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30/03/2012 às 02:28:50
Eita .... viu somente 6 gols de Pelé ????
Só assistir Pelé Eterno ... tem mais de 400 gols lá ...
Não faltam jogadas não . Tem um negócio chamado Youtube que tem centenas de jogadas de Pelé ...
Quanto a cabeçadas ... Pelé também não era centroavante de origem ... Os centroavanted de origem de Pelé npo Santos foram Pagão, Coutinho, Toninho Guerreiro ....
Messi em 8 anos fez 10 gols de cabeça, 6 gols de falta ....
Marcos Assunção fez isso em gols de falta só esse ano que está começando ...
E desde quando "conduzir bola" e " habilidade " é parametro ??? Denilson também tinha uma "habilidade " incrivel ....
E a palavra "habilidade" serve prá um monte de coisas, né ???
Habilidade em defender, em chutar , em fazer embaixadas, em costurar , em desenhar .... em fazer gols ....
Ronaldinho Gaucho era outro " melhor que Pelé " um tempo atras ... abafaram o caso ... -
25/03/2012 às 10:50:53
Apesar de não ser muito fã de argentinos, tenho que admitir que MESSI é melhor que PELÉ apenas por um motivo: MESSI joga mais bola que PELÉ!
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21/03/2012 às 22:08:46
Assisti ao jogo televisionado entre Brasil e Itália na copa do México, em 1970, e não vi nada de mais em Pelé. Depois disso, ele atuou por mais 7 anos e nada de jogadas espetaculares. Pode ter sido o maior artilheiro do século, mas jogador, na minha opinião, está muito aquém. Duvido que Pelé tinha a habilidade de Messi, nem conduzia a bola como ele. E os gols por sobre os goleiros. Quanta tranquilidade. Talvez faltem jogadas ou gols gravados de Pelé, até porque a televisão no Brasil teve início em 1950! Até hoje, conheço apenas os mesmos seis gols de Pelé que sempre passam na tv. Para quem fez mais de 1000! Vamos parar de saudosismo. O melhor de todos os tempos é Messi. E nem adianta falar que Pelé era bom de cabeça e Messi não, pois Messi não é centroavante de origem. E mais, apelar para gols de cabeça não dá! Pelé é mais um.
20 Jan 13h19
Caminhoneiro que bateu em Shaolin diz ter razão? Se tinha alguma, perdeu ao fugir sem socorrer. Opine
O comediante da Rede Record Francisco Jozenilton Veloso, 39 anos, o Shaolin, sofreu um acidente na quarta (19) quando dirigia sozinho seu carro na BR-230 rumo a Campina Grande, na Paraíba.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, um caminhão que vinha em sentido contrário invadiu a pista da contramão e bateu lateralmente no carro do humorista.
O quadro de Shaolin é estável, mas grave, como informa o R7. Tem traumatismo craniano e poderá ter o braço esquerdo amputado.
Identificado pela polícia, o motorista do caminhão disse, por intermédio de seu pai, que o humorista, e não ele, seria o culpado pela batida.
Ainda que tenha sido exatamente assim.
Ainda que Shaolin tivesse toda a culpa e esse rapaz, nenhuma.
A partir do momento em que ele, o motorista, inteiro, sem qualquer ferimento, com seu caminhão funcionando, foge de um acidente à uma da manhã e deixa do outro lado alguém, àquela altura e naquela situação, praticamente à beira da morte, esse sujeito perdeu toda e qualquer razão.
Todo e qualquer álibi.
Toda e qualquer justificativa.
E você, amado amigo, o que acha?
Opine.
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7 Jan 06h05
Viver para ver: BBB11 é praticamente uma… Fazenda. E ainda paga menos. Quem diz é a Veja. Opine
Viver para ver.
Depois de ter ter feito dez edições do Big Brother Brasil, a Globo parece ter chegado a uma conclusão tão triunfal quanto curiosa.
Qual?
Ei-la, pois: a melhor solução para o nosso (o deles) reality show é fazê-lo ficar igual à... veja só... (veja literalmente) A Fazenda.
Isso: igual ao reality show A Fazenda.
Assim, sabe, de uma suposta Rede Record.
Juro que o atrevimento não foi do titio aqui.
Quem afirma, em seu portal, é a revista Veja.
Às 20h53 desta quinta-feira (6), a Veja tascou em seu portal um texto com o seguinte deslinde:
- A Rede Globo não acompanhou a rival Record no movimento de inflar o prêmio de seu principal reality show. Esperava-se que, depois de A Fazenda 3 pagar dois milhões de reais ao seu ganhador, o modelo Daniel Bueno, o Big Brother Brasil 11 ofertasse o mesmo valor ao vencedor do programa. Mas o BBB vai entregar R$ 1,5 milhão este ano, mesma soma recebida pelo lutador gaúcho Marcelo Dourado em 2010. Já em termos de elenco, não se pode dizer o mesmo. Com modelos, uma ex-dançarina do cantor Latino, um ex-dançarino de axé, um músico desconhecido, um jornalista tuiteiro e uma princesa de escola de samba, o programa da Globo está mais próximo do que nunca da atração de semi-quase-famosos da Record.
Olha, somos felizes no Brasil pelo fato de nunca termos vivido coisas como a que ousarei insinuar a partir de agora.
Mas, de qualquer forma...
... deve ser uma derrota, algo muito terrível mesmo, viver, em pleno século 21, com todos os globalizados e outros ados possíveis, num país com um ambiente de comunicação contemporâneo onde há um concorrente com um caveirão cheiro de gente que estala pezinho, faz biquinho, estica e mela a franja da esquerda para a direita, posiciona-se de prima donna periférica criadora de subúrbio em atividades no máximo técnicas (como sabemos ser a quase totalidade das relacionadas à comunicação de massa), lança ovos por janelas chiques, dá gritinho histérico com falha de voz de taquara rachada e acusa o vizinho, quieto no seu canto, de copiar tudo, mas copiar tu-di-nho!, do meu-seu-nosso penteado.
É, a gente aqui nunca viu isso mesmo por aqui...
Bacana.
Ah, olhem, um alívio...
Mas, de qualquer forma, chega-se, por cá, a uma conclusão: há que se ficar quieto.
Bem quieto.
Quietinho.
No conforto final do som do silêncio (eu não sabia que silêncio fazia mais barulho do que o relar de taquaras rachadas).
Silêncio que faz perceber que até haveria mais o que dizer.
Mas... deixem para lá...
Opine.
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5 Nov 06h00
Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda
Fotos: Divulgação/A Fazenda
Ilustres e celebrities de pedigree variado não estão apenas na sede e na roça do reality show A Fazenda.
Esses conhecidos e reconhecidos de quilates distintos também se acomodam na poltrona para acompanhar, pela TV, as façanhas dos peões e das peoas.
Um desses observadores sempre atentos dos movimentos da vipeãozada é Jacob Pinheiro Goldberg, um dos mais importantes psicanalistas no país.
Escritor, doutor em psicologia pela Universidade Mackenzie, conferencista com passagens em várias universidades do mundo, Goldberg identifica uma tendência curiosa nessa terceira edição de A Fazenda.
Ele notou o seguinte: do início do programa até agora, o telespectador, com seu voto, preserva os famosos menos famosos expulsando, uma a uma, as celebridades mais conhecidas e bombadas do programa.
Primeiro, limaram a veterana da fama Monique Evans.
Depois, apertaram o botão vermelho do nosso míssil tomawawk da mobilidade social Geisy Arruda, nossa fênix belzebu do ABCD, disparada a mais bombada e visada celebridade de A Fazenda na atualidade.
Daí, foi só um passo para detonar Tico Detonautas Santa Cruz, o roqueiro head, o vocal cabeça, outro beeeem badaladinho.
E também Sérgio Mallandro, outro herói da resistência e da sobrevivência na selva de holofotes dos veículos de comunicação.
Agora, com 63% dos votos, praticamente dois a cada três, transformaram Nany People, mais uma veterana carcaça das câmeras e dos microfones, na mais nova ex-peoa em atividade.
Por que a galera vira as costas para os "medalhões" nessa A Fazenda?
Quem nos responde, ao olhar da psicologia social, é Jacob Pinheiro Goldberg.
Este fenômeno, explica ele, recebe o nome de comportamento paradoxal.
Nosso telespectador ilustre faz questão de explicar, em linguagem simples, o que é esse bicho:
- Comportamento paradoxal, ou escolha paradoxal, é uma decisão, de uma pessoa ou de um grupo, de seguir um caminho oposto ao que se espera dela em uma situação. Nestes casos coletivos, como A Fazenda, normalmente fazem isso para colocar para fora sentimentos de frustração, recalques, complexos e questionamentos dolorosos. É a vontade de destruir algo que não se consegue ser. Isso surge em alguns momentos para avacalhar os melhores e, assim, desmoralizar o sucesso. Em alguns pontos, esse comportamento ou escolha tem a ver com o sadomasoquismo e a opção pelo sofrimento.
Caramba...
Goldberg continua:
- Esse tipo de comportamento pode surgir de uma hora para outra e, em alguns casos, tornar-se até uma tendência. Ele é, por exemplo, a base que está por trás da afirmação do compositor Tom Jobim de que sucesso, no Brasil, é ofensa pessoal. Por enquanto, eu não conseguiria dizer se o caso de A Fazenda, programa que eu acompanho com muito prazer, é uma opção isolada ou uma tendência. Neste caso, a opção pode se transformar ou não em tendência.
Mas não existe uma explicação mais simples para isso?
Por exemplo: a galera do voto, majoritariamente jovem no caso de A Fazenda, tira essa turma madura do ar porque a considera, mesmo com a exceção de Geisy, mais velha, chata, cheia de neura e papo-cabeça, características que a idade traz e que, juntas, pesam muito quando se observa tanto tempo?
o psicólogo responde:
- Esses detalhes certamente influenciaram parte desse eleitorado, definiram um pedaço dos 48% da saída do Mallandro e engordaram o bota-fora de Nany People. Mas, para mim, não podem ser tomados como os fatores decisivos. Na minha avaliação, foi o que chamo de comportamento paradoxal mesmo. Lembre-se bem: o Mallandro, por exemplo, fez quase tudo, o tempo todo, para agradar. Ao seu jeito, fez o que teve ao seu alcance para viabilizar as coisas. E foi fulminado.
Bom..., é Goldberg.
Mais Goldberg do que nunca.
E o telespectador de A Fazenda, Jacob Pinheiro Goldberg, como vota?
A resposta vem de bate-pronto:
- Este só assiste. Cada coisa no seu lugar.
Ah, bom...
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27 Set 18h46
Hoje não tem crítica, ironia ou chibatada. Só a alma leve para festejar o primeiro ano do R7, esse menino abusado
Hoje, de minha parte, não haverá crítica ou ironia contra ninguém.
Nem chicotada verbal, chibatada, paulada, caída de pau, essas coisas que jornalista adora fazer e, sobretudo, falar que fez.
Hoje não haverá borrachada no lombo de quem quer que seja, ainda que o ser mereça o ato simbólico ou mesmo o físico.
Dane-se se algum gaiato ou um monte deles desejar cravar a ferro quente, na minha testa, o rótulo supostamente definitivo de simulacro de jornalista sem compromisso com as causas.
Neste resto de hoje, 27 de setembro de 2010, quero o corpo e alma leves e sugiro que você, amado amigo da blogosfera colorida, faça o mesmo.
Neste 27 de setembro de 2010, cultivaremos a leveza, você e eu, para merecermos festejar o primeiro ano de um moleque travesso que, embora sempre estabelecido entre você e eu, jamais dorme ou marca ponto.
Um moleque abusado que já nasceu na pilha, correndo para sentar na frente de muita gente mais velha (ele ainda não entendeu porque essa galera é chamada de concorrente) nos busões e aviões dos ibopes da vida.
Parece que a gente não te educou, rapá...
R7. Um ano.
Parabéns, menino.
Desde que o vi berrar pela primeira vez, na noite de 27 de setembro de 2009, este é o texto número 441 que tasco no seu bolso ao que tudo indica sem fundo.
Para mim, reincidente incorrigível em cometer textos-testamentos tão longos quanto pretensiosos, nesta terra de poucas e nem sempre boas da internet, não deixa de ser um monte e tanto de dedadas nos teclados da vida.
Mas, em todo caso, comporte-se, meu camarada.
Ou melhor: pensando bem, comporte-se nada, patavina alguma.
Continue indo para cima do mundo virtual.
O mesmo mundo virtual que te ensinaram chamar de concorrência.
Com a mesma competência precoce, a mesma fúria, mas também com o fair play de sempre.
Olhe lá, heim, rapá.
Beijo forte, menino.
Coisas boas como o R7 estão, é claro, no R7. Poupe-se do esforço de tentar encontrá-las em outro lugar...
27 Set 06h00
Debate da Record: Serra e Marina preferiram manter o insuficiente. Dilma agradece
Fragmentos sobre o didático debate entre os candidatos à presidência da República exibido na noite deste domingo (26) pela Rede Record, o R7 e a Radio Record, com cobertura da Record News.
* O debate não teve um vencedor a ponto de alterar a situação dos candidatos, sobretudo dos três primeiros colocados nas pesquisas (Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva, nesta ordem) a menos de uma semana do primeiro turno.
* Se ninguém claramente venceu, venceu Dilma. Mesmo nervosa e numa noite pouco inspirada.
* Celso Freitas esteve perfeito na mediação. Seguro, no tom certo, firme sem ser indelicado, com um belíssimo timing, mostrou toda sua competência profissional nas duas horas e meia de trabalho.
* Ana Paula Padrão também brilhou – inclusive no Twitter, onde apareceu por um bom tempo entre os dez temas mais comentados na rede social.
* Ontem eu falava, neste nosso canto, de minha ansiedade em relação à postura que seria adotada por José Serra no debate. Iria o candidato continuar na versão Serrinha Paz e Amor? Ou partiria para a guerra, encostando Dilma na parede com perguntas e cobranças sobre a quebra de sigilo fiscal de sua filha e de tucanos e o escândalo Erenice Guerra na Casa Civil, levantando a bola para que Marina e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) o ajudassem a completar o serviço?
* Mas, para quem precisa arrancar entre cinco e dez pontos de Dilma em seis dias para forçar o segundo turno, Serra foi diplomático demais. Evitou até mesmo fazer perguntas à adversária quando teve possibilidade. Preferiu a tática de questionar Marina e Plínio sobre temas a respeito dos quais queria falar (educação, saúde, habitação, segurança, emprego), para ter a chance, na réplica, de espetar a candidata petista.
* Resultado: nas duas horas e meia de debate, Serra e Dilma se enfrentaram praticamente uma única vez – e por iniciativa de Dilma. Foi quando ela questionou por que Serra não mostrava Fernando Henrique Cardoso em sua campanha. O tucano respondeu sem muita inspiração e a petista reforçou a crítica.
* Na tréplica, por ironia e capricho supremos do destino, Serra sentiu-se obrigado a fazer uma defesa enfática e até bonita de um FHC supostamente esquecido até aqui por ele, pela campanha e pelo PSDB. Disse que Lula, os petistas e são ingratos com o tucano ex-presidente. Acusou Lula, Dilma e o PT de terem bombardeado o Plano Real, o Proer e vários outros projetos do governo FHC que criaram condições de estabilidade e de equilíbrio para que Lula fizesse os dois aclamados governos que fez.
* Mas, para quem está perdendo de muito na disputa dos votos foi pouco, muito pouco. A esta altura do campeonato, a estratégia de tentar corroer parte da montanha de votos de Dilma sem uma atitude decidida parece ineficaz.
* Não é o caso de sair atirando a esmo, pois, sabe-se, que quem age assim afunda ainda mais em quase todos os casos. Mas sim de tomar alguma atitude mais firme de ataque e de conquista de território.
* Para usar as tintas e paletas do futebol tão amadas por Serra e Lula, imagine uma decisão de campeonato em duas partidas. Se o seu time perdeu a primeira partida por 5 a 0, não pode iniciar a segunda com um único atacante, três volantes de marcação e dois laterais travados, tocando a bola com lentidão para os lados na defesa enquanto o tempo passa. Assim, o tempo passa e acontece o óbvio, ou seja, não acontece nada.
* E se existe alguém que deseja que o tempo passe e não aconteça nada, esse alguém é, claro, Dilma Rouseff.
* E olhe que Dilma não estava em uma noite feliz. É verdade que ela teve um bom momento quando disse preferir as polêmicas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. E quando devolveu a Plínio, após uma provocação, que ela veio da esquerda para a esquerda e não da esquerda para a direita. E ainda quando forçou Serra a colocar FHC no debate. E, sobretudo, quando, em resposta a uma pergunta de Marina sobre o que fez na Casa Civil, onde Dilma foi ministra, respondeu: “o mesmo que você em relação às pessoas do Ministério do Meio Ambiente que se envolveram com compra e venda irregular de madeira, foram descobertas pela Polícia Federal e estão sendo processadas”.
* Mas na maior parte do tempo não foi assim. Dilma deixou a tensão transparecer em suas falas, que perderam as nuances, os contrastes e boa parte da leveza conquistada a treino, bem assimilada e exibida na campanha até aqui. Não conseguiu disfarçar o incômodo com os segundos que precisava esperar para ver o cronômetro zerar antes de iniciar suas falas. Sempre que algo a incomodava, a imagem da reprovação tomava conta de seu semblante de forma indisfarçável. Chegou a gaguejar após um comentário firme de Marina sobre educação e analfabetismo. Definitivamente, não estava em uma boa jornada.
* No placar geral da petista, os momentos ruins venceram os bons, mas não com ênfase suficiente para alterar sua realidade de franca favorita. Se os adversários tivessem sido competentes para aproveitar sua noite infeliz, poderiam ter movimentado as intenções de voto com relevância. Não foram. Assim, como se dizia em Portugal logo após a partida da família real para o Brasil, tudo parece ter ficado como dantes no quartel d´Abrantes.
* Serra esteve bem. Vestido adequadamente, seguro nas respostas, parecia equilibrado e tranquilo. Os treinamentos dos marqueteiros e profissionais da fala em público fizeram bem para o tucano, que costumava se irritar em público em pouco tempo e com muita facilidade. No debate a Record, teve boa jornada. Atravessou as duas horas e meia com equilíbrio, ao final, parecia sinceramente animado. Na entrevista, disse que “precisava arrumar algo para gastar a energia” e que “ficaria no debate por pelo menos mais duas horas”. O problema é que foi polido e diplomático demais. E essa postura leve alterou pouco ou quase nada algo que, para ele, precisava ser concretamente alterado.
A candidata verde Marina Silva também demonstrou equilíbrio. É segura, se expressa bem, sabe destacar o mais importante de suas falas. Mas ontem, ao contrário de outras ocasiões, não conseguiu passar para o público, com clareza, os pontos que, segundo ela e os verdes, a fazem a boa novidade desta campanha. Já teve melhores jornadas. Mesmo assim, pode ter arrancado alguns votos no debate.
* Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, dentro de sua realidade de candidato de pouquíssimos votos, teve ótimos momentos. Foi muito elogiado pela turma que estava ao meu lado, formada majoritariamente por jovens. Ganhou alguns votos no grupo.
* Mas Plínio não participou do debate como um candidato a presidente com estratégia para ganhar votos. Não. Ele era antes de tudo, talvez apenas, um porta-voz de ideologias pelas quais é apaixonado no uso de um ótimo espaço para divulgá-las.
* No debate da Record, Plínio lembrou-me o italiano Domenico de Masi, o teórico do ócio criativo: fala o que você quer ouvir, mas falta apenas o detalhe mero de combinar com a realidade. No twitter, alguém foi menos pretensioso e bem mais preciso do que eu: “Plínio é a Cleyde Yáconis, a Dona Brígida da novela Passione: não interfere no roteiro, não tem papel de destaque, mas sempre que aparece rouba a cena”. Es-pe-tá-cu-lo.
* Para um candidato e um partido sem chances de vitória eleitoral, esses discursos podem ser feitos. Plínio é coerente com suas idéias, fiel à sua trajetória e possui inegável talento como comunicador. Mas, entre os quatro que estavam lá, apenas ele pode mandar o que vem na telha (salário mínimo a R$ 2 mil em janeiro, dez por cento para a Educação em janeiro, não sei quantos milhares de escolas e de faculdades em janeiro, o mundo dos sonhos em janeiro...) sem obrigação de ganhar algo mais do que tem e sem medo de perder tudo o que juntou. Mesmo porque qualquer uma dessas opções, a rigor, não mudaria o quadro em rigorosamente nada. Mas, pela coerência ideológica e a eterna disposição de cutucar todo mundo, é sempre bom ter Plínios em debates.
* Moral da história: Serra, Marina e Plínio foram bem, mas não ao ponto de mudar algo a favor do trio; Dilma não foi bem, mas não ao ponto de mudar algo contra ela.
* Em vistas grossas, forças que se neutralizaram num empate geral.
* E quem adorou esse empate em vistas grossas neste jogo decisivo, claro, foi Dilma, a que está na frente da tabela.
A melhor cobertura das Eleições 2010 na internet está no R7. Confira.
26 Set 06h00
Sobram motivos para não perder o debate da Record
“Por se tratar de um encontro realizado na última semana de campanha, o debate ajudará a definir o voto de milhares de eleitores.”
A frase acima abre a reportagem sobre o debate da Rede Record com os presidenciáveis na página do candidato José Serra (PSDB) na internet.
O debate começa às 21h deste domingo (26).
Serra e os outros candidatos estão certíssimos em apostar na importância deste debate.
E você cometerá um grande, um supremo erro se perdê-lo.
Vários fatos tornarão decisivo este encontro marcado para daqui a algumas horas na tela da Record.
Alguns deles:
Os carros apontaram na reta da chegada da última volta. Quando o mediador mandar o boa noite para você ao final do debate, faltará menos de uma semana para a eleição.
José Serra. Estou muito curioso para ver como o tucano se comportará no debate.
Ele seguirá no tom adotado até agora no horário eleitoral, uma mistura de emoção com propostas de forte apelo popular, entre elas a do salário mínimo a R$ 600 já em 2011?
Ou vai trocar o Serrinha Paz e Amor pelo Serra Acabou o Amor e mandar chumbo grosso e pesado na direção da petista Dilma Rousseff?
Para Serra chegar ao segundo turno, não basta ganhar o coração dos indecisos, ainda que o de todos eles.
Será preciso também que Dilma, dona de mais da metade das intenções de voto segundo todas as pesquisas, perca um pedaço de seus seguidores.
O PSDB jogou na internet filmes contra o PT feitos pelo marqueteiro mão-pesada Adriano Gehres.
Em tom intencional de terrorismo eleitoral, as peças fazem Dilma se transformar em Zé Dirceu, afirmam que os petistas massacram a democracia e comparam os militantes do partido a cães rottweilers ensandecidos.
Serra disse que jamais pediu esses vídeos. Sabe-se que sim.
Afirmou que jamais os viu ou recebeu informações sobre eles. Sabe-se que não.
Os tucanos jogaram a coisa na internet, mas não a usaram na campanha de rádio e tevê.
Os que eram contra usar no início (entre eles Serra) ganharam com o argumento de que, na história eleitoral recente da redemocratização brasileira, quem bateu pesado acabou, na suprema maioria dos casos, perdendo para a vítima que criou com as pancadas que deu.
É o sublime Cartola no verso final da não menos sublime O Mundo é um Moinho: abismo que cavastes com seus pés.
Além disso, os casos de quebra de sigilo fiscal de tucanos e, sobretudo, o escândalo Erenice Guerra na Casa Civil começaram a tirar alguns pontos de Dilma, sobretudo entre os eleitores mais ricos e com maior nível de instrução.
Assim, a estratégia para o tudo ou nada da última semana tucana ficou aberta.
O que fazer?
Tocar o terror e correr o risco de afundar de vez, berrando ao vento?
Ou seguir Serrinha Paz e Amor e ver a estratégia ser neutralizada pela eficiente comunicação de Dilma no horário eleitoral, como aconteceu até agora?
O problema é que, como Dilma sangrou pouco com o caso Erenice e, ao que tudo sugere, parou de sangrar ainda em condições de vencer com folga no primeiro turno, o Serra versão Acabou o Amor, se for o caso, precisaria começar agora, por essas horas.
E nada seria mais conveniente para esta mudança de estratégia, se ela vier a ocorrer, do que o canhão do debate da Record.
Dilma Roussef. Como a candidata petista, que chegou a chamar o caso Erenice de “factóide”, reagirá ao bombardeio de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Marina Silva (PV) e sobretudo Serra sobre sua ex-colaboradora?
Com a quantidade de detalhes contra Erenice disponíveis hoje, Dilma conseguirá neutralizar este ataque no primeiro debate com grande audiência na tevê depois da fervura do escândalo?
E se Serra adotar o estilo Acabou o Amor e partir para cima? Dilma terá habilidade suficiente para desqualificar a fúria do tucano, transformando-se, por exemplo, em vítima de quem pode ser acusado de sentir o gosto amargo da derrota?
Plínio, Marina e Serra têm fome e sede.
Chegarão famintos e sedentos na Record.
Dilma não pretende virar comida ou bebida a seis dias da eleição.
Por tudo isso, eu não perderei esta esgrima de jeito maneira, por nenhum decreto – até porque há muita chance de que ela, a esgrima, se torne uma luta de vale-tudo com sangue para os lados.
E que os senhores, amadas e amados amigos da blogosfera colorida, façam o mesmo.
Hoje, às nove da noite deste domingo (26), não tem conversa: todos na tela colorida da Record.
A gente conversa depois do debate.
Os filmes do PSDB contra o PT na internet.
Não duvide: a melhor cobertura das Eleições 2010 na internet está aqui, no R7.
5 Ago 15h00
Lembra da música do Ey-Ey-Eymaeel? Pois é: agora tem em axé, sertanejo e outras versões. Curta. E acompanhe o candidato hoje no R7
Ey-ey-ey-maeeeeeel, um democrata cristãooo...
Este jingle, do ex-deputado gaúcho José Maria Eymael, presidente do PSDC (Partido Social Democrata Cristão) marcou as campanhas políticas no Brasil nos últimos 25 anos.
Virou viral geral até mesmo antes da expressão viral.
Caiu na boca das crianças, dos jovens, dos adolescentes, do povão, enfim.
Hoje o R7 e o canal Record News fãrão sabatina com José Maria Eymael, candidato à presidencia da República pelo PSDC.
Não perca a entrevista - e anime o ambiente com as cinco versões do simpático jingle do candidato.
3 Ago 19h49
Blog participa de sabatinas do R7 e da Record News com presidenciáveis Ivan Pinheiro e Levy Fidelix. Assista aqui
Acabo de participar, nesta terça-feira (3) de mais duas entrevistas com candidatos à presidência da República incluídas na série de sabatinas deste portal e do canal de notícias Record News, ambos do grupo Record.
Desta vez, a editora de Brasil do R7, Gisele Silva, o jornalista Eduardo Ribeiro, de Record News, e este blogueiro entrevistamos os presidenciáveis Ivan Pinheiro (PCB) e Levy Fidelix (PRTB).
A parceria R7/Record News produz o melhor material jornalístico desta campanha exatamente porque respeita e dá espaço para todos os candidatos, inclusive os com campanhas mais modestas, expressarem suas propostas e pontos de vista.
Conheça as opiniões e Pinheiro e Fidelix, o homem do aero-trem:
Ivan Pinheiro
Levy Fidelix
Clique aqui e confira todas as sabatinas feitas até agora por R7 e Record News.
2 Dez 05h00
O Ibope sabe que perguntar não ofende: domingo que vem vai dar pau de novo?
Meu confrade de R7 Marco Antonio Araujo disse, em seu blog O Provocador, praticamente tudo o que era necessário ser dito sobre a trapalhada do Ibope contra a Rede Record.
Quem ainda não conferiu pode ler aqui.
Quero apenas acrescentar alguns detalhes.
Na noite de domingo 22 de novembro, entre o final do Programa do Gugu e o início da Fazenda, quando o coro da Record na Globo e nas demais concorrentes era anunciado e inevitável, o Ibope alegou falha das empresas de telefonia celular que transmitem seus dados para dar números estranhos e improváveis sobre a disputa de audiência.
Para surpresa geral, o Ibope divulgou uma vitória de 18 pontos a 13 para a Globo na noite de 22 de novembro.
E, desta vez para perplexidade geral, a TIM e a Vivo, as duas empresas de telefonia que atendem o Ibope, negaram qualquer problema em seus serviços naquele horário.
Os números no domingo anterior, no mesmo horário, foram os mesmos, 18 a 13 - só que a favor da Record.
Vou acrescentar apenas alguns tópicos.
Na tarde desta terça-feira (01), um respeitado especialista em pesquisas do País lembrou a este blog, com a condição de não ser identicado, vários erros na história recente do instituto.
Entre eles, as eleições de Jânio Quadros para a prefeitura de São Paulo (o Ibope deu Fernando Henrique Cardoso) e de Joaquim Roriz para o governo do Distrito Federal (o instituto cravou vitória de Cristovam Buarque).
O especialista acrescentou que, mesmo após a desconfiança gerada por esses, digamos assim, erros, as pesquisas eleitorais do Ibope continuaram a mostrar resultados bem diferentes da média dos institutos "em um número muito maior de vezes do que era seria razoável esperar".
O especialista destaca um detalhe importante:
- Na primeira metade ou nos primeiros dois terços de grande parte das campanhas eleitorais, os números do Ibope destoam concretamente dos apurados pela média dos outros institutos de pesquisa. À medida em que o dia da eleição se aproxima, os números deles vão chegando perto da realidade. Até que, na boca de urna, no dia do voto, eles entram na margem de erro, a exemplo dos outros concorrentes. Assim , fica tudo bonito, moralizado.
O especialista continua sua reflexão:
- Se eles conseguem resultados tão precisos nos dias anteriores à eleição e também na boca de urna, é porque, tecnicamente, sabem fazer bem. Não afirmo nada, mas ainda hoje canso de ouvir gente respeitada do mercado dizer que o Ibope, em vários casos, manipula resultados no início de algumas campanhas, por algum motivo, e, na reta final, acerta os números para não comprometer a imagem do instituto.
Se esse especialista estiver certo, é o fim - ou pelo menos deveria ser.
É a história da necessidade de parecer honesto ao lado da obrigação de ser honesto.
Tudo nos leva, de forma cristalina e inatacável, ao fato de que o Ibope e o seu presidente, Carlos Augusto Montenegro, não possuem mais condições de fornecer os números usados para definir os rumos do bilionário mercado publicitário da televisão brasileira.
Por último, mas não menos importante: domingo que vem vai dar pau de novo?
O Ibope, que em seu trabalho abusa das perguntas (ou pelo menos deveria abusar), sabe que perguntar não ofende.
26 Set 18h57
O “poderio captador” das “lupas televisistas”
Um delicioso passeio pela Rede Record dos anos 1950
Acaba de chegar às livrarias Ninguém Faz Sucesso Sozinho (Editora Escrituras, 432 págs., R$ 90), a biografia de Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, escrita pelo jornalista José Nêumanne Pinto.
Tuta, 78 anos, é filho do Marechal da Vitória Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira bicampeã mundial de futebol, em 1958 e 1952, e fundador da Record, em 27 de setembro de 1953.
Algumas pérolas do livro permitem dimensionar o papel pioneiro e decisivo da emissora no processo de criação da televisão brasileira, a partir dos anos 1950. Uma época em que a delicadeza compensava a precariedade no país.
Uma delas: um texto jornalístico que anuncia a compra, pela emissora, de um lote de uma lente especial, a “Video Reflector”, com um poderoso, espantoso e revolucionário zoom capaz de arrastar até a ponta do nariz do cinegrafista um objeto colocado à monumental distância de... 150 metros.
Vamos ao texto, reproduzido aqui na íntegra, com os cacos, os sinais do tempo e até os erros que, no todo, lhe conferem um ar deliciosamente poético:
Não terá passado desapercebido ao público amante do futeból e que acompanha as transmissões do seu esporte predileto através o video e o audio da TV-Record que êste canal proporciona tomadas do campo de ângulos e modos e proporções inusitadas nas atividades desse tipo. Revelamos o segrêdo técnico: como já se sabe, geralmente, na opinião unânime dos maiores técnicos no assunto, não existem no mundo todo outras 10 estações de televisão tão moderna e completamente aparelhadas como a “caçula” da televisão bandeirante.
Isso tornou possível incluir na sua dotação técnica aparelhos e especialmente lentes, além de métodos verdadeiramente “up to date” em matéria de captação e de transmissão. No caso do futeból (mas também aplicável a qualquer outro acontecimento de importância e de cujo local exato não se possa aproximar a câmara por qualquer motivo) deve-se a nitidez dos primeiro planos que parecem quase impossíveis, simplesmente ao chamado “Video Reflector”. Trata-se de uma poderosa lente especial, com a qual estão equipados os caminhões da TV-Record.
Façam idéia os leitores amigos do poderio captador dessa lupa televisista por por êste detalhe: a uma distância de 150 metros ela pode aproximar até MEIO CENTÍMETRO o objeto focalisado permitindo desse modo a análise e até a síntese do menor detalhe.
O custo dessa lente foi de 150 mil cruzeiros! Até agora, enquanto o pessoal responsável se familiariza com sua aplicação que não é muito fácil, tem sido usada para jogos de futeból. Mas imaginem os leitores qual não será a sua utilidade, de futuro, em casos de acidentes, de fenômenos naturais, de visitas de grandes personalidades, de acontecimentos de envergadura enfim. Note-se que não só será de alta valia para os tele-espectadores como também poderá ser de enorme ajuda para as autoridades.
O blog perguntou ao cinegrafista Fábio Ribeiro, da Rede Record, qual o poder das “Video Reflector” de hoje:
- Com uma lente apurada, nossas câmeras de última geração puxam objetos a mais de 3 mil metros de distância. Quando o céu está limpo e a lua cheia, dá para ver bem as crateras da superfície lunar...






















