ao gaúcho) declarações de amor ao atleta e companheiro de Seleção Romário.
Ricardo Saibun - Divulgação - Santos FC
Disse, entre outras coisas, que se tivesse o Baixinho em seu Palmeiras naquela decisão de 1999 teria sido campeão mundial interclubes.
Mas sentiu-se traído por Romário, que se negou a disputar uma Copa América quando o técnico contava muito com sua presença e liderança.
Por isso, não levou o Baixinho para ser pentacampeão do mundo em 2002, na Coréia do Sul e no Japão.
Fala-se aqui de Romário, o maior artilheiro do futebol brasileiro depois daquele Edson que tornou sacro o mesmo solo da Vila em que o menino
Neymar hoje costuma traçar, no melhor dos sentidos, as suas molecagens.
Pois não adiantou choro, não adiantou grito: Romário viu a Copa pela tevê.
Dunga adora Adriano, o Imperador.
Adora o atacante Adriano, adora o camarada Adriano.
Mas aí Adriano, mergulhado em baladas e em problemas pessoais, mostrou pouco compromisso com a Seleção comandada por Dunga.
Pronto: Adriano viu a Copa pela tevê.
Aliás, viram a Copa pela tevê ele, Adriano, e mais dois moleques absurdamente talentosos do Santos que estavam quebrando a cocada por aqui. Lembra por acaso do nome desses dois meninos, Neymar?
Bom, agora temos Mano.
Um cara bem mais tolerante, equilibrado, ponderado do que os outros dois.
Um sujeito bem menos marcado pelas decisões de impulso do que os outros dois.
Mas um gaúcho.
Lembre-se disso, Neymar, lembre-se disso...
O Futebol retratado da maneira mais saborosa está no R7. Não saia daqui.
21 Jun 15h20
Desequilíbrio de Dunga diante das câmeras, em plena Copa, é uma agressão aos brasileiros. Ninguém é obrigado a aguentar isso

Antes de entrarmos no assunto principal deste texto, gostaria de deixar muito claro dois pontos do meu pensamento sobre a Seleção Brasileira:
1) Como jornalista e brasileiro, não quis e nem quero derrubar Dunga do comando da Seleção. Por tudo o que fez desde que assumiu, ele merece estar lá. Quero que a equipe faça sempre sucesso e que ele seja muito bem sucedido enquanto estiver lá. E desejo o mesmo para os técnicos que um dia possam substituí-lo.
2) Pode-se condenar ou elogiar o estilo rígido de liderança de Dunga. Eu mesmo acho que, vez ou outra, ele comete alguns exageros em relação aos seus comandados. Mas se ele é assim e os jogadores, que sabem disso desde o início, aceitam ser comandados dessa forma e ainda acham bom, não muda muito achar que seu estilo é bom ou ruim. Isso passa a ser irrelevante, na medida em que existe uma relação entre comandante e comandados que satisfaz plenamente as duas partes. Nenhum jogador é obrigado a jogar na Seleção. O atendimento à convocação da Seleção não é obrigatório como nas Forças Armadas. Vai quem quer e acha que deve. Se os jogadores conhecem Dunga, aceitam plenamente seu jeito e ainda o elogiam, a questão está entre eles.
Estou dizendo tudo isso porque certamente alguns amados amigos irão comentar o que escreverei abaixo com argumentos do tipo “você está dizendo isso porque acha que o Dunga não devia estar na Seleção e gostaria que ele fosse tirado de lá”. Ou coisa parecida.
Critiquem ou elogiem com a liberdade de sempre, mas saibam que esse tipo de especulação para mim não vale, como acabo de detalhar.
Agora, no que diz respeito à relação do técnico da Seleção Brasileira (seja ele Dunga ou qualquer outro) com os jornalistas, os veículos de comunicação e, por consequência, os brasileiros, a coisa muda – e muito – de figura.
Jornalistas e público não são comandados de Dunga.
Ao contrário dos 23 jogadores que estão lá, não fizeram essa opção.
Jamais me perguntaram se eu aceito ou quero testemunhar grosserias cada vez que sento diante da tevê para acompanhar as entrevistas sobre a Seleção.
Acredito que também não tenham feito essa pergunta para você ou qualquer outro brasileiro, amado amigo.
Feitos os esclarecimentos, vamos ao assunto principal: o que está acontecendo com Dunga?
Seu trabalho como técnico, inegavelmente, merece elogios.
Mas, pessoalmente, ele parece estar em meio a um processo injustificável de desequilíbrio emocional.
A deselegância, as grosserias e os pontapés verbais de Dunga diante das câmeras, dos jornalistas e, consequentemente, do público são absolutamente incompatíveis com alguém que ocupa um grande cargo de dimensões públicas no Brasil, o de técnico da Seleção, e que, por isso, precisa dar satisfações e informações à sociedade.
Dunga exagera e abre sua caixa de ferramentas justamente nas entrevistas coletivas, ou seja, quando é colocado de frente para os brasileiros através dos veículos de comunicação.
O episódio com o jornalista Alex Escobar, de Rede Globo, na entrevista coletiva de domingo (20), após a vitória por 3 a 1 sobre a Costa do Marfim, mostra o quanto Dunga está descontrolado.
Para quem ainda não sabe, Dunga, após dizer que “a imprensa” tinha pedido a retirada de Luis Fabiano do time, em mais uma daquelas batidas do tipo “estão vendo vocês?”, encarou Escobar, que falava com um colega ao telefone, e perguntou de forma desafiadora: “você está rindo aí. Algum problema?”
Escobar, que falava ao celular, disse que não. E acrescentou: “estou falando com um amigo, Dunga. E o assunto não é você.”
A partir daí, Dunga, sempre encarando Escobar, balbuciou inúmeros palavrões que, embora em voz baixa, foram captados pelos microfones do salão de entrevistas do estádio.

Quem vê as imagens tem a sensação de que Dunga desejava alguma reação de Escobar, uma resposta verbal que fosse, para, quem sabe, chamá-lo para a briga ou coisa parecida.
Num ambiente profissional de Copa do Mundo transmitido para bilhões de pessoas em todo o mundo.
Triste.
O técnico reagiu dessa forma porque Escobar teria balançado a cabeça, em suposto sinal de negativo, ao ouvir Dunga falar da história da retirada de Luis Fabiano.
Ainda que tivesse feito o gesto, era apenas a expressão de uma opinião – e o jornalista, como eu ou qualquer um de vocês, tem direito de tê-la.
Ao final da entrevista, Dunga saiu falando baixo os mesmo impropérios e reclamou de Escobar para outro jornalista da Globo.
Participei, em outros veículos, de algumas coberturas em que Alex Escobar trabalhou.
Até onde tenho condições de testemunhar, é figura gentil, educada, doce até.
Não sei se algum outro problema ocorreu entre os dois antes disso.
Ainda que tenha acontecido, não era hora, lugar e nem aquele era o método para tentar zerar algo.
De qualquer forma, apenas pelo que aconteceu na entrevista, não houve qualquer justificativa para uma atitude tão destemperada do técnico.
Dunga claramente passou do ponto.
Constrangeu muita gente.
Não vale a desculpa de que ele estava “pressionado psicologicamente” pelo clima da Copa do Mundo.
Seu time acabava de vencer bem e de garantir a classificação.
O momento criava uma zona de pleno conforto.
Também não cabe dizer que a atitude foi contra a Globo.
Se a Globo, como instituição, merece algumas reações de vez em quando, isso pode ser até uma discussão procedente.
Mas o destempero de Dunga não foi contra a Globo.
Foi contra o jornalista.
Naquelas circunstâncias, Dunga, do jeito que está, se chegasse à conclusão equivocada que o motivou, teria tomado a mesma atitude com qualquer jornalista, de qualquer veículo.
Foi coisa de quem está tomado por um ímpeto distorcido que sequer respeita o direito de alguém pensar de forma diferente do que ele quando o assunto é Seleção Brasileira.
Nenhum técnico da Copa - os derrotados, os goleados, os favoritos surpreendidos ou mesmo o polêmico Maradona, conhecido por não ter papas na língua - protagonizou cenas tão ríspidas em suas coletivas e aparições públicas.
Dizer que a “imprensa” está contra um time ou a Seleção para motivar e arrancar tudo dos jogadores, “que darão a resposta em campo”, é tática velha e batida.
Dunga pode insistir nela, mas até para isso há limites.
Mas, se a questão for maior do que essa, se Dunga está tendo dificuldade para encontrar o ponto mínimo de convivência equilibrada com os olhos dos torcedores, ou seja, jornalistas e veículos de comunicação, seria bom ele refletir melhor e buscar instrumentos para encontrar o prumo.
O batalhão de jornalistas e de veículos de comunicação que está lá faz parte do negócio chamado futebol.
Sem ele, nem CBF nem Fifa faturam.
Além disso, nenhum brasileiro é obrigado a conviver com momentos constrangedores e desagradáveis, protagonizados pelo técnico da Seleção, cada vez que senta diante da tevê ou liga um rádio.
Isso também vale para os jornalistas, que, afinal, perguntam por dever profissional. Paga paga contas, dívidas perguntando, falando e escrevendo.
Ninguém aguenta mais esse comportamento do Dunga.
Aonde ele quer chegar?
Por esse caminho, que não seja muito longe.
Isso pode custar caro à CBF e ao próprio futebol da Seleção Brasileira.
E o amado amigo, o que acha?
Opine.
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2 Fev 21h16
Petkovic fica no Flamengo. Final correto para uma briga recheada de melindres bobos e sintomas de amadorismo

Petkovic fica no Flamengo.
Ficou barato para ele, como explica reportagem do R7.
Não houve sequer uma multa.
Ele levará apenas uma advertência na carteira de trabalho, o que daria ao Flamengo o direito de rescindir seu contrato em caso de nova falta grave.
Além disso, ficará afastado do grupo nos próximos dois jogos.
Ficou, de fato, muito barato.
No domingo (31), contrariado por ter sido substituído, o craque foi embora no intervalo do Fla-Flu pelo empolgante Campeonato Carioca de 2010.
O time da Gávea perdia por 3 a 1, mas virou a partida para 5 a 3 com grandes atuações de Adriano, Vagner Love e do substituto de Pet, o jovem Vinícius Pacheco.
O vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, alertou para que Pet ficasse.
Explicou que, se ele fosse sorteado para o antidoping após o jogo e não estivesse no vestiário para fazer o exame, jogador e clube poderiam ser punidos.
Mesmo assim, Pet foi embora.
Antes, teria havido entre os dois uma discussão áspera, temperada por muitos palavrões.
Braz anunciou que Pet estava fora do grupo.
Sem citar o nome do dirigente, o craque pediu desculpas, na terça-feira (2), em seu blog. Disse ele:
- Em resposta às inúmeras mensagens que venho recebendo dos torcedores do Flamengo, confirmo que minha intenção é permanecer no clube. Sobre o mal-entendido acontecido no último domingo, peço desculpas à instituição, aos jogadores e, principalmente, à torcida Rubro Negra. Aproveitando ainda para reforçar que sempre zelei pelos interesses do grupo, clube e torcedores.
Petkovic fez bem em pedir desculpas.
Errou feito.
Errou porque tinha que ficar para a possibilidade de ser sorteado no antidoping. Era parte de sua obrigação profissional.
Errou porque, sob o ponto de vista esportivo - e também de respeito aos colegas de trabalho -, não se abandona o grupo em meio a uma derrota que, naquele intervalo, parecia muito provável.
Equívocos que se tornam ainda mais constrangedores quando se trata de um jogador tão inteligente, experiente e responsável com Dejan Petkovic.
O vice-presidente Marcos Braz mostrou sua competência no pouco tempo em que está no cargo.
Mas, às vezes, passa, a exemplo de Pet, a sensação de que é dominado pelo sangue quente de uma forma mais intensa do que seria aceitável para um homem com a sua responsabillidade e exposição pública.
Se Petkovic deixasse o Flamengo, seria ruim para ele, líder de vários projetos de marketing ligados à sua parceria com o clube.
Ruim para Braz, que certamente seria responsabilizado por alguém, em algum momento, pela contribuição para a perda de um ídolo amado pela torcida.
E um desastre para o Flamengo, que perderia seu craque às vésperas de disputar a Libertadores e certamente teria novos problemas com o jogador.
Como se sabe, Pet, para voltar ao clube, abriu mão de R$ 8 milhões dos R$ 16 milhões que o Flamengo lhe deve, um papagaio reconhecido em última instância pela Justiça.
Não cabe apelação.
Até fazer o acordo que permitiu sua volta, Pet vinha penhorando na Justiça todas as rendas do Flamengo no Estado do Rio de Janeiro.
Duvido que, se fosse mandado embora, ele deixaria este desconto de 50% ficar como está.
É certo que existam cláusulas legais para que o jogador reivindique a volta da dívida total em caso de dissolução do acordo anterior.
É quase certo também que este abatimento tenha, digamos, contribuído para um final tão diplomático e ameno por parte do Flamengo.
O futebol brasileiro é assim: todo mundo fala em profissionalismo, em clube corporação, em modernos métodos empresariais de gestão.
Mas, no primeiro momento em que alguém precisa superar suas questões pessoais para o melhor do clube, prevalecem o melindre amador e o comportamento turrão dos antigos dirigentes de beira de campo de várzea.
Desta vez, felizemente, não foi assim.
Que os dois tirem lições do episódio.
Pet não pode mais tomar decisões de menino revoltado. Tem 37 anos.
E Braz, mesmo quando estiver com raiva e com razão, como foi o caso, precisará manter o equilíbrio, segurar o ímpeto que lhe salta aos olhos e ter muito cuidado antes de disparar uma declaração pesada.
Algumas delas, nas últimas semanas, foram muito viscerais.
Elas podem criar situações irreversíveis.
E você, amado amigo da blogosfera colorida, o que acha?
Opine.
21 Dez 23h57
Jobson merece pena dura. Mas bani-lo do futebol é estupidez

Jobson, atacante do Botafogo na temporada de 2009, caiu duas vezes na tarrafa do exame antidoping do Brasileirão.
A primeira após o jogo contra Coritiba. A segunda, depois da partida contra o Palmeiras.
Cocaína.
Deverá ser julgado no próximo mês pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).
Pelas leis antidoping internacionais, se ficar caracterizada juridicamente a reincidência, o atleta, que tem os direitos econômicos ligados ao Brasiliense (DF), pode ser eliminado para sempre do esporte.
Mesmo com os dois flagrantes, não há consenso de que o atacante seja reincidente.
Na avaliação da promotoria do STJD, há reincidência e os testes positivos dos dois jogos devem ser julgados separadamente.
Se essa tese prevalecer, as chances de Jobson ser excluído para sempre do esporte aumentam.
Mas vários especialistas discordam dela.
O argumento de constestação é o seguinte: para ter valor, a reincidência só é caracterizada quando o atleta usa novamente a substância proibida depois de ter sido avisado, pela Justiça Desportiva, de que sua primeira infração foi descoberta e será julgada.
Não foi o que ocorreu com Jobson.
No dia em que ele forneceu urina para o segundo exame, depois do jogo contra o Palmeiras, ainda não tinha recebido qualquer informação sobre a descoberta de cocaína no primeiro material, colhido após a partida contra o Coritiba.
Essa deverá ser a tese defendida nos tribunais pelo advogado de Jobson, Carlos Portinho, para evitar o banimento definitivo do jogador.
- O mérito da questão é o seguinte: mesmo com testes positivos em duas partidas, Jobson não tinha conhecimento do primeiro caso até colher material e fazer o exame que gerou o segundo registro. O Código Mundial Antidoping é claro ao estabelecer que é necessário haver a comunicação anterior para se caracterizar, juridicamente, a reincidência no doping - defende Portinho.
Penso que Jobson merece pena dura.
Uma longa suspensão - Três, quatro anos talvez.
Mas proibir para sempre, até o final da vida, um menino de apenas 21 anos, de família pobre do interior do Pará, de atuar na única profissão que ele sabe exercer com desenvoltura é obra de suprema estupidez.
Aí quem é contra pergunta: "Então, porque ele cafungou e cafungou de novo? Se a lei for essa..."
Aí respondo em partes:
Não sei se Jobson é viciado ou não em pó.
Se for, vale a pena tentar recuperá-lo para que ele use seu raro talento. Ele ainda é muito jovem.
Se não for vício, melhor ainda. Pode ser um momento delimitado de fraqueza, falta de orientação e dificuldade. Com apoio, pode ser superado.
Ou alguém acha que alguém merece perder a carreira por um período de fraqueza que teve por dois, três ou seis meses?
Quem nunca teve na vida pelo menos um momento em que deixou a desejar em termos pessoais, psicológicos, profissionais ou familiares?
Não sou moralista.
Se ele caiu e está caindo na gandaia, na carraspana, que tome uma sacudida, seja punido.
Mas que também seja direcionado a colocar as coisas da vida em bom tom, sem as vicissitudes e idiossincrasias que possam prejudicá-lo e afundar seus clubes.
Giba, atacante da seleção brasileira de vôlei, um dos mais admirados atletas que este esporte já teve no Brasil, foi flagrado pelo exame antidoping em 2003.
Maconha.
Um ano depois, nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, o Brasil ganhou ouro no vôlei masculino.
Sabe quem foi o melhor jogador da competição?
Isso mesmo: Giba.
A solução era tê-lo banido no vôlei?
Por último, mas não menos importante: pena é para funcionar, no segundo momento, como catalizador da recuperação, e não para dar o impulso final nas costas do camarada que se equilibra na beira do abismo.
Hoje, a gente arruma um raciocínio lógico rasteiro (não é difícil arrumar raciocínios lógicos rasteiros) para justificar uma pena capaz de aniquilar a carreira de um rapaz de 21 anos sem qualquer espaço para se relativizar as inconsequências típicas desta faixa etária.
Amanhã, até mesmo por caminho lógico de consequência, a gente passa a achar, por exemplo, que fuzilar um infeliz deste poderá não ser assim um problema tão grande.
Afinal de contas, um grupo de sábios já decidiu que ele não merece viver sua vida profissional e realizadora mesmo...
E você, amado amigo da blogosfera colorida, o que pensa?
Como sempre, quero sua opinião.
16 Dez 03h42
Pena esportiva para o Coritiba é exemplar. Falta agora a Justiça punir e tirar dos estádios o vândalo travestido de torcedor

Perda de 30 mandos de campo.
Multa de R$ 610 mil.
A punição imposta ao Coritiba pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), em função da insanidade cometida por vândalos disfarçados de torcedores, no último dia 6 de dezembro, no Estádio Couto Pereira, após o empate em 1 a 1 com o Fluminense que rebaixou a equipe paranaense, foi exemplar.
A equipe jogará fora de casa toda a Série B de 2010.
E, ainda que chegue à final da Copa do Brasil, terá mais cinco jogos para pagar em 2011.
O clube vai pagar a conta.
A suprema maioria dos amantes do Coxa - gente muito bacana, do absoluto bem - vai pagar a conta.
O problema é que, infelizmente, muitos dos que se identificam como torcedores deste glorioso clube - a rigor os que deveriam efetivamente ser punidos - estão felizes neste momento.
Meramente porque não amam o Coxa, mas a algazarra, a covardia e o caos.
Isso, evidentemente, está longe de ser um fenômeno restrito ao nobre clube paranaense.
Muito longe.
Na rodada anterior, no jogo em que o Flamengo venceu o Corinthians por 2 a 0 no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, na bela Campinas (SP), testemunhei uma cena dantesca, bizarra, quase inacreditável.
Na saída do estádio, corintianos de uma torcida organizada apressavam os torcedores rubro-negros.
Sinalizavam malucos para que os adversários passassem logo com seus carros, ilesos, e abrissem caminho para que eles atacassem, com paus e pedras, os ônibus de outra organizada do Corinthians.
Não queriam nada com os rivais do dia, os flamenguistas, algo que seria igualmente estúpido mas, ao menos, provido de algum resquício de lógica.
O negócio era ver no asfalto o sangue do próprio irmão corintiano.
No mesmo dia 6 do jogo do Coxa, rubro-negros da Torcida Jovem e da Raça Rubro-Negra se engalfinharam nas ruas, calçadas e na areia da praia do Leblon, o mais sofisticado bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro.
E olha que todos comemoravam o título que o time havia conquistado horas antes, após longos 17 anos de fila.
No início do ano passado, enquanto eu realizava um projeto profissional para o Ministério do Esporte no Rio, passei de ônibus em frente ao Maracanã logo após um Flamengo e Botafogo pelo Campeonato Estadual.
Um rapaz de uns 17 anos, 18 talvez, vestido com camisa da Torcida Jovem, entrou no busão já lotado.
Perguntei a ele como tinha sido um determinado gol do Flamengo.
O camarada deu uma respirada, soltou um sorriso de quem se considera a última azeitona do dry martini e tascou essa:
- Sei não, merrmão. Aí: fico o tempo todo ali, na parada, de costas para o campo, gritando que vâmu dá porrada nos botafôgu e na Raça...
Eu perguntei:
- Na Raça também?
Ele mandou:
- Claro, cumpadi. Aí: nos cara qui a gente dá mais bolado merrmo...
Restou-me ver o gol à noite na televisão.
Com todos os seus defeitos - e ele certamente tem muitos - o STJD pune o clube e cria mecanismos para que suas sentenças sejam cumpridas.
O clube efetivamente paga o pato.
Já esses caras na Justiça comum...
Eles continuam por aí, livres para encontrar conosco no próximo ônibus, na próxima arquibancada.
Encontrar e... sacoméquiéné?
Enquanto não forem implantados mecanismos judiciais que realmente tirem essa turma dos estádios, ela vai continuar a prejudicar os times.
E a rir da Justiça e da nossa cara.
Que a polícia, os legisladores e a Justiça resolvam isso com rapidez.
Demorou.
Muito.
Ninguém aguenta mais.













