Publicidade

Posts com a tag "r7"

17 Out 14h32

A dura rotina do mais nobre dos profissionais: o professor

Tags: , , , , , , , , 9 Comentários

Cláudia Pinho, amiga querida e confreira deste R7, e eu fizemos uma longa reportagem nesta sexta-feira (15), Dia dos Professores, para o portal.

 

Claudinha acompanhou um dia de um professor em uma estruturada escola privada, o Pueri Domus.

E eu, uma professora da rede pública municipal de São Paulo.

 

Quem ainda não leu no portal pode ver a bela reportagem de Claudinha Pinho no atalho acima.

 

E a minha, aqui embaixo, a partir de agora.

 

Obrigado e beijos. Vamos lá:

“Meu coração e minha mente são

da escola pública”, diz professora

Imagem 036 224x300 A dura rotina do mais nobre dos profissionais: o professor

Um dia na vida de Camendores Agostinho, a prô Carmen, exemplo de superação, dedicação e responsabilidade na educação pública

Eduardo Marini, do R7

- Temos uma visita hoje. Vocês precisam se comportar bem para que

ela não leve uma impressão ruim da nossa turma.

EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Ruy Barbosa, Vila

Fotos: Eduardo Marini

Guilherme, zona Norte de São Paulo.

No relógio, 7h20 da manhã de quinta-feira (14).

Carmendores Braga de Oliveira Agostinho, 37 anos, prô Carmen para seus “pequenos”, anuncia a presença da reportagem do R7 para 13 dos 19 alunos entre oito e nove anos que conduz na turma do 2º ano C  da escola.

Os moleques olham para a lateral da sala e soltam um sorriso de renovar qualquer manhã.

Pronto: está desfeito o mistério daquele marmanjo de 1,89 metro de altura de se espreme numa carteira feita para gente bem menor e bem menos desengonçada.

Paulistanos ainda travam a batalha matinal e habitual do engarrafamento, mas a jornada de prô Carmem, um dos mais de 30 mil professores da rede pública municipal paulistana, começou faz tempo.

Ela pula da cama de sua casa, também na Vila Guilherme, todo dia às 5h30 da matina. Uma hora depois, no máximo, está na sua sala no Ruy Barbosa.

Às 7h, recolhe os pequenos e trabalha até 11h50, com um intervalo de 20 minutos para o recreio.

No final da manhã, enquanto a molecada almoça no colégio antes de ir embora, Carmendores corre para outra escola municipal, a EMEF Almirante Tamandaré, no bairro vizinho da Vila Maria.

Lá, outra jornada a aguarda, com mais 29 crianças de uma turma de primeiro ano fundamental.

No intervalo entre o primeiro e o segundo tempo, uma refeição rápida, sempre trazida de casa.

Nesta quinta-feira ela almoçou arroz, feijão (“preto, não esses cariocas que o povo daqui gosta”), carne grelhada e uma salada leve. De sobremesa, um sortido de abacaxi, uva e manga acompanhado de um iogurte.

Nem sempre ela consegue cardápio tão equilibrado. Grávida de seu primeiro filho, prô Carmen tem andado rigorosa com a alimentação.

O turno da tarde termina às 18h30. Em seguida, até as 20h, Carmendores encara com as colegas a Jornada Especial Integral de Formação, um grupo de estudo e discussão das questões surgidas na sala de aula e no relacionamento com alunos e pais.

Às 20h30, 14 horas e meia depois de ter saído de casa, prô Carmen está de volta ao descanso.

A aula do turno da manhã de quarta-feira (14), na Ruy Barbosa, começou com a leitura de uma versão do clássico A Bela Adormecida, da princesa Aurora e da bruxa Malévola (como esquecer?).

A sala bem cuidada de prô Carmen não tem quadro virtual, ampola azul ou qualquer outra traquitana dessas tão comuns nas escolas particulares modernosas de hoje.

É sala de aula típica das escolas dos anos 1980/1990.

O quadro é aquele mesmo chamado de negro mas, na suprema maioria dos casos, verde.

Há plantinhas e, nas paredes, desenhos, as letras do alfabeto e textos de algumas parlendas clássicas que nunca deixarão de ser sucesso entre molecada de qualquer tempo e geração.

Uma delas:

O gato dome no poleiro

O pato dorme no chão

O pobre nos seus arreios

E o rico no seu colchão.

Imagem 0131 300x225 A dura rotina do mais nobre dos profissionais: o professor
Outra:
Boca de forno

Forno

Tira um bolo

Bolo

Se o mestre mandar

Faremos todos

E se não fizer?

Levaremos bolo.

Sala de colégio colégio, zagueiro zagueiro.

Num clima delicioso que acaba emprestando um certo ar de nostalgia ao repórter formado em escola pública desde o jardim da infância.

Prô Carmen tem dez anos de rede municipal.

Um vínculo como o dela, a esta altura da carreira, rende ao professor cerca de R$ 1,8 mil líquidos por mês.

Enquanto seus meninos (entre eles há uma com Síndrome de Down, outra com lábios leporinos e um garoto com limitações que o impedem de falar) anotam respostas sobre A Bela Adormecida, Carmendores reflete e compara os pontos positivos e negativos do trabalho na rede pública e nas escolas particulares.

 Imagem 0071 300x225 A dura rotina do mais nobre dos profissionais: o professor

- Na nossa realidade, as limitações, na maioria dos casos, são financeiras e sociais. Como temos um público majoritário das classes C e, sobretudo, D e E, e não podemos pedir de forma alguma que os alunos tragam dinheiro, ainda que pouco, para as atividades extras, muitas vezes os trabalhos de extensão educacional ficam limitados se compararmos com as escolas particulares.

Ela cita o exemplo de quatro alunos que, naquele exato momento, cobram a promessa de que iriam fazer brinquedos com garrafas pet.

- Veja só, parece uma coisa boba, mas eu pedi há uma semana que cada um viesse hoje com uma garrafa pet. Apenas quatro trouxeram. Vou ter que adiar a tarefa. Nós vamos fazer. Sou insistente. Mas muitos colegas, até com certa razão, acabam desistindo no caminho.

Mas então a professora acharia melhor ser educadora em colégios privados?

- De forma alguma. Meu coração e minha mente estão totalmente voltados para a educação pública. E, depois, o ambiente privado de ensino traz para o professor uma limitação muito pior: a falta de independência.

Como assim? Não é o professor da rede pública que trabalha com uma orientação comum, no seu caso a da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo?   

- Pois é. Mas, apesar disso, dentro do ambiente da escola, da direção para baixo, a gente tem muito mais liberdade do que um professor privado na hora de acrescentar ideias, propor soluções, mobilizar pais e familiares, enfim, buscar alternativas na pedagogia e também no trabalho com as comunidades.

E acrescenta outros detalhes.

- Nas escolas privadas, sobretudo as elitizadas, o professor, não raro, é pressionado por pais dos alunos quando ocorre algum problema com seus filhos. Sabe como é: na ótica de um pai ou de uma mãe, o filho quase nunca é o errado ou o que precisa mudar. O problema é sempre do professor, aquele insensível e incompetente que não consegue compreender a minha criança.

Imagem 057 224x300 A dura rotina do mais nobre dos profissionais: o professor

Carmendores explica como diretores e donos de escolas privadas reagem nestas situações na maioria dos casos.

- Eles ficam do lado dos pais, até porque os recursos saem deles. E aí é aquela história: a corda arrebenta do lado mais fraco, o nosso. Nas escolas públicas, com todas as limitações a serem superadas, o sistema ainda protege melhor o professor nestas negociações e conflitos do cotidiano.

A cearense Carmendores sabe muito bem o que são limitações de escolas públicas a serem superadas.

Quarto dos cinco filhos de uma família de agricultores pobres de Cedro, cidade pequena e pobre do sertão do Ceará, ela pisou pela primeira vez numa escola – pública, naturalmente – aos 12 anos.

Apesar deste dado, totalmente gerado pelo aperto financeiro, o sentido de beleza da salvação pela educação sempre esteve presente nos sonhos e na realidade de sua casa.

Sua mãe estudou até a quinta série do ensino fundamental.

Mesmo assim, com os filhos ainda pequenos, fez um acordo com o Mobral (antigo EJA, Educação de Jovens e Adultos) para alfabetizar, como professora, adultos da região rural em que eles moravam, na época sem qualquer escola.

A sala de aula era uma grande mesa na cozinha da família Oliveira. Era trabalho pesado na roça de dia e aula à noite, à luz de lamparina.

Entre um abc e outro, mamãe alfabetizou em casa a pequena Carmendores e seus quatro irmãos.

No tal dia em que Carmendores conheceu uma escola, o colégio estadual Celso de Araújo, na área urbana de sua Cedro natal, ela foi submetida a um teste.

A professora escreveu um pequeno texto no quadro negro, e deu um aviso.

- Se você conseguir ler tudo, faço sua matrícula no segundo ano.

Ela se emociona quando pensa nisso.

- Desculpe-me, mas não me lembro do texto. Nem adianta perguntar. Acho que a emoção do momento apagou tudo.

Seus olhos ficam vermelhos e marejados.

Mas o quadro negro, deste ela se lembra muito bem.

Era imenso. E, só para variar, verde.

Carmendores completou o fundamental e virou prô com o curso Normal no mesmo colégio.

Formou-se em pedagogia na URCA (Universidade Regional do Cariri), em Crato, distante 180 quilômetros de Cedro, e, depois, completou uma pós-graduação em psico-pedagogia.

Naquela tarde de quinta-feira (14), no seu segundo tempo, na EMEF Almirante Tamandaré, ela lembra de um desafio comum enfrentado por milhares de professoras públicas na realidade social do país: o contato com a violência.

Antes de trabalhar nas duas unidades atuais, ela passou por um aperto em outra escola, fincada dentro de uma favela paulistana que, a seu pedido, não terá o nome citado.

Prô Carmen convocou o responsável por um aluno que dava sinais claros de desequilíbrio emocional. Desconfiava de que o menino estivesse sendo vítima de algum tipo de distúrbio ou violência em casa.

Em vez de ir, o pai mandou em seu lugar um irmão mais novo, um jovem na faixa dos 18 anos.

- Eu olhei para o rapaz e senti algo esquisito, desconfortável. Falei rapidamente, dei poucos detalhes e pedi para que ele avisasse o pai da criança para vir em outro momento. Nós conversamos no início da tarde. Por volta das 15h do mesmo dia, comecei a receber, ainda na escola, telefonemas anômimos com ameaças e descrições de toda a minha rotina.

Como ela nunca deixava a escola e a favela antes das sete da noite - no escuro na época de outono e inverno, portanto -, precisou abandonar o ônibus da volta. Todos os dias as colegas davam uma carona de carro até um ponto distante para que ela pegasse uma outra condução.

Não adiantou muito. Aconselhada pela diretoria e a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, Carmendores afastou-se da escola.

Voltou dois meses depois e, em seguida, mudou de unidade.

Por um bom tempo, deixou de passar próximo à região. Até hoje fica incomodada quando toca no assunto.

Desafios que tornam a atividade de educador público uma tarefa ainda mais iluminada.

A tarde cai na Escola Almirante Tamandará, na Vila Maria.

Após várias tarefas de formação de palavras e a leitura, em grupo, do livro A Pequena Vendedora de Fósforos, de Hans Cristian Andersen (1805-1875), o genial poeta e escritor dinamarquês que escreveu também O Soldadinho de ChumboA Pequena Sereia e o eterno O Patinho Feio (como esquecer?), prô Carmendores manda a criançada do segundo tempo para casa, recebe uma tonelada de beijos e se prepara para a prorrogação: o grupo de estudo com as colegas.

Deixará a Escola Almirante Tamandará às oito da noite.

Enquanto a meninada deixa a sala, Prô Carmen, antes de ir para o grupo de estudo, aproxima-se do quadro (este vermelho) da agenda semanal de atividades, colado na parede, e faz a anotação do dia seguinte, a sexta-feira 15 de outubro.

Escreve: Dia dos Professores.

Imagem 065 300x224 A dura rotina do mais nobre dos profissionais: o professor

Pelo sensato calendário da rede municipal de ensino de São Paulo, o 15 de outubro será de folga.

Prô Carmen e seus milhares de colegas poderão curtir o dia em descanso.

Ela sorri e provoca.

- Você acha que a gente merece?

Merece, prô Carmem, claro que merece...

As reportagens mais didáticas sobre vestibular, educação e concursos estão no R7. Melhore seus conhecimentos por aqui.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

13 Out 13h16

Timaço de técnicos em casa. Queria um no Timão? Opine

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , 5 Comentários

dream team1 Timaço de técnicos em casa. Queria um no Timão? Opine

Os sempre bem informados e atentos confrades do Esporte deste R7 montaram um Dream Team com 11 técnicos de primeira linha atualmente desempregado.

O time:

Leão no gol (claro)

Antônio Carlos, Adilson Batista, Ricardo Gomes e Leonardo

Dunga, Silas, Mario Sérgio e Dom Dieguito Armando Maradona

Bebeto e Zico

Um timaço dos sonhos, sem dúvida.

Mas um timaço que já não resolve mais dentro de campo, como sabemos, e está desempregado para ajudar a resolver fora dele, como técnico.

Torcedor do Corinthians, qual deles você gostaria de ver agora no comando do Timão.

Ou o seu desempregado preferido não é nenhum deles?

Opine.

Registre seu comentário.

Acompanhe aqui, em detalhes, a reportagem do R7 sobre o dream team dos técnicos desempregados.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

13 Out 11h36

Superbactérias: quando um grande rival é o atendente que não lava as mãos direito

Tags: , , , , , , 2 Comentários

superbacteria kpc Superbactérias: quando um grande rival é o atendente que não lava as mãos direito

O infectologista Artur Timerman, 57 anos, um dos mais competentes do País, chefe do serviço de controle de infecções hospitalares do Hospital Edmundo Vasconcelos e também ligado ao Albert Einstein e ao Dante Pazzanese, todos em São Paulo, deu uma entrevista interessante e assustadora para a edição da Folha de S. Paulo desta quarta-feira (13).

Assunto: superbactérias.

Timerman lembra que o terror do momento, a superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase, a KPC, resistente a todos os antibióticos existentes no mercado, antigos ou novos, a mesma que teria provocado 18 mortes no Distrito Federal, circula pelas UTI´s de grandes hospitais paulistas desde 2008.

Só no Hospital das Clínicas foram identificados mais de 70 casos de KPC neste mesmo período.

O ideal é que cada paciente grave contaminado por uma superbactéria tenha um atendente de enfermagem exclusivo para o seu atendimento.

Mas na realidade do País, com a superlotação de hospitais, falta de mão-de-obra e de recursos para contratação, sobretudo nas unidades públicas, cada atendente de enfermagem cuida, em média, de cinco a seis pacientes do tipo.

Resultado: os índices de infecção cruzada, aquela em que alguém leva a bactéria de um paciente para o outro (neste caso, o próprio atendente de enfermagem), aumentam em proporções absurdas e perigosas.

Mas, mesmo com o atendimento de vários doentes ao mesmo tempo, a situação poderia ser muito mais confortável se todos os que lidassem com pacientes tomassem uma atitude simples, elementar, realmente singela: lavar muito bem as mãos ao ir de um atendimento para o outro.

Um minuto, pelo menos, para cada lado, frente e costas, de cada mão.

Mas, segundo Timerman, sabem quantos fazem isso com este cuidado?

Apenas 40% dos profissionais.

Isso mesmo: apenas quatro a cada dez pessoas que trabalham em contato direto com o paciente contaminado por bactérias que, certamente, vencerão um dia a corrida histórica contra o ser humano.

Assim não dá.

Definitivamente, não dá.

Com um adversário desses, não há investimento, descoberta de medicamento, pesquisa ou alta tecnologia que resolva.

Tudo isso vai parar, claro, na mais elementar das faltas de higiene.

Lavar bem as mãos.

Assim mesmo como a mamãe, a vovó e a tia do colégio ensinaram quando a gente era criança...

Opine.

Registre sua opinião.

A melhor cobertura de Saúde da internet brasileira está no R7. Confira.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

7 Out 06h00

O que as crianças pensam sobre cada peão da Fazenda

Tags: , , , , , , , , , , , 18 Comentários

fazenda 2 300x225 O que as crianças pensam sobre cada peão da Fazenda Fotos: R7 - A Fazenda

Fui dias atrás a uma festa de criança bem bacana com Isadora, minha filhota de sete anos.

Animada, a molecada não queria nada com dormir cedo.

Por isso, pude acompanhar um episódio de A Fazenda ao lado de 12 pirralhos na faixa dos seis aos nove anos.

Numa entrevista improvisada, anotei a opinião dos pequenos sobre os peões e peoas do reality show.

É um termômetro do que as crianças pensam de cada um deles.

O melhor do reality, para a criançada, são as disputas entre dois grupos (competição na piscina, jogos, etc) e tarefas que pedem aos participantes para encontrar algo.  "A gente adora coisa que parece de detetive", disse uma delas.

Vamos às opiniões sobre cada um dos competidores:

Monique Evans – Quase uma unanimidade: “chata e reclama muito”

Viola – Gente boa, mas ainda muito sem opinião e sem papel na casa.

Carol – Legal, mas ainda muito “quietona e paradona” (uma menina de sete anos, numa daquelas tiradas geniais que só crianças sabem dar, respondeu: “ela é meio... meio, entende?”

Nany People – Alguns a acham engraçada. Mas, para a maioria, ela fala “muuiiiiitooo” e reclama demais.

Dudu – “Muito paradão (foi antes da briga com Tico)”

fazenda 3 300x225 O que as crianças pensam sobre cada peão da Fazenda

Tico Santa Cruz - As meninas curtem mais do que os meninos. Acham as tatuagens bacanas, mas pensam que ele “gosta de falar demais e isso às vezes é meio saco”.

Janaína Jacobina – De maneira geral, tem imagem positiva entre a molecada, mas entre os moleques. Um menino e uma menina disseram que ela é “bonita e legal”. Outros concordaram.

Luiza – “Nem boa nem ruim”, mandou um. “Quem é essa mesmo?”, foi sincero outro. Ou seja: pelo menos por enquanto, indiferente.

Lisi – “Nem boa nem ruim (uma menina, de oito anos, gritou “meio metida a besta” e outras duas concordaram)”

Andressa Melancia – “Ela é animada mas, meu Deus, muito grandona”, disse uma. “Muito inchadona. Olha o tamanho da bunda dela, mano”, disse outra. Os meninos acham a gigante mais interessante. Mas quase que só para ver...

Daniel – O gato de plantão. Para elas, muuito bonito e muuito legal - com a primeira qualidade claramente “puxando votos” para a segunda. Para eles, normal. Algumas meninas disseram torcer por ele.

Carlos Carrasco – Divertido, mas às vezes fala muita coisa “nada a ver”.

Sérgio Abreu – As meninas o acham bonito. Os garotos, na suprema maioria, perguntaram: “quem é esse cara mesmo?” Resumo: falta aparecer. Ou, num reality show cheiro de celeb de vários quilates, talvez até não.

Geisy Arruda – Nosso míssil Tomahawk do ABC está bem no vídeo com a molecada. Cinco dos 12, entre eles dois moleques, disseram estar torcendo muito por sua vitória. Eles acham a moça sincera, que mostra o que é e sente mesmo quando erra ou fala errado. O recall do estouro e da fama recentes parece ajudar nessas avaliações.

Sérgio Mallandro – Engraçado, mas muito teimoso. Isadora: “O negócio é uma coisa e ele fala outra, ligado? É igual pai teimoso. A gente pede, por exemplo, R$ 50, o bagulho custa R$ 50, mas ele dá só R$ 10, entende?”

Entendo... Depois deste direto no queixo, o repórter-pai achou que estava na hora de acabar com a entrevista e colocar esse monte de pirralho abusado para dormir, ligado?

fazenda 41 300x248 O que as crianças pensam sobre cada peão da Fazenda

A Fazenda é... só aqui.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

3 Out 12h49

A tensão dos candidatos vips no final de semana da eleição

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , 2 Comentários

Fiz esta reportagem no sábado (2) para o portal R7.

Quem leu gostou e se divertiu bastante com o lado humano dessas pessoas públicas.

Os amados amigos da blogosfera colorida que ainda não leram podem me dar, agora, a honra.

Aqui está ela. Abraço.

reginaldo rossi A tensão dos candidatos vips no final de semana da eleição

Celebridades candidatas vivem expectativa horas antes da eleição

Elas contam como estão enfrentando a tensão e o frio na barriga neste fim de semana em que podem se tornar parlamentares

Eduardo Marini, do R7


Reginaldo Rossi (foto acima), o Rei do Brega, Reiginaldo para os fãs, o autor de algumas das mais perfeitas peças do cancioneiro popular nativo, entre elas a antológica Garçom, interrompe a soneca na varanda de seu apartamento de frente para o mar da pernambucana Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife, para atender a reportagem do R7.

Gentil e sincero como sempre, abre o jogo.

- Bicho, bicho, vou te confessar uma coisa: tô com medo. Mas é aquele medo que assusta e ao mesmo tempo empurra para frente.

De uma hora para a outra você tem uma caneta na mão, podendo fazer leis para mudar a vida das pessoas. Isso é muito poder.

Esses doidões aí que são candidatos a qualquer custo deveriam pensar nisso...

Mas você, Reiginaldo, tem medo do quê mesmo, bicho?

- Olhe, eu não temo perder o senso ético nem virar corrupto. Isso nunca. Não aceitaria bola ou corrupção. O que me assusta é a possibilidade de me enrolarem naquele jogo malicioso que rola nas assembleias. De repente, eu, marreco novo, sem entender direito o regimento e as regras da coisa, colaborar para projetos e interesses que não são os melhores. Esse é meu único - e grande - medo, entende, bicho?

Claro, bicho.

R7 perguntou para personalidades candidatas a algum cargo na eleição deste domingo (3) como elas se sentem e se comportam nestes últimos momentos de campanha.

O que elas fazem e como aliviam a pressão nessas horas decisivas e tensas que antecedem a votação que poderá transformá-las em representantes dos interesses de um povo?

Reiginaldo, candidato a deputado estadual pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista) em Pernambuco, é dos mais calmos.

O ronco forte na soneca, testemunhado pelo amigo que atendeu o telefone, comprova seu estado de espírito.

- Olhe, bicho, sinceramente: não deixo de dormir por essas coisas não. Depois de tanto movimento de campanha, chegou a hora de descansar, de voltar à rotina. Neste sábado eu vou comer uma calabresa com arroz e feijão aqui em casa mesmo, com a Celeide, minha mulher. No domingão, vou votar antes do almoço, comer um caranguejo e depois tirar um ronco. Se tudo der certo e Deus me permitir ser eleito, talvez eu tome umas quatro ou cinco doses de uísque com alguns amigos próximos para comemorar. Nem o Rei do Brega é de ferro...

Ex-professor particular de matemática e de física para alunos do primeiro grau, ensino fundamental completo, Reiginaldo, o criador de O Pão e de A Raposa e as Uvas, deseja trabalhar para a melhoria da educação pública em seu Estado caso seja eleito.

- O PDT tem uma tradição de ser o partido da educação. E isso é o que eu quero. Vou legislar para criar projetos de educação com arte e esporte nas escolas públicas pernambucanas. Nós temos uma molecada muito criativa e carente. E eu acho que essa turma só se livra dessas tentações marginais todas com esse trio: educação, esporte e arte.

O intérprete impagável das não menos impagáveis Tô DoidãoMon Amour, Meu Bem, Ma Femme faz de oito a dez shows por mês (“o Chitãozinho, o Zezé e esses amigos deles falam em 20, 30 shows mensais, mas isso é meio cascata, meio marketing”).

Acha que, na Assembleia Legislativa, poderá segurar oito mensais, “dois por semana”.

Reiginaldo começou a campanha, olhem só, mandando uma carta para avisar (“mandou uma carta pra me avisar/deixou em pedaços o meu coraçãão”) boa parte do eleitorado que era candidato a deputado estadual.

E que desta vez, ao contrário das ocasiões em que tentou ser vereador, iria fazer uma campanha mais séria e com reais intenções de resultar em uma vaga.

Mas o que apontam, afinal, os cálculos de sua equipe? Eleição?

- Olha bicho, é o seguinte: apesar do trabalho muito dedicado e profissional da equipe, nós não tivemos os recursos necessários para divulgar a candidatura para o mínimo de pessoas que pretendíamos. Se isso tivesse sido possível, posso te afirmar que poderia ter 300 mil votos. Como não foi, não consigo antecipar com precisão. O partido calcula que posso ser eleito com 30 mil. Se forem 150 mil, ficarei feliz. Se forem 50 mil, também. Se forem 30 mil, também. Se for menos e não der, também. Vou agradecer a Deus e continuar na luta do mesmo jeito.

Nada como a experiência. Na ala mais jovem, pop e funkeira do partido das celê reina a ansiedade movida e regada a muito barulho.

A dançarina e (vá lá...) cantora Suellen Aline Mendes Silva, a Mulher Pera, massa compacta e curvilínea de 23 anos, candidata a deputada federal no Estado de São Paulo pelo nanoscópico PTN (Partido Trabalhista Nacional), é a própria ansiedade com dois braços, duas pernas e uma cabeleira de responsa domada a chapinha.

cebridades 1 mullher pera A tensão dos candidatos vips no final de semana da eleição Divulgação

Na noite de sexta-feira (1º), Suellen Pera se preparava para levantar, tremer e balangar o popozinho em um baile funk em Santo Amaro, região radical sul da cidade de São Paulo considerada “a maior cidade nordestina do Brasil”, com cerca de quatro milhões de habitantes vindos do Nordeste.

Minutos antes de sair de casa, ela aperta o laço cruzado do espartilho verde cítrico, espreme um pouco mais a cintura já sem qualquer liberdade e solta o ar dos pulmões para dar mais força à voz fina de talkie de boneca.

- Ai, querido, não vejo a hora de chegar logo esse domingo da eleição. É tanta responsabilidade, tanta... Eu dancei desde menina, mas essa coisa de política é diferente...

Suellen Pera é uma moça simpática e de atitudes educadas.

Uma vitória para uma menina pobre, nascida em um bairro pobre de Guaratinguetá, no vale paulista do rio Paraíba, que, assim como a mãe, levou muita pancada do pai manguaceiro até o elemento tomar outro rumo na vida.

Criada pelos avós maternos, só completou o ensino fundamental (“não era só ler e escrever como a Justiça Eleitoral colocou no meu registro. Eu sei mais um pouco do que isso”, defende-se”).

Começou a trabalhar ainda adolescente, “dimenor”. Foi babá, empregada, atendente. E um pouco mais tarde, em São Paulo, dançarina de forró e axé em “bicos” em programas de TV.

Nessas idas e vindas conheceu o companheiro com quem vive até hoje. Quando o partido a convidou a ser candidata, partiu dele o maior incentivo para que ela aceitasse o desafio.

Criadas por ela ou não, Suellen Pera tem propostas curiosas.

Como apanhou muito do pai e, sobretudo, o viu agredir sua mãe, ela deseja, por exemplo, esquentar ainda mais a chapa da Lei da Maria da Penha, que pune essa covardália que bate em mulher.

- Quero alterar essa lei para que o cabra fique preso direto, sem fiança ou habeas corpus, se for provado, por exame de corpo delito ou qualquer outra coisa, que ele correu mão na mulher dele. Acho o cara bater, pagar e sair muito leve.

Quer também baixar de 18 para 16 anos a idade mínima para o jovem tirar carteira de motorista e frequentar motel.

- Se eles votam com 16 anos, porque também não podem conduzir um carro e namorar em paz?

Com essas cartas na manga, Suellen Pera acredita que terá apoio dos jovens.

E não é modesta quando é incentivada a chutar quantos votos terá.

- Uns 200 mil. Ou maaaiisss (diz prolongando o aaaa...).

E, em seguida, pergunta ao repórter:

- Fala sério: você não achou minhas propostas legais?

O repórter responde que, sinceramente, achou. Sobretudo a relacionada à Maria da Penha.

Mas legislar não é fácil. Ainda mais no Congresso Nacional...

- Mas olhe: eu tenho uma equipe boa, que vai me ajudar muito. Se eu for eleita, vou largar a fruta de lado por um tempo e estudar muito, começando por esses meses antes da posse, para não fazer feio.

Largar a fruta?

- É, a Pera.

Ah, bom.

No Rio de Janeiro a candidata a deputada estadual pelo PSH (Partido Humanista da Solidariedade) Renata Frisson, a Mulher Melão, apelido inspirado numa abundância muito mais hiper-dimensionada do que propriamente doce, não garante que irá largar a fruta.

Em seu último dia de campanha, fez corpo-a-corpo (até aonde essa expressão pode sugerir um ato político, claro) em Mesquita e em Nova Iguaçu, duas cidades da Baixada Fluminense com população majoritariamente de baixa renda.

Renata Melão acordou cedo para percorrer ruas e conquistar eleitores indecisos.

Optou por visitar comunidades carentes.

Diz pretender criar projetos relacionados a saneamento básico, saúde e educação. E, sobretudo, para tirar crianças do tráfico de drogas.

Ao que parece, o discurso empolado do campanhês, essas coisas bonitas para essas ocasiões nobres, foi bem afiadinho:

- Eu não aguentava mais chegar ver aquelas crianças de dez anos usando drogas, envolvidas com o crime organizado, andando armadas, viciadas em crack. Tem que dar um basta nisso ou seremos reféns da nossa própria sociedade.

Outro com o discurso bem alinhavado é o estilista Ronaldo Ésper, 66 anos, paulista de Jacareí, estilista, R$ 347,5 mil de patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, ensino médio completo, candidato a deputado federal pelo PTC (Partido Trabalhista Cristão).

ronaldo esper reproducao A tensão dos candidatos vips no final de semana da eleição Reprodução

Em boa entrevista feita pela repórter do R7 Marina Novaes, Esper disse querer os votos das senhorinhas que são donas de casa. É uma clara cantada de quem espera herdar ao menos parte dos votos do também estilista Clodovil Hernandes, um dos recordistas de votos da última eleição, morto em março de 2009.

Disse também ter propostas de projetos para reduzir o máximo da participação parlamentar a dois mandatos, beneficiar empregadas domésticas e incentivar a moda brasileira no mundo.

Ésper disse que não irá acompanhar a apuração.

- Vou votar tarde para não pegar fila. No restante do tempo, ficarei trancado em casa. Ouvindo Beethoven e lendo a biografia do escravo Antínuo, um dos amantes do imperador romano Adriano (76-138).

Faz sentido, Ésper, faz sentido.

Em janeiro de 2007, Ronaldo Ésper foi detido em flagrante no Cemitério do Araçá, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, acusado de tentar roubar um par de vasos do lugar.

No horário eleitoral gratuito, ele chegou a ironizar o episódio quebrando um vaso.

O que ele faria se alguém tentasse, por exemplo, dar-lhe uma peça dessas de presente quando fosse votar?

- Depende. Se fosse um daqueles vagabundos e horrorosos eu quebraria na hora. Mas se for um bonito, tipo Medici, eu levaria correndo para a minha coleção.

Faz sentido, Ésper, faz sentido.

Colaborou Evelyn Moraes, do R7, no Rio de Janeiro.

A melhor cobertura das Eleições 2010 está no R7. Confira.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

2 Out 21h19

Explique ao português: Brasil emite título de eleitor mas o único documento não pedido para voto é… título de eleitor

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , 3 Comentários

cuma camisa Explique ao português: Brasil emite título de eleitor mas o único documento não pedido para voto é... título de eleitor

Penso, como já disse aqui, que o Supremo Tribunal Federal fez bem ao liberar a rapaziada que não conseguiu tirar a segunda via do título de eleitor para votar no domingo (3) apenas com um documento que tenha foto, a exemplo das últimas eleições.

Opinei respeitando muito, até mais do que a minha própria opinião, os amados amigos que acham que o STF deveria ter mantido a exigência.

Muitos se manifestaram aqui, a favor e contra e medida.

cuma 32 Explique ao português: Brasil emite título de eleitor mas o único documento não pedido para voto é... título de eleitor

Agora, preciso admitir uma coisa: a decisão do Supremo criou uma situação difícil de explicar.

E ainda mais difícil de entender.

Daquelas que, como a jabuticaba, só existem no Brasil.

Tente contar ao português, ao dinamarquês, ao francês ou ao finlandês o seguinte: o título de eleitor é o documento oficial entregue a todo eleitor no Brasil, mas o único documento não obrigatório para votar no País é o... título de eleitor.

Tom Jobim nunca esteve tão certo: o Brasil é realmente um país sui generis, muitas vezes surrealista e, efetivamente, impróprio para amadores.

cuma Explique ao português: Brasil emite título de eleitor mas o único documento não pedido para voto é... título de eleitor

Acompanhe as Eleições 2010 no R7.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

1 Out 06h00

Marina vence debate chato da Globo. E Serra agradece

Tags: , , , , , , , , , , 5 Comentários

debate globo marcos de paula ae Marina vence debate chato da Globo. E Serra agradece Marcos de Paula - AE

Ricardo Noblat, jornalista consagrado, meu ex-colega de revista Istoé, hoje titular do Blog do Noblat, tascou em seu Twitter ao início do terceiro bloco do debate dos presidenciáveis realizado pela Rede Globo na noite de quinta-feira (30):

- Não sei vcs aí, mas se eu estivesse em casa estaria cochilando...

Eu estava em casa.

E confesso: àquela altura tinha dado duas boas pescadas de cochilo. Na segunda, fui logo acordado pela Isadora, minha filhinha de sete anos, com uma providencial sacudida acompanhada de um “papai, o debate!”.

Amados amigos, não é por nada não, mas êitia debatezinho chatinho, sô.

Confesso que não teria resistido ao chamado dos deuses do sono se não tivesse de tascar essas mal tecladas sobre o encontro para o nosso canto.

Foi o último, pode ter sido o mais visto, mas esteve longe de ser o melhor e o mais útil.

José Serra (PSDB) não venceu, mas levou a melhor porque pode ter ganho um presente indireto da adversária Marina Silva (PV).

Isso porque Marina teve o melhor desempenho do debate, o que pode retirar votos preciosos da líder disparada das pesquisas, Dilma Rousseff, e forçar um segundo turno.

Marina estava segura e informada sobre as questões formuladas por ela aos oponentes.

Fez o certo: foi para cima e buscou, com perguntas diretas, o debate com Dilma e Serra, de quem precisa tirar votos para sonhar em ir para o segundo turno. Ao contrário do tucano, que mais uma vez evitou bater de frente com a petista mesmo precisando correr parte da montanha de votos da candidata do governo.

Em vários momentos, Marina deixou Dilma incomodada e de queixo travado com suas perguntas e réplicas.

No final, foi aplaudida pela turma de Serra, num misto de reconhecimento de sua boa atuação e agradecimento pela perspectiva de ela ter tirado votos de Dilma e, quem sabe, ajudado a gerar um segundo turno entre a petista e o tucano.

Dilma estava mais calma do que no debate da Record.

Foi um pouco melhor e não comprometeu.

Mas também não teve um desempenho exatamente bom.

Preocupada em estancar a perda de votos entre os cristãos, sobretudo as mulheres, agradeceu a Deus mais de uma vez, entre elas na despedida.

Quando escolhia quem responderia sua pergunta, optava sempre por Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Apanhava dele, é verdade, mas fugia do bombardeio de Marina e de Serra, que realmente poderia tirar-lhe votos.

Com isso, o debate terminou sem que Dilma e Serra fizessem uma única pergunta um para o outro.

Dilma morde muito facilmente a isca dos provocadores. Se for eleita, deverá ter mais cuidado com isso. Como presidente, precisando dar resposta pública a todo momento, isso pode ser perigoso, fatal até.

Mesmo bem treinada por sua boa equipe, a petista terminou a campanha ainda abusando de termos, expressões e frases complicadas, empoladas e fechadas, numa espécie de militantês difícil de ser entendido pelo cidadão médio.

Ela usa expressões como “objeto de sustentação política” sem traduzir coisas do tipo para o português mais simples. Nas próximas campanhas, precisará melhorar este ponto.

Serra saiu como chegou. Nem brilhou, nem afundou.
O que, para ele, teria sido a morte e o enterro se Marina não tivesse mantido viva a chance, ainda que remota, de um segundo turno com seu desempenho.

O tucano limitou-se a usar a tática da réplica planejada.

Fazia uma pergunta a Plínio ou Marina sobre um tema, ouvia a resposta e, na réplica, baixava o guatambu em Dilma, em Lula e no governo federal, atribuindo ao trio a culpa por dados negativos em relação ao assunto em questão.

Até mesmo Plínio, que esteve solto e com timing e língua afiados nos debates anteriores, desta vez adotou um tom mais comportado, circunspecto.

Quis transformar o sucesso de suas participações anteriores em conquista. E saiu pedindo votos com um ar solene que tirou a maior parte da graça de vê-lo em ação.

Mesmo assim, se Dilma observasse como Plínio fala, talvez aprendesse detalhes preciosos.

O candidato do PSOL é o que se expressa com maior clareza.

Tem o “tempo de bola” mais eficiente.

É didático, sabe alterar o tom de voz e o ritmo da fala para destacar o que considera mais importante.

E percebe quando precisa “traduzir” palavras e termos complicados de política e gestão administrativa para a linguagem do cidadão médio.

Mas o tom de Plínio na noite desta quinta-feira (30), mais empolado do que o adotado em outros debates, prejudicou concretamente seu desempenho.

Resumo da opereta: triunfo leve de Marina Silva, a princípio vitória de Dilma no primeiro turno e uma remota possibilidade de segundo com a petista e o tucano.

Se o segundo turno rolar, que Serra agradeça e peça muita proteção para Marina.

No Jornal da Globo, após o debate, a apresentadora disse que o encontro favoreceu “as propostas e a troca de ideias”.

Uma maneira educada de dizer que foi... chatinho.

Acompanhe as eleições 2010 no R7. Estamos na reta final.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

30 Set 19h24

Viva: Supremo deixa a rapaziada votar sem título

Tags: , , , , , , , , , , , 12 Comentários

identidade1 Viva: Supremo deixa a rapaziada votar sem título

O desejo deste blog e de milhões de brasileiros prevaleceu: o Supremo Tribunal Federal acaba de deixar a rapaziada votar nas eleições do próximo domingo (3) com apenas um documento que tenha foto.

Por oito votos a dois, os ministros do STF aprovaram uma Ação Direta de Inconstitucionalidade apresentada pelo PT sobre o tema.

Esta Ação Direta pede que o STF derrube a decisão da Justiça Eleitoral de exigir do eleitor a apresentação obrigatória do título de eleitor e também de um documento de identidade com foto para votar no próximo domingo (3).

O PT argumenta que a exigência dupla iria “cassar o direito constitucional” do voto de milhares ou talvez milhões de eleitores que não consigam tirar a segunda via do título até esta quinta-feira (30), quando termina o prazo nos cartórios para as eleições 2010.

Nesta eleição, 135 milhões, 804 mil e 433 brasileiros estão aptos a votar.

Agora, com a decisão do STF, o eleitor não precisa mais levar os dois documentos para as urnas.

Ele poderá votar levando apenas um documento com foto ou com este mesmo documento e mais o título.

Mas fique esperto: quem levar apenas o título de eleitor não poderá votar, porque título não tem foto.

A relatora do processo no STF, ministra Ellen Gracie, considerou a exigência dos dois documentos desnecessária.

- Não é cabível que coloque como impedimento ao voto do eleitor. A ausência do título de eleitor não impediria o exercício do voto.

Logo depois, ela acrescentou:

- O documento (título de eleitor) não se torna inútil, apenas dispensável. Quem o trouxer será atendido com mais rapidez. Contunua a se exigir os dois documentos, mas a ausência do título de eleitor não mais impede o direito de votar.

Ellen Gracie teve seu voto seguido por seus colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Gilmar Mendes e Cezar Peluso, presidente do Supremo,  votaram contra o pedido.

Mendes adiou por um dia a decisão do STF ao pedir vista da ação na quarta-feira (29).

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa que Gilmar teria pedido vista no processo depois de receber um telefonema do candidato do PSDB à presidência da República, José Serra.

A exigência do título beneficiaria Serra e poderia ajudar a gerar o segundo turno, pois os eleitores mais pobres e moradores de localidades mais distantes dos cartórios eleitorais teriam maior dificuldade para tirar a segunda via do título.

E a maior vantagem a favor de Dilma Rousseff sobre Serra e a verde Marina Silva está justamente neste eleitorado.

Mendes foi contra a ação com o argumento de que uma liminar três dias antes da eleição traria “desestabilização” ao do processo eleitoral.

Cesar Peluzo, o outro voto contra, chegou a ironizar:

- Acabou de ser decretada, a partir de hoje, a abolição do título eleitoral.

Apesar da contrariedade dos vencidos Mendes e Peluzo, prevaleceu no Supremo o entendimento de algumas teses, argumentos e opiniões colocados neste blog, em texto recente, para defender a retirada da exigência, como ocorreu.

Vale lembrar alguns deles:

* Nos rincões do Brasil profundo, a indústria informal do leva e traz para transportar eleitor sem título de suas casas distantes até os cartórios devia estar comendo solta, numa beleza, numa maravilha.

* A rigor, ao bater pé e exigir o título na boca da eleição, a Justiça Eleitoral apenas criava uma grande dificuldade para os cabos eleitorais dos candidatos de má-fé venderem facilidades. Facilidades pagas a preço de voto, claro. No interior, muita gente ainda troca voto apenas pelo transporte casa-urna-casa.

* O País que instituiu o voto obrigatório por lei agora pretendia impor, também por lei, a obrigação de não votar a milhares, talvez milhões de brasileiros. Iria sonegar o direito do voto, tão defendido em tribunais e em campanhas pagas com o direito do contribuinte.

* Se a proibição permenecesse, eu e muita gente temíamos por brigas e desentendimentos Brasil afora entre mesários e eleitores que chegassem para votar apenas com um documento.

* Se votar é um direito sagrado, o que é mais importante: criar condições para que o voto ocorra mesmo sem título ou sonegar esse direito constitucional e sagrado do voto a uma grande parcela de eleitores apenas por capricho ou excesso de rigor de organização?

* O que é maior e mais nobre: garantir o direito do voto ou a satisfação de um rigor organizacional, de uma burocracia legal?

Felizmente, venceu a visão de que garantir o direito ao voto é maior e mais nobre.

O que sobra disso tudo?

A necessidade de uma apuração rigorosa da informação, dada pela Folha de S. Paulo, de que o candidato Serra teria ligado para Mendes antes de o ministro interromper a sessão do STF com um pedido de vista.

Até que ponto procede a sugestão de interferência feita pela Folha?

Nesta quinta (30), em um dos intervalos da votação no STF, Mendes voltou a negar que tenha conversado com o candidato tucano:

- O Serra nem me chama de “meu presidente”, me chama de Gilmar. Vãoficar patrulhando com quem a gente fala, agora?

Pode ser. Por enquanto, é só sugestão e desconfiança.

Mas o Brasil quer – e precisa – ver essa muito bem contada.

O melhor das Eleiçoes 2010 você acompanha no R7. Confira.


Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

27 Set 18h46

Hoje não tem crítica, ironia ou chibatada. Só a alma leve para festejar o primeiro ano do R7, esse menino abusado

Tags: , , , , , , 7 Comentários

bolo Hoje não tem crítica, ironia ou chibatada. Só a alma leve para festejar o primeiro ano do R7, esse menino abusado

Hoje, de minha parte, não haverá crítica ou ironia contra ninguém.

Nem chicotada verbal, chibatada, paulada, caída de pau, essas coisas que jornalista adora fazer e, sobretudo, falar que fez.

Hoje não haverá borrachada no lombo de quem quer que seja, ainda que o ser mereça o ato simbólico ou mesmo o físico.

Dane-se se algum gaiato ou um monte deles desejar cravar a ferro quente, na minha testa, o rótulo supostamente definitivo de simulacro de jornalista sem compromisso com as causas.

Neste resto de hoje, 27 de setembro de 2010, quero o corpo e alma leves e sugiro que você, amado amigo da blogosfera colorida, faça o mesmo.

Neste 27 de setembro de 2010, cultivaremos a leveza, você e eu, para merecermos festejar o primeiro ano de um moleque travesso que, embora sempre estabelecido entre você e eu, jamais dorme ou marca ponto.

Um moleque abusado que já nasceu na pilha, correndo para sentar na frente de muita gente mais velha (ele ainda não entendeu porque essa galera é chamada de concorrente) nos busões e aviões dos ibopes da vida.

Parece que a gente não te educou, rapá...

R7. Um ano.

Parabéns, menino.

Desde que o vi berrar pela primeira vez, na noite de 27 de setembro de 2009, este é o texto número 441 que tasco no seu bolso ao que tudo indica sem fundo.

Para mim, reincidente incorrigível em cometer textos-testamentos tão longos quanto pretensiosos, nesta terra de poucas e nem sempre boas da internet, não deixa de ser um monte e tanto de dedadas nos teclados da vida.

Mas, em todo caso, comporte-se, meu camarada.

Ou melhor: pensando bem, comporte-se nada, patavina alguma.

Continue indo para cima do mundo virtual.

O mesmo mundo virtual que te ensinaram chamar de concorrência.

Com a mesma competência precoce, a mesma fúria, mas também com o fair play de sempre.

Olhe lá, heim, rapá.

Beijo forte, menino.

Coisas boas como o R7 estão, é claro, no R7. Poupe-se do esforço de tentar encontrá-las em outro lugar...

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

27 Set 06h00

Debate da Record: Serra e Marina preferiram manter o insuficiente. Dilma agradece

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , 10 Comentários

debate 3 silvia ribeiro r7 300x200 Debate da Record: Serra e Marina preferiram manter o insuficiente. Dilma agradece Silvia Ribeiro - R7

Fragmentos sobre o didático debate entre os candidatos à presidência da República exibido na noite deste domingo (26) pela Rede Record, o R7 e a Radio Record, com cobertura da Record News.

* O debate não teve um vencedor a ponto de alterar a situação dos candidatos, sobretudo dos três primeiros colocados nas pesquisas (Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva, nesta ordem) a menos de uma semana do primeiro turno.

* Se ninguém claramente venceu, venceu Dilma. Mesmo nervosa e numa noite pouco inspirada.

* Celso Freitas esteve perfeito na mediação. Seguro, no tom certo, firme sem ser indelicado, com um belíssimo timing, mostrou toda sua competência profissional nas duas horas e meia de trabalho.

* Ana Paula Padrão também brilhou – inclusive no Twitter, onde apareceu por um bom tempo entre os dez temas mais comentados na rede social.

* Ontem eu falava, neste nosso canto, de minha ansiedade em relação à postura que seria adotada por José Serra no debate. Iria o candidato continuar na versão Serrinha Paz e Amor? Ou partiria para a guerra, encostando Dilma na parede com perguntas e cobranças sobre a quebra de sigilo fiscal de sua filha e de tucanos e o escândalo Erenice Guerra na Casa Civil, levantando a bola para que Marina e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) o ajudassem a completar o serviço?

* Mas, para quem precisa arrancar entre cinco e dez pontos de Dilma em seis dias para forçar o segundo turno, Serra foi diplomático demais. Evitou até mesmo fazer perguntas à adversária quando teve possibilidade. Preferiu a tática de questionar Marina e Plínio sobre temas a respeito dos quais queria falar (educação, saúde, habitação, segurança, emprego), para ter a chance, na réplica, de espetar a candidata petista.

* Resultado: nas duas horas e meia de debate, Serra e Dilma se enfrentaram praticamente uma única vez – e por iniciativa de Dilma. Foi quando ela questionou por que Serra não mostrava Fernando Henrique Cardoso em sua campanha. O tucano respondeu sem muita inspiração e a petista reforçou a crítica.

* Na tréplica, por ironia e capricho supremos do destino, Serra sentiu-se obrigado a fazer uma defesa enfática e até bonita de um FHC supostamente esquecido até aqui por ele, pela campanha e pelo PSDB. Disse que Lula, os petistas e são ingratos com o tucano ex-presidente. Acusou Lula, Dilma e o PT de terem bombardeado o Plano Real, o Proer e vários outros projetos do governo FHC que criaram condições de estabilidade e de equilíbrio para que Lula fizesse os dois aclamados governos que fez.

* Mas, para quem está perdendo de muito na disputa dos votos foi pouco, muito pouco. A esta altura do campeonato, a estratégia de tentar corroer parte da montanha de votos de Dilma sem uma atitude decidida parece ineficaz.

* Não é o caso de sair atirando a esmo, pois, sabe-se, que quem age assim afunda ainda mais em quase todos os casos. Mas sim de tomar alguma atitude mais firme de ataque e de conquista de território.

* Para usar as tintas e paletas do futebol tão amadas por Serra e Lula, imagine uma decisão de campeonato em duas partidas. Se o seu time perdeu a primeira partida por 5 a 0, não pode iniciar a segunda com um único atacante, três  volantes de marcação e dois laterais travados, tocando a bola com lentidão para os lados na defesa enquanto o tempo passa. Assim, o tempo passa e acontece o óbvio, ou seja, não acontece nada.

* E se existe alguém que deseja que o tempo passe e não aconteça nada, esse alguém é, claro, Dilma Rouseff.

* E olhe que Dilma não estava em uma noite feliz. É verdade que ela teve um bom momento quando disse preferir as polêmicas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. E quando devolveu a Plínio, após uma provocação, que ela veio da esquerda para a esquerda e não da esquerda para a direita. E ainda quando forçou Serra a colocar FHC no debate. E, sobretudo, quando, em resposta a uma pergunta de Marina sobre o que fez na Casa Civil, onde Dilma foi ministra, respondeu: “o mesmo que você em relação às pessoas do Ministério do Meio Ambiente que se envolveram com compra e venda irregular de madeira, foram descobertas pela Polícia Federal e estão sendo processadas”.

debate geral wilton junior ae 300x225 Debate da Record: Serra e Marina preferiram manter o insuficiente. Dilma agradece Wilton Junior - AE

* Mas na maior parte do tempo não foi assim. Dilma deixou a tensão transparecer em suas falas, que perderam as nuances, os contrastes e boa parte da leveza conquistada a treino, bem assimilada e exibida na campanha até aqui. Não conseguiu disfarçar o incômodo com os segundos que precisava esperar para ver o cronômetro zerar antes de iniciar suas falas. Sempre que algo a incomodava, a imagem da reprovação tomava conta de seu semblante de forma indisfarçável. Chegou a gaguejar após um comentário firme de Marina sobre educação e analfabetismo. Definitivamente, não estava em uma boa jornada.

* No placar geral da petista, os momentos ruins venceram os bons, mas não com ênfase suficiente para alterar sua realidade de franca favorita. Se os adversários tivessem sido competentes para aproveitar sua noite infeliz, poderiam ter movimentado as intenções de voto com relevância. Não foram. Assim, como se dizia em Portugal logo após a partida da família real para o Brasil, tudo parece ter ficado como dantes no quartel d´Abrantes.

* Serra esteve bem. Vestido adequadamente, seguro nas respostas, parecia equilibrado e tranquilo. Os treinamentos dos marqueteiros e profissionais da fala em público fizeram bem para o tucano, que costumava se irritar em público em pouco tempo e com muita facilidade. No debate a Record, teve boa jornada. Atravessou as duas horas e meia com equilíbrio, ao final, parecia sinceramente animado. Na entrevista, disse que “precisava arrumar algo para gastar a energia” e que “ficaria no debate por pelo menos mais duas horas”. O problema é que foi polido e diplomático demais. E essa postura leve alterou pouco ou quase nada algo que, para ele, precisava ser concretamente alterado.

A candidata verde Marina Silva também demonstrou equilíbrio. É segura, se expressa bem, sabe destacar o mais importante de suas falas. Mas ontem, ao contrário de outras ocasiões, não conseguiu passar para o público, com clareza, os pontos que, segundo ela e os verdes, a fazem a boa novidade desta campanha. Já teve melhores jornadas. Mesmo assim, pode ter arrancado alguns votos no debate.

* Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, dentro de sua realidade de candidato de pouquíssimos votos, teve ótimos momentos. Foi muito elogiado pela turma que estava ao meu lado, formada majoritariamente por jovens. Ganhou alguns votos no grupo.

* Mas Plínio não participou do debate como um candidato a presidente com estratégia para ganhar votos. Não. Ele era antes de tudo, talvez apenas, um porta-voz de ideologias pelas quais é apaixonado no uso de um ótimo espaço para divulgá-las.

* No debate da Record, Plínio lembrou-me o italiano Domenico de Masi, o teórico do ócio criativo: fala o que você quer ouvir, mas falta apenas o detalhe mero de combinar com a realidade. No twitter, alguém foi menos pretensioso e bem mais preciso do que eu: “Plínio é a Cleyde Yáconis, a Dona Brígida da novela Passione: não interfere no roteiro, não tem papel de destaque, mas sempre que aparece rouba a cena”. Es-pe-tá-cu-lo.

* Para um candidato e um partido sem chances de vitória eleitoral, esses discursos podem ser feitos. Plínio é coerente com suas idéias, fiel à sua trajetória e possui inegável talento como comunicador. Mas, entre os quatro que estavam lá, apenas ele pode mandar o que vem na telha (salário mínimo a R$ 2 mil em janeiro, dez por cento para a Educação em janeiro, não sei quantos milhares de escolas e de faculdades em janeiro, o mundo dos sonhos em janeiro...) sem obrigação de ganhar algo mais do que tem e sem medo de perder tudo o que juntou. Mesmo porque qualquer uma dessas opções, a rigor, não mudaria o quadro em rigorosamente nada. Mas, pela coerência ideológica e a eterna disposição de cutucar todo mundo, é sempre bom ter Plínios em debates.

debate muvuca reproducao 300x225 Debate da Record: Serra e Marina preferiram manter o insuficiente. Dilma agradece Reprodução

* Moral da história: Serra, Marina e Plínio foram bem, mas não ao ponto de mudar algo a favor do trio; Dilma não foi bem, mas não ao ponto de mudar algo contra ela.

* Em vistas grossas, forças que se neutralizaram num empate geral.

* E quem adorou esse empate em vistas grossas neste jogo decisivo, claro, foi Dilma, a que está na frente da tabela.

A melhor cobertura das Eleições 2010 na internet está no R7. Confira.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A