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3 Dez 17h50

São Paulo não foi ingrato com Richarlyson.O que você acha?

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richarlyson choro luiz pires vipcomm 300x225 São Paulo não foi ingrato com Richarlyson.O que você acha? Luiz Pires/VipComm

O São Paulo tem direito de não querer renovar o contrato de Richarlyson.

Dele e o de qualquer outro jogador.

A forma como o desligamento foi feito, com a entrevista do jogador seguida de um agradecimento até carinhoso do superintendente de futebol do clube, Marco Aurélio Cunha, também pareceu-me correta.

Disse Cunha:

- Você (Richarlyson) faz parte de nós. Vai fazer muita falta no dia a dia, mas as pessoas crescem quando saem. Você vai fazer os mesmos amigos em qualquer lugar que for. Você é muito especial. Nós te amamos e te agradecemos por tudo.

Há quem pense, no entanto, que o clube foi ingrato com o atleta na saída.

richarlyson miguel schincariol perspectiva ae1 300x225 São Paulo não foi ingrato com Richarlyson.O que você acha?

Miguel Schincariol/perspectiva/AE

Um atleta hoje com 27 anos, que, embora não revelado no Morumbi (começou no Ituano e depois defendeu Santo André, Fortaleza e Austria Salzburg), chegou ao clube em 2005, jogou 244 partidas, marcou 12 gols, foi três vezes campeão brasileiro (2006, 2007 e 2008) e uma vez Mundial (2005).

Considerando que se trata de um jogador tão vencedor, acham que o clube se poupou de fazer uma homenagem maior, ou mesmo de reunir mais dirigentes na coletiva de despedida, por causa da perseguição absurda de parte da torcida a Richarlyson pela suspeita de que ele seja homossexual.

Será?

Em outros momentos, eu, como todo mundo, identifiquei preconceito de torcedor e omissão da diretoria do São Paulo em relação à campanha absurda que sempre se fez contra esse rapaz.

Mas agora, sinceramente, não consegui identificar nada irregular ou exagerado.

Pareceu-me uma despedida normal, como cabia ao caso.

Mas posso estar errado.

E você, o que você acha?

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22 Jan 22h55

Acusar Richarlyson de homossexual é covardia da torcida do São Paulo

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richarlyson1 300x225 Acusar Richarlyson de homossexual é covardia da torcida do São Paulo

A torcida do São Paulo é covarde em pegar no pé do Richarlyson.

Se ele tem mais trejeitos do que deveria ter, é problema dele e avaliação de cada um.

Mas todos sabem: quem inventou essa coisa de bambi para a torcida do São Paulo foi o ex-jogador Vampeta, do rival Corinthians.

Vampeta jamais foi ameaçado pelos são-paulinos.

Em junho de 2007, um diretor do Palmeiras, José Cyrillo Jr., citou o nome de Richarlyson em um programa de tevê quando perguntado sobre "um jogador homossexual" que quase teria ido para o Verdão.

Cyrillo Jr. jamais foi ameaçado pelos são-paulinos.

O jogador apresentou queixa-crime contra o dirigente, mas ela foi rejeitada pelo juiz Manoel Maximiniano Junqueira Filho.

Na sentença, Junqueira Filho afirmou que o futebol "é jogo viril, varonil, não homossexual".

E sugeriu que, se não fosse homossexual, o melhor para Richarlyson seria ir ao mesmo programa e declarar isso.

“Se fosse, poderia admiti-lo, ou até omiti-lo, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados”, completou o juiz.

Junqueira Filho jamais foi ameaçado pela torcida são-paulina.

Recentemente, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzo, gritou várias vezes numa festa: "Vamos matar os bambis!".

Belluzo jamais foi ameaçado pela torcida são-paulina.

Mas, desde sempre, a torcida pega no pé de Richarlyson.

Um jogador talentoso e dedicado que ganhou, com São Paulo, três títulos brasileiros e um Mundial Interclubes.

É o único do grupo que não tem o nome gritado pela torcida.

Mesmo quando faz jornadas convincentes e decisivas como a da quarta-feira (20), quando impediu a derrota tricolor para o modesto Mirassol com um golaço aos 45 minutos do segundo tempo.

Jogar no ombro deste rapaz toda a responsabilidade pela construção desta "carga bambi" é covardia.

Ele não é o responsável pela construção dessa imagem.

A torcida Independente e os são-paulinos sabem disso.

Leia mais sobre Richarlyson e o São Paulo no R7.

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15 Dez 18h13

Richarlyson é a Geisy da vez. Ameaçá-lo de morte é coisa de animal. E caso de polícia

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estupidez Richarlyson é a Geisy da vez. Ameaçá lo de morte é coisa de animal. E caso de polícia

É impressionante o quanto se perde tempo para exercer medievalices e mediocridades, as mais estúpidas e vãs.

A mais recente, neste final de ano de pseudo-polêmicas tão medíocres quanto o próprio ano, foi transformar o jogador Richarlyson, do São Paulo, na Geisy Uniban Arruda da vez.

Há tempos se tenta essa idiotice.

Tudo porque o rapaz obedeceu a própria vontade e colocou no cabelo um aplique, um prolongamento, um estica- e-puxa, sei lá que raios se chama aquela bagaça que aumenta a juba.

Ele queria assim.

Ele ficou feliz com seu novo visual.

Sua mãe também.

Sem pai também.

Seu irmão também.

Na segunda (14), a apresentadora Silvia Poppovic, em um daqueles atos falhos menores que arrebentam nossos escudos, rasgam nossas roupas pomposas e nos exibem contra nossa própria vontade, tirou da própria imaginação, das costas da orelha, que o rapaz tinha assumido ser gay.

Pior: tascou isso no ar, ao vivo e em cores, na Rede Bandeirantes (esse negócio de Band não me convence muito não...).

Até agora estão procurando quando, em que lugar, na frente de quem e à captação de qual microfone ou gravador o rapaz assumiu ser gay.

Agora, na internet, ameaçam matá-lo por causa do cabelão.

Que coisa terrível...

Os torcedores do São Paulo deveriam se preocupar menos com a vida pessoal de Richarlyson.

E também com o fato de quererem "lavar a honra" a qualquer custo, talvez pressionados pela encarnação dos rivais com essa coisa de bambi.

São-paulinos precisam se desvencilhar de duas obsessões: sempre rebater a brincadeira do bambi e vigiar o Richarlyson faz ou deixa de fazer a partir do momento em que bate a porta de seu carro e deixa o centro de treinamento do São Paulo ou o campo em que jogou - ou seja, o trabalho - para tocar sua vida particular.

Em relação aos meios de comunicação, penso o seguinte: se o cara for gay, quiser um dia falar sobre isso e vier assumir qualquer coisa publicamente, noticiem e ponto.

Agora, enquanto isso não ocorre (e poderá nunca ocorrer, mesmo porque ele pode não ser gay; e, se for, não tem a menor obrigação de colocar sua vida pessoal em praça pública), vamos parar com essas ilações rasteirinhas, pequenininhas, essas sínteses imbecis de observador com a sutileza de um porta-aviões, que estabelecem relações profundas do tipo  "ahhhh, ele colocou um cabelão... então é bichaaa...".

Aaahhhhhh...

Coisa tosca, sô.

Agora, ameaçá-lo de morte é outro patamar.

Coisa de animal.

Caso de polícia.

Às investigações, portanto.

Os posts estão aí. Os IPs da Internet também.

É só rastrear e chegar a quem ameaçou.

Richarlyson é excelente jogador.

Versátil, joga em várias posições, corre o tempo todo e ajuda a arrumar qualquer equipe.

Não o querem?

Adoraria tê-lo no meu time.

Sou heterossexual, mas não me refiro a este time ou a qualquer outro relacionado à condição sexual.

É o Flamengo, clube para o qual, como já disse aqui, eu torço.

Porque o time das preferências em que Richarlyson enquadra ou irá se enquadrar em algum momento de sua vida, isso é problema exclusivo dele.

Eu, o nobre amigo da blogosfera colorida, a Poppovic, a torcida do São Paulo e o mundo não temos nada a ver com isso.

Leia mais sobre Richarlyson.

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14 Nov 06h00

“Foi a maior besteira da minha vida”, diz invasor de campo que fez São Paulo perder mando

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Minutos depois de a justiça esportiva punir o São Paulo com a perda do mando de campo em sua última partida no Brasileirão, contra o Sport, entrevistei Leonardo Deivid de Carvalho Lima, 18 anos, o responsável por toda a confusão.

Acompanhem.

Um abraço.

torcedor invade hg 20091113 300x225 Foi a maior besteira da minha vida, diz invasor de campo que fez São Paulo perder mando

"Foi maior besteira da minha vida", diz invasor do Morumbi

Em entrevista exclusiva ao R7, Leonardo Lima diz que tomou atitude pelo sonho de ser jogador

Eduardo Marini, do R7

A obsessão por ser um jogador de futebol profissional fez Leonardo Deivid de Carvalho Lima, 18 anos, cometer “a maior besteira” de sua vida.
Na noite de 28 de outubro último, uma quarta-feira, ele invadiu o gramado do Estádio do Morumbi no primeiro tempo da partida entre São Paulo e Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, vencida pela equipe paulista por 1 a 0.

A atitude fez o São Paulo, um dos candidatos ao título, perder, na tarde desta sexta-feira (13), o direito de jogar, em seu estádio, a última partida da competição, contra o Sport.

Nesta entrevista exclusiva ao R7, Leonardo Lima, filho mais novo de uma dona de casa e de um padeiro de Piripiri, cidade do interior do Piauí, revela porque tomou a atitude. E acrescenta: “jamais farei isso de novo”.

R7 – Você já soube no que deu a sua invasão?
Leonardo Deivid Carvalho Lima – Pois é... Foi a maior besteira, a maior m... que fiz em toda a minha vida. Nunca mais vou invadir um campo. E aconselho todo mundo a nem pensar nisso. Vou continuar na luta para realizar meu sonho de ser jogador de futebol profissional, mas nunca mais com recursos burros como esse.

R7A ideia saiu da sua cabeça ou você foi aconselhado por alguém?
Leonardo Lima – Decidi tudo sozinho. Não tinha ideia do tamanho do problema. Agora tenho. Estou profundamente arrependido por prejudicar o São Paulo, que está em busca do título, e a nossa torcida...

R7 – Nossa torcida?
Leonardo Lima
– Isso. Muitos não irão acreditar, mas sou são-paulino. Doente. Meus ídolos são o Richarlyson e o Dagoberto. Jogo de volante, mas posso atuar também como meio campo ofensivo. Meu jeito de jogar é uma mistura do estilo do Richarlyson com o do volante argentino Guiñazu, do Internacional, um cara muito combativo. Sou também fã do holandês Johan Cruijff e da seleção que ele liderou na Copa de 1974, a Laranja Mecânica. Por isso, escolhi uma camisa laranja para invadir o campo.

R7 – Você joga bola realmente?
Leonardo Lima – Pode acreditar: sou ótimo jogador. E todos vocês ainda irão descobrir isso.

R7 – Mas, rapaz, você tirou o mando de campo do seu time do coração na última partida do campeonato, quando ele deverá disputar o título...
Leonardo Lima – Nem me lembre... Que bobagem, não? Mas olhe: eu sou um cara pobre, mas correto. Fiz uma besteira, mas sou honesto. Cheguei aqui em março deste ano para realizar meu sonho. Fui direto para uma escolinha. Tive que abandoná-la em abril porque o dinheiro acabou. Fui trabalhar em um café. Ganho R$ 650 por mês – com as gorjetas, às vezes chego a R$ 1,2 mil, um pouco mais, um pouco menos. Fiz isso porque estava desesperado para realizar meu sonho - e a idade está estourando. Queria – e quero – ser boleiro. De qualquer maneira.

R7 – Como você planejou tudo?
Leonardo Lima – Na noite daquela quarta-feira (28 de outubro), saí do trabalho e fui direto para o Estádio do Morumbi. Levei uma bolsa com calção, chuteira, meião e a tal camisa laranja. Nela, estava escrita a frase ‘eu só quero ter uma oportunidade para ser jogador de futebol’. Fui para a geral vermelha do estádio, de onde seria mais fácil correr para o campo.

R7 – E aí?
Leonardo Lima
- Assim que a bola rolou, comecei a vestir a roupa. Lá pelos trinta e poucos minutos do primeiro tempo, pulei uns dois metros de altura, talvez um pouco mais, para dentro do fosso. Depois, subi cerca de um metro e meio, entrei na área do gramado na altura do meio de campo e dei um pique.

R7 – A polícia não te viu?
Leonardo Lima
– Viu sim, mas entrei por um ponto em que tinha um espaço na segurança e corri como um louco. Calculei tudo. Quando eles perceberam, já tinha ido. Falei primeiro com o zagueiro Miranda. Pedi: ‘por favor, me ajude’. Depois, conversei com o Richarlyson e fui em direção ao Dagoberto. Mas aí eu desmaiei...

R7 – Desmaiou?
Leonardo Lima – Sim. Não sei o que aconteceu. Fiquei mole, apaguei geral. Foi muita emoção ver um estádio cheio de são-paulinos, meu time do coração, e o meu ídolo Dagoberto ali, do meu lado.

R7 – Você apanhou da polícia?
Leonardo Lima – Não. Fui tratado com respeito. Os policiais me levaram para a delegacia mais próxima. Lá, fizeram o boletim normalmente.

R7 – O que seus pais disseram?
Leonardo Lima – Minha mãe falou que eu sou louco e gritou no telefone para eu voltar para o Piauí. Disse que eu estou perdendo a cabeça por essa coisa de futebol. Mas não volto. Vou ficar para realizar o sonho. Meu padrasto foi um pouco mais suave, mas também me condenou.

R7 – Você tem medo de ser processado pelo São Paulo ou de sofrer algum ataque da torcida?

Leonardo Lima – Não recebi nenhuma notificação até agora. Espero que eles me perdoem e não me processem. Uma ação na Justiça tornaria minha vida ainda mais difícil. Quanto aos são-paulinos, peço a mesma compreensão. Como eles, eu amo o São Paulo.

R7 – Faria isso novamente?
Leonardo Lima – De jeito nenhum. Olhe, por favor, escreva aí: meu sonho, meu desespero com o avanço da idade, minha emoção por estar ao lado do Dagoberto, nada disso – e nem qualquer outra coisa - justifica uma invasão de campo. Aquilo lá é profissionalismo, tem muita coisa envolvida. Agora, veja só: prejudiquei meu time do coração. Estou envergonhado da minha atitude.

R7 – Quando voltará ao Morumbi?
Leonardo Lima
- Bom, então... Acho que, neste campeonato, se não for neste sábado (14), não dá mais. Vou pensar se volto este ano...

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