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11/02/2012 às 09:30:22
Adriano volta para o mengão,la é seu verdadeiro lugar...
estamos te esperando de braços abertos no maior do mundo... -
10/02/2012 às 08:00:09
O CORINTHIANS ADORA APARECER EM MIDIA, IBOPE VER SEU NOME EM MANCHETE, SOLTE O CARA PRAS FARRAS, QUE NÃO VAI FALTAR MANCHETE,
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10/02/2012 às 07:56:59
ESPERO QUE ACONTEÇA PARA DIVULGAR NOSSO NORDESTE QUE E LINDO E GOSTOSO DE SE VER.
9 Fev 06h57
Conheça Magary Lord, o gente boa que deverá ser o novo meteoro do Carnaval da Bahia. Não precisa anotar o nome: em breve você terá dificuldade é para esquecê-lo. Eu garanto. Opine
Magary Lord.
Não precisa anotar: você vai ouvir muito esse nome nas próximas semanas - e talvez não se esquecerá mais dele.
Nome que, por sinal, lembra marca de suco concentrado.
Se nada der errado e a polícia baiana deixar a folia correr em paz, esse sorridente gente boa de 35 anos, atestado de nascimento e de criação no Pelô de Salvador e onze irmãos (ele o décimo-primeiro da filharada de 12) será a grande revelação do Carnaval da Bahia.
Com sua mistura de ritmos baianos e africanos, como o angolano semba, Francisco Pereira Chagas, o Magari Lord, começa a ser chamado entre seus conterrâneos de "novo Carlinhos Brown".
O nome artístico é seu apelido de infância, inspirado em MacGaren, o grande inimigo do herói japonês Jaspion.
Além do próprio Brown, que o tem ajudado, Magary, conta Leandro Souto Maior em reportagem no jornal O Dia desta quinta (9), conquistou o coração de fãs do quilate de Claudia Leitte (que pediu a ele músicas para seu próximo CD), Daniela Mercury (com quem dividiu palco) e Margareth Menezes (que participará da gravação de seu primeiro DVD ao vivo, após dois CDs lançados).
Magary Lord fez sucesso e encantou muita gente no Réveillon do Farol da Barra, uma das praias mais famosas de Salvador.
Agora, vai cantar e desfilar na folia como convidado do bloco AraKetu.
No domingo de Carnaval, estará também no programa Esquenta, apresentado na Globo por Regina Casé.
Regina é outra encantada com a música de Magary Lord, que conheceu num show recente, em Salvador, levada por outro fã e padrinho do novo artista: o cantor e compositor Caetano Veloso.
O rapaz está nas nuvens, como não poderia deixar de ser.
Disse ele a Souto Maior:
- Acho que tenho chamado atenção porque minha música é sem palavrão, sem baixaria, sem bundinha. Tem muita gente preocupada com as músicas da Bahia que têm letras agressivas e falam de sexo explícito.
Magary Lord.
Não precisa anotar: você vai ouvir muito esse nome nas próximas semanas - e talvez não se esquecerá mais dele.
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3 Fev 05h48
Advogado da família de uma jovem morta em desabamento do Rio suspeita que o uso de máquinas pesadas poucas horas após as quedas pode ter esmagado pessoas vivas sob os escombros
Leio reportagem bem feita, triste e preocupante sobre o desabamento dos três prédios no centro do Rio de Janeiro, feita por Jorge Lourenço e publicada na página do Jornal do Brasil na internet.
João Tancredo, advogado da família de Sabrina Prado, que morreu na tragédia ocorrida no dia 25 de janeiro, estuda a possibilidade de abrir processo na Justiça, por homicídio culposo, contra os responsáveis pelo resgate dos envolvidos.
Tancredo acredita que o uso de grandes escavadeiras e máquinas de remoção de entulhos pouco tempo depois da queda dos três edifícios, na ânsia de liberar o trânsito na área, pode ter esmagado corpos de pessoas ainda vivas embaixo dos escombros.
Disse o advogado ao repórter Lourenço, do JB:
- Precisamos estudar isso com cuidado, mas ficou nítido que, em vez de se priorizar de forma absoluta o trabalho de resgate, houve pressa para mostrar serviço e liberar as ruas do centro. Se ficar constatado que vítimas poderiam estar vivas quando eles começaram a usar máquinas pesadas, vamos acionar judicialmente o responsável pelo resgate, que pode responder por homicídio culposo.
A reportagem registra, inclusive com fotos, máquinas pesadas em ação nos escombros apenas 12 horas depois dos desabamentos. É possível que esse intervalo seja ainda menor.
E lembra que, em casos recentes de tragédias envolvendo vítimas embaixo de escombros, pessoas foram encontradas com vida muito tempo depois dessas 12 horas.
No terremoto do Haiti, pessoas foram retiradas vivas até 11 dias após a tragédia. Em alguns prédios atingidos pela tsunami seguida de terremoto no Japão, em março de 2011, o mesmo ocorreu nove dias após a tragédia.
E mesmo no atentado contra as torres gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2011, uma pessoa foi retirada dos escombros um dia e quatro horas depois das quedas, apesar da quantidade absurda de entulho acumulada pelos dois prédios gigantescos.
A Secretaria Estadual de Defesa Civil disse ao repórter que a ordem de usar máquinas pesadas no resgate foi dada pelo Comando-Geral do Corpo de Bombeiros. A ação, afirma a secretaria, seguiu critérios técnicos em busca do salvamento do maior número de pessoas.
Pode ser – e eu não tenho conhecimento técnico anterior e nem informação atual para contestar essas afirmações da secretaria.
Não sei se poderia haver uma forma melhor de ação.
Em todo caso, olhando como leigo aquela operação nas primeiras horas e dias após o desabamento, confesso que fiquei várias vezes angustiado ao ver aquelas máquinas balançando e retirando grandes placas de escombros daquela maneira enquanto se dava conta de 25, 20, 15, dez ou cinco desaparecidos.
Ao menos duas pessoas próximas chegaram a comentar comigo terem nutrido sentimentos semelhantes.
Agora tenho certeza de que a angústia não era apenas nossa.
Por isso, essa suspeita de precipitação deve realmente ser apurada com rigor e verdade.
É muito grave e séria para ser enterrada sem esclarecimento junto com as vítimas da tragédia.
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1 Fev 22h53
Pesquisa mostra que 14% dos estudantes do ensino médio público do Estado do Rio não leram um único livro nos últimos cinco anos. A situação no resto do País não deve ser diferente…
Uma pesquisa feita a pedido da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, com 4 mil alunos de Ensino Médio da rede pública fluminense, revelou dados preocupantes.
Alguns deles:
* 14% dos alunos não leram um único livro nos últimos cinco anos.
* 11% leram apenas um e 26%, dois ou três.
* 93% dos pesquisados possuem celular e 78% têm computador.
E o pior é que este retrato, sobretudo em relação à baixa leitura de livros, deve ser mais ou menos o mesmo em todo o ensino médio público brasileiro.
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27 Jan 10h13
Cabral, vada a bordo. Cabral está no Canadá. Cabral entre os desaparecidos. Governador do Estado do Rio leva 17 horas para falar após queda de prédios. A turma, claro, não perdoou…
Quase 17 horas.
Este longo tempo, mais da metade de um dia, separou a queda dos três prédios no centro do Rio de Janeiro, ocorrida às 20h33 de quarta-feira (25), da primeira manifestação ao vivo do governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), sobre a tragédia, feita em uma rede de rádio por volta das 13h do dia seguinte, a quinta-feita (26).
Nas redes sociais e na internet, a turma, claro, não perdoou a estranha e inesperada demora do governador, que, por sinal, completa 49 anos nesta sexta-feira (27).
E mandou ver nas piadas e ironias:
Algumas delas:
"Cabral, vada a bordo, cazzo" (referência à ordem, seguida de um palavrão, dada por Gregorio de Falco, comandante da Capitania dos Portos de Livorno, ao comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, após o naufrágio ao lado da Ilha de Giglio, na Itália; frase foi lembrada no Twitter, entre outros, pelo vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger).
"O que Cabral e o comandante do Costa Concordia possuem em comum? Os dois não foram vistos a bordo após o acidente".
"O governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho, está entre os desaparecidos no desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro". Da página de humor na internet Sensacionalista.
"Cabral está no Canadá, mesmo destino de Luiza".
"Cabral é o novo Schettino".
A assessoria de imprensa do governador afirmou, em nota, que ele acompanha os acontecimentos desde a queda, na noite de quarta (25), em contato permanente com o prefeito da cidade, Eduardo Paes, o secretário de Defesa Civil, Sérgio Simões, e o secretário de Saúde, Sérgio Cortes.
A demora de Cabral ficou entre os temas mais comentados do Twitter no Rio de Janeiro, ao lado do marcador sobre o acidente, o #desabamentoRio.
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26 Jan 20h11
O medo que sobe junto ao pó dos três prédios: será que existe no centro do Rio construções capazes de ruir com o impacto das obras da Copa e dos Jogos? Que as avaliações sejam rigorosas
As causas da queda dos três prédios no centro do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (25), precisam ser apuradas e passadas à sociedade com toda clareza possível.
Não só em respeito às vítimas, aos seus familiares e às pessoas e empresas que tiveram prejuízo com a destruição deste patrimônio.
Mas, acima de tudo, pela desconfiança natural e justificável que passa a tomar conta dos brasileiros, a partir de agora, nestes anos de preparação do Rio para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, a serem realizados na cidade.
O Rio de Janeiro, como sabemos, está repleto de construções muito antigas.
Muitas delas foram erguidas antes do início do Primeiro Império, com a Proclamação da República de 7 de setembro de 1822, e até mesmo da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, em 1808.
São prédios com mais de 204 anos de existência que, de uma forma ou outra, ainda são usados profissionalmente, frequentados e até habitados por pessoas.
O Teatro Municipal do Rio, por exemplo, tem 109 anos e está apenas a alguns metros de distância dos três edifícios que desabaram. Felizmente, essa joia da arquitetura e da cultura do País aparentemente não sofreu abalo com as quedas.
É verdade que os três prédios que ruíram (um de 20, outro de dez e um sobrado de quatro andares), todos construídos no século 20, entre 1920 e 1940, não guardavam valor cultural e arquitetônico decisivo como alguns de seus vizinhos mais antigos.
De qualquer forma, o carioca começa a conviver, sobretudo no cento da cidade, com a série de bate-estacas, descargas de materiais e outros impactos trazidos pela sequência pesada de obras programadas para o Mundial e, mais ainda, as Olimpíadas.
Grande parcela dessas obras será feita em áreas muito antigos e tradicionais da cidade, como Santo Cristo, Região Portuária e Gamboa, esta última ligada de forma visceral à vida e a rotina dos africanos na cidade desde o período da escravidão.
Com a queda dos três prédios, a desconfiança torna-se inevitável: será que essas áreas, verdadeiros abrigos de relíquias históricas, onde frequentemente são descobertos materiais de rara importância arqueológica, não possuem também prédios e construções antigos, desgastados pelo tempo, que poderiam desabar e matar pessoas sob o impacto das fortes pancadas de bate-estacas e equipamentos modernos usados para as novas construções em suas vizinhanças?
Pode ser que não.
Tomara que não.
Deus queira que não.
Mas existe agora todo um ambiente, um justificado ambiente, para que essas desconfianças apareçam com força.
Por isso, a avaliação das condições dos prédios antigos do centro do Rio, sobretudo vizinhos das áreas reservadas para obras da Copa e dos Jogos, deverá ser feita com o maior rigor e transparência possíveis.
E que esses resultados sejam passados à sociedade sem qualquer máscara.
É claro que este desabamento não tem nada a ver diretamente com a possibilidade e a competência para realizar ou não o Mundial ou os Jogos.
Tentar estabelecer essa relação é forçar a barra de forma artificial.
Fosse assim, Nova York, apenas para citar um exemplo, não poderia abrigar nem campeonato de purrinha após os atentados contra as torres gêmeas em 11 de Setembro de 2001.
Bom, mas alguém haverá de argumentar: mas lá os prédios não caíram, e sim foram derrubados.
Devolvo, pois: e daí?
Os prédios em Nova York, que por sinal eu conheci bem, foram de fato derrubados, mas as falhas absurdas, toscas até, de segurança e de inteligência que permitiram uma articulação dos terroristas com aquela intensidade, em praticamente todo o país, seriam suficientes para criar ambiente e voto de desconfiança para a realização segura de qualquer evento internacional de médio ou grande porte em território americano.
Não é verdade?
Não, não é por este caminho.
Em todo caso, que as vistorias nos prédios antigos do centro do Rio sejam feitas com rigor e transparência.
Afinal de contas, o que está e estará em jogo, acima de qualquer valor, olímpico ou não, será a preservação de novas vidas.
E você, o que pensa?
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22 Jan 06h00
Jennifer Lopez será a estrela do Camarote da Brahma.Não precisará de pandeiro e tamborim para rebolar de alegria: cachê de dois milhões de dólares (R$ 3,53 milhões) já dá um samba danado
A atriz americana Jennifer Lopez será a grande estrela internacional do Camarote da Brahma no desfile das escolas de samba do Carnaval de 2012, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
Além de atrair as atenções no camarote, J.Lo será protagonista de uma campanha publicitária para a cervejaria Ambev, dona da marca.
A estrela não precisará ouvir o ronco da cuíca, o estalar do pandeiro ou o trepidar do tamborim para pular de alegria: o cachezinho, um modesto encaixe de dois milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 3,52 milhões, já dá samba pra caramba, não é verdade?
A propósito, J.Lo está bem no quadro com a Wikipédia.
A enciclopédia virtual atribui à americana de ascendência porto-riquenha, de 41 anos, nada menos do que sete qualificações profissionais: atriz, cantora, compositora, produtora musical, dançarina, estilista e (ufa...) produtora de televisão.
Ela merece?
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14 Jan 13h19
Bope vai trocar farda preta por camuflada até julho. Acho a antiga mais bonita. E você, o que pensa? Opine
O símbolo da caveira cravada com facas permanecerá, mas a roupa preta dará lugar à nova nas ações feitas durante o dia.
O uniforme negro será usado apenas à noite, em trabalhos especiais.
O major Maurílio Nunes, da área de projetos de tecnologia do Bope, explica a mudança:
- A farda não é só uma roupa, mas também um instrumento de trabalho. Nossas pesquisas mostram que as pessoas gastam até cinco vezes mais tempo para notar a farda camuflada do que a preta. Em uma operação, isso pode fazer a diferença, permitindo a reação mais rápida de nossos soldados e, como consequência, poupando vidas da tropa. Estamos convencendo os soldados que discordam da mudança com esses dados.
Tá legal, eu diria, inspirado no mestre supremo Paulinho da Viola. Eu aceito o argumento.
Mas acho a preta bem mais bonita, bacana, imponente.
E você, o que pensa a respeito?
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3 Dez 19h16
Livro traz foto inédita de Dilma Rousseff, aos 22 anos, sendo interrogada por militares após ter sido torturada por 22 dias seguidos
Foto: reprodução de processo contra Dilma Rousseff na Justiça Militar
O livro A Vida Quer É Coragem, do jornalista Ricardo Amaral, que será lançado nesta primeira quinzena de dezembro de 2011 pela editora Primeiro Plano, trará a foto acima, dramática e de forte impacto, da presidente Dilma Rousseff.
Na imagem, feita dez meses depois da prisão de Dilma, em novembro de 1970, e garimpada por Amaral no processo produzido contra ela pela Justiça Militar, a atual presidente aparece, aos 22 anos, durante interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro.
Ao fundo, dois participantes cobrem o rosto para não aparecer.
Dilma tinha sido torturada por 22 dias seguidos antes deste interrogatório.
Seu semblante mistura um abatimento inevitável e profundo com uma altivez que, no contexto, comove em vez de despertar energia.
Uma postura que cria um contraponto nitidamente constrangedor à imagem nada corajosa dos dois sujeitos que se escondem com os próprios dedos.
A Vida Quer É Coragem detalha a trajetória de Dilma Rousseff da guerrilha à Presidência da República.
14 Nov 17h27
Recado às tropas colado por um comerciante da Rocinha na porta de sua loja horas antes da retomada da favela: por favor, não arrombar. Se necessário, ligar para… Isso sim é fair play. Opine
Isso sim é sangue frio, precaução e fair play convivência com a rotina de violência que se tornou crônica no Rio de Janeiro.
Diante da retomada da Rocinha com dia e hora marcados e anunciados antecipadamente pelas autoridades do Estado do Rio, um comerciante da favela, conta Ancelmo Gois em sua coluna desta segunda (14 em O Globo, colou um cartaz com a seguinte mensagem na porta de sua loja, no final da tarde de sábado (12), horas antes do início da ocupação:
- Por favor, não arrombar! Se necessário, ligar para...
... e, no pé do cartaz, fornecia os números de seus telefones.
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13 Nov 16h21
Beltrame: Rocinha está livre do jugo do fuzil. Ótimo. Falta o fundamental e o indispensável: livrar a segurança do estado do jugo da banda podre. Estamos esperando. E vocês, o que esperam?
Sérgio Vieira / R7
Hoje é dia de festa e de orgulho.
Para brasileiros em geral e fluminenses e cariocas em particular.
Em apenas duas horas, e sem que um tiro sequer fosse dado, a Rocinha, uma das maiores favelas do mundo, um aglomerado vertical de casas e prédios na divisa da zona sul com a zona oeste do Rio de Janeiro, onde se espremem entre 70 mil (números oficiais) e 200 mil (estimativas) moradores, foi libertada do domínio de traficantes, na manhã deste domingo (13).
Participaram da ação tropas do governo federal e mais 300 homens do temido e competente Batalhão de Operações Especiais, o Bope, tropa de elite da Polícia Militar fluminense.
Emocionado, com a voz embargada, quase às lágrimas, o secretário de Segurança do Estado do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou após a ação: "Essas comunidades foram libertadas do jugo (submissão) do fuzil. Isso não é pouco".
Não é mesmo.
Além da Rocinha, as favelas vizinhas do Vidigal (dona de uma das vistas naturais mais espetaculares do mundo, a do mar que serpenteia na tangente a Avenida Niemeyer entre os bairros do Leblon e de São Conrado) e da Chácara do Céu também foram tomadas pelas tropas.
O que se viu hoje foi, de fato, um momento emocionante e histórico.
Tudo muito bonito, tudo digno de orgulho, tudo merecedor da emoção do secretário de Beltrame ao comentar a operação.
Uma demonstração elogiável de parceria bem sucedida entre município, estado e União.
Ainda no início da tarde de domingo (13), moradores da Rocinha admitiam nunca ter visto a favela tão tranquila e as pessoas tão leves e calmas como naquela tarde.
Uma sensação de segurança que certamente se espalhará para os ricos bairros do Leblon, Ipanema, Gávea, São Conrado, Jardim Botânico e Barra da Tijuca, vizinhos de Rocinha e do Vidigal.
A ideia é manter essas favelas tomadas e policiadas até que recebam as Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, batalhões que garantem a paz nessas comunidades resgatadas do tráfico pelas forças conjuntas de segurança.
Ótimo.
Sensacional.
Mas, tomado o mais simbólico bastião do tráfico no Rio de Janeiro, onde os criminosos refinavam cinco toneladas de cocaína e faturavam R$ 60 milhões por ano com venda de droga e arma, falta agora, para o governo do Estado do Rio, realizar o fundamental e o indispensável.
O fundamental, o indispensável e, ao mesmo tempo, o que as próprias autoridades fluminenses nos deixam achar ser impossível: eliminar do dia-a-dia da polícia que faz o corpo-a-corpo com o carioca, e de todos os escalões da segurança pública fluminense, as laranjas podres que parecem ser eternas nessas estruturas.
E, hoje, fazem o carioca ter - com suprema razão - mais medo de um policial que manda parar o seu carro do que de um traficante visto na franja do morro ou de um ladrão em disparada pela calçada.
O governo do Estado do Rio de Janeiro não tem a menor noção do tamanho da banda podre das polícias civil e militar e nem tampouco do seu sistema de segurança pública.
Autoridades e população concordam apenas em um ponto: essa banda podre é imensa, insuportável, o principal pilar de um dos sistemas policiais e de segurança mais corruptos do planeta.
Como já foi dito por aqui, passar por uma blitz da polícia, no Rio de Janeiro, é uma aventura de terror sem final previsível.
A começar pelo fato mero de que não se saber se aquilo é, de fato, um blitz.
Podem ser bandidos - nos últimos tempos, o são em uma parcela considerável.
Se por sorte forem policiais, é preciso saber, agora, se eles são corruptos ou não.
Em seguida, entender - sem questionar, e claro - o que eles realmente querem de você.
E eles podem trabalhar honestamente ou podem querer levar um troco.
Se forem contrariados, as chances de te agredirem o mesmo te fecharem estão longe de serem remotas.
A banda podre mata juiz.
A banda podre expulsa deputado federal do País.
E o lado sadio da polícia assiste a tudo sem produzir nada de realmente relevante contra essa realidade que insulta a cidadania a cada minuto no Rio de Janeiro.
Mesmo porque os oficiais e comandantes honestos nunca sabem de que lado estão aquele capitão, aquele tenente ou aqueles policiais que eles acompanham em ação nos relatórios ou de suas janelas ou carros.
Juntar União, Estado e município para retomar favelas é algo elogiável por não ser fácil.
Mas, antes de tudo, representa uma dificuldade política.
Uma vez equacionada a questão política, é subirem todos lá com aquele monte de tanque, aquele monte de fera do Bope e pancada no serviço.
Aí fica fácil, como se viu na ação de duas horas sem tiro que libertou Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu.
O difícil - mas ao mesmo tempo o que a gente quer, o que a gente exige, o que o carioca e o fluminense precisam, o que não dá mais para segurar e nem adiar - é ter organização, coragem, trabalho em parceria e serviço de inteligência suficientes para purgar as polícias militar e civil, e também a estrutura da segurança no Estado do Rio de Janeiro, da corrupção e da criminalidade fétidas, crônicas, humilhantes, primitivas e insuportáveis que marcaram a realidade dessas instituições nas últimas quatro décadas.
E que parecem sobreviver - e debochar de, e desafiar - à UPP, ao Bope, à pacificação, enfim, a tudo o que merece justificados elogios nas ações de segurança realizadas nos últimos anos no Estado do Rio de Janeiro.
Para as autoridades políticas e técnicas do Estado do Rio, e até mesmo para a população, o trabalho de limpeza oficial será mais arriscado do que tudo o que foi feito até agora contra o tráfico e a criminalidade.
Mas, em compensação, certamente terá efeitos muito mais duradouros, definitivos e dignos de elogios.
Cariocas e fluminenses estão esperando.
Por sinal, o que as autoridades do estado estão esperando?
O melhor do noticiário na internet está aqui. No R7.




















