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7 Mai 14h35

Ronaldo disse, quase chorando, que está entre os que mais treinam no Corinthians. Então o que anula este trabalho fora de campo? Opine

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ronaldo 7g 300x214 Ronaldo disse, quase chorando, que está entre os que mais treinam no Corinthians. Então o que anula este trabalho fora de campo? Opine

- Por que faltou comprometimento da sua parte para entrar em forma?

A pergunta, feita pelo repórter Jesse Nascimento numa coletiva de imprensa na quinta-feira (06), dia seguinte ao da eliminação do Corinthians da Copa Libertadores da América, abalou Ronaldo Fenômeno.

Com os olhos marejados e a voz baixa, pausada e embargada, num esforço visível para não derramar lágrimas, o craque respondeu:

- É muito fácil alguém que está de fora, como você (o autor da pergunta), falar em falta de comprometimento. O preparador físico do Corinthians afirma que eu estou entre os dez jogadores do elenco que mais treinam em horas de trabalho, em tempo de atividade. Então, não há falta de comprometimento. Eu tenho 33 anos, oito cirurgias no corpo, muitas dores e ainda ouço esse tipo de pergunta. O povo está comigo. O corintiano está comigo.

O repórter foi corajoso ao perguntar sem meias palavras.

E Ronaldo mostrou sofrimento sincero por não ter conseguido dar uma contribuição maior para a campanha do Corinthians.

Mas um ponto da declaração do Fenômeno talvez ajude a decifrar o enigma.

Ele disse que o próprio preparador físico do clube atesta que ele é um dos dez primeiros do elenco em número de horas treinadas.

Se isso for verdade – e deve ser, porque o craque não teria motivos para inventar tal coisa -, a média parece ser bem aceitável se considerarmos que Ronaldo é um dos mais velhos do grupo e, como ele próprio lembra, tem oito cirurgias no corpo.

O desempenho físico esportivo de qualquer ser humano é o resultado de sua preparação menos o que ele gasta de seu corpo quando não está praticando o seu esporte.

Fisicamente, Ronaldo Fenômeno não está muito diferente do que no ano passado, quando teve um boa performance.

Na prática, está gordo agora como estava gordo antes.

Se a situação do corpo não mudou e ele, segundo afirma, teve carga de treino compatível para um atleta de sua idade, o problema pode estar na forma como Ronaldo está gastando fora de campo, neste ano, as energias e o preparo físico acumulados nas horas de preparação.

Em resumo: o craque pode até estar acumulando de forma aceitável, mas deve estar gastando além das medidas fora de campo.

Fala-se em muito cigarro, até dois maços por dia.

Fala-se em baladas às vezes exageradas, que roubam noites de sono e uma parte considerável da energia de qualquer cidadão, sobretudo os que usam a potência do corpo para trabalhar.

Fala-se em problemas pessoais e familiares, que também minam – e muito – a disposição de qualquer um.

Algo deve estar consumindo suas energias além do aceitável fora de campo.

Adriano, o Imperador, passa a mesma impressão.

Corre, treina, faz sauna, vai ao fisiologista, trabalha com o fisioterapeuta e... nada.

Em campo, não chega nem perto da explosão física que sempre foi sua marca.

Ronaldo Fenômeno ficou chateado com a questão do repórter.

Deve ter se perguntado: sou milionário, vencedor, bicampeão mundial de seleções nacionais, recordista de gols em copas, três vezes eleito o melhor jogador do mundo, reconhecido em todo o planeta e ainda tenho que escutar perguntas como essa?

Enquanto for jogador profissional, correrá, sim, o risco de escutar perguntas como essa.

Tem todo o direito de se defender delas com seus argumentos.

O mesmo que os repórteres possuem de perguntar.

Agora, se o Fenômeno, tão querido como é por todos nós, está treinando como deve aos 33 anos, talvez valesse a pena aproveitar este início de Campeonato Brasileiro para avaliar o que está destruindo o trabalho fora dos jogos e dos treinos?

Na mesma entrevista, o Ronaldo disse:

- Não vou deixar que parem comigo. Eu ainda me emociono e me divirto com o futebol.

Seu contrato com o Corinthians vai até o final de 2011.

Se quiser mesmo parar quando achar a hora, e não “ser parado” antes dela, o genial Ronaldo Fenômeno precisa localizar e anular esses problemas que claramente minam suas energias.

Agora.

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23 Abr 16h27

Adriano Imperador X Ronaldo Fenômeno. Fla X Corinthians. Quem vencerá o duelo dos supercraques mergulhados em crises pessoais? Opine

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ronaldo adriano Adriano Imperador X Ronaldo Fenômeno. Fla X Corinthians. Quem vencerá o duelo dos supercraques mergulhados em crises pessoais? Opine

Adriano Imperador X Ronaldo Fenômeno.

Flamengo X Corinthians.

O duelo das duas maiores torcidas do País. O duelo de dois craques mergulhados em crises pessoais.

De um lado, Adriano Imperador e sua vocação para viver eternamente mergulhado em conflitos existenciais.

Abandona o time na Itália, fica no Brasil, diz querer o Rio, a favela amada, o carinho da família e dos amigos queridos.

Fica no Flamengo, o time do coração. É campeão brasileiro. Tudo parece lindo.

Aí, quando ninguém parece ter poder para derrubá-lo, ele mesmo se encarrega de fazê-lo: baladas homéricas madrugadas a dentro, festas, um número impressionante de faltas a treinamentos, desculpas para não jogar, ausência em jogos fundamentais para o Flamengo, mais de 100 quilos de peso, moto com traficante, briga pública com a namorada, separa, volta, separa, volta, separa...

E crise, e crise, e crise.

Eu só queeero é ser feliz, andar tranquilamente na favela em que nasci...”

Niguém aguenta mais isso.

Adriano começou o ano como certeza na Seleção.

Agora, poderá até ser convocado, mas isso não está certo como estava.

Só ele poderia tirá-lo da Copa. Parece que ele está tentando fazendo isso com todas as suas forças.

Tem, no entanto, a chance de se recuperar nesta reta final de Libertadores.

Do outro, Ronaldo Fenômeno.

É mais equilibrado do que o amigo que joga no rival, mas nem por isso se livra, no momento, de tormentos particulares.

O peso está visivelmente acima do aceitável.

A forma, muito distante da vista no ano passado.

Ronaldo parece desestimulado, sem ímpeto e saco para jogar.

Fala-se de problemas pessoais que estariam aniquilando sua motivação e fazendo com que ele fume até dois maços de cigarro por dia.

Mas Ronaldo é Ronaldo, é gênio.

Por todas as voltas que deu na vida, ele deixa em todos a expectativa de que poderá sempre ressurgir das trevas.

Em torno deste duelo há a disputa entre Flamengo e Corinthians.

Quem vencerá: Adriano ou Ronaldo?

Quem vencerá: Flamengo ou Corinthians?

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16 Mar 16h21

Conheça Zé Congonhas. Essa figuraça tirou mais 6 mil fotos ao lado de 4 mil artistas, jogadores e outros famosos em um aeroporto de São Paulo

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congonhas 1 300x168 Conheça Zé Congonhas. Essa figuraça tirou mais 6 mil fotos ao lado de 4 mil artistas, jogadores e outros famosos em um aeroporto de São Paulo Fotos: Eduardo Marini/R7

Fiz, para o portal R7, uma reportagem longa e especial sobre um camarada espetacular: o zelador Irineu Bernardo da Silva.

Silva, 50 anos, é Zé Congonhas.

Ele tem esse apelido em função de um feito raro: ter tirado, nos últimos 21 anos, mais de 6 mil fotos ao lado de cerca de 4 mil artistas no Aeroporto de Congonhas.

O cara é uma figuraça. Vale a pena ler a sua história.

Publico novamente a reportagem aqui para os amigos que não a tenham lido.

Vocês irão se divertir.

Leiam aqui a reportagem.

Há também links para os perfis de artista que ele inventou e a galeria feita pelo R7 com fotos de Zé ao lado de personalidades.

Opinem. Deixem o comentário. Um abraço.

Vamos ao texto principal:

Conheça Zé Congonhas, o fã que tirou fotos ao lado de 4.000 famosos em uma aeroporto de São Paulo

Total de fotografias passa de 6.000, se incluídas as personalidades repetidas

Eduardo Marini, repórter especial e colunista do R7

congonhas regina duarte Conheça Zé Congonhas. Essa figuraça tirou mais 6 mil fotos ao lado de 4 mil artistas, jogadores e outros famosos em um aeroporto de São Paulo Foto: arquivo pessoal/Zé Congonhas

Calçada em frente ao setor de desembarque do Aeroporto de Congonhas, São Paulo, meio-dia. Irineu acerta a posição do corpo na sessão de fotos para esta reportagem do R7 e solta um comentário:

- Meu rapaz, Deus tá mandando um sol de derreter couro de jegue, não é verdade?

Diante do sorriso contido do repórter, Irineu emenda:

- Sei o que você vai argumentar. Vai dizer que a última pessoa do mundo que pode reclamar de chateação por causa de foto sou eu, não é isso? Não é?
Irineu é o zelador Irineu Bernardo da Silva, 50 anos, caçula dos 21 filhos de um ferroviário pobre e de uma dona de casa de Gameleira, no interior de Pernambuco, casado, pai de um jovem de 15 anos. Mas deixe de lado o Irineu. Chame-o de Zé Congonhas. Ele vai adorar.

Zé Congonhas é uma dessas figuras impagáveis que transformam a própria vida – e, felizmente, parte da dos outros – em coisas um pouco menos chatas e bem mais agradáveis do que a média.

Desde 1989, em seus finais de semana livres, folgas, férias e feriados, ele faz longos plantões no Aeroporto de Congonhas, com pelo menos 12 horas de duração cada um.

O objetivo, a meta de Zé: ser fotografado ao lado de artistas, cantores, jogadores de futebol, humoristas, enfim, todo o tipo de personalidade.

E não pensem que tudo é feito assim, jogado, de qualquer jeito. Nosso Zé tem figurino exclusivo para a atividade: camisas de manga comprida de cores fortes, arremedo plastificado de chapéu panamá e um cordãozão grossão de aço.

Coisa linda. Afinal de contas, nosso Zé precisa estar bonito diante da turma do sucesso. “E ninguém, muito menos gente da fama, merece esculacho”, ele completa. Com grande, absoluta e inteira razão.

Apenas tirar uma foto roubada do famosão sozinho, para ele, vale nada não. Conta zero. Está por fora. O negócio do nosso Zé Congonhas é abordar o figurão, pedir a devida autorização, entregar sua digital Sony com zoom de 12 vezes a um gaiato que esteja próximo e dar a senha célebre:

- Você tiraria uma foto minha ao lado desse nosso amado artista, por favor?

De 1989 até hoje, são mais de 6.000 imagens registradas ao lado de cerca de 4.000 artistas (veja galeria de fotos). Tanta experiência deu a ele condições de criar um guia de personalidade. Nele, nosso caçador de fotos divide os famosos de acordo com a reação de cada um ao ser abordado por ele. Há o Artista Me Engana que Eu Gosto, o Bomba, o Celular, o Jatinho, o Povão, o Sorriso Maroto e o Chega Mais (leia aqui, o ranking dos dez artistas mais chatos e os dez mais simpaticos feitos por Zé).

Isso: Zé Congonhas é pós-moderno. Também conheceu e dominou a autoajuda.

Zé tem assessor. E press release, aqueles textos com informações e declarações preparados para ajudar jornalistas a fazer reportagens. O dele tem 17 páginas, 12 delas manuscritas pelo próprio.

O moleque Zé era famoso em Gameleira por causa da alegria contagiante. O sonho de criança, mantido até hoje, é o de ser humorista. O estilo ao mesmo tempo sonso, doce e leve lembra o do genial e eterno trapalhão Zacharias.

Em junho de 1980, Zé (então Irineu) veio para São Paulo morar no barraco de um amigo de sua cidade na favela Beira Rio, que fica próxima ao aeroporto. Barra pesada. Ao ouvir o primeiro tiroteio, ele, em associação direta com as festas juninas que todos os anos fazem arder fogueiras no Nordeste nesta época, berrou:

- Viva São João.

O amigo deu-lhe um tapaço na boca e o jogou embaixo da cama. Quando a coisa acalmou, Irineu levantou com um corte na testa e muito sangue no rosto, que tinha arrastado no chão. O amigo, assustado, achou que ele tinha levado um tiro, mas logo tudo foi esclarecido.

Em 1989, desempregado após jornadas de trabalho como zelador e pedreiro, Zé/Irineu passou em um teste para trabalhar de segurança no Aeroporto de Congonhas. A possibilidade de ficar próximo de artistas o deixou entusiasmado.

A primeira foto da série foi feita ao lado de Claudia Raia. Ao ver a atriz de perto, abandonou a postura discreta e foi atrás. Claudia parou ao lado do porta-malas de um táxi. Zé chegou por trás e deu um cutucão na atriz, que quase teve um infarto.

- Ela levantou as mãos e disse: pode levar tudo, mas não atire, não atire, não mate, não mate.

Desfeito o mal-entendido, Zé conseguiu seu primeiro troféu. E protagonizou a primeira gafe. O chefe da segurança do aeroporto não ficava exatamente feliz com a desenvoltura de Zé nessas ocasiões. Em 1990, prometeu mandá-lo para a rua caso ele tirasse foto ao lado de mais alguém. E o chute não demorou a vir. Numa tarde de sábado, Tarcisio Meira, com a imponência que lhe é peculiar, cortou calmo e sorridente o saguão de desembarque do aeroporto.

Era demais para Zé, que, obviamente, não resistiu. Bela foto ao lado do galã. Belo bilhete azul.

O caso Claudia Raia foi o marco inaugural de alguns furos célebres. Na primeira vez em que viu Carlinhos de Jesus, confundiu-o com Ralph, o da dupla com o Christian. Caminhando um pouco atrás do dançarino, chamou-o várias vezes pelo nome do cantor. Fez elogios, perguntou pela carreira, quis saber da agenda de show. E o artista nada. Nem um pio.

- Até que, uns quatro minutos depois, ele parou, virou-se e gritou: ‘eu não sou Ralph, sou Carlinhos de Jesus! Carlinhos de Jesus, ouviu? Car-li-nhos-de-Je-sus!'

Nosso Zé gastou um tempo nas desculpas, plenamente aceitas pelo sempre doce e educado Carlinhos. Mas, claro, não perdeu a viagem. Voltou dela com sua “fotinha”.

Em outra ocasião, encontrou Lúcio Mauro Filho e desatou a elogiar o “trabalho” do ator e roteirista no programa Zorra Total. “Trabalho na Grande Família”, deu o toque Mauro Filho após alguns minutos. Zé não perdeu o rebolado, desculpou-se e, novamente, conseguiu sair da saia justa com a imagem registrada.

congonhas 2 300x168 Conheça Zé Congonhas. Essa figuraça tirou mais 6 mil fotos ao lado de 4 mil artistas, jogadores e outros famosos em um aeroporto de São Paulo

Juca Chaves – um humorista – conquistou o coração de Zé:

- Quando foram fazer nossa foto, ele virou para o cara que estava com a máquina e disse: faça-me alto, magro, bonito e rico.

O mais célebre dos micos de Zé Congonhas está relacionado a ninguém menos do que o rei Roberto Carlos. No espaço ocupado hoje pela principal livraria de Congonhas funcionava antes um comércio de discos. Certa vez, Zé leu em um cartaz pendurado na loja: “Amanhã: Roberto Carlos ao vivo”.

No dia seguinte, às 7h da manhã, lá estava nosso bravo caçador de fotos a postos para tentar ser fotografado ao lado do gigante.

Nove horas da manhã. Nada. Meio-dia. Nada. Quatro da tarde. Nada. Até que Zé, esgotado, resolve reclamar com o dono no final da tarde:

- Senhor, não está escrito ali que hoje terá Roberto Carlos ao vivo? Cadê ele? E os fãs? Quando começará o show?

O comerciante soltou uma gargalhada e fez Zé Congonhas, desmoronado, voltar à realidade:

- O que é isso, rapaz? Enlouqueceu? É o disco ao vivo, e não um show do cantor ao vivo. Isso aqui é uma loja de discos, cidadão.

Roberto Carlos, por sinal, deu a Zé, em outra oportunidade, o que nosso caçador de fotos considera sua maior pedra preciosa: um autógrafo.

Não seria uma foto? Pois é: por uma daquelas ironias supremas do destino, Zé não tem a imagem ao lado do seu maior ídolo.

- O motivo eu não me lembro, mas o fato e que esqueci a máquina em casa naquele dia.

Um dia ele aparece de novo, Zé. Mas não vá esperá-lo na livraria...

Leia aqui, no corpo desta reportagem publicada pelo R7, a lista de perfis de artistas feitas por Zé Congonhas.

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13 Mar 04h45

Patrimônio de R$ 450 milhões, R$ 1,4 milhão de salário no Corinthians e uma casa de R$ 25 milhões na alça de mira. Sou Ronaaaldo, diria Marcelo D2…

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ronaldo retrospectiva 6g 300x235 Patrimônio de R$ 450 milhões, R$ 1,4 milhão de salário no Corinthians e uma casa de R$ 25 milhões na alça de mira. Sou Ronaaaldo, diria Marcelo D2...

A última edição da revista Veja SP traz reportagem de capa, feita pelos repórteres Álvaro Leme, João Batista Jr. e Maria Paola de Salvo, sobre a vida do craque Ronaldo Fenômeno na cidade de São Paulo.

Há informações curiosas. Algumas delas:

* A fera teria, aos 33 anos, um patrimônio de 250 milhões de dólares, algo como R$ 450 milhões.

* Mora com a mulher e a filha numa cobertura dúplex de 600 metros quadrados no bairro de Higienópolis. Só a suíte do casal tem 200 metros quadrados. Na decoração, duas peças da dupla de grafiteiros Osgemeos. E na garagem, dois carros modelo Land Rover, de R$ 130 mil cada, e uma BMW de, aproximadamente, R$ 350 mil.

* O craque namora uma casa no Jardim Europa. Preço estimado: R$ 25 milhões. Moleza para quem, depois de tudo o que já encaixou na Europa, ainda arranca R$ 1,4 milhão por mês entre salário e marketing, ou seja, 20 vezes o salário médio do Corinthians, de R$ 70 mil.

* O rap Negro Drama, dos Racionais MCs, não sai de seu som. Atualmente, é sua música predileta. Os primeiros versos da letra: Negro drama/Entre o sucesso e a lama/Dinheiro, problemas/Inveja, luxo e fama.

Alguma semelhança com a vida de um craque de berço pobre que eu e você, amado amigo, aprendemos a admirar?

Sou Ronaaaldo, diria outro rapper, Marcelo D2...

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14 Jan 01h49

O blogueiro esteve no Haiti. Conheceu um povo miserável que ama o Brasil e o Ronaldô. Mas não consegue se livrar da síndrome da desgraça eterna

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haiti 1 300x200 O blogueiro esteve no Haiti. Conheceu um povo miserável que ama o Brasil e o Ronaldô. Mas não consegue se livrar da síndrome da desgraça eterna

Estive no Haiti em meados de agosto de 2004.

Fiz uma reportagem sobre o Jogo da Paz, entre as seleções do Haiti e do Brasil, vencido pelos brasileiros por 6 a 0, para a revista Istoé.

Eu e outros jornalistas estávamos no primeiro caminhão militar de um comboio que incluía sete blindados urutus das Forças de Paz da ONU, coordenadas no Haiti pelo exército brasileiro.

Nos 15 quilômetros que separam o aeroporto da capital, Porto Príncipe, ao Estádio Sylvio Cator, onde foi realizada a partida, o comboio foi cercado por mais de 150 mil haitianos em transe emocional absoluto.

O trajeto de ida foi feito em longos 90 minutos.

As imagens ficaram famosas no Brasil. E correram o mundo.

A explosão de sentimentos daquele povo miserável - parte em trapos, parte sem muda de roupa completa - diante da Seleção Brasileira, de brasileiros e de Ronaldô (assim eles gritavam, numa mistura de francês e créole, pelo craque Ronaldo Fenômeno) foi uma das maiores experiências de vida que tive.

Num calor de 40 graus, os haitianos pulavam sem camisa sobre as placas de ferro quentes dos urutus.

Não adiantava dizer que Ronaldô não estava neste ou naquele carro.

Com canetas e papéis amassados, a multidão se aglomerava sobre qualquer coisa que cheirasse a Brasil.

De acordo com uma pesquisa publicada dias antes do jogo pela revista inglesa The Economist, Ronaldô era, entre os haitianos, mais popular do que Jesus Cristo.

De  joelhos, muitos apertavam os braços no peito e mandavam beijos.

E a trilha sonora não mudava: Ronaldô, Ronaldô, Ronaldô...

Durante o jogo, os haitianos torceram para as duas seleções.

Isso mesmo.

Quando o Haiti atacava, eles gritavam e aplaudiam.

O Brasil rumava para o gol do Haiti e eles faziam o mesmo.

A partir do terceiro gol, os brasileiros presentes no estádio, a começar pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passaram a torcer por um gol do Haiti.

O governo local tinha oferecido US$ 1 mil para quem marcasse o primeiro e US$ 500 para o titular do eventual milagre do segundo.

Em vão.

Pierre Andre Rigaud, jornalista esportivo nascido no país e radicado em Miami, contou-me na ocasião que, ao final da partida em que o Brasil perdeu para a Argentina por 1 a 0, na Copa de 1990, na Itália, com um gol de Caniggia após passe de Maradona, um haitiano se matou com um tiro na cabeça e outro foi para o hospital após ter pulado embaixo de um carro.

O tenente-coronel brasileiro Carlos Aversa lembrou que, nas vitórias importantes da Seleção Brasileira, eles se aglomeram em frente ao portão do quartel das tropas de paz da ONU e pedem para que a bandeira brasileira seja hasteada.

Uma declaração de Aversa e outra do então técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, resumem com precisão o ocorrido naquela tarde.

Primeiro, Aversa:

- Recebo treinamento para controlar minhas emoções, mas tudo isso que estamos vendo não está sendo fácil. Fico com um nó na garganta.

Agora, Parreira:

- Na próxima vez que um jornalista virar para mim e perguntar qual a emoção mais forte que vivi em minha vida profissional, vou dizer que foi essa aqui no Haiti. E todos sabem que eu já vivi muitas delas.

Meses antes do Jogo da Paz, o ótimo jornalista Cláudio Camargo visitou o Haiti, também para Istoé, na companhia do repórter fotográfico Leopoldo Silva.

Sua descrição do que viu em Porto Príncipe é dolorosa:

- Nem a pior favela brasileira, nem mesmo Alagados, na periferia de Salvador, chega aos pés de Porto Príncipe em matéria de degradação e miséria. A capital haitiana é uma verdadeira sucursal do inferno: em meio a um calor de quase 40ºC e a um odor de lixo insuportável, os haitianos movimentam-se como espectros maltrapilhos e sujos. Não há água encanada nem esgoto para cerca de 90% da população, o que faz de Porto Príncipe uma verdadeira cloaca a céu aberto. Por inúmeras ruelas esburacadas e poeirentas, avistam-se centenas de jovens e velhos desocupados (a taxa de desemprego é de nada menos que 80% da força de trabalho). Mulheres esqueléticas carregam crianças no colo e levam na cabeça latas d’água captada nos infectos riachos que cortam a cidade. Velhas picapes transformadas em coletivos (conhecidos como “tap-tap”) cruzam as ruas da cidade transportando dez pessoas, em média, galinhas e perus.

E acrescenta:

- O choque de realidade atinge seu ápice numa feira no bairro de Bel Air, nas proximidades do porto, onde as pessoas vendem e compram frutas, legumes, verduras, roupas e quinquilharias em meio a toneladas de detritos acumulados, num clima de aparente normalidade que deixa perplexo o estrangeiro incauto.

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Pois é relamente impressionante: nada parece anular ou, ao menos, aliviar os efeitos de uma espécie de "Síndrome da Desgraça Eterna" que se estabeleceu sobre o Haiti.

Se for levada em conta a realidade histórica das Américas, pouca coisa indicava, até meados do século 19, que essa desgraça seria tão longa e profunda.

Em meados do século 18, o país tinha 450 mil negros escravos.

E pouco mais de cinco mil (1% da população) brancos livres.

Ex-colônia francesa, o Haiti foi o primeiro país das Américas  a declarar independência e a abolir a escravatura.

Livrou os escravos em 1794 (quase cem anos antes do Brasil, que o fez em 1888) e do colonizador,  a França, em 1804.

Para conquistar a independência, o exército haitiano, organizado por Jacques Dessalines, um ex-escravo, expulsou do país as tropas francesas, um império àquela altura já controlado por um certo Napoleão Bonaparte.

A reação foi também uma vingança pelo assassinato do ex-governador-geral do Haiti colônia, Toussaint Loverture, deposto e preso pelos franceses em 1801 e morto três anos depois, na cadeia, na França.

Entre o final do século 18 e a independência, em 1804, no início do século 19, o Haiti era o país mais próspero das Américas e uma das mais produtivas ciolônias francesas no mundo.

Incorporava, em seu território, o que é hoje a República Dominicana.

A produção e a exportação de açúcar, cacau e café eram fortes.

O primeiro grande impacto começou a ser sentido a partir da declaração de independência.

Dessalines, o novo imperador, em vez de construir uma solução para a perda de mão de obra escrava no campo, trocou o modelo de agricultura de exportação de cana, cacau e café pelo sistema familiar, de subsistência das famílias.

Com isso, o Haiti começou a empobrecer.

Em 1806, o país foi dividido em dois. A parte oriental foi reocupada pela Espanha.

Em 1822, o presidente Jean-Pierre Boyer retomou novamente este pedaço da ilha caribenha, mas a reunificação só durou até 1844, quando, em mais uma revolta, Boyer foi derrubado e a parte oriental, declarada independente.

Hoje, esta parte da ilha caribenha é a República Dominicana.

O século 20 foi especialmente cruel para o Haiti - e determinou seu mergulho, aparentemente definitivo, na "Síndrome da Desgraça Eterna".

De meados do século 19 até 1915, o Haiti teve 20 governantes.

Destes, 16 foram retirados do poder ou assassinados em pleno mandato.

Entre 1915 e 1934, os Estados Unidos ocuparam o país para "proteger os interesses americanos" na ilha caribenha.

De 1957 a 1986, os haitianos foram moídos por uma das ditaduras mais insanas, tribais e sangrentas da história da Humanidade, liderada até 1971 por François Duvalier, o Papa Doc, e a partir daí por seu filho, Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc.

Baby Doc e Papa Doc, apresentados a muitos brasileiros com menos de 40 anos pela música Nome aos Bois, dos Titãs - aniquilaram a oposição, perseguiram católicos e protestantes, fortaleceram o vodu na rotina do governo e do país.

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Fotos do Jogo da Paz: Ricardo Stuckert/PR

O poder era assegurado na bala e no fio da lâmina pelos tontons macoutes, ou bichos-papões, a guarda pessoal dos Duvalier.

Ela assaltava, constrangia e matava qualquer haitiano que ousasse discordar de algo no regime.

Após 14 anos de instabilidade e de troca de generais no poder, um padre de esquerda, Jean-Bertrand Aristide, eleito democraticamente, assume o poder em dezembro de 1990.

Aristide foi derrubado por um golpe de estado em 1991.

Exilou-se nos Estados Unidos.

Apoiado pelo governo americano e pelas Nações Unidas, ele retomou o poder em 1994, sob a guarda de tropas internacionais.

Mas, em fevereiro de 2004, ameaçado pela oposição armada que tomou parte do país, Aristide abandonou o poder.

E o Haiti. Foi viver na África do Sul.

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O presidente da Suprema Corte, Bonifácio Alexandre, assumiu a presidência de forma interina e convocou as Nações Unidas para ajudar a estabilizar o país.

René Préval, o atual presidente, ocupou a presidência entre 1996 e 2001.

Nos últimos 200 anos, foi o único chefe de Estado eleito democraticamente no país a completar o seu mandato e a passar o bastão para outro no final, como mandam as democracias.

Muito respeitado dentro e fora do país, Préval foi novamente eleito em 2006.

Com o apoio da ONU e de uma coalizão política, militar e humanitária de 16 países, liderada pelo Brasil, Préval vinha fazendo o possível para coordenar o longo processo para, um dia, apresentar aos haitianos amantes do Ronaldô uma vida um pouco mais distante do medievalismo.

Pois é: vinha fazendo o possível...

Até que, na tarde da última terça-feira (12), o relógio bateu nas 16h53 min em Porto Príncipe.

Virou pó o pouco que tinha sido construído num país em que metade de seus 10 milhões de habitantes é analfabeta e oito em cada dez habitantes em idade produtiva não tem um emprego formal.

Hospital, centros sociais, escolas, representações internacionais... tudo virou pó.

Corpos apodrecem em meio aos escombros.

Falta água, falta luz, falta comida, falta roupa, apoio, médico, carinho, tudo.

O cenário para a fome, as epidemias e a explosão de novas revoltas populares está pronto.

Há quem fale em pelo menos 100 mil mortos. Se o número for confirmado, trata-se de 1% da população atual do Haiti.

Pode ser mais. Muito mais.

O Haiti, mais uma vez, volta à estaca zero.

O ciclo da Síndrome da Desgraça Eterna - mais um deles - se refaz.

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Leia mais no R7 sobre a tragédia no Haiti.

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9 Jan 21h09

Por que o cartola do futebol brasileiro não incentiva o torcedor a comprar o produto do patrocinador do seu time?

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patrocinios Por que o cartola do futebol brasileiro não incentiva o torcedor a comprar o produto do patrocinador do seu time?

Um ponto do discurso feito pelo ex-presidente do Flamengo, Márcio Braga, na festa de final de ano do futebol, promovida pela CBF, chamou a atenção de todos.

Braga informou que o contrato firmado com a nova fornecedora de material esportivo, em julho de 2009, prevê R$ 21 milhões por ano ao rubro-negro e o pagamento da maior parte dos salários do atacante Adriano.

Além disso, uma cláusula do contrato estabelece que o grupo pague R$ 8 (oito reais) a mais para o Flamengo por cada camisa oficial vendida, em todo o País, nas lojas do clube ou da empresa.

Embalada em parte pela conquista do Brasileirão, a nova fornecedora vendeu,  só de camisas, 1,1 milhão de unidades entre julho e dezembro do ano passado.

Com isso, além das verbas fixas, o Flamengo recebeu R$ 8,8 milhões da empresa em 2009.

Grande parte dos clubes brasileiros da Primeirona não recebe isso de patrocínio total.

O fato traz novamente à tona uma antiga questão: por que o cartola do futebol brasileiro não incentiva, não convoca o torcedor de seu time a comprar os produtos e serviços das empresas que patrocinam e colocam dinheiro no clube do seu coração?

O creme de barbear, a rede de fast food, o óleo de carro, o posto de gasolina...

Sempre que possível, cartola deveria convocar o torcedor a usar esses produtos.

Posso apostar que pelo menos a metade dos torcedores que acompanham futebol não sabe quem são e que produtos vendem os principais patrocinadores de seus times.

Se não sabem, como vão comprar?

O Corinthians tem feito esse serviço com alguma competência.

Fora isso, nada.

Ao contrário do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos, esse trabalho é horrível aqui no Brasil.

Mesmo os cartolas com queda maior para o marketing, caso de Márcio Braga, são péssimos para realizar esse tipo de parceria no Brasil.

Um absurdo. Marketing da época das cavernas.

Dirigentes deveriam convocar os patrocinadores para, juntos, lançarem fortes campanhas de mídia vinculando seus produtos à imagem dos clubes.

Elas incluiriam os principais jogadores, técnicos, enfim, os ídolos que fossem capazes de seduzir o torcedor.

Os craques ganhariam para emprestar sua imagem à campanha – e isso seria pago pelos patrocinadores, que teriam todo o interesse neste tipo de campanha.

Só assim seria possível estabelecer o seguinte círculo virtuoso: o patrocinador vende mais, jogadores e técnicos ganham mais, o clube se valoriza, novos patrocinadores são atraídos porque o clube ajuda a vender mais e, claro, o clube passa a cobrar mais de seus patrocinadores.

Ganha todo mundo.

Mas, para isso, clubes e patrocinadores precisam se comunicar melhor.

E o torcedor, passar a buscar, deliberadamente, os produtos e serviços das empresas que prestigiam seus clubes.

Eu só não compro os produtos dos patrocinadores do meu clube quando não é possível.

Dito tudo isso, peço licença para ir à Internet encomendar uma camisa do meu time de coração.

Havia prometido isso a mim mesmo desde o Natal.

Leia mais sobre Flamengo e Corinthians no R7.

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5 Jan 03h04

Ronaldo sempre será Flamengo. O resto é conversa fiada – 3, ora, por favor…

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ronaldo camisa mengao 300x225 Ronaldo sempre será Flamengo. O resto é conversa fiada   3, ora, por favor...

Este é o terceiro texto desta série.

O primeiro está aqui.

O segundo, aqui.

Vamos ao terceiro, então.

Repararam bem na foto acima?

Pois é: os torcedores do Flamengo acharam bonita a camisa usada por Ronaldo na virada de ano, na Angra dos Reis castigada pelas chuvas.

Os do Corinthians, nem tanto.

Na reta final do Brasileirão, o craque admitiu estar torcendo para, nas suas palavras, "o meu time, o Flamengo".

Título conquistado, foi comemorar com o amigo Adriano Imperador.

Vamos ao que interessa: o coração do Fenômeno é rubro-negro, mas, para o torcedor corintiano, isso não faz a menor diferença - ou pelo menos não deveria fazer.

O atleta Ronaldo sempre foi profissional.

Sabe, como poucos, separar as coisas.

Se o Flamengo passar pela sua frente e ele puder, vai empurrar a bola para dentro do gol do mesmo jeito.

Com a mesma honestidade, a mesma vontade e a mesmíssima competência de sempre.

É um atacante soberbo e, se o gol tiver à sua frente, ele manda pra estopa e ponto final.

Para o torcedor corintiano, isso é o que importa (ou, ao menos, o que deveria importar).

Leiam mais sobre Flamengo e Corinthians no R7.

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9 Dez 01h01

Ronaldo Fenômeno sempre será Flamengo doente. O resto é conversa fiada – 2, a prova

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ronaldo Ronaldo Fenômeno sempre será Flamengo doente. O resto é conversa fiada   2, a prova

No último dia 25 de novembro, publiquei neste nosso canto uma tascada com o título "Ronaldo Fenômeno sempre será Flamengo doente. O resto é conversa fiada".

Nele, eu explicava porque o jogador, apesar de magoado, não deixou e nem deixará de torcer para o seu time de coração desde a infância.

Não leu? Então leia aqui.

Foi um dos textos mais prestigiados pelos amados amigos da blogosfera colorida em seus comentários.

De muitos deles, apanhei como barata em rota de fuga de cozinha.

Mas eis que, nesta terça-feira (8), o noticiário é invadido por uma declaração de Ronaldo no Rio de Janeiro.

Disse ele, após ter ido à festa do título rubro-negro em um clube da Barra da Tijuca:

- Este ano foi maravilhoso para mim. Nunca poderia imaginar que pudesse conseguir dois títulos como jogador pelo Corinthians, o Paulista e a Copa do Brasil, e mais dois como torcedor do Flamengo (nota do blogueiro: o tricampeonato carioca e o hexacampeonato brasileiro).

Agora estamos certos e esclarecidos, né não?

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25 Nov 03h47

Ronaldo Fenômeno sempre será Flamengo doente. O resto é conversa fiada

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ronaldo1 300x240 Ronaldo Fenômeno sempre será Flamengo doente. O resto é conversa fiada

Ronaldo Fenômeno é - e sempre será - torcedor doente do Flamengo.

Quando se é realmente do mundo do futebol, a gente nunca esquece o time que aprendeu a amar desde a infância.

O time do nosso pedaço, da nossa área.

Aquele que nos levou pela primeira vez ao estádio, criou nosso primeiro ídolo, nos fez chorar depois da primeira derrota decisiva e da primeira vitória que valeu campeonato.

Nunca esquece.

Basta perguntar isso, por exemplo, aos dignos e apaixonados torcedores da Fiel.

É o caso de Ronaldo.

Ele, isso é verdade, aprendeu a ter carinho pelo Corinthians e por sua grande e apaixonada torcida (o que não é nada difícil) neste período em que joga no Timão.

Ele ficou magoado porque faltou disposição e empenho da diretoria do Flamengo para fazer, na Gávea, o contrato que o craque merecia e sonhava.

Ele talvez tenha ficado ferido porque a diretoria rubro-negra teve interesse em investir em outros jogadores-símbolo e não nele.

Se o Flamengo, naquela ocasião, tivesse investido profissionalmente em Ronaldo Fenômeno, como ele merece, ele estaria lá, feliz da vida, até agora - e até o fim de sua carreira.

Professando o amor que sempre sentiu - e sempre professou - pelo Flamengo.

Tenham certeza disso.

O Corinthians se interessou em dar a Ronaldo a parceria profissional que o Flamengo vacilou em dar, magoando o Fenômeno.

Ele, Ronaldo, profissional exemplar que é, vestiu a camisa do projeto Corinthians.

E, acariciado pela Fiel, passou a devolver o carinho.

Hoje, diante de uma torcida apaixonada como a de seu time, ele tenta desvincular e diminuir a importância do amor que sente pelo rubro-negro - o que, antes de tudo, é bom para ele, para seus negócios, para o clube paulista e para a torcida do Timão.

Mas Ronaldo Fenômeno é Flamengo.

Flamengo doente.

É e será sempre, até morrer.

Está magoado, talvez até com razão, mas sabe disso.

Os jornalistas esportivos paulistas que alimentam a marola do Ronaldo corintiano também sabem disso.

Todos.

Os torcedores do Corinthians sabem disso.

Todos.

Todo mundo sabe disso.

O resto é conversa fiada.

Em tempo: já é hora de a torcida do Flamengo acabar com essa besteira de travesti contra o rapaz.

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