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11 Nov 18h17

ABC do Abestado convenceu? Conheça as chances de Tira

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tiririca eduardo marini ABC do Abestado convenceu? Conheça as chances de Tira Foto: Eduardo Marini

Francisco Everardo Oliveira Lima, o Tiririca, o Abestado, nosso bom e simpático cearense de Itapipoca, cabra eleito deputado federal pelo PR (Partido da República) com uma cacimba com voto a dar com o pau (1,3 milhão, para ser certim), esteve no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo nesta quinta-feira (11), como informa o confrade Wanderley Preite Sobrinho em boa reportagem neste R7.

O camarada chegou lá e mandou ver num trecho de Os 60 anos da Justiça Eleitoral, livro qui os hômi butaram prele lê.

Depois, encarou de rabeira mais duas reportagens de jornal, uma sobre Ayrton Senna e outra a respeito do Procon.

Na sequência, anotou um ditado. Um daqueles que eu fiz quando era moleque, lá na minha saudosa Escola Estadual Condessa do Rio Novo, há mais ou menos uns 378 anos.

O Abestado só não encarou um exame grafotécnico que os moço queriam que ele fizesse para confirmar se aquela letrinha bonitinha, rédondinha, da prova de escolaridade entregue no seu registro de candidatura era mesmo dele.

O cabra certo, no seu direito: a Constituição garante que o elemento não pode ser obrigado a fazer nada, mas nadinha mesmo, que ajude a polícia, a Justiça ou qualquer um a descobrir ou produzir prova contra ele mesmo.

Se eles descobrirem alguma coisa, fazer o quê? O negócio é pagar o pato.

Mas, pela lei, o acusado não pode ser forçado ou obrigado a ajudar em nada que possa ralar sua própria pele.

Em relação a esse atestado de escolaridade, o Abestado já tinha admitido, em defesa entregue por seus advogados no último dia 25 de outubro, que sua mulher o ajudou a escrever o tal documento.

Segundo ele, os anos em que ele trabalhou no circo produziram um problema na sua mão que impede o dedo indicador de se aproximar do polegar.

Por isso, a mulher precisou segurar na sua mão para fechar o fura-bolo e o mata-piolho em torno da caneta e segurar,  beeem apértadinho, para que nossa simpatia conseguisse escrever aquele negócio.

Pode ser verdade, .

Pode também ser licença poética desses palhaços românticos de circo, vá saber...

É..

Pode.

Tudo pode.

De qualquer forma, a situação da nossa simpatia é a seguinte:

Sobre a leitura e o ditado feitos nesta quinta-feira (11) – Nosso Tira não será julgado por quem aplicou-lhe as provinhas, mas pela avaliação que o juiz do caso, Aloísio Silveira, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, fará do relatório que lhe for entre sobre a performance do nosso Abestado nessas duas avaliações.

Sobre o atestado de alfabetização ter sido ou não escrito por Tiririca – Diante da falta de algum documento para comparar, o juiz Silveira decidirá se aceita a versão do fura-bolo que precisa encontrar o mata-piolho ou se considera que o documento foi escrito pela mulher dele ou por outra pessoa.

Se o juiz considerar que o Abestado leu e fez o ditado bonitim e que sua mulher o ajudou ali, na firmeza, mas quem escreveu foi ele, maravilha.

Nosso deputado já poderá vestir o terno bacana para a diplomação, no próximo dia 17 de dezembro (precisa ir de terno e gravata, heim, Abestado....)

Agora, se Silveira julgar que a leitura e o ditado foram insuficientes, ou que o documento foi escrito por outra pessoa, aí... são concretas as chances de que ele determine que nossa simpatia perca o mandato.

Se isso ocorrer pela provinha, seria a constatação de que Tira é de fato analfabeto, o que, convenhamos, seria um pecado.

Mas se a decisão vier em função do documento, significará que o juiz considerou o documento falsificado, ou seja, que houve falsidade ideológica, que na maioria das situações é considerada crime pelas nossas leis.

De qualquer forma, se o juiz considerar nula a eleição nesta próxima decisão, a guerra ainda não estará perdida para o nosso Tira.

Ele poderá recorrer.

Aí, como certamente passará do dia 17 de dezembro, o caso irá para o Supremo Tribunal Federal, o TSE, em Brasília.

Estou torcendo para que essa parada termine agora, de uma vez.

A favor do nosso simpático Abestado, do nosso simpático Tira, não é não?

O melhor da Política você encontra aqui, no R7.

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11 Nov 16h11

Deu no R7: mulheres chefiam três a cada dez lares. Quero uma guerreira dessas para ser chamado de servo

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mulhmulher Deu no R7: mulheres chefiam três a cada dez lares. Quero uma guerreira dessas para ser chamado de servo Divulgação/INSS

O R7 explode em manchete principal uma ótima reportagem de Ricardo Gantois mostrando que, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), as mulheres já chefiam três em cada dez famílias deste país.

Na maioria dos casos levantados, são mulheres fortes, tomadas de valentia e dignidade, que enfrentam o desemprego do companheiro, muitas vezes a falta dele, salários baixos, custos altos e toda a dureza do dia-adia para sustentar a casa como pai e mãe da filharada.

Coisa linda, emocionante.

Mas aí, lendo nosso competente menininho do Gantois, cheguei à seguinte conclusão: e se eu fizesse um trato com a minha mulher para entrar nesta estatística?

Naturalmente, seria desejável que ela ganhasse algumas vezes mais do que a média desses exemplos espetaculares de superação que ralam o chão e dão o troco na vida com os trocados que arrancam da própria vida.

Já que fiz a proposta, devo revelar, evidentemente para o meu bem, que cozinho com uma qualidade muito acima da média dos toscos machos meus contemporâneos.

Acompanho o dia-adia de minha filha na escola com dedicação e carinho raros. Vou a todas as festas e convocações possíveis. Na escola, sou sempre elogiado por isso.

Quando posso, não penso duas vezes em levá-la ao colégio para bater um papo com seus professores e diretores.

Nos finais de semana, gasto um tempo muito acima da média dos pais que conheço para fazer minha pequena gastar sua energia vital de um ser de sete anos enquanto a mãe dela e o resto da família descansa ou cuida dos próprios interesses.

Em casa, divirto-me em pegar chaves e martelos para arrumar uma coisa ou outra.

Diante do exposto - talvez seria melhor dizer do auto-exposto -, a proposta é simples: eu fico em casa ao lado da colaboradora que ajudará no serviço pesado, dou um pitaco aqui, outro acolá, faço comidinhas bacanérrimas para o almoço e o jantar e, à noite, ainda deixo as toalhas macias e a taça de vinho em ponto de bala para os merecidos repouso e recuperação da guerreira.

Entre uma tarefa e outra, como servo tosco mas dedicado, escrevo meus mal traçados para nosso R7, cometo minhas pretensões de livro e ainda começo a rabiscar umas aquarelas, um sonho antigo.

Tudo isso pelas despesas pagas por minha companheira.

E, claro, mais uma mesadazinha relativamente forte para dar conta das despesas, da poupança para as férias e do churrasquinho semanal com a galera da pelada e do futebol.

Isso porque, devo confessar, nem eu sou de ferro.

Aguardo a chuva de respostas positivas femininas a esta proposta difícil de ser comparada com outra, ao olhar do mulherio, em termos de encanto e arrebatamento.

É, efetivamente, irrecusável.

Pois sim...

A proposta incluída neste texto é, evidente, uma brincadeira.

Mas ele, como intenção e disposição, é a homenagem que faço à Dona Márcia de Itapevi, à Dona Iracema da Empada, vendedora de quitutes amada nossa turma de amigos em Copacabana, a Elma Medeiros de Barros, sábia professora de matemática dos tempos de Ensino Fundamental, à piauiense Raimunda, 30 anos, mãe dos Lúcio e Gustavo da Vila Brasilândia...

... e ao restante dessas bravas, belas e espartanas vencedoras que já respondem pelo sustento de três em cada dez lares brasileiros.

Heroína é isso.

O resto é conversa fiada.

As mais claras notícias de Brasil da internet brasileira estão aqui, no R7.

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10 Nov 17h20

Quem aceitaria pagar mais a Deivid e a Diogo do que ao Império do Amor? Fla, claro

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flamengo adriano fernando soutello gazeta press 300x200 Quem aceitaria pagar mais a Deivid e a Diogo do que ao Império do Amor? Fla, claro Fernando Soutello - Gazeta Press

Zico é e será deus eterno de todas as gerações de torcedores rubro-negros.

Mas algumas coisas que ocorreram em seus 120 dias de gestão do futebol do Flamengo realmente não dão para entender.

Vejam só esta comparação;

Com a dupla Império do Amor, o Flamengo gastava, no início de 2010, R$ 625 mil mensais, segundo boa reportagem de Richard Souza no portal Globoesporte.com .

Eram R$ 265 mil para Adriano (a Olympikus completava o salário do Imperador com mais R$ 250 mil) e mais R$ 360 mil para Vagner Love.

Pois bem: contratados na gestão Zico, Diogo e Deivid custam juntos R$ 710 mil em salários e mais 11 parcelas de R$ 218 mil pelo empréstimo do ex-atacante da Portuguesa, que ainda não é dono de seus direitos federativos.

vagner love vipcomm Quem aceitaria pagar mais a Deivid e a Diogo do que ao Império do Amor? Fla, claro VippComm

Resultado: R$ 928 mil mensais de despesa para manter a nova dupla, praticamente R$ 300 mil a mais do que o ataque anterior.

Com um detalhe: até agora, Diogo, em péssima fase, e Deivid, bom atacante mas atualmente pesado e sem tempo de bola, fizeram apenas cinco gols pelo Flamengo.

Diogo ficou 13 partidas sem marcar.

Deivid jogou cinco e só fez quatro gols.

Enquanto isso, Adriano marcou 34 gols em 38 jogos pelo clube.

E Love, 23 em 29 partidas

Uma curiosidade: apesar de o Imperador ter sido fundamental para a campanha rubro-negra, com tentos importantíssimos, sua média de gols no Fla nesta sua volta (0,70 por partida), apesar de ótima, foi menor do que a de Vagner Love (0,79).

Bom, dá para gastar mais com a dupla D2 do que com o Império do Amor?

O Flamengo acha que dá...

Só o Flamengo mesmo...

Em tempo: por absoluta dificuldade de encontrar fotos de Deivid e Diogo fazendo gols pelo Flamengo, vamos ficar com esta aí embaixo.

Eles assim, fora de campo, de mãos dadas. No mesmo barco.

deivid diogo flamengo marcia feitosa vipcomm Quem aceitaria pagar mais a Deivid e a Diogo do que ao Império do Amor? Fla, claro Márcia Feitosa/VipComm

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10 Nov 16h32

Coritiba de verdade é este, não aquela vergonha de 2009

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torcedor coxa robertson luz gazeta press Coritiba de verdade é este, não aquela vergonha de 2009 Robertson Luz/Gazeta Press

O Ministério do Esporte começa a cadastrar, ainda em novembro de 2010, os integrantes das torcidas organizadas de todos os clubes do País para controlar melhor a ação desses grupos em campo, de acordo com as novas exigências do Estatuto do Torcedor.

Ganha uma foto da belíssima cidade de Curitiba quem advinhar por onde o trabalho será iniciado.

Isso mesmo: pelo Império Alviverde e por outras organizadas do Coritiba.

Não por acaso, evidentemente.

Muito pelo contrário, a escolha é repleta de simbolismo.

Pouco menos de um ano atrás, no dia 7 de dezembro de 2009, um belíssimo domingo de sol em quase todo o País, membro do Império e de outras torcidas do Coxa provocaram um tumulto inesquecível e imperdoável no Estádio Couto Pereira em 7 de dezembro de 2009 (primeira foto) após verem o Coxa ser rebaixado para a série B do Brasileirão ao empatar em  1 a 1 com o Fluminense na última rodada do campeonato.

O episódio revoltou toda a comunidade do futebol.

E apressou as mudanças no Estatuto do Torcedor, que agora manda enfiar na cadeira por até dois anos quem tomar atitudes daquele tipo ou, por exemplo, estiver com bomba caseira ou outra arma branca nos estádios.

Nesta terça-feira (9), o Coxa, líder da Série B, venceu o Duque de Caxias (RJ), no Estádio de São Januário, o do Vasco, no Rio de Janeiro, por 3 a 2.

O resultado garantiu ma vaga na Série A de 2011 com três rodadas de antecedência.

Foi uma vitória de raça, beleza e dignidade.

Com 67 pontos, a melhor campanha de todas as séries do Brasileirão em 2010, o Coxa poderá ser campeão por antecipação da Série B no sábado (13) se vencer o Figueirense e o Bahia, que também tem o mando de campo, não derrotar a Portuguesa.

Que o Coxa continue a provar que é este aqui, o do bem, dos torcedores bacanas, das torcedoras bonitas e das festas apaixonadas.

Mas também o Coxa de uma cidade e de um estado civilizados e bacanas, que sempre deram exemplos nobres para o País, e não aquela barbaridade vista no ano passado.

Como o da foto abaixo:

coxa ueslei marcelino agif gazeta press Coritiba de verdade é este, não aquela vergonha de 2009 Uéslei Marcelino/Agif/Gazeta Press

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9 Nov 15h18

O Bope é pop. E esgota até Caveirão de brinquedo

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caveirao divulgacao 300x225 O Bope é pop. E esgota até Caveirão de brinquedo Divulgação

É mesmo impressionante a celebridade adquirida pela tropa de elite carioca Bope (Batalhão de Operações Especiais) nestes tempos de Capitão Nascimento.

O tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, 45 anos, comandante do batalhão que inspirou as duas edições do filme Tropa de Elite, contou à revista Veja uma história que ajuda a medir a intensidade deste sucesso.

- Agora nós somos pop stars. A gente tem um apoio muito grande da população. Viramos comentário até na boca de criança. Para você ter ideia, no Dia das Crianças lançaram no Rio de Janeiro um caveirão de brinquedo (foto no alto), um carrinho que imita nosso veículo blindado (nota: caveirão, para quem não sabe, é o imenso carro preto altamente blindado usado pelo Bope para subir morro atrás de criminosos e traficantes). O brinquedo esgotou.

tropa de elite divulgacao 300x225 O Bope é pop. E esgota até Caveirão de brinquedo

Divulgação/Tropa de Elite

Pois é...

O que não é brinquedo mesmo é esse fenômeno de popularidade do Bope.

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9 Nov 14h32

O que une a música Telma, Eu Não Sou Gay à Casa Civil da presidente eleita Dilma

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ney matogrosso divulgacao O que une a música Telma, Eu Não Sou Gay à Casa Civil da presidente eleita Dilma Divulgação

Telma, eu não sou gaaaay...

O que falam de mim são calúnias,

Meu bem, eu pareeei...

Os versos acima formam o refrão da música Calúnias (Telma, Eu Não Sou Gay), um sucesso enlouquecedor na voz de Ney Matogrosso no Brasil da década de 1980.

Os brasileiros que estão no mundo há mais de quatro décadas sabem: o hit de Ney é uma versão de outro fenômeno popular, a balada romântica melosa Tell Me Once Again, de B. Anderson, que vendeu um milhão de cópias no Brasil dos anos 1970, aquele mesmo que, para a turma da blogosfera colorida de hoje, parece peça de estudo arqueológico.

Pois bem: o jornalista Felipe Patury lembra, em sua coluna na revista Veja, que B. Anderson é, na verdade, o brasileiríssimo André Barbosa.

Barbosa foi um dos expoentes da composição pop, digamos assim, no tempo em que era moda brasileiros assinarem e cantarem músicas em inglês com pseudônimos também em inglês.

Pois é, rapaziada, houve isso no Brasil.

E, acreditem, era bacana, romântico e engraçado.

B. Anderson, ou André Barbosa, é hoje um respeitado advogado.

Virou assessor da Casa Civil da presidência da República, aquela mesma que foi chefiada pela presidente eleita, Dilma Rousseff, e atualmente disputa uma vaga no conselho da Agência Nacional de Telecomunicações.

E a carreira artística?

Bom, essa foi abandonada. Ficou por lá, nos anos 1970.

Mas, se bobear, Dilma já dançou Tell Me Once Again de rostinho colado pelo menos uma vez na vida.

Ah, já...

Veja abaixo um vídeo da música Calúnias (Telma, Eu Não Sou Gay)

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8 Nov 06h01

Minha aposta: Verdão levará a Sul-Americana e Brasileiro ficará só com o G3. E a sua?

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felipao leandroamaro tvi 20101107 Minha aposta: Verdão levará a Sul Americana e Brasileiro ficará só com o G3. E a sua?

Na tascada aqui embaixo, mandei ver que Fluminense, Corinthians e Cruzeiro serão os três primeiros do Brasileirão.

Só pedi para não me perguntarem quem será o campeão...

Neste momento, chute só seria... Chute.

Lógica zero.

Bom senso, idem.

Pois vou fazer outra aposta: o Palmeiras vai passar pelo Atlético-MG, superar o vencedor do duelo entre Avaí e Goiás e derrubar o gringo que vier para a final.

E o gringo provavelmente será o argentino Independiente, que ontem segurou o colombiano Tolima por 2 a 2, na casa do adversário, e agora joga em casa por um empate de 0 a 0 ou 1 a 1.

Uma senhora vantagem.

Se despachar o Tolima, pegará o vencedor da batalha entre o também argentino Newell's Old Boys e os equatorianos da LDU.

Sei que os dois argentinos, sobretudo o Independiente, são ossos.

E também que a LDU vem fazendo uma boa campanha nesta Sul-Americana.

Os equatorianos estão jogando com aplicação tática. Montaram um time compacto, que toma poucos gols, tem dois bons volantes e um ataque muito rápido.

Enfim, o lado de lá da tabela está, a meu ver, mais duro, equilibrado e imprevisível do que o de cá, em que o Palmeiras surge como favorito.

Bom, mas, no lado de lá, eles terão que se engolir...  E assim, como no lado de cá, sobrará apenas um.

Então vou fazer uma fezinha no Verdão.

E você, acha que o Palmeiras roubará a quarta vaga do G4 do Brasileirão?

Ou pensa que irá desabar diante de um desses times?

Perderá de quem?

Opine.

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5 Nov 06h00

Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

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nani 1 Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

Fotos: Divulgação/A Fazenda

Ilustres e celebrities de pedigree variado não estão apenas na sede e na roça do reality show A Fazenda.

Esses conhecidos e reconhecidos de quilates distintos também se acomodam na poltrona para acompanhar, pela TV, as façanhas dos peões e das peoas.

Um desses observadores sempre atentos dos movimentos da vipeãozada é Jacob Pinheiro Goldberg, um dos mais importantes psicanalistas no país.

Escritor, doutor em psicologia pela Universidade Mackenzie, conferencista com passagens em várias universidades do mundo, Goldberg identifica uma tendência curiosa nessa terceira edição de A Fazenda.

Ele notou o seguinte: do início do programa até agora, o telespectador, com seu voto, preserva os famosos menos famosos expulsando, uma a uma, as celebridades mais conhecidas e bombadas do programa.

Primeiro, limaram a veterana da fama Monique Evans.

Depois, apertaram o botão vermelho do nosso míssil tomawawk da mobilidade social Geisy Arruda, nossa fênix belzebu do ABCD, disparada a mais bombada e visada celebridade de A Fazenda na atualidade.

Daí, foi só um passo para detonar Tico Detonautas Santa Cruz, o roqueiro head, o vocal cabeça, outro beeeem badaladinho.

E também Sérgio Mallandro, outro herói da resistência e da sobrevivência na selva de holofotes dos veículos de comunicação.

Agora, com 63% dos votos, praticamente dois a cada três, transformaram Nany People, mais uma veterana carcaça das câmeras e dos microfones, na mais nova ex-peoa em atividade.

Por que a galera vira as costas para os "medalhões" nessa A Fazenda?

Quem nos responde, ao olhar da psicologia social, é Jacob Pinheiro Goldberg.

Este fenômeno, explica ele, recebe o nome de comportamento paradoxal.

nany 2 Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

Nosso telespectador ilustre faz questão de explicar, em linguagem simples, o que é esse bicho:

- Comportamento paradoxal, ou escolha paradoxal, é uma decisão, de uma pessoa ou de um grupo, de seguir um caminho oposto ao que se espera dela em uma situação. Nestes casos coletivos, como A Fazenda, normalmente fazem isso para colocar para fora sentimentos de frustração, recalques, complexos e questionamentos dolorosos. É a vontade de destruir algo que não se consegue ser. Isso surge em alguns momentos para avacalhar os melhores e, assim, desmoralizar o sucesso. Em alguns pontos, esse comportamento ou escolha tem a ver com o sadomasoquismo e a opção pelo sofrimento.

Caramba...

Goldberg continua:

- Esse tipo de comportamento pode surgir de uma hora para outra e, em alguns casos, tornar-se até uma tendência. Ele é, por exemplo, a base que está por trás da afirmação do compositor Tom Jobim de que sucesso, no Brasil, é ofensa pessoal. Por enquanto, eu não conseguiria dizer se o caso de A Fazenda, programa que eu acompanho com muito prazer, é uma opção isolada ou uma tendência. Neste caso, a opção pode se transformar ou não em tendência.

nany 3 Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

Mas não existe uma explicação mais simples para isso?

Por exemplo: a galera do voto, majoritariamente jovem no caso de A Fazenda, tira essa turma madura do ar porque a considera, mesmo com a exceção de Geisy, mais velha, chata, cheia de neura e papo-cabeça, características que a idade traz e que, juntas, pesam muito quando se observa tanto tempo?

o psicólogo responde:

- Esses detalhes certamente influenciaram parte desse eleitorado, definiram um pedaço dos 48% da saída do Mallandro e engordaram o bota-fora de Nany People. Mas, para mim, não podem ser tomados como os fatores decisivos. Na minha avaliação, foi o que chamo de comportamento paradoxal mesmo. Lembre-se bem: o Mallandro, por exemplo, fez quase tudo, o tempo todo, para agradar. Ao seu jeito, fez o que teve ao seu alcance para viabilizar as coisas. E foi fulminado.

Bom..., é Goldberg.

Mais Goldberg do que nunca.

E o telespectador de A Fazenda, Jacob Pinheiro Goldberg, como vota?

A resposta vem de bate-pronto:

- Este só assiste. Cada coisa no seu lugar.

Ah, bom...

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27 Out 06h00

Fla garante: vai para cima do Timão. Quem vence? Opine

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fla timao vipcomm 300x225 Fla garante: vai para cima do Timão. Quem vence? Opine VipComm

Um amigo deste blog, influente na Gávea, confirma o que disse aqui no R7 o confrade Cosme Rímoli: o Flamengo vai jogar sério e dar de tudo para ganhar do Corinthians, nesta quarta-feira (27), no Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro.

E vamos combinar: nem poderia ser diferente.

Os motivos lembrados pelos amigos do blog são até óbvios.

1) Ainda que se  desconfie de que o Corinthians tenha facilitado a vida do Fla na penúltima rodada do Brasileirão em 2009, vencida pelo rubro-negro por 2 a 0, a situação atual da equipe da Gávea é completamente diferente. Ao contrário do Timão, que estava livre de tudo no ano passado, o Flamengo ainda corre algum risco de rebaixamento (5%) e quer reduzir isso a zero o mais rápido possível.

2) Invicto à frente do Fla, o técnico Vanderlei Luxemburgo quer muito essa vitória. Essa e todas as outras que puder até o final do campeonato. Sua meta é somar o maior número possível de pontos para dar o troco em quem considera que ele ele está em decadência. Com a boa campanha na manga, Luxemburgo vai questionar, inclusive, se cairia à frente do Atlético-MG. De leve, já começou a fazer isso, por sinal.

3) Luxemburgo quer garantir o quanto antes a vaga do Flamengo entre os classificados para a próxima Sul-Americana. Antes desdenhada pelo treinador, a competição, agora enriquecida com uma vaga na Libertadores seguinte, passou a fazer parte de seu desejo e a ser tratada com muito carinho. Seu sonho (ele prefere o termo projeto ou planejamento) é se classificar para a competição este ano, vencê-la em 2011 e conquistar a Libertadores no ano seguinte, para disputar o Mundial no último ano de seu contrato. Isso, claro, na hipótese das duas partes cumprirem o compromisso até o fim.

4) Para o torcedor rubro-negro, a ideia de ver o Fluminense campeão não é tão dolorosa quanto a de ter Vasco ou mesmo o Botafogo no alto do pódio, a ponto de desejar ou se conformar em ver o Fla entregar um jogo que lhe faz falta.

5) Por fim, a torcida do Flamengo não abre mão de que o time faça a melhor campanha possível nesta reta final de campeonato.

Da Gávea, por telefone, o amigo conclui:

- Por tudo isso, não vai ter essa de amolecer para ajudar o Corinthians coisa nenhuma. Mesmo porque a vitória é necessária e útil ao Flamengo. Os jogadores estão muito motivados. Se perderem, será porque perderam na bola mesmo.

Diante do exposto, qual é o palpite do amado amigo para o jogo de hoje à noite?

Dará Timão?

Dará Mengão?

Dará empate?

Teremos goleada?

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20 Out 16h40

O buraco que todos queriam dividir com os mineiros

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mineiros hugo infante AFP 300x207 O buraco que todos queriam dividir com os mineiros Hugo Infante - AFP

O episódio dos mineiros chilenos presos por semanas no fundo de uma mina de cobre é uma prova de que tudo nesta vida, até mesmo as experiências trágicas como essa, tem o seu lado positivo.

Trabalhadores, familiares, amigos e todos nós sofremos com as angústias daquela situação capaz de levar qualquer um ao limite do desespero.

Mas, passados o resgate, a tensão e o alívio dos primeiros momentos do retorno, fica claro o quanto esses 33 operários poderão transformar, em termos financeiros e pessoais, o limão do acidente numa limonada absurdamente lucrativa.

Observem como eles – ou pelo menos os que forem bem orientados – poderão ganhar muito dinheiro com uma experiência que, no início, parecia ter roubado suas vidas e imposto a tragédia na rotina de seus familiares.

Um dinheiro que poderá até torná-los pequenos ricos, se considerarmos o padrão de vida de quem vivia com salários médios de US$ 1 mil (ou cerca de R$ 1,69 mil) até uma pedra desmoronar e arrolhar o caminho de volta daquela turma a quase 700 metros de profundidade.

Prêmio inicial – Além de todos os mimos e presentes de menor porte, cada mineiro recebeu, de cara, US$ 10 mil (R$ 16,9 mil), de instituições públicas e do governo.

Salários extras – A imprensa chilena informa que governo estuda a possibilidade de dar a cada um deles uma indenização e um salário até o final da vida, do tipo que se paga em quase todos os países aos considerados heróis nacionais.

Ações na Justiça – Os mineiros vão processar os donos da mineradora pela falta de segurança que colocou suas vidas em risco. Certamente levarão um bom dinheiro nisso.

Entrevistas – Nos próximos anos, os trabalhadores poderão fazer uma boa poupança cobrando para dar entrevistas de quem se dispuser a pagar para isso. Nos Estados Unidos, na Europa e em setores da imprensa asiática, trata-se de uma prática até comum.

Palestras – Os mineiros estão sendo convidados por empresas e organizações do mundo todo para contar suas histórias a empresários, ativistas, pesquisadores e estudantes de grandes corporações. São palestras muito bem pagas, algumas com mais de US$ 10 mil (R$ 16,9 mil) de cachê livre, despesas com hospedagem, transporte e alimentação pagas à parte.

Livros – Aqui certamente cairá dinheiro mais grosso. Juntos ou individualmente, eles têm tudo para vender suas histórias a várias editoras de livro em todo o mundo. Obras diferentes poderão ser feitas, com os mais variados enfoques. Os cachês cobrados nestes casos, com potencial para atrair milhões de leitores, não são pequenos. E, normalmente, quando se faz edições em vários países, o que certamente será o caso, os ganhos adicionais, de participação nas vendas, aumentam de forma considerável o valor inicial. Cada mineiro poderá faturar algumas centenas de milhares de dólares apenas neste quesito.

Filmes e documentários – Outro ponto que poderá render muito. Jornais americanos dão conta de que a indústria de cinema de Hollywood se movimenta para comprar os direitos dos mineiros e transformar essa história em mais um filme arrasa-quarteirão, nos moldes de Titanic e Avatar. Sem dúvida, será um grande sucesso de bilheteria, com potencial para render, por baixo, mais de US$ 1 bilhão (R$ 1,69 bilhões) entre bilheteria, marketing e publicidade. Quanto os contratos de venda de direitos e de participação nos lucros poderiam render a cada um dos 33 mineiros? Certamente, duas, três ou quatro centenas de milhares de dólares para cada um.

É quase certo que eu tenha me esquecido de outras formas de captação.

De qualquer forma, é uma boa amostra.

No Brasil, estar no buraco é uma metáfora usada para quem sofre com contas e compromissos sem ter com saldá-los.

Bem assessorados, esses 33 mineiros poderão sair, literalmente, do mais radical buraco para uma posição de conforto financeiro e social igualmente profunda.

Apesar de tudo, não acho que seja o caso de desejar cair e ficar por uns tempos em um buraco arrolhado para sair dele com a burra cheia de grana de e glória.

Não se esqueça: a melhor cobertura de assuntos internacionais da internet brasileira está no R7.

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